CADERNO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
Agrarian Sciences Journal
Influência do espaçamento em primeira e segunda rotação de eucalipto manejado sob
regime de curta rotação
Vitor Moreira Guimarães
1
, Thelma Shirlen Soares
2
, Edmilson Santos Cruz
3
DOI: https://doi.org/10.35699/2447-6218.2020.19247
Resumo
Este estudo teve como objetivo avaliar características dendrométricas e propriedades da madeira do clone 1277 (E.
grandis x E. camaldulensis), em duas rotações, manejado em curta rotação em Jataí-GO. Utilizou-se o delineamento
em blocos casualizados com seis espaçamentos (3,0 m x 0,5 m; 3,0 m x 1,0 m; 3,0 m x 1,5 m; 3,0 m x 2,0 m; 3,0 m
x 2,5 m e 3,0 m x 3,0 m) e três repetições. Em cada rotação, avaliou-se: diâmetro a 1,30 m de altura do solo (DAP),
altura total (HT), volume total (VT), densidade básica (DB), poder calorífico superior (PCS) e teores de carbono (C),
hidrogênio (H) e oxigênio (O) presentes na madeira. Os dados foram analisados por meio da análise de variância e
para efeitos significativos realizou-se o teste de Scott-Knott (α = 5%). O teste t pareado (α = 5%) foi empregado para
comparação entre a primeira e a segunda rotação, avaliando-se as características em cada espaçamento. Na primeira
rotação, apenas o DAP e VT foram influenciados pelos espaçamentos enquanto que, na segunda rotação, os espaça-
mentos influenciaram o DAP, o VT e os teores de C, O e H. Em ambas rotações, o DAP foi maior nos espaçamentos
mais amplos com maior produção volumétrica ocorreu no espaçamento mais adensado. Comparando as duas rotações,
verificou-se, que para grande parte das características avaliadas, houve diferença significativa em todos os espaça-
mentos, com decréscimos em todas as variáveis dendrométricas e teores de C e H e acréscimo na DB, PCS e teor de O.
Palavras-chave: Alto fuste. Talhadia. Características dendrométricas. Propriedades da madeira.
Influence of spacing in first and second rotation of eucalyptus managed under system of
short rotation
Abstract
This study aimed to evaluate the dendrometric characteristics and wood properties of a two-rotation of the 1277
eucalypt clone (E. grandis x E. camaldulensis) in Jataí-GO, Brazil, with short rotation system. The experiment design
used was randomized blocks with six planting density (3.0 x 0.5 m, 3.0 x 1.0 m; 3.0 x 1.5 m; 3.0 x 2.0 m; 3.0 x 2.5
m 3.0 x 3.0 m) and three replications. At each rotation, diameter at 1.30m above ground level (DBH), total height
(HT), total volume (VT), basic density (DB), higher heating value (HHC) and carbon (C), hydrogen (H) and oxygen
(O) contents in wood were evaluated. The data obtained were analyzed using analisys of variance and for significant
effects the Scott-Knott (α = 5%) test was performed. The paired t-test (α = 5%) was used for comparison between
the first and second rotation, evaluating the characteristics at each spacing. In the first rotation, the spacing affect
significantly the DBH and VT, while in the second rotation, the DBH, VT, and C, O and H contents were influenced by
the spacing. In both rotations, the DBH showed the largest values in greater spacing while the VT showed the largest
values in smaller spacings. Comparing the two rotations, it was verified that for most of the evaluated characteristics,
1
Universidade Federal de Jatai, Curso de Engenharia Florestal, Câmpus Jatobá , Jataí, GO. Brasil.
https://orcid.org/0000-0001-8408-2792
2
Universidade Federal de Jatai, Curso de Engenharia Florestal, Câmpus Jatobá, Jataí, GO. Brasil.
https://orcid.org/0000-0003-1532-5038
3
Universidade Federal de Jatai, Curso de Engenharia Florestal, Câmpus Jatobá, Jataí, GO. Brasil.
https://orcid.org/0000-0002-7503-3697
*Autor para correspondência: thelsoares@gmail.com
Recebido para publicação em 10 de fevereiro de 2020. Aceito para publicação em 25 de julho de 2020.
e-ISSN: 2447-6218 / ISSN: 2447-6218 / © 2009, Universidade Federal de Minas Gerais, Todos os direitos reservados.
Guimarães, V. M. et al.
2
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there was a significant difference in all spacing, with decreases in all dendrometric variables and C and H contents
and increase in DB, PCS and O content.
Key words: High forest regime. Coppice regime. Dendrometric characteristics. Wood properties.
