https://periodicos.ufmg.br/index.php/aletria/issue/feed Aletria: Revista de Estudos de Literatura 2021-10-01T23:50:56-03:00 Stéphanie Paes periodicosfaleufmg@gmail.com Open Journal Systems <div id="journalDescription"> <p>A&nbsp;<em>Aletria: Revista de Estudos de Literatura</em><em>&nbsp;</em>é um periódico trimestral, com avaliação de pares, mantido pelo&nbsp;<a href="http://www.letras.ufmg.br/Poslit/01_ninicio_pgs/inicio_001.htm" target="_blank" rel="nofollow noopener">Programa de Pós-Graduação em Estudos Literários</a>&nbsp;da&nbsp;<a href="http://www.letras.ufmg.br/site/" rel="nofollow">Faculdade de Letras</a>&nbsp;da&nbsp;<a href="https://www.ufmg.br/" rel="nofollow">Universidade Federal de Minas Gerais</a>&nbsp;(Brasil) desde 1993. Tem como missão fomentar a produção acadêmica sobre Estudos Literários e Culturais, permitindo a pesquisadores do Brasil e do exterior divulgarem suas pesquisas e contribuírem para o debate na área.</p> <div>A revista<em>&nbsp;Aletria&nbsp;</em>aceita, em fluxo contínuo, artigos inéditos em sua especialidade: ensaios sobre estudos literários e culturais e resenhas e recensões críticas de obras literárias e de obras científicas na área de literatura e teoria literária.</div> <p>Não se cobra dos autores pela publicação.</p> </div> https://periodicos.ufmg.br/index.php/aletria/article/view/34488 Condição imigrante 2021-08-05T14:46:49-03:00 Lubi Prates lubiprates@lubiprates.com Fernanda Miguel fernanda.valim@ufvjm.edu.br <p>Nesta entrevista, concedida em 2020 pela poeta Lubi Prates ao Grupo de Estudos em Literatura, Arte e Cultura (UFVJM/CNPq), a escritora fala sobre o momento presente da Pandemia da Covid-19 no Brasil, sobre a relação de seus versos com&nbsp;a questão do pertencimento e o permanente processo de reconhecimento, na ideia de tornar-se negra em diáspora, uma desconhecida ou uma eterna imigrante, e, sobretudo, sobre como planeja a liberdade através da poesia.</p> 2021-10-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Fernanda Miguel https://periodicos.ufmg.br/index.php/aletria/article/view/29098 “Misterioso reino” 2021-04-30T15:26:39-03:00 Carolina Correia dos Santos caro.corre.san@gmail.com <p>O artigo parte da discussão sobre a literatura comparada na obra de Gayatri Spivak (2003), <em>Death of a Discipline</em>, para elaborar um modo de leitura de perto tipicamente feminista e pós-colonial, motivado por saberes parciais e localizados e uma ativa relação com o texto lido. Uma vez formulado e impelido ao encontro da teoria pós-colonial, este modo de leitura nos ajudará a recontar a história de <em>Fitzcarraldo</em>, filme de Werner Herzog, especialmente através da perspectiva dos índios que, resistentes ao contato com outros povos, surpreendentemente ajudam Fitzcarraldo a navegar e tornam-se indispensáveis na sua jornada. A junção dos conceitos transdisciplinares propostos pelo feminismo com a abordagem necessariamente política da teoria pós-colonial permite a este artigo criar e aprofundar-se no “reino misterioso” que Herzog menciona no diário escrito durante as filmagens.</p> 2021-10-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Carolina Correia dos Santos https://periodicos.ufmg.br/index.php/aletria/article/view/27030 O caderno e o lápis, armas indígenas contemporâneas 2021-05-11T15:36:28-03:00 Suene Honorato suenehonorato@letras.ufc.br <p>No romance <em>Canumã</em>: a travessia, de Ytanajé Coelho Cardoso (2019), uma família munduruku migra da aldeia para a cidade. A decisão é motivada pelas alterações no modo de vida tradicional, provocadas pelo estreitamento das relações com o mundo não-indígena. Nesse contexto, a educação formal é ressignificada como arma indígena, inscrita na continuidade das lutas contra o etnocídio. A partir dos movimentos entre aldeia e cidade, conhecimento tradicional e acadêmico, vida e literatura, discutirei as imagens dos processos formativos inscritas no romance e as possibilidades de se construir um diálogo entre culturas, saberes, mundos, em que as diferenças não sejam hierarquizadas.</p> 2021-10-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Suene Honorato https://periodicos.ufmg.br/index.php/aletria/article/view/24176 Trânsfugas e outros herdeiros das cinzas em Milton Hatoum 2021-03-12T14:27:30-03:00 Luciana Persice Nogueira-Pretti luciana.persice@yahoo.com.br <p>A figura do trânsfuga, conceituada aqui a partir de aportes de Pierre Bourdieu (2007) e Martine Leibovici (2014), tem uma presença marcante na obra literária de Milton Hatoum. Em seus três primeiros romances, que se sucedem e possuem elementos de continuidade de um a outro, observaremos alguns personagens, inclusive os narradores, como essa figura que transita entre dramas existenciais cruciais, tais como orfandade, bastardia, linhagem familiar, e diversas formas de estraneidade – seja enquanto estrangeiro em terra de acolhimento, um “estranho no ninho” da família onde nasce ou é acolhido, ou ainda noutras formas de interagir no mundo e com o Outro. Seres em trânsito ou fuga, alguns dos personagens de Hatoum nos permitem, então, evidenciar o estranhamento, a estranheza e inadequação no interior da própria casa, que às vezes é espelho de nosso país, e observar como eles encontram, cada qual à sua maneira, formas inesperadas de seguir caminho.