O arquivo como história natural

Auteurs

  • João Oliveira Duarte Universidade de Lisboa

DOI :

https://doi.org/10.17851/2179-8478.1.11.52-75

Mots-clés :

arte contemporânea, catástrofe, história

Résumé

A partir de momentos privilegiados da história de arte contemporânea (Tacita Dean, Boris Mikhailov, Blossfeldt, entre outros), o nosso ensaio interroga as relações entre arquivo e história natural tendo como base uma noção particular: a noção de resto, que tentámos formular a partir de alguns motivos na obra daqueles artistas contemporâneos. Seja na indistinção entre objecto natural e técnico, seja na suspensão temporal em que aqueles objectos se situam – algures entre a iminência e a catástrofe –, o arquivo encontra a história natural quando, na sua impassibilidade, cria um objecto que não é nem natural nem, também, histórico, inaugurando, desta forma, uma estranha temporalidade que tanto é a abertura incondicional ao futuro como, também, uma catástrofe desde sempre anunciada.

Biographie de l'auteur

  • João Oliveira Duarte, Universidade de Lisboa
    CLEPUL - Universidade de Lisboa

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Publiée

2017-02-24

Numéro

Rubrique

Artigos

Comment citer

O arquivo como história natural. (2017). Cadernos Benjaminianos, 11, 52-75. https://doi.org/10.17851/2179-8478.1.11.52-75