Introdução
Com uma área de 7,83 milhões de hectares de
reflorestamento, o setor brasileiro de árvores plantadas é
responsável por 91% de toda a madeira produzida para
fins industriais e 6,9% do PIB Industrial no País (Ibá,
2017). Ademais, é considerado como um dos segmentos
com maior potencial de contribuição para a construção
de uma economia verde (Ibá, 2019).
O cultivo de espécies florestais de rápido cresci-
mento tem aumentado no Brasil devido à diversificação
do uso de sua madeira e pela facilidade de adaptação às
diferentes condições edafoclimáticas (Prevedello et al.,
2013). Com isso, as florestas de eucalipto têm tomado
espaços cada vez maiores no território nacional e tem
sido usada como fonte energética, gerando energia lim-
pa e renovável, evitando que seja extraída madeira de
florestas nativas (Vechi e Magalhães Júnior, 2018). Além
disso, essas espécies contribuem no sequestro de carbono,
auxiliando na melhoria da qualidade do ar (Paixão et al.,
2006).
O eucalipto é uma espécie que pode ser cultivada
em quase todos os tipos de clima, possui crescimento
rápido, alta capacidade de regeneração permitindo a
condução de até três rotações (Scolforo, 2008) e colhei-
ta a partir de 2 anos quando o objetivo é produção de
biomassa para geração de energia. Devido a sua grande
plasticidade ambiental, altos índices de produtividade,
ampla diversidade de espécies e características energéticas
(densidade da madeira e poder calorífico), é o gênero
mais utilizado para a implantação de florestamento e
reflorestamentos com fins energéticos (Couto e Müller,
2008).
O termo florestas energéticas define os plantios
florestais com a finalidade de produzir maior volume de
biomassa por área em menor espaço de tempo contribuin-
do, seja pela produção de carvão vegetal ou pela queima
direta da lenha, para o aumento de alternativas renováveis
e sustentáveis que contribuem para diversificação da
matriz energética brasileira. Estas florestas implantadas
em sistemas adensados aproveitam melhor o uso do solo
e produzem, relativamente, mais matéria seca do que os
plantios convencionais (Macedo, 2003; Müller, 2005a).
No manejo de florestas energéticas, têm-se adotado o uso
de espaçamentos adensados, curta rotação (2 a 3 anos)
e condução de rebrota.
A condução da brotação de cepas, após o corte
raso da floresta, é aplicável a espécies florestais que têm
capacidade de regenerar vegetativamente. Esse sistema
de condução de povoamentos florestais, denominado
talhadia, é adequado à maioria das espécies do gênero
Eucalyptus, que apresentam a capacidade de lançar brotos
em razão das gemas adventícias presentes no tronco.
Tal característica é desejável, pois a partir de um único
plantio pode-se obter uma ou mais colheitas, com redução
significativa de gastos com reforma (Barros et al., 2002).
Segundo Guedes et al. (2011), em algumas situações, a
talhadia se torna uma opção que gera maior lucro, mas
em alguns casos a regeneração de substituição pode ser
a solução, em decorrência ao aumento do potencial de
produção por meio do melhoramento genético.
A talhadia é o sistema silvicultural predominante
nos países em desenvolvimento da África, América e Ásia
para produção de lenha para uso social ou industrial, com
tendência de ser de empregado nos países desenvolvidos
para produção de biomassa para processos industriais
(Evans e Turnbull, 2004). A talhadia apresenta a vanta-
gem de reduzir os custos de produção, podendo ser uma
alternativa viável para a silvicultura comercial (Crous e
Burger, 2014), principalmente pra a produção de madeira
para energia.
Considerando que no Brasil estudos que avaliam
talhadia em curta rotação ainda são escassos e que a
correta definição do espaçamento de plantio é um dos
principais fatores envolvidos no manejo das florestas
energéticas por influenciar o crescimento das árvores e
a propriedade da madeira, este estudo teve como obje-
tivo avaliar a influência de diferentes espaçamentos nas
características dendrométricas e nas propriedades da
madeira de um povoamento de eucalipto manejado em
curta rotação, em primeira e em segunda rotação.
Material e Métodos
Os dados analisados pertencem a um experimen-
to implantado na Regional Jataí (REJ) da Universidade
Federal de Goiás (UFG), em Jataí-GO, localizada nas
coordenadas 17°56’S e 51°43’O. O clima da região é do
tipo Aw classificado como mesotérmico, com estação
seca e chuvosa (tipo Aw (Alvarez et al., 2013). O solo é
classificado como Latossolo Vermelho-Escuro distroférrico
(Embrapa, 2018).
