CADERNO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
Agrarian Sciences Journal
Parâmetros de metabólitos bioquímicos em ovinos criados no Brasil
Débora Adriana de Paula Silva
1
; Laura Ferrari Monteiro Varanis
2
; Karla Alves Oliveira
3
*; Luciana Melo Sousa
4
;
Marco Tulio Santos Siqueira
5
; Gilberto de Lima Macedo Júnior
6
DOI: https://doi.org/10.35699/2447-6218.2020.20404
Resumo
O trabalho teve como objetivo definir intervalos de referência para valores de metabólitos energéticos, proteicos e
enzimáticos em ovinos. Os dados utilizados foram oriundos de vários experimentos realizados entre 2006 e 2018,
em diversas instituições de ensino superior e pesquisa. Foi utilizado banco de dados diversificado com observações de
ovinos de diferentes raças, genótipos, idades e categorias fisiológicas, criados em diferentes sistemas de manejo. Todos
os animais utilizados eram saudáveis e dados de animais que apresentaram quaisquer manifestações clínicas foram
descartados. Para determinar o perfil metabólico energético foram obtidos dados de glicose, colesterol, triglicerídeos,
frutosamina, HDL (lipoproteína de alta densidade), LDL (lipoproteína de baixa densidade) e VLDL (lipoproteína de
muito baixa densidade); para o perfil proteico, dados de proteínas totais, ácido úrico, ureia, albumina e creatinina;
e para o enzimático, dados de AST (aspartato aminotransferase), GGT (gama glutamil transferase) e FA (fosfatase
alcalina). As análises laboratoriais foram realizadas nos aparelhos Analisador bioquímico semiautomático modelo
BIO - 2000 da marca Bioplus
©
e Analisador automático de bioquímica modelo PKL-125 da marca MHLab
®
. Para a
estimativa e determinação dos valores de referência, foi utilizado programa RefVal 4.11, sendo os valores outliers
removidos da avaliação. Após a determinação dos valores de referência comparou-se os dados obtidos com tabelas
internacionais estabelecidas na literatura, sendo possível observar que os intervalos encontrados neste trabalho foram
mais amplos, abrangendo melhor resultados obtidos em experimentos realizados no Brasil.
Palavras-chave: Ovis aries. Parâmetros sanguíneos. Perfil energético. Perfil proteico.
Biochemical Metabolite Parameters for Sheep in Brazil
Abstract
The objective was to define reference intervals for values of energetic, protein, and enzymatic metabolites in sheep.
The data used came from several experiments carried out between 2006 and 2018, in several higher education and
research institutions. A diversified database was used with observations of sheep of different breeds, genotypes, ages
and physiological categories, created in different management systems. All animals used were healthy and data from
animals that showed any clinical manifestations were discarded. In order to determine the metabolic energy profile,
glucose, cholesterol, triglycerides, fructosamine, HDL (high density lipoprotein), LDL (low density lipoprotein) and
VLDL (very low density lipoprotein) data were obtained; for the protein profile, data on total proteins, uric acid, urea,
1
Universidade Federal de Uberlândia. Uberlândia, MG. Brasil.
https://orcid.org/0000-0003-3052-0544
2
Universidade Federal de Uberlândia. Uberlândia, MG. Brasil.
https://orcid.org/0000-0003-1562-4505
3
Universidade Estadual Paulista - UNESP campus Jaboticabal. Jaboticabal, SP. Brasil.
https://orcid.org/0000-0002-7792-2615
4
Universidade Federal de Uberlândia. Uberlândia, MG. Brasil.
https://orcid.org/0000-0003-1016-8248
5
Universidade Federal de Uberlândia. Uberlândia, MG. Brasil.
https://orcid.org/0000-0002-2098-8568
6
Universidade Federal de Uberlândia. Uberlandia, MG. Brasil.
https://orcid.org/0000-0001-5781-7917
*Autor para correspondência: karla.alves.oliveira@hotmail.com
Recebido para publicação em 01 de Maio de 2020. Aceito para publicação 10 de Setembro de 2020
e-ISSN: 2447-6218 / ISSN: 2447-6218 / © 2009, Universidade Federal de Minas Gerais, Todos os direitos reservados.