</p> 2021-10-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Luciana Persice Nogueira-Pretti https://periodicos.ufmg.br/index.php/aletria/article/view/26986 Autoexílio e pátria literária em Los Eunucos Inmortales de Oswaldo Reynoso 2021-03-31T16:26:26-03:00 Lara Poenaru larapoenaru@gmail.com Rômulo Monte Alto romulomontealto@gmail.com <p>Este artigo discute os reflexos do autoexílio no livro <em>Los Eunucos Inmortales</em> (1995) do escritor peruano Oswaldo Reynoso. Considerando a hipótese defendida por Torres (2016) de que a prosa de Reynoso, após o exílio, pode ser lida desde uma segunda onda criativa, caracterizada pela linguagem poética que visa ao descobrimento da identidade, analisaram-se três inovações no romance: o paralelismo entre Lima e Pequim; a construção da imagem do estrangeiro; o viés antropológico adotado para se pensar pátria e identidade. Se anteriormente Reynoso buscava a liberdade a partir da crítica visceral ao capitalismo, agora muda-se o objeto de sua procura vital, desencadeada após a frustração do regime maoísta. Para o narrador, a liberdade, agora entendida como felicidade, passa a se encontrar na literatura e não na realidade, o que o leva a propor que sua identificação nacional não se alinha mais à pátria geográfica, mas à pátria literária.</p> 2021-10-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Lara Poenaru, Rômulo Monte Alto https://periodicos.ufmg.br/index.php/aletria/article/view/29268 A literatura trânsfuga de José Falero 2021-06-15T17:30:59-03:00 Andrea Cristiane Kahmann ackahmann@gmail.com <p>Este artigo analisa a literatura de José Falero como trânsfuga, ou seja, a que rompe barreiras de expectativas no <em>jogo literário</em>. Afinal, as origens sociais e os círculos de socialização da pessoa que escreve, assim como a profissão que exerce para além da literatura, acabam, não raro, por mediar a atribuição do “mérito” da obra. Apesar disso, é nos sistemas relativamente dominados e de agentes sem privilégio no <em>jogo literário</em> que, não raro, surgem as produções mais inovadoras. A partir dessa perspectiva, abordaremos a literatura de José Falero, sobretudo os contos de <em>Vila Sapo</em> (2019) e o romance <em>Os supridores</em> (2020), além de entrevistas concedidas pelo escritor a jornais, a um podcast e à própria autora deste trabalho.</p> 2021-10-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Andrea Cristiane Kahmann https://periodicos.ufmg.br/index.php/aletria/article/view/29447 Quase ausentes 2021-06-18T14:59:19-03:00 James Rios de Oliveira Santos jamesrios.cult@gmail.com Altamir Botoso abotoso@uol.com.br <p>Detendo-se em terreno da literatura brasileira, mais especificamente ao âmbito das políticas públicas de distribuição de livros paradidáticos, o presente estudo, fazendo uso do método qualitativo e quantitativo, visa apresentar dados concernentes à baixa presença (ou quase ausência) de autores negros a compor o Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE). Ademais, o trabalho centra-se no exame das obras Quarto de despejo, de Carolina Maria de Jesus, e O livreiro do Alemão, de Otávio Júnior, para ressaltar a importância de seus discursos antirracistas no âmbito de um programa de distribuição de livros, composto majoritariamente por autores não negros e por narrativas de temáticas afro-brasileiras diminutas. Este estudo conclui que políticas públicas de leitura, como o PNBE, deveriam acolher, quantitativamente, em seus acervos, um número maior de autores negros e obras mais representativas do ponto de vista racial e cultural, como as que aqui foram apontadas. Em síntese, o presente artigo tem o objetivo de propiciar e evidenciar, principalmente tendo em vista o público leitor dessas obras, o jovem negro, possibilidades de representação literária com as quais possam se identificar adequadamente.</p> 2021-10-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 James Rios de Oliveira Santos, Altamir Botoso https://periodicos.ufmg.br/index.php/aletria/article/view/29253 Os verdes mares bravios do Turista aprendiz 2021-05-03T16:00:45-03:00 Rodrigo de Albuquerque Marques rodrigo.marques@uece.br <p>O presente artigo descreve um trecho da viagem de Mário de Andrade ao Norte e Nordeste do país em 1927. Refere-se às passagens e iconografias de O Turista aprendiz: (Viagens pelo Amazonas até o Peru, pelo Madeira até a Bolívia e por Marajó até dizer chega), diário de viagem do modernista, nas quais o estado do Ceará e a sua capital Fortaleza aparecem não só como espaço geográfico, mas como espaço simbólico e literário. O artigo reflete como um dia de passeio de Mário de Andrade na capital cearense, levou-o a refletir sobre a poesia de Castro Alves e a prosa de José de Alencar, revisando, no curso do diário, concepções românticas acerca da relação entre as forçasde nossa natureza tropical e uma literatura nacional autêntica.