O delineamento utilizado para o plantio foi o de
blocos casualizados, com três repetições, considerando
seis densidades de plantio (3,0 m x 0,5 m, 3,0 m x 1,0 m;
3,0 m x 1,5 m; 3,0 m x 2,0 m; 3,0 m x 2,5 m e 3,0 m x 3,0
m) distribuídos em parcelas de área variável (27 m², 54
Guimarães, V. M. et al.
3
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m², 81 m², 108 m², 135 m² e 162 m², respectivamente).
Foram utilizadas mudas clonais do híbrido E. grandis x E.
camaldulensis (clone 1277), o qual é bastante utilizado na
região Sudoeste do Estado de Goiás e caracteriza-se por
ser tolerante a ambientes com deficiências hídricas. Na
Figura 1 é apresentada a localização da área de estudo
e o croqui experimental com o esquema da distribuição
dos tratamentos em cada bloco.
Figura 1 – Localização da área de estudo e arranjo das parcelas com seus respectivos tratamentos, sendo: 1 = 3,0 x
0,5 m; 2 = 3,0 x 1,0 m; 3 = 3,0 x 1,5 m; 4 = 3,0 x 2,0 m; 5 = 3,0 x 2,5 m e 6 = 3,0 x 3,0 m.
Na primeira rotação, o corte das árvores foi
realizado deixando as cepas com 0,15 m de altura. Em
seguida, iniciou-se a remoção dos galhos da área e início
dos tratos silviculturais para a condução dos brotos. Seis
meses após o início da condução dos brotos, foi realiza-
da a desbrota em todas as árvores deixando um broto
por cepa para condução da talhadia. As avaliações na
primeira e na segunda rotação foram efetuadas quando
o povoamento tinha 24 meses de idade.
Para cada árvore, foram mensurados o diâmetro
a 1,30 m de altura do solo (DAP) e a altura total (HT).
Assim também, em cada rotação, foi realizado o abate de
uma árvore por parcela totalizando 18 árvores. A seleção
das árvores que foram abatidas foi baseada na metodo-
logia da árvore-modelo, a qual é definida em função do
diâmetro médio quadrático segundo metodologia descrita
por Campos e Leite (2017).
O volume total foi obtido por meio da cubagem
das árvores-amostra as quais foram cubadas pelo método
de Smalian medindo-se nas diferentes alturas 2,0; 4,0;
6,0 m, e assim sucessivamente, até 5 cm de diâmetro do
fuste com casca.
Para a obtenção da densidade básica e do poder
calorífico superior, em cada árvore-amostra, foram reti-
rados discos de 2,5 cm de espessura a 0%, 25%, 50%,
75% e 100% da altura comercial, considerada até um
diâmetro mínimo de 5 cm com casca. A partir destes
discos, foram retiradas amostras para a determinação
da densidade básica pelo método de imersão segundo a
NBR 11941 (ABNT, 2003). A densidade básica média da
árvore foi considerada como sendo a média aritmética
dos pontos de amostragem longitudinal no tronco das
árvores, sem considerar a posição do DAP. A determina-
ção da densidade básica foi realizada no Laboratório de
Madeira e Materiais da REJ-UFG.
As quantificações do poder calorífico superior e
teores de componentes elementares da madeira foram rea-
lizadas no Laboratório de Energia da Biomassa Florestal
da Universidade Federal de Lavras. Para a determinação
do poder calorífico superior, foram retiradas amostras
nos discos visando a formação de uma amostra composta
por árvore. O poder calorífico superior foi determinado
em um calorímetro digital IKA C-200, conforme a norma
NBR 8633 (ABNT, 1984).
Para a determinação dos componentes elemen-
tares (Carbono - C, Hidrogênio - H e Nitrogênio - N) da
madeira foram retiradas amostras nos discos visando à
formação de uma amostra composta por árvore-amostra.
As amostras compostas foram trituradas e peneiradas,
sendo utilizada a fração que passou pela peneira de 60
mesh e ficou retida pela peneira de 270 mesh conforme
Guimarães, V. M. et al.
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realizado no trabalho de Protásio et al. (2014). A quan-
tificação dos teores de carbono e hidrogênio em relação
à massa seca da madeira foi realizada em um analisa-
dor universal da marca Elementar (modelo Vario Micro
Cube). O teor de oxigênio foi obtido por diferença em
relação aos demais componentes elementares conforme
Bech et al. (2019).
Informações sumarizadas sobre estatísticas des-
critivas das características avaliadas em cada rotação são
apresentadas na Tabela 1.
Tabela 1 – Valores mínimo, médio, máximo e desvio padrão das características diâmetro a 1,30 m de altura do solo
(DAP), altura total (HT), volume total (VT), densidade básica (DB), poder calorífico superior (PCS), teor de
carbono (C), teor de hidrogênio (H) e teor de oxigênio (O) para o clone 1277 em função do espaçamento
em primeira (R1) e segunda rotação (R2).