Silva, D. A. P. et al.
2
Cad. Ciênc. Agrá., v. 12, p. 01–08, https://doi.org/10.35699/2447-6218.2020.20404
albumin and creatinine; and for the enzymatic profile, AST (aspartate aminotransferase), GGT (gamma glutamyl
transferase) and AP (alkaline phosphatase) data. Laboratory analyzes were carried out on the Bioplus
©
semiauto-
matic biochemical analyzer model, Bioplus
©
, and automatic biochemistry analyzer, model PKL-125, MHLab
®
. For
the estimation and determination of the reference values, the RefVal 4.11 program was used, and the outliers values
were removed from the evaluation. After determining the reference values, the data obtained were compared with
international tables established in the literature, and it is possible to observe that the intervals found in this work
were broader, covering better results obtained in experiments carried out in Brazil.
Keywords: Blood parameters. Energetic profile. Ovis aries. Proteic profile.
Introdução
Na década de 1970, Payne et al. (1970) ela-
boraram o termo perfil metabólico, isto é, a análise de
componentes hemato-bioquímicos do plasma sanguíneo
aplicada a populações, a fim de diagnosticar, avaliar e
prevenir transtornos metabólicos, além de indicar o status
nutricional do rebanho.
Apesar de uma ferramenta muito útil, uma das
maiores dificuldades da aplicação correta do perfil meta-
bólico é a interpretação dos dados, que se torna complica-
da, tanto pela complexidade dos mecanismos fisiológicos
que regulam os níveis sanguíneos dos metabólitos que
também podem sofrer influência de fatores ambientais
quanto pela falta de valores de referência que se adequem
à situação analisada. Para que seja feita uma interpretação
correta, é necessário conhecer os valores de referência
adequados para cada região, espécie e população em
questão (Varanis, 2018; Libardi et al., 2018)
na literatura uma variedade de trabalhos
internacionais e também alguns nacionais estimando
valores de referência para ovinos, sendo um exemplo
o de Varanis (2018) que preconizou intervalos de refe-
rência para metabólitos energéticos, proteicos, enzimá-
ticos e minerais para ovinos em diferentes categorias
fisiológicas. Entretanto, dentre os vários intervalos de
referência encontrados na literatura, os mais comumente
adotados ainda são internacionais, como os preconizados
por Kaneko et al., (2008) no livro Clinical Biochemistry
of Domestic Animals, um dos mais citados na literatura
com cerca de 5.000 citações (Google Scholar, 2019)
Os rebanhos brasileiros possuem diversas particu-
laridades, desde a nutrição, onde é comum a utilização de
produtos e subprodutos de ingredientes encontrados ape
-
nas em determinadas regiões, a utilização de raças nacio-
nais frutos de cruzamentos não especificados, diferenças
de manejo e ambientação, onde os animais se adaptam a
clima, temperatura, pluviosidade, características de solo
e instalações únicas para cada região. Logo, a avaliação
desses rebanhos com base em tabelas internacionais, obti-
das a partir de dados de animais criados muitas vezes em
sistemas que nem seriam possíveis de se aplicar no Brasil
pode não ser adequada, podendo ocasionar diagnósticos
e avaliações equivocadas. Isso evidencia uma lacuna de
informações de origem nacional que possam ser empre-
gadas na avaliação metabólica de ovinos, possibilitando
a proposição de uma tabela de valores de referência que
melhor reflita a atual condição dos animais em nosso país,
sendo confeccionada com dados obtidos nas diferentes
regiões do país abrangendo as variações encontradas na
ovinocultura nacional, e também respeitando as normas
propostas para a determinação de tais valores.
Diante disso, o objetivo do trabalho foi determinar
intervalos de referência para os valores de metabólitos
energéticos, proteicos, minerais e enzimáticos para ovinos
e compará-los com os valores de referência obtidos na
literatura internacional.
Material e métodos
Para a estimativa dos valores de referência com-
pôs-se um banco de dados bastante diversificado, com
observações obtidas de experimentos conduzidos em
diversas instituições, fazendas comerciais, sistemas de ma-
nejo, genótipos e categorias fisiológicas. Foram coletados
dados da Universidade Federal de Uberlândia, Universi-
dade Federal de Minas Gerais, Universidade Federal de
Lavras e Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro.