</p> 2021-10-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Rodrigo de Albuquerque Marques https://periodicos.ufmg.br/index.php/aletria/article/view/29024 A Mensageira 2021-04-22T14:32:57-03:00 Cristina Loff Knapp crislknapp@gmail.com <p>O tema deste artigo serão as vozes femininas na revista <em>A Mensageira</em>. Para tanto, nosso objetivo primordial focaliza na discussão da consolidação dessa escrita como forma de trazer à tona os textos que foram silenciadas pela historiografia literária brasileira. Assim, faremos uma breve discussão de como se alicerçou os escritos das mulheres, no Brasil, no século XIX, balizada nas afirmações de Duarte (1997 e 2017), Telles (2004), Perrot (2008) e Teixeira (2008). A partir disso, traremos à luz da discussão essas publicações e a importância da revista <em>A Mensageira</em> como veículo de divulgação desses ideais e como propulsor desses artigos, poemas, contos e crônicas de autoria feminina no século XIX, tendo como referencial teórico os escritos de Luca (1999). Sendo assim, nosso estudo procura mostrar como o periódico foi um meio de enfatizar a resistência e a reflexão das diferenças entre homens e mulheres, tornando-se um espaço de disseminação de escritoras que não foram consagradas pelo cânone.</p> 2021-10-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Cristina Loff Knapp https://periodicos.ufmg.br/index.php/aletria/article/view/26766 Violência e escapismo como lazer para os desvalidos em Trainspotting e Cola de Irvine Welsh 2021-04-08T15:25:07-03:00 Amaury Garcia dos Santos Neto amaury.garcia@gmail.com <p>Este artigo analisa representações da experiência de lazer de personagens jovens pertencentes às classes trabalhistas da Escócia, nos romances <em>Trainspotting </em>e <em>Cola</em>, de Irvine Welsh, considerando o contexto histórico em que as narrativas se situam: a era Thatcher. Tal experiência, em meio a uma realidade de diminuição do estado de bem-estar, escassez de oportunidades e desemprego em massa, é atravessada por dois fatores: escapismo, evidenciado pelo uso de heroína; e violência, evidenciado pelo abuso de álcool e por disputas de torcidas organizadas de clubes de futebol, o chamado <em>hooliganismo</em>. Busco demonstrar de que forma as políticas do governo Thatcher, assim como o pensamento e agenda neoliberais por ela seguidos, são representados como fator relevante para moldar a experiência de lazer da juventude de classes menos favorecidas da Escócia nos romances selecionados.</p> 2021-10-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Amaury Garcia dos Santos Neto https://periodicos.ufmg.br/index.php/aletria/article/view/26516 O Fantasioso Encontro entre Jung e Tolkien 2021-05-03T16:52:21-03:00 Pablo Rwany Batista Ribeiro do Vale psipablodovale@gmail.com Teresinha Vânia Zimbrão da Silva teresinha.zimbrao@gmail.com <p>Uma das grandes peculiaridades da Psicologia Analítica é o fato de ter nascido no berçário da transdisciplinaridade. Ícones de diferentes campos do conhecimento estiveram tête-à-tête com Carl Jung ao longo de toda a sua vida científica. E, conforme é contado, todos eram bem vindos ao seu escritório para uma frutífera permuta de ideias. Seguindo a boa tradição, este breve estudo pretende comparar as teorias e elaborações da escola da Psicologia Analítica e as teorias e explicações do filólogo, linguista e escritor John Ronald Reuel Tolkien acerca do curioso fenômeno dos contos de fadas e suas particularidades enquanto parte de uma realidade psíquica criativa e arcaica. Este escrito convidará o Senhor da Fantasia ao escritório de Jung em Küsnacht ou convidará Jung aos encontros dos <em>Inklings </em>em Oxford para um amigável e fantasioso diálogo.</p> 2021-10-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Pablo Rwany Batista Ribeiro do Vale, Teresinha Vânia Zimbrão da Silva https://periodicos.ufmg.br/index.php/aletria/article/view/36492 Editorial 2021-09-30T09:37:28-03:00 Elen de Medeiros elendemedeiros@hotmail.com Marcos Antônio Alexandre marcosxandre@yahoo.com Sabrina Sedlmayer sabrina.sedlmayer@gmail.com Georg Otte georg.otte@uol.com.br 2021-10-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Elen de Medeiros https://periodicos.ufmg.br/index.php/aletria/article/view/33566 VERUNSCHK, Micheliny. O som do rugido da onça. São Paulo: Companhia das Letras, 2021. 168 p. 2021-05-12T16:59:05-03:00 Michelle Marcia Cobra Torre michelletorre@yahoo.com.br 2021-10-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Michelle Marcia Cobra Torre