Aletria: Revista de Estudos de Literatura https://periodicos.ufmg.br/index.php/aletria <div id="journalDescription"> <p>A&nbsp;<em>Aletria: Revista de Estudos de Literatura</em><em>&nbsp;</em>é um periódico trimestral, com avaliação de pares, mantido pelo&nbsp;<a href="http://www.letras.ufmg.br/Poslit/01_ninicio_pgs/inicio_001.htm" target="_blank" rel="nofollow noopener">Programa de Pós-Graduação em Estudos Literários</a>&nbsp;da&nbsp;<a href="http://www.letras.ufmg.br/site/" rel="nofollow">Faculdade de Letras</a>&nbsp;da&nbsp;<a href="https://www.ufmg.br/" rel="nofollow">Universidade Federal de Minas Gerais</a>&nbsp;(Brasil) desde 1993. Tem como missão fomentar a produção acadêmica sobre Estudos Literários e Culturais, permitindo a pesquisadores do Brasil e do exterior divulgarem suas pesquisas e contribuírem para o debate na área.</p> <div>A revista<em>&nbsp;Aletria&nbsp;</em>aceita, em fluxo contínuo, artigos inéditos em sua especialidade: ensaios sobre estudos literários e culturais e resenhas e recensões críticas de obras literárias e de obras científicas na área de literatura e teoria literária.</div> <p>Não se cobra dos autores pela publicação.</p> </div> pt-BR <p>Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja <a style="font-weight: 400;" href="http://opcit.eprints.org/oacitation-biblio.html"><span style="font-weight: 400;">The Effect of Open Access</span></a><span style="font-weight: 400;">)</span>.</p> periodicosfaleufmg@gmail.com (Stéphanie Paes) periodicosfaleufmg@gmail.com (Stéphanie Paes) Thu, 08 Feb 2024 16:09:58 -0300 OJS 3.3.0.14 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 Apresentação https://periodicos.ufmg.br/index.php/aletria/article/view/51093 Paulo Bio Toledo, Marcos Antônio Alexandre, Elen de Medeiros, Priscila Matsunaga, Jorge Louraço Figueira (Autor) Copyright (c) 2024 Paulo Bio Toledo, Marcos Antônio Alexandre, Elen de Medeiros, Priscila Matsunaga, Jorge Louraço Figueira (Autor) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.ufmg.br/index.php/aletria/article/view/51093 Thu, 08 Feb 2024 00:00:00 -0300 Em torno da Natureza das coisas e das imagens https://periodicos.ufmg.br/index.php/aletria/article/view/45255 <p><strong>Resumo</strong>: Este artigo busca analisar representações da natureza presentes no fotolivro Natureza das coisas, de Pedro Motta, a partir da leitura do poema Sobre a natureza das coisas = De rerum natura, de Tito Lucrécio. Neste estudo, evidencia-se que o poeta romano, ao construir sua descrição da natureza das coisas, por meio de um tratado filosófico-científico de base epicurista, persegue tanto o tema da verdade quanto a forma como ele deve ser expresso. Por sua vez, as seis séries fotográficas analisadas, presentes no fotolivro de Motta, revelam um jogo ambíguo entre realidade e ficção, fundamental para inserir essas obras na estética contemporânea, ao mesmo tempo que demonstram a preocupação ética que permeia o trabalho do artista mineiro. A leitura e a observação dessas duas obras homônimas suscitam reflexões sobre o atual processo avassalador de exploração, mercantilização e deterioração da natureza.<br /><strong>Palavras-chave</strong>: Natureza das coisas; Lucrécio; Pedro Motta; verdade; ficção.<br /><br /><strong>Abstract</strong>: This article seeks to analyze representations of nature present in the photobook Nature of Things, by Pedro Motta, based on the reading of the poem On the Nature of Things = De rerum natura, by Tito Lucrécio. This examination argues that, when constructing his description of the nature of things through an Epicurian-based philosophical-scientific treatise, the Roman poet explores both the ways in which truth should be expressed, and truth as a theme in itself. In turn, the six photographic series analyzed from Motta’s photobook, reveal an ambiguous game between reality and fiction, which is fundamental to insert these pieces in the field of contemporary aesthetics, at the same time as they demonstrate the ethical concern that permeates the artist’s work. Through a careful analysis of these two homonymous pieces, this article reflects upon today’s devastating process of exploitation, commodification, and deterioration of nature.