Na região norte foram obtidos dados da Universidade
Federal do Tocantins e de duas propriedades comerciais.
Essa diversificação nos dados obtidos permite observar
com maior acurácia a amplitude nos valores metabólicos.
Até porque usamos dados internacionais onde não são
descritos como foram obtidos em grande parte da litera-
tura. Os experimentos foram conduzidos no período de
2006 à 2018 com ovinos criados em diferentes sistemas de
manejo: a pasto, confinamento total, semi confinamento,
confinamento coletivo e/ou individual. Esses manejos
são utilizados em criações por todo o Brasil. Os dados
aqui apresentados retratam com amplitude os diferentes
tipos de manejos (alimentar, nutricional e manejo geral).
Todos os dados apresentados nesse trabalho tiveram as
devidas autorizações de seus autores. O número amostral
está nas tabelas que apresentam os valores referenciais
obtidos.
Para a realização destes experimentos foram
utilizados animais de diferentes raças e genótipos, como
Lacaune, Santa Inês, Dorper, White Dorper, Morada Nova,
Texel, Somalis e também cruzamentos entre essas raças.
Parâmetros de metabólitos bioquímicos em ovinos criados no Brasil
3
Cad. Ciênc. Agrá., v. 12, p. 01–08, https://doi.org/10.35699/2447-6218.2020.20404
Utilizaram-se também machos e fêmeas de diversas cate-
gorias fisiológicas: cordeiros, borregos, machos castrados
e inteiros, fêmeas vazias, prenhas e lactantes. Todos os
animais eram saudáveis, não passaram por condições de
desnutrição forçada e dados de animais que apresentaram
quaisquer manifestações clínicas foram descartados. Os
dados foram coletados, agrupados, e um banco de dados
foi confeccionado para cada metabólito.
Para determinar o perfil metabólico energético,
foram obtidos dados de glicose, colesterol, triglicerídeos,
frutosamina, HDL (lipoproteína de alta densidade), LDL
(lipoproteína de baixa densidade) e VLDL (lipoproteína
de muito baixa densidade). Os valores de VLDL e LDL
foram obtidos por cálculos propostos por Friedewald,
Lew e Fredrickson (1972) a partir dos valores de coles-
terol total, HDL-colesterol e triglicerídeos, conforme as
equações (Eq. 1) e (Eq. 2):
VLDL = TG/5 (Eq. 1)
LDL = CT – HDL – VLDL (Eq. 2)
Onde: VLDL = lipoproteína de muito baixa densidade; TG = triglice-
rídeos; LDL = lipoproteína de baixa densidade; CT = colesterol total;
HDL = lipoproteína de alta densidade.
Para o perfil proteico foram utilizados dados de
proteínas totais, ácido úrico, ureia, albumina e creatinina;
e para o perfil enzimático, dados de AST (aspartato amino-
transferase), GGT (gama glutamil transferase), fosfatase
alcalina. As análises laboratoriais foram realizadas nos
aparelhos Analisador bioquímico semiautomático modelo
BIO - 2000 da marca Bioplus
©
e Analisador automático
de bioquímica modelo PKL-125 da marca MHLab
®
, uti-
lizando kits de diferentes marcas (Labtest Diagnóstica S.
A., Biotecnica
©
, GT Group
©
).
Para a estimativa e determinação dos valores de
referência, foi utilizado programa RefVal 4.11 (Solberg,
2006). Os valores outliers foram removidos, utilizando o
teste de Dixon, e os percentis, assim como seus intervalos
de confiança, estimados pelo todo de boostraping
não paramétrico, quando os dados não apresentaram
distribuição normal. O intervalo de confiança definido
foi de 95%.
Resultados e discussão
Perfil energético
Para estabelecer o perfil energético, coletaram-se
dados de glicose, colesterol, triglicerídeos, e frutosamina,
HDL, LDL e VLDL (Tabela 1).