DAP HT VT DB PCS C H O
R1 R2 R1 R2 R1 R2 R1 R2 R1 R2 R1 R2 R1 R2 R1 R2
Mínimo 8,1 4,5 11,9 6,9 80,1 39,6 0,4 0,5 4416,0 4533,0 48,1 40,8 6,5 4,9 40,7 43,9
Médio 10,8 7,4 13,2 11,4 157,8 102,8 0,5 0,5 4598,2 4678,5 48,6 45,0 6,6 5,6 42,1 48,6
Máximo 13,1 10,8 16,4 15,7 323,4 184,8 0,5 0,5 4804,5 4827,0 49,4 49,1 6,8 6,3 43,0 53,5
Desvio 1,3 2,0 1,0 2,5 78,5 45,4 0,0 0,0 101,6 78,2 0,4 2,6 0,1 0,5 0,6 3,0
Para determinar possíveis diferenças entre os
espaçamentos, após terem atendidos os pressupostos es-
tatísticos (homogeneidade das variâncias e normalidade)
os dados obtidos foram analisados por meio da análise de
variância e para efeitos significativos realizou-se o teste
de Scott-Knott, a 5% de probabilidade de significância.
O teste t pareado (α = 5%) foi empregado para compa-
ração entre a primeira e a segunda rotação, avaliando-se
as características em cada espaçamento.
Resultados e Discussão
Primeira rotação
Verificou-se (Tabela 2) que apenas DAP e VT foram
influenciados pelos espaçamentos avaliados (p<0,05).
Tabela 2 – Resumo da análise de variância das características diâmetro a 1,30 m de altura do solo (DAP), altura total
(HT), volume total (VT), densidade básica (DB), poder calorífico superior (PCS), teor de carbono (C), teor
de hidrogênio (H) e teor de oxigênio (O) para o clone 1277 em função do espaçamento em primeira rotação.
Fontes de
Variação
Graus de
Liberdade
Quadrados Médios
DAP HT VT DB PCS C H O
Bloco 2 1,711 1,376 566,610 0,002 472,889 0,133 0,008 0,247
Espaçamento 5 4,503
*
0,692
ns
19743,320
*
0,001
ns
18012,047
ns
0,055
ns
0,002
ns
0,209
ns
Erro 10 0,246 0,964 479,882 0,001 8445,606 0,280 0,004 0,422
Coeficiente de Variação (%) 4,6 7,5 13,9 4,8 2,0 1,1 1,0 1,5
Em que:
*
= significativo e ns = não significativo (α = 0,05) pelo teste F.
Os resultados do teste de Scott-Knott para essas
características são apresentados na Tabela 3. Os maiores
valores de DAP foram observados nos maiores espaça-
mentos (3,0 m x 2,0 m; 3,0 m x 2,5 m e 3,0 x 3,0 m) o
que corrobora com os estudos realizados por Müller et
al. (2005b), Kirongo et al. (2012) e que verificaram uma
tendência de aumento de DAP com o aumento da área
útil por planta.
O menor crescimento diamétrico nos menos espa-
çamentos por ser explicado pelo fato da competição por
água, luz e nutrientes ser mais intensa nos espaçamentos
mais adensados. De acordo com Lopes et al. (2017),
mesmo em povoamentos jovens a concorrência entre as
plantas em espaçamentos adensados é capaz de afetar
o crescimento em DAP.
De acordo com Stape et al. (2010), nos espa-
çamentos mais adensados a proximidade dos sistemas
radiculares aumentam sensivelmente a competição por
água, afetando diretamente o crescimento diamétrico
das plantas.
A altura total média obtida foi de 13,2 m. Os
resultados obtidos corroboram com Reiner et al. (2011)
que ao avaliar o crescimento em altura de eucalipto na
Guimarães, V. M. et al.
5
Cad. Ciênc. Agrá., v. 12, p. 01–10. https://doi.org/10.35699/2447-6218.2020.19247
região sudoeste do Paraná, não constataram influência
do espaçamento no crescimento em altura.
De modo geral, os resultados das pesquisas e
plantios comerciais têm mostrado que o diâmetro é uma
característica altamente responsiva aos espaçamentos,
enquanto que os efeitos sobre a altura apresentam resul-
tados controversos. Ocorrem casos onde a altura média
das plantas aumenta com o aumento dos espaçamentos,
e outros onde o resultado é inverso (Botelho, 1998).
Tabela 3 – Diâmetro a 1,30 m de altura do solo (DAP) e volume total (VT) para o clone 1277 em função do espaçamento
em primeira rotação.