<br /><strong>Keywords</strong>: Nature of Things; Lucretius; Pedro Motta; truth; fiction.</p> Elisa Amorim Vieira (Autor) Copyright (c) 2024 Elisa Amorim Vieira (Autor) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.ufmg.br/index.php/aletria/article/view/45255 Thu, 08 Feb 2024 00:00:00 -0300 O andarilho e A Grande Sombra https://periodicos.ufmg.br/index.php/aletria/article/view/42003 <p><strong>Resumo</strong>: Personagens em trânsito marcam textos considerados fundadores da Literatura. No presente artigo, foi traçado um paralelo entre as obras do filósofo alemão Friedrich Nietzsche e do escritor português Mário de Sá-Carneiro, em “O andarilho e sua sombra” e “A grande sombra”. Observa-se que o ato de sair ao mundo pelos narradores-personagens é acompanhado pela projeção da sombra, forma do ser que o delimita e elemento de transição do devir do sujeito. Em meio ao processo narrativo e à construção de aforismos, é possível estabelecer diálogo entre os textos dos dois autores. Observando as particularidades do andarilho e do viajante, destacam-se as metáforas e analogias construídas a partir da sombra, não são mera oposição entre claro-escuro, mas sim como processos de transformação.<br /><strong>Palavras-chave</strong>: Friedrich Nietzsche; Mário de Sá-Carneiro; sombra; andarilho.<br /><br /><strong>Abstract</strong>: Characters on a journey are common among texts considered foundational in Literature. In the present article, a parallel is drawn between the works of the German philosopher Friedrich Nietzsche’s “The wanderer and his shadow” and the Portuguese writer Mário de Sá-Carneiro’s “The great shadow”. It is observed that the act of going out into the world by the narrators-characters is accompanied by the projection of the shadow, the form of the being that delimits it and the transition element of the subject’s becoming. Amid the narrative process and the construction of aphorisms, it is possible to establish a dialogue between the authors’ texts. Observing the particularities of the wanderer and the traveller, the metaphors and analogies built from the shadow stand out, not as a mere opposition between light and dark, but as processes of transformation.<br /><strong>Keywords</strong>: Friedrich Nietzsche; Mário de Sá-Carneiro; shadow; wanderer.</p> Priscila Rosa Martins, Renan Pavini Pereira da Cunha (Autor) Copyright (c) 2024 Priscila Rosa Martins, Renan Pavini Pereira da Cunha (Autor) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.ufmg.br/index.php/aletria/article/view/42003 Thu, 08 Feb 2024 00:00:00 -0300 As geografias do vento em Ton beau capitaine, de Simone Schwarz-Bart https://periodicos.ufmg.br/index.php/aletria/article/view/44961 <p><strong>Resumo:</strong> Escrita e encenada em 1987 durante o Troisièmes Rencontres Caribéennes de Théâtre en Guadeloupe, Ton beau capitaine, de Simone Schwarz-Bart, encena o drama de Wilnor, imigrante haitiano que deixa sua terra natal em busca de uma vida melhor para si e para os seus. Trabalhador precarizado em Guadaloupe, o personagem faz parte dessa “estranha conferência de poetas e de grandes seres humanos” cantados por Patrick Chamoiseau (2017) em Frères migrants. E é por meio do que Paul Gilroy (2012) nomeia como próprio de uma “cultura expressiva” em oposição à tradição iluminista, que separaria arte e vida, que o drama de Wilnor exige do próprio corpo do ator que escreva em gesto e dança o destino de seus frères. O objetivo dessa comunicação é refletir sobre o modo como Schwarz-Bart constrói uma poética cênica em que ausência e presença, segredo e revelação movimentam com delicada violência essas “geografias do vento” ao mesmo tempo constituídas por e constitutivas dos processos de migração de que Chamoiseau nos fala em seu livro.