Tabela 1 – Intervalos de referência para metabólitos energéticos de ovinos
Metabólito
Intervalos definidos
neste estudo
Intervalos definidos por
Kaneko et al. (2008)
Unidade
Glicose 3005 30 – 94 50 – 80 mg dL
-1
Colesterol 4486 14 – 126 52 – 76 mg dL
-1
Triglicerídeos 3936 5 – 71 9 – 30 mg dL
-1
Frutosamina 1883 119 – 451 170 – 174 μmol L
-1
HDL¹ 1656 10 – 76,7 SIL
4
mg dL
-1
LDL ² 1242 1,2 – 87 SIL
4
mg dL
-1
VLDL³ 3424 1 – 16,4 SIL
4
mg dL
-1
¹ - HDL - Lipoproteína de alta densidade; ² - LDL - Lipoproteína de baixa densidade; ³ - VLDL - Lipoproteína de muito baixa densidade;
4
SIL - Sem
informações na literatura. N¹ - número amostral
A amplitude obtida para o intervalo de glicose
foi de 64 mg dL
-1
enquanto a amplitude do intervalo de
Kaneko e al. (2008) é de 30 mg dL
-1
, sendo menos da
metade. Nos ruminantes, a manutenção da concentração
de glicose plasmática se relaciona a estabilidade glicêmica,
visto que os carboidratos da dieta são quase totalmente
utilizados no rúmen (Gressler et al., 2015). Alterações
fisiológicas como a prenhez também influenciam na
concentração sanguínea de glicose, assim como fatores
ambientais como o estresse, que por sua vez é capaz de
alterar a dinâmica hormonal que regula a gliconeogênese
e a utilização celular da glicose, podendo elevar os níveis
na corrente (Kozloski, 2017).
Diversos trabalhos nacionais apresentam resulta-
dos condizentes com os intervalos definidos, por exemplo,
Oliveira et al. (2014) em estudo com ovelhas Santa Inês
gestantes criadas em sistema semi-intensivo, encontrou
valores entre 38,58 e 44,29 mg dL
-1
em diferentes fases
gestacionais, esses resultados estão abaixo dos valores
de referência definidos por Kaneko et al. (2008), entre-
tanto se encontram dentro do intervalo definido neste
estudo. Ribeiro et al. (2003) trabalhando com borregas
Corriedale de 4 meses de idade em um estudo compa-
rativo entre diferentes estações do ano no Rio Grande
do Sul, encontrou uma média de glicose sanguínea de
52,18 mg dL
-
1. Rabassa et al. (2009) trabalhando com
ovelhas Corriedale a pasto encontrou um valor médio de
Silva, D. A. P. et al.
4
Cad. Ciênc. Agrá., v. 12, p. 01–08, https://doi.org/10.35699/2447-6218.2020.20404
glicose de 38,91 mg dL
-1
. Alvarenga (2011) trabalhando
com carneiros adultos de seis espécies diferentes, criados
em sistema semi-intensivo no Distrito Federal encontrou
valores de glicose variando entre 50,5 e 53,5 mg dL
-1
.
Para os dados de colesterol obtivemos amplitude
de 112 mg dL
-1
, enquanto o de Kaneko et al. (2008) possui
amplitude de 24 mg dL
-1
, 4,6 vezes menor. De acordo com
Silva (2019) os níveis de colesterol plasmático são uma
boa ferramenta de avaliação do balanço energético. Nos
ruminantes a biossíntese do colesterol acontece principal-
mente no intestino delgado e no tecido adiposo, a partir
do acetil-CoA originado do ácido acético, que é produzido
no rúmen através da fermentação da fibra (Kaneko et al.,
2008). Logo, sugere-se que a maior amplitude obtida
neste trabalho pode estar relacionada a predominância
de forragens na dieta dos animais utilizados.
Na literatura encontra-se trabalhos cujos resul-
tados condizem com os intervalos encontrados neste
estudo, como o de Paula (2015) que utilizando ovelhas
adultas sem padrão racial definido, alimentadas com
níveis crescentes de melaço de soja, encontrou valores
de colesterol entre 51,72 e 61,0 mg dL
-1
Rabassa et al.