Espaçamento DAP (cm) VT (m³.ha
-1
)
3,0 m x 0,5 m 8,8 c 299,2 a
3,0 m x 1,0 m 10,1 b 208,6 b
3,0 m x 1,5 m 10,6 b 129,6 c
3,0 m x 2,0 m 11,1 a 120,8 c
3,0 m x 2,5 m 11,9 a 100,5 c
3,0 m x 3,0 m 12,1 a 87,9 c
*Em que: médias seguidas da mesma letra na coluna não diferem entre ao nível de 5% pelo teste de Scott-Knott.
Em relação ao volume total, o maior volume foi
obtido no espaçamento mais adensado (3,0 m x 0,5 m),
uma vez que espaçamentos adensados propiciam menor
diâmetro nas árvores, mas apresentam maior volume por
área, em função do maior número de indivíduos (maior
densidade). Nos espaçamentos mais amplos (3,0 m x
2,0 m; 3,0 m x 2,5 m; 3,0 m x 3,0 m) verificou-se com-
portamento invertido, ou seja, diâmetros com maiores
dimensões e volumes individuais maiores para cada ár-
vore, apresentando menor número de indivíduos. Guerra
et al (2014) relatam que espaçamentos mais adensados
atingem maiores volumes por área baseado no fato de
que um maior número de plantas resulta em maior área
basal e consequentemente maior volume por área.
Sereguetti et al. (2015), avaliando o efeito de
nove espaçamentos em relação ao volume, observaram
que em espaçamentos menores, mesmo proporcionando
menor volume por planta, representaram volumes por
área superiores, quando comparados aos espaçamentos
mais amplos. Resultados semelhantes foram encontrados
por Leite et al. (1997) que, ao avaliarem as características
de crescimento de E. grandis aos 31 e 39 meses de idade
em sete diferentes espaçamentos, verificaram que nas
menores densidades de plantio ocorreram os maiores
acréscimos no volume por hectare.
De acordo com Leles et al. (2001), um contínuo
decréscimo no volume por hectare de madeira em espécies
de eucalipto com o aumento do espaçamento. O fator
está relacionado ao maior volume individual fornecido
por maior espaçamento de plantio, o que, consequente-
mente, diminui o número de indivíduos por unidade de
área, resultando na diminuição da produção volumétrica
total.
A densidade básica da madeira, independente-
mente do espaçamento utilizado, não apresentou dife-
renças significativas entre si, tendo o valor médio igual
a 0,45 g.cm
-3
. Sereghetti et al. (2015), avaliando nove
espaçamentos de plantio também não encontraram dife-
renças significativas entre o aumento do espaçamento e a
densidade básica da madeira de E. urophylla x E. grandis.
Embora o presente estudo e o estudo de Sereghetti et al.
(2015) não tenham verificado a influência do espaçamen-
to de plantio na densidade básica da madeira, Scolforo
(1998) relata que o espaçamento influencia aspectos
qualidade da madeira, como tamanho dos nós, retidão
do tronco, conicidade e densidade básica.
Os espaçamentos não influenciaram o poder
calorífico superior cujo valor médio foi 4598,2 Kcal.Kg
-
1
. Embora Couto et al. (2004) relatem que existe uma
tendência de aumento do poder calorífico com o aumento
da densidade de plantio, os resultados obtidos neste es-
tudo corroboram com Rocha et al. (2012), que também
verificaram que o espaçamento entre árvores não afetou o
PCS da madeira e obtiveram resultados médios similares
aos obtidos neste estudo.
Também não ocorreu efeito dos espaçamentos
nos teores de C, H e O na madeira, cujos valores médios
foram de 48,6%, 6,6% e 42,1%, respectivamente. Os
valores obtidos estão próximos aos obtidos por Klock et
al. (2005) que relatam valores de 49-50% para C, 6%
para H e 44-45% para O.
Geralmente, o rendimento médio em carbono
para clones de eucalipto, segundo Trugilho et al. (2005),
é em torno de 26%, valores inferiores aos encontrados
nesse estudo. Segundo Paula et al. (2011) e Protásio et
al. (2011), um acréscimo no teor de oxigênio e uma re-
dução do teor de hidrogênio tendem a diminuir o poder
calorífico de combustíveis de biomassa vegetal.
Guimarães, V. M. et al.
6
Cad. Ciênc. Agrá., v. 12, p. 01–10. https://doi.org/10.35699/2447-6218.2020.19247
Segunda rotação
Na segunda rotação, foi observado efeito signi-
ficativo dos espaçamentos para DAP, VT e teores de O, C
e H (Tabelas 4 e 5).