<br /><strong>Palavras-chave:</strong> Simone Schwarz-Bart; Ton beau capitaine; teatro antilhano; diáspora.</p> <p><strong>Abstract:</strong> Written and staged in 1987 during the Troisièmes Rencontres Caribéennes de Théâtre in Guadeloupe, Ton beau capitaine, a Simone Schwarz-Bart’s play, stages the drama of Wilnor, a Haitian immigrant who leaves his homeland in search of a better life for himself and his family. A precarious worker in Guadaloupe, this character is part of this “strange conference of poets and great human beings” sung by Patrick Chamoiseau (2017) in Frères migrants. And it is through what Paul Gilroy (2012) names as characteristic of an “expressive culture” in opposition to the Enlightenment tradition that would separate art and life that Wilnor’s drama requires the actor’s own body to write in gesture and dance the destiny of your brothers. The objective of this communication is to reflect on the way in which Schwarz-Bart builds a scenic poetics in which absence and presence, secret and revelation move with delicate violence these “geographies of the wind” at the same time constituted by and constitutive of the migration processes that Chamoiseau tells us in his book.<br /><strong>Keywords:</strong> Simone Schwarz-Bart; Ton beau capitaine; Antillean theater; diaspora.</p> Rodrigo Ielpo (Autor) Copyright (c) 2024 Rodrigo Ielpo (Autor) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.ufmg.br/index.php/aletria/article/view/44961 Thu, 08 Feb 2024 00:00:00 -0300 “Um governo azul como o cosmo” https://periodicos.ufmg.br/index.php/aletria/article/view/44854 <p><strong>Resumo</strong>: Com a finalidade de expor algumas reflexões em relação à dramaturgia mapuche contemporânea chilena, estabelecerei um diálogo com o texto dramático Los pueblos te llaman Nahuelpan Presidente (2018), de Roberto Cayuqueo. A partir das reflexões propostas pretendo sinalizar de que modo esta dramaturgia se conecta, conforme minha leitura, com um movimento mais profundo de consciência histórica e social de artistas chilenos que, a partir do reconhecimento de suas raízes ancestrais, têm ocupado um espaço importante na cena teatral chilena e latino-americana. Ao revisar e reformular os modos de elaboração dramatúrgica teatral já consolidados a partir de seus repertórios ancestrais, estes coletivos têm tornado possível a visibilização de temas relacionados aos povos originários do Chile, suas formas de viver e expressar, seus corpos, suas vozes, testemunhos e denúncias; suas lutas, mortes e lutos.<br /><strong>Palavras-chave</strong>: dramaturgias mapuche; Colectivo Epew; lugar específico de enunciação; memórias coletivas; Los pueblos te llaman Nahuelpan Presidente.<br /><br /><strong>Abstract</strong>: In order to expose reflections related to the contemporary Chilean Mapuche drama, this article aims to establish a connection with the dramatic text Los pueblos te llaman Nahuelpan Presidente (People call you President Nahuelpan (2018)), by Roberto Cayuqueo. Based on the reflections presented, I intend to indicate how this dramaturgy is connected – according to my interpretation – with a deeper movement of historical and social consciousness of Chilean artists who, based on the recognition of their ancient roots, have taken up an important space in the Chilean and Latin American drama scenario. By reviewing and reformulating methods of theatrical construction already consolidated upon its ancient background, these collectives have enabled the visibility of themes related to Chilean native people, their ways of living and expressing their bodies, voices, testimonials, claims; their struggles, deaths, and grief.