(2009) em estudo com ovelhas adultas da raça Corriedale
criadas a pasto no Rio Grande do Sul obtiveram uma
média de 37,25 mg dL
-1
entre os animais. Balaro, Cardoso
e Peneiras (2012) trabalhando com cordeiros Santa Inês
a pasto no estado do Rio de Janeiro obtiveram média de
70,05 mg dL
-1
. Homem Junior et al. (2010) trabalhando
também com cordeiros Santa Inês no estado de São Paulo,
encontraram médias de colesterol entre 42,9 e 108,6 mg
dL
-1
. Com isso, é possível observar que todos os resultados
apresentados estariam fora do intervalo de normalidade
sugerido por Kaneko et al. (2008), entretanto se enqua-
dram nos resultados obtidos no presente trabalho.
A partir dos dados de triglicerídeos obtivemos
um intervalo de 66 mg dL
-1
de amplitude enquanto o
intervalo de Kaneko et al. (2008) possui amplitude de 21
mg dL
-1
, 3,14 vezes menor. Os triglicerídeos são a princi-
pal forma de armazenamento de energia no organismo
animal. São sintetizados em quase todos os tecidos, se
destacando no fígado e no tecido adiposo. A biossíntese
dos triglicerídeos é feita a partir da glicose circulante e
do glicerol, logo suas concentrações se relacionam com as
de glicose (Angeli, 2014). Brito et al. (2006) trabalhando
com ovelhas Lacaune no Rio Grande do Sul obtiveram
médias de triglicerídeos entre 28,7 e 52,2 mg dL
-1
. et
al. (2014) em estudo com borregos sem padrão racial
definido, confinados no estado do Tocantins, encontraram
médias entre 30,51 e 40,28 mg dL
-1
. Santos et al. (2015)
trabalhando em Minas Gerais com cordeiros Santa Inês
de até 90 dias de idade encontrou média de 34,72 mg
dL
-1
. É possível observar que os resultados encontrados
advêm de animais de raças e idades distintas, criados em
diferentes estados, em condições ambientais condizentes
com a localidade dos experimentos, havendo variações
entre essas respostas e a maioria sendo acima do limite
preconizado por Kaneko et al (2008), porém, todos eles
se enquadram no intervalo de normalidade definido neste
estudo.
O intervalo definido para o metabólito Frutosa-
mina apresentou maior diferença de amplitude entre os
metabólitos energéticos, sendo 332 μmol L
-1
enquanto
a amplitude do intervalo de Kaneko et al. (2008) é de
apenas 4 μmol L
-1
. Os níveis de frutosamina sofrem in-
fluência tanto do metabolismo energético quanto proteico,
visto que ela é formada por uma molécula de glicose
conjugada a uma proteína, geralmente a albumina. Em
contrapartida à instabilidade da glicose, a albumina tem
um turnover de cerca de 30 dias, conferindo maior es-
tabilidade a molécula de frutosamina, ou seja, fazendo
com que ela permaneça na corrente por um período de
tempo maior. Por depender da concentração sanguínea
de glicose, a frutosamina sofre alterações advindas dos
mesmos fatores, portanto é possível relacionar a variação
do intervalo de frutosamina a variação do intervalo de
glicose, considerando o tempo maior de permanência
desta na corrente sanguínea (Varanis, 2018; Kaneko et
al., 2008). Na literatura é possível encontrar experimen-
tos realizados no Brasil com animais saudáveis onde os
níveis de frutosamina ficaram além do intervalo definido
por Kaneko et al. (2008), por exemplo o de Soares et
al. (2014) que trabalhando com ovelhas Dorper antes e
após o parto em sistema semiextensivo em Pernambuco
obtiveram médias de 143,79 a 191,3 μmol L
-1
, e Santos
et al. (2017) em experimento com ovelhas Santa Inês
gestantes suplementadas com propilenoglicol em Minas
Gerais encontraram média de 328,2 μmol L
-1
para este
metabólito.
Kaneko et al. (2008) não preconiza intervalos
de referência para lipoproteínas, não havendo valores
de comparação para os resultados obtidos neste estudo.
Para o metabólito HDL (Lipoproteína de alta densidade)
o intervalo de referência obtido foi de 10 a 76,7 mg dL
enquanto que para LDL (Lipoproteína de baixa densidade)
o intervalo obtido foi de 1,2 a 87 mg dL. Os níveis de HDL
e LDL variam muito de acordo com o aporte energético
da dieta, principalmente a concentração de ácidos graxos
não esterificados. Comumente dietas com teores elevados
de gordura resultam em maiores concentrações destes
metabólitos (Varanis et al., 2018; Gressler et al. 2015).