Tabela 4 – Resumo da análise de variância das características diâmetro a 1,30 m de altura do solo (DAP), altura total
(HT), volume total (VT), densidade básica (DB), poder calorífico superior (PCS), teor de carbono (C), teor
de hidrogênio (H) e teor de oxigênio (O) para o clone 1277 em função do espaçamento em segunda rotação.
Fontes de
Variação
Graus de
Liberdade
Quadrados Médios
DAP HT VT DB PCS C H O
Bloco 2 11,274 14,541 2078,616 3,9.10
-5
562,065 8,011 0,239 10,364
Espaçamento 5 7,048
*
7,021
ns
5562,809
*
2,2.10
-5 ns
1251,689
ns
13,633
*
0,615
*
19,326
*
Erro 10 1,259 3,872 266,472 4,6.10
-5
9667,690 2,677 0,098 3,357
Coeficiente de Variação (%) 15,2 17,2 15,9 1,4 2,1 3,6 5,6 3,8
Em que: *= significativo e ns = não significativo (α = 0,05) pelo teste F.
Tabela 5 – Diâmetro a 1,30 m de altura do solo (DAP) e teor de oxigênio (O), carbono (C) e hidrogênio (H) na madeira
para o clone 1277 em função do espaçamento em segunda rotação.
Espaçamento DAP (cm) VT (m³.ha
-1
) C (%) H (%) O (%)
3,0 m x 0,5 m 5,0 b 172,7 a 44,3 b 5,5 b 49,3 a
3,0 m x 1,0 m 6,5 b 135,2 b 46,8 a 5,9 a 46,5 b
3,0 m x 1,5 m 7,0 b 81,8 c 46,5 a 6,0 a 46,8 b
3,0 m x 2,0 m 8,0 a 98,6 c 41,7 b 5,0 b 52,5 a
3,0 m x 2,5 m 8,7 a 69,9 c 47,0 a 6,1 a 46,2 b
3,0 m x 3,0 m 9,1 a 58,7 c 43,7 b 5,3 b 50,3 a
* Em que: médias seguidas da mesma letra na coluna não diferem entre ao nível de 5% pelo teste de Scott-Knott.
Assim como na primeira rotação, o DAP foi in-
fluenciado pelos espaçamentos, apresentando maiores
valores nos espaçamentos menos adensados (3,0 m x
2,0 m; 3,0 m x 2,5 m e 3,0 x 3,0 m), corroborando com
Müller et al. (2005b), que observaram uma tendência de
aumento do DAP com o aumento da área útil por planta.
A altura total das árvores também não foi in-
fluenciada pelos espaçamentos na segunda rotação, sen-
do a altura média igual a 11,4 m. Para volume total, o
resultado foi similar ao obtido para a primeira rotação,
ou seja, o maior valor foi encontrado no espaçamento
mais adensado (3,0 m x 0,5 m).
Os espaçamentos também não influenciaram a
densidade média da madeira na segunda rotação cujo
valor médio foi de 0,47 g.cm
-3
. Valores similares foram
encontrados por Valle (2009) ao avaliar plantações co-
merciais de E. urophylla, obtendo densidade média de
0,48 g.cm
-3
na segunda rotação. De acordo com Carneiro
et al. (2014), altos valores de densidade básica são dese-
jáveis para a utilização energética da madeira uma vez
que esta característica relaciona-se diretamente com a
produção de energia, sendo um dos principais critérios
para seleção de espécies/clones para a queima direta.
Entretanto, Lopes (2017) ressalta que deve-se observar
que esse não é o único parâmetro de avaliação do po-
tencial de um determinado clone para uso energético.
O poder calorífico superior cujo valor médio foi
4478,5 Kcal.Kg
-1
não foi influenciado pelos espaçamentos.
Melo (2016), avaliando o poder calorífico superior de E.
grandis em segunda rotação, obteve valor médio de 17,62
MJ, o que equivale a 4208,5 Kcal.Kg
-1
.
Os teores de carbono, hidrogênio e oxigênio na
madeira foram influenciados pelos espaçamentos na se-
gunda rotação, não sendo possível observar uma tendência
entre os espaçamentos e os teores desses componentes
elementares da madeira.
Os teores de C e H foram maiores nos espaça-
mentos 3,0 m x 1,0 m; 3,0 m x 1,5 m e 3,0 m x 2,5 m.
Santos et al. (2012) ressaltam que maiores teores de
carbono são desejáveis quando se objetiva a produção
de carvão vegetal ou a queima direta da madeira uma
Guimarães, V. M. et al.
7
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vez os maiores teores de carbono propiciam uma maior
capacidade térmica em função da maior energia liberada.