<br /><strong>Keyword</strong>: mapuche drama; Collective Epew; specific locus of enunciation; collective memories; Los pueblos te llaman Nahuelpan Presidente</p> Carla Dameane Pereira de Souza (Autor) Copyright (c) 2024 Carla Dameane Pereira de Souza (Autor) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.ufmg.br/index.php/aletria/article/view/44854 Thu, 08 Feb 2024 00:00:00 -0300 Olhares na representação de mulheres https://periodicos.ufmg.br/index.php/aletria/article/view/44624 <p><strong>Resumo</strong>: Este artigo reflete sobre as fronteiras do gênero na construção de escritas masculinas relidas sob olhares de diretoras mulheres, esses limiares são investigados a partir de leituras feministas (fundamentadas por teorias de Butler, 2014; Segato, 2020; Forstenzer, 2022 e Louro, 2004) de textos dos autores chilenos Roberto Bolaño (1955) e Guillermo Calderón (1971). Especificamente, analisamos personagens femininas de duas obras de Roberto Bolaño: Una novelita lumpen (2002) levada ao cinema por Alicia Scherson (1974), mas que perfeitamente poderia ter sido levada ao teatro, intitulada Il futuro (2013) e Los detectives salvajes (1998), a partir de uma proposta de montagem cênica possível. Num exercício semelhante, analisamos a leitura feminista que a montagem brasileira Classe (2019), realizada pelo grupo de teatro Mulheres Míticas sob direção de Sara Rojo (1955), promove a partir da tradução do texto original Clase (2008), escrito pelo dramaturgo, diretor e roteirista Guillermo Calderón. Não pretendemos criar um modelo de continuidade que permita compreender, como um todo homogêneo, a escrita masculina sobre mulheres, mas sim analisar casos concretos que possibilitem criar interrogações e debates que contribuam para essa reflexão.<br /><strong>Palavras-chave</strong>: gênero; teatro; cinema; feminismo; Guillermo Calderón; Roberto Bolaño.<br /><br /><strong>Abstract</strong>: This article reflects on the boundaries of gender in the construction of male writings reread under the eyes of female directors, these thresholds are investigated from feminist readings (based on theories by Butler, 2014; Segato, 2020; Forstenzer, 2022 and Louro, 2004) of texts by Chilean authors Roberto Bolaño (1955) and Guillermo Calderón (1971). Specifically, we analyze female characters from two works by Roberto Bolaño: Una novelita lumpen (2002) taken to the cinema, but which perfectly could be taken to the theater, by Alicia Scherson (1974) entitled Il futuro (2013) and Los detectives salvajes (1998), based on a proposal for a possible scenic montage. In a similar exercise, we analyzed feminist reading that the Brazilian montage Classe (2019), performed by the theater group Mulheres Míticas under the direction of Sara Rojo (1955), promotes from the translation of the original text Clase (2008), written by playwright, director, and screenwriter Guillermo Calderón. We do not intend to create a model of continuity that allows us to understand, as a homogeneous whole, male writing about women, but rather to analyze concrete cases that make it possible to create questions and debates that contribute to this reflection.<br /><strong>Keywords</strong>: Gender; Theater; Movie theater; Feminism; Guillermo Calderón; Roberto Bolaño.</p> Jéssica Ribas, Sara Rojo (Autor) Copyright (c) 2024 Jéssica Ribas, Sara Rojo (Autor) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.ufmg.br/index.php/aletria/article/view/44624 Thu, 08 Feb 2024 00:00:00 -0300 A mancha roxa, o teatro da peste e o direito à violência https://periodicos.ufmg.br/index.php/aletria/article/view/44887 <p><strong>Resumo</strong>: Em A mancha roxa, Plínio Marcos representa mulheres assoladas por um flagelo inominável, perceptível apenas nas manchas da epiderme e nos sintomas clínicos da peste. No drama, exploradas pela carceragem, as personagens estão condenadas ao extermínio pela doença e ao esquecimento no aparelho punitivo. Assim, o texto analisa as políticas de extermínio – a violência administrada, a fobia generalizada, o imaginário da peste –, as imagens distópicas do desastre epidêmico e as formas de sobrevivência das personagens. Na segunda parte, depois da composição da fábula teatral e das políticas de extermínio, o estudo explora o discurso de insubmissão das presas, na defesa do direito a uma violência messiânica e redentora.<br /><strong>Palavras-chave</strong>: dramaturgia; distopia; teatro da peste; violência; Plínio Marcos.