Santos et al. (2017) avaliando ovelhas Santa Inês ges-
tantes suplementadas com propilenoglicol obteve média
de 37,43 mg dL
-1
para HDL e 19,84 mg dL
-1
para LDL.
Gressler et al. (2015) trabalhando com ovelhas mestiças
no Mato Grosso do Sul obtiveram valores entre 29,79 a
34,93 mg dL
-1
para HDL e 18,5 a 22,29 mg dL
-1
para LDL.
Borburema et al. (2012) utilizando borregos Santa Inês
encontraram média de 64,8 mg dL
-1
em seu experimen-
to. Todos os resultados encontrados na literatura foram
coerentes com o intervalo de referência determinado
neste estudo.
Para VLDL (Lipoproteína de muito baixa densi-
dade) o intervalo de referência foi de 1 a 16,4 mg dL
-1
.
Nasciutti et al. (2012) trabalhando com ovelhas Santa
Parâmetros de metabólitos bioquímicos em ovinos criados no Brasil
5
Cad. Ciênc. Agrá., v. 12, p. 01–08, https://doi.org/10.35699/2447-6218.2020.20404
Inês nos períodos pré e pós parto encontraram médias
entre 4,87 e 9,63 mg dL
-1
para este metabólito. Santos
et al. (2015) em experimento com cordeiros Santa Inês
avaliados do nascimento ao desmame obtiveram média
de 6,94 mg dL
-1
, ambos os experimentos foram conduzi-
dos em Uberlândia, Minas Gerais. A VLDL é responsável
pelo transporte de triglicerídeos na corrente sanguínea,
portanto é esperado que se comportem de maneira se-
melhante (Santos et al., 2015).
Para definir o perfil proteico foram obtidos da-
dos de proteínas totais, ácido úrico, ureia, albumina e
creatinina (Tabela 2).
Tabela 2 – Intervalos de referência para metabólitos proteicos de ovinos
Metabólito
Intervalos definidos
neste estudo
Intervalos definidos por
Kaneko et al. (2008)
Unidade
Proteínas totais 4235 3,1 – 10,7 6 – 7,9 g dL
-1
Acido úrico 4043 0 – 1,7 0 – 1,9 mg dL
-1
Ureia 4134 10 – 92 17 – 43 mg dL
-1
Albumina 4359 1,1 – 5,2 2,4 – 3,0 g dL
-1
Creatinina 4178 0,4 – 1,7 1,2 – 1,9 mg dL
-1
N¹ - número amostral
Para os dados de proteínas totais, a amplitude
do intervalo de referência foi de 7,6 g dL
-1
, enquanto o
de Kaneko et al (2018) é de 1,9 g dL
-1
. A concentração
de proteínas totais no sangue reflete o status nutricional
proteico de maneira muito confiável. Em animais não
lactantes uma diminuição dos níveis deste metabólito
pode indicar deficiência proteica na dieta (Rodrigues et
al., 2017). no pós-parto Silva et al. (2013) afirmam que
uma diminuição nos valores de proteínas totais nos
primeiros 30 dias de lactação, devido à maior produção
de leite nesta fase. Gressler et al. (2015) trabalhando
com ovelhas Santa Inês adultas em Mato Grosso do Sul
encontraram médias entre 6,62 a 7,01 g dL
-1
. Brito et
al. (2006) trabalhando com ovelhas Lacaune gestantes
confinadas no Rio Gande do Sul, obteve média de 6,46 g
dL
-1
. Lima et al. (2016) 7,06 g dL
-1
. Cardoso et al. (2010)
observaram média de 6,75 g dL
-1
em ovelhas Santa Inês
no pós parto.