Segundo Behling et al. (2014), a influência cau-
sada pelo espaçamento em relação ao teor de carbono
entre as árvores está associada ao diferente tamanho que
as árvores apresentam, característica que sofre influência
pelo espaçamento entre plantas e, também, associada às
condições de crescimento que são impostas por esse fator.
De acordo com Stape et al. (2001), árvores cultivadas
em espaçamentos adensados podem maximizar a inter-
cepção da radiação solar, o armazenamento de carbono
e aumentar a produção de biomassa para energia.
Em relação ao hidrogênio, Protásio et al. (2011)
relatam que, na composição da madeira, baixos valores
de hidrogênio resultam em uma alta relação C/H, fator
que é indesejável quando se busca a produção de energia,
visto que pequenos acréscimos no teor de hidrogênio
promovem um elevado ganho no valor calórico dos com-
bustíveis de biomassa.
Observou que os espaçamentos 3,0 m x 0,5 m;
3,0 m x 2,0 m e 3,0 m x 3,0 m foram os que apresentaram
maiores teores de O na madeira. Ragland et al. (1991)
relatam que o teor de O na madeira é da ordem de 40 a
44%, sendo que os valores obtidos neste estudo foram
superiores ao relatado.
Comparação entre as duas rotações
Os resultados da comparação das características
analisadas entre os espaçamentos nas duas rotações são
apresentados nas Tabelas 6, 7 e 8.
Tabela 6 – Valores médios para as variáveis dendrométricas para o clone 1277, em função do espaçamento, em primeira
(R1) e segunda (R2) rotação, e resultado do teste t para comparação entre as duas rotações*.
Espaçamento
DAP HT VT
R1 R2 t R1 R2 t R1 R2 t
3,0 m x 0,5 m 8,8 5,0 3,16
*
12,7 9,8 1,83
ns
299,2 172,7 3,03
*
3,0 m x 1,0 m 10,1 6,5 2,79
*
13,2 10,3 1,42
*
208,6 135,2 3,57
*
3,0 m x 1,5 m 10,6 7,0 2,85* 12,9 11,1 0,86
*
129,6 98,6 4,79
*
3,0 m x 2,0 m 11,1 9,1 1,72
*
12,7 14,2 1,22
*
120,8 81,8 1,60
*
3,0 m x 2,5 m 11,9 8,7 2,15
*
13,3 11,6 1,28
*
100,5 69,9 2,64
*
3,0 m x 3,0 m 12,1 8,0 2,20
*
14,0 11,6 1,37
*
87,9 58,7 2,27
*
* Em que: DAP = diâmetro 1,30 m do solo (cm), HT = altura total (m), VT = volume total (m3.ha
-1
), * = significativo, ns = não significativo pelo
teste t (α = 0,05).
O DAP e o VT diferiram, em todos os espaçamen-
tos, nas duas rotações, sendo que a HT não foi similar
nas duas rotações apenas no espaçamento 3,0 m x 0,5 m
(Tabela 6). Verificou-se que houve redução nas variáveis
dendrométricas da primeira para a segunda rotação. Em
termos médios, os valores foram de 31,5%, 13,6%, e
34,8%, respectivamente, para DAP, HT e VT.
A queda de produtividade da primeira para a
segunda rotação tem sido frequentemente observada em
povoamentos de eucalipto (Faria et al., 2002). Fatores
relacionados a qualidade do material genético, altura e
época de corte das cepas, características edafoclimáticas
do local e tratos silviculturais, entre outros influenciam
na capacidade de rebroto e desenvolvimento de novos
fustes afetando a produtividade (Silva e Angeli, 2006).
Ressalta-se que, em algumas situações, de acordo
com Gonçalves et al. (2014), obtêm-se produção seme-
lhante ou até mesmo superiores na segunda rotação. No
povoamento em estudo, provavelmente, a redução da
produtividade pode estar atrelada ao fato do adensamento
que provou uma maior competitividade entre as árvores.
Analisando a densidade básica da madeira, apenas
nos espaçamentos 3,0 m x 1,5 m e 3,0 m x 2,5 m não
ocorreram diferenças da primeira para a segunda rota-
ção, sendo observado, para os demais espaçamentos, um
acréscimo no valor da densidade observada na segunda
rotação. Valle (2009) também observou acréscimo na DB
na segunda rotação em comparação à primeira.
O PCS foi similar nas duas rotações apenas no
espaçamento mais adensado, ou seja, 3,0 m x 0,5 m,
sendo que, em termos médios, ocorreu um aumento de
1,8% na segunda rotação.
Comportamento similar ao obtido para PCS foi
verificado para os teores de C, H e O, ou seja, apenas no
espaçamento mais adensado os valores foram similares
nas duas rotações. Verificou-se que houve queda nos
teores de carbono e hidrogênio. Para o oxigênio, houve
um acréscimo no seu teor, sendo os valores médios de
7,4%, 15,1% e 15,4% respectivamente.