<br /><br /><strong>Abstract</strong>: In A mancha roxa, Plínio Marcos portrays women plagued by an unnameable scourge, perceptible only in the stains of the epidermis and in the clinical symptoms. In the drama, exploited by imprisonment, the characters are condemned to extermination by illness and oblivion in the punitive apparatus. Thus, this text analyzes the extermination policies – the administered violence, the generalized phobia, the imagery of the plague –, the dystopian images of the epidemic disaster and the characters’ ways of survival. In the second part, after the composition of the theatrical fable and the extermination policies, the study explores the discourse of insubordination of the prisoners, in defense of the right to a messianic and redemptive violence.<br /><strong>Keywords</strong>: dramaturgy; dystopia; theater of plague; violence; Plínio Marcos.</p> Rainério dos Santos Lima (Autor) Copyright (c) 2024 Rainério dos Santos Lima (Autor) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.ufmg.br/index.php/aletria/article/view/44887 Thu, 08 Feb 2024 00:00:00 -0300 Genet, a afirmação de vida e O Balcão https://periodicos.ufmg.br/index.php/aletria/article/view/44912 <p><strong>Resumo</strong>: Este artigo visa contribuir para a reconceitualização da dramaturgia pós-Segunda Guerra Mundial ao desestabilizar a noção de Teatro do Absurdo a partir da crítica de Michael Y. Bennett (2011). Discute a influência decisiva de Friedrich Nietzsche tanto na trajetória pessoal quanto na prática artística de Jean Genet e propõe uma breve abordagem hermenêutica do texto dramático O balcão, originalmente publicado em 1956. Por um lado, o artigo argumenta que a obra dramática em questão retrata, com inequívoco pessimismo, o sujeito moderno à deriva do niilismo e, por outro lado, põe em relevo o vigor criativo que impeliu Genet a uma trajetória prodigiosa.<br /><strong>Palavras-chave</strong>: Genet; Nietzsche; desfamiliarização; niilismo; Teatro do Absurdo.<br /><br /><strong>Abstract</strong>: This article aims to contribute to the reconceptualization of the post-World War II dramaturgy in destabilizing the notion of Theatre of the Absurd drawing upon Michael Y. Bennett’s perspective (2011). It discusses the decisive influence of Friedrich Nietzsche both on Jean Genet’s personal trajectory as well as his artistic practice and proposes a concise hermeneutic approach to the play The Balcony, first published in 1956. On the one hand, the article argues that the dramatic work in question portrays, with unequivocal pessimism, the modern subject adrift on nihilism and, on the other hand, it highlights the creative vigour that prompted Genet’s prodigious trajectory.<br /><strong>Keywords</strong>: Genet; Nietzsche; defamiliarization; nihilism; Theatre of the Absurd.</p> Sergio Melo (Autor) Copyright (c) 2020 Sergio Melo (Autor) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.ufmg.br/index.php/aletria/article/view/44912 Fri, 19 Jan 2024 00:00:00 -0300 The Mode of Enunciation in Beckett’s Plays https://periodicos.ufmg.br/index.php/aletria/article/view/45547 <p><strong>Abstract</strong>: This article analyses the question of language and its mode of enunciation as it is worked out as something that permeates the construction of the characters in Samuel Beckett’s three main plays: Waiting for Godot, Happy Days and Endgame. It therefore resorts to the analysis of language as containing the approach of the Other that can be understood as the unconscious. Authors such as Theodor W. Adorno and Michael Worton are addressed as they examine the philosophical aspects of the plays and the intersections between nonverbal language and a silent reading of them. The dilemmas of the characters in the three plays, similar to those of modern and contemporary individuals, are analyzed in the context in which the Theatre of the Absurd is inserted. It concludes that Beckett’s use of language reflects new identities that are being formed as it questions reality in its engagement with discourse and the present.