Para o metabólito ácido úrico, foi observada am-
plitude de 1,7 mg dL
-1
, 0,2 mg dL
-1
menor que o intervalo
de Kaneko et al (2008). O ácido úrico é utilizado pelos
microrganismos ruminais como fator de crescimento mi-
crobiano, sendo transformado em amônia e usado para
sintetizar proteína microbiana (Paula, 2015). Variações na
concentração sanguínea deste metabólito entre animais
de idades diferentes podem ser atribuídas à diferenças
na alimentação, e aumentam de acordo com a qualidade
nutricional do alimento, indicando atividade ruminal
recente (Neto et al., 2017). Na literatura encontram-se
trabalhos como o de et al. (2014), que trabalhando
com borregos sem padrão racial definido no estado do
Tocantins observaram concentração média de 0,26 mg
dL
-1
para este metabólito enquanto Araújo et al. (2012)
relataram, para carneiros adultos sem padrão racial de-
finido, níveis entre 0,11 a 0,16 mg dL
-1
.
A amplitude do intervalo para ureia foi de 82 mg
dL
-1
, enquanto o preconizado por Kaneko et al. (2008) é
de 29 mg dL
-1
, 2,8 vezes menor. Cerca de 70% da proteína
ingerida é transformada em amônia no rumen, para ser
utilizada como fonte de nitrogênio na síntese de ami-
noácidos e proteína microbiana, e, a fração da amônia
não utilizada no rúmen é absorvida e direcionada ao
fígado para ser transformada em ureia, que circula na
corrente sanguínea. Sendo assim, a concentração de ureia
plasmática tem relação direta com o aporte proteico e a
proporção de proteína degradável no rumen contida na
ração (Neto et al., 2017; Gressler, 2015).
Rabassa et al. (2009) obtiveram média de 30,68
mg dL
-1
para fêmeas Corriedale criadas a pasto no Rio
Grande do Sul. Gressler et al. (2015) trabalhando com
ovelhas mestiças Santa Inês relataram valores de 43,69
a 52,57 mg dL
-1
, enquanto Balaro, Cardoso e Peneiras
(2012) em estudo conduzido no Rio de Janeiro com
animais de aproximadamente 90 dias, encontraram o
valor médio de 38,75 mg dL
-1
. Dados encontrados na
literatura de trabalhos conduzidos com ovelhas gestantes
apresentam, em sua maioria, níveis de ureia acima do
limite preconizado por Kaneko et al. (2008). Para ovelhas
da raça Santa Inês Araújo (2009) observou valores entre
13,33 a 32,85 mg dL
-1
, Cardoso et al. (2010) obtiveram
nível médio de 40,48 mg dL
-1
, Lima et al. (2016) média
de 45,75 mg dL
-1
e Oliveira et al. (2014) média de 49,8
mg dL
-1
. Ao final da gestação espera-se que as fêmeas
diminuam a ingestão de alimentos, que pode levar ao
aumento de proteólise endógena para uso como fonte
energética, causando aumento nas concentrações de ureia
(Feijó et al. 2014). Os níveis de ureia aumentados no fim
da gestação tendem a diminuir com o avanço da fase de
lactação, sendo possível associar essa diminuição ao ba-
lanço proteico negativo que o animal enfrenta nessa fase
(Varanis, 2018; Silva et al., 2013) Cardoso et al. (2010)
e Lima et al. (2016) avaliando ovelhas da raça Santa
Silva, D. A. P. et al.
6
Cad. Ciênc. Agrá., v. 12, p. 01–08, https://doi.org/10.35699/2447-6218.2020.20404
Inês observaram, aos 30 dias pós parto, valores médios
de 26,48 mg dL
-1
e 41,82 mg dL
-1
, respectivamente.
Para os níveis de albumina foi obtida amplitude
de 4,1 g dL
-1
, 6,8 vezes maior que o de Kaneko et al
(2008). A albumina é a proteína mais abundante no
plasma e seus níveis indicam, por meio de alterações
lentas, o aporte proteico da dieta fornecida ao animal.
Para que sejam observadas alterações significativas na
sua concentração, é necessário um período de observação
de pelo menos 30 dias (Varanis, 2018; Silva, 2019). Na
literatura trabalhos nacionais como o de Gouveia et
al. (2015) que observaram o valor médio de 3,13 g dL
-1
para albumina em animais sem padrão racial definido
com idade média de seis meses. Para ovinos Santa Inês
Araújo (2009) observou valores entre 2,9 e 3,8 g dL
-1
para ovelhas prenhes e vazias criadas no estado de São
Paulo, Borburema