Guimarães, V. M. et al.
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Tabela 7 – Valores médios para as características da madeira para o clone 1277, em função do espaçamento, em pri-
meira (R1) e segunda (R2) rotação, e resultado do teste t para comparação entre as duas rotações*.
Espaçamento
DB PCS
R1 R2 t R1 R2 t
3,0 m x 0,5 m 0,44 0,47 3,49
*
4713,7 4687,5 0,47
ns
3,0 m x 1,0 m 0,44 0,47 1,04
*
4552,3 4657,1 1,84
*
3,0 m x 1,5 m 0,47 0,47 0,12
ns
4679,2 4714,2 2,22
*
3,0 m x 2,0 m 0,44 0,47 1,40
*
4541,3 4663,8 0,91
*
3,0 m x 2,5 m 0,47 0,47 0,10
ns
4565,5 4677,3 1,27
*
3,0 m x 3,0 m 0,45 0,48 1,18
*
4537,2 4670,9 7,05
*
* Em que: DA = densidade básica (g.cm
-3
), PCS = poder calorífico superior (Kcal.Kg
-1
), * = significativo, ns = não significativo pelo teste t (α = 0,05).
Tabela 8 – Valores médios para os componentes elementares da madeira para o clone 1277, em função do espaçamento,
em primeira (R1) e segunda (R2) rotação, e resultado do teste t para comparação entre as duas rotações*.
Espaçamento
C H O
R1 R2 t R1 R2 t R1 R2 t
3,0 m x 0,5 m 48,6 44,4 1,66
ns
6,7 5,5 2,0
ns
41,8 49,3 2,12
ns
3,0 m x 1,0 m 48,4 46,8 0,85
*
6,6 6,0 1,63
*
42,4 46,5 1,77
*
3,0 m x 1,5 m 48,6 46,5 1,79
*
6,6 6,0 2,64
*
42,3 46,8 2,92
*
3,0 m x 2,0 m 48,8 41,7 3,55
*
6,6 5,0 4,57
*
41,8 52,6 3,73
*
3,0 m x 2,5 m 48,5 47,0 1,33
*
6,6 6,1 2,39
*
42,1 46,2 2,43
*
3,0 m x 3,0 m 48,6 43,7 4,31
*
6,6 5,3 5,49
*
42,3 50,3 5,40
*
* Em que: C = teor de carbono (%), H = teor de hidrogênio (%), O = teor de oxigênio (%), * = significativo, ns = não significativo pelo teste t
(α = 0,05).
Segundo Demirbas (2004), a avaliação do per-
centual de carbono é um parâmetro importante para
analisar o potencial energético da biomassa vegetal,
sendo que pequenas mudanças nessa característica, po-
dem contribuir para um acréscimo considerável do poder
calorífico. Verificou-se, portanto, com exceção para o
espaçamento mais adensado, que em relação aos teores
dos componentes elementares (C e H) da madeira, a
segunda rotação apresentou menor potencial para uso
energético quando comparada com a primeira rotação.
De acordo com Reis et al. (2012), identifica-se
uma tendência entre hidrogênio e carbono, a diminuição
do rendimento em carbono está associada com o aumen-
to no teor de hidrogênio presente na biomassa vegetal.
Quando o objetivo é a produção energética, devem ser
escolhidas madeiras com baixos teores de hidrogênio.
o teor de oxigênio, segundo Nordin (1994) e Demirbas
(1997), expõe relação negativa com o poder calorífico,
o aumento no teor de oxigênio da biomassa possui a
tendência de reduzir o valor calórico.
Ressalta-se que, na maioria dos casos, o sistema
talhadia é viável tecnicamente, porém, faz-se necessária
a avaliação econômica para a decisão final da condução
do povoamento em talhadia ou reforma do mesmo.
Considerando como objetivo a produção energéti-
ca e as condições edafoclimáticas de Jataí-GO assim como
a produção volumétrica e o poder calorífico superior, o
manejo em duas rotações com uso do espaçamento 3,0
m x 0,5 m em curta rotação apresenta-se como o mais
indicado.
Conclusões
Na primeira rotação, apenas o DAP e o VT fo
-
ram influenciados pelos espaçamentos enquanto que na
segunda rotação, os espaçamentos influenciaram o DAP,
o VT e os teores de C, H e O.
As características dendrométricas apresenta-
ram decréscimo na segunda rotação enquanto DB e PCS
apresentaram acréscimos. Os teores de C, H e O não
apresentaram tendência entre os espaçamentos.
Guimarães, V. M. et al.
9
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