<br /><strong>Keywords</strong>: Beckett; language; mode of enunciation; character; interpretation.<br /><br /><strong>Resumo</strong>: Este artigo analisa a questão da linguagem e seu modo de enunciação, conforme é trabalhada como algo que perpassa a construção dos personagens nas três principais peças de Samuel Beckett: Esperando Godot, Dias Felizes e Fim de Partida. Para isso, recorre à análise da linguagem como contendo o elemento do Outro que pode ser compreendido enquanto o inconsciente. Autores como Theodor W. Adorno e Michael Worton são abordados ao examinarem os aspectos filosóficos das peças e as interseções entre a linguagem não verbal e uma leitura silenciosa delas. Os dilemas dos personagens nessas três peças, semelhante aos dos indivíduos modernos e contemporâneos, são analisados no contexto em que se insere o Teatro do Absurdo. Conclui-se com isso que o uso da linguagem em Beckett reflete novas identidades que estão se formando ao questionar a realidade no seu engajamento com o discurso e o presente.<br /><strong>Palavras-chaves</strong>: Beckett; linguagem; modo de enunciação; personagem; interpretação.</p> Rafael Campos Oliven (Autor) Copyright (c) 2024 Rafael Campos Oliven (Autor) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.ufmg.br/index.php/aletria/article/view/45547 Thu, 08 Feb 2024 00:00:00 -0300 O teatro na República de Weimar https://periodicos.ufmg.br/index.php/aletria/article/view/45642 <p><strong>Resumo</strong>: A peça Hoppla, estamos vivos!, escrita por Ernst Toller e encenada por Erwin Piscator em 1927, é um dos capítulos fundamentais do teatro político. Escrita e encenada durante os assim chamados “anos dourados” (1924-1929) da República de Weimar, a peça faz um balanço crítico muito acurado das tensões e contradições que se projetam sobre 1927, sempre perspectivado a partir da revolução alemã, em 1919. Piscator não apenas encena, mas contribui com a dramaturgia, o que também ganha importância no seu contexto de produção. A peça conseguiu a proeza de ser mal avaliada pela esquerda (que a considerou derrotista), pela direita (que a apostrofou comunista) e dos críticos teatrais (que viram no abandono do expressionismo um suposto recuo estético). Nesse artigo, procuramos fazer alguns apontamentos sobre a peça (com o intuito de mostrar sua potência), bem como apresentamos uma parte da nossa tradução, que será publicada integralmente em breve.<br /><strong>Palavras-chave</strong>: Hoppla, estamos vivos!; Ernst Toller; teatro político; teatro épico-dialético; teatro alemão.<br /><br /><strong>Abstract</strong>: The play Hoppla, We’re Alive!, written by Ernst Toller and first performed with the direction of Erwin Piscator in 1927, is a fundamental chapter of political theatre. Written and performed during the so-called “golden years” (1924-1929) of the Weimar Republic, the play makes a very accurate critical balance of the tensions and contradictions that are projected onto 1927, always seen from the perspective of the German revolution in 1919. Piscator not only directs but contributes with the dramaturgy, which also gains importance in its production context. Amazingly enough, the play succeeded in being badly evaluated by the left (who considered it defeatist), by the right (who branded it communist) and by theatre critics (who saw the abandonment of expressionism as a purported aesthetic step backwards). In this article, we try to make some considerations about the play in order to show its strength. We also present part of our translation of the play, to be published soon.<br /><strong>Keywords</strong>: Hoppla, We’re Alive!; Ernst Toller; political theatre; epic-dialectical theatre; German theatre.</p> Alexandre Villibor Flory (Autor) Copyright (c) 2024 Alexandre Villibor Flory (Autor) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.ufmg.br/index.php/aletria/article/view/45642 Thu, 08 Feb 2024 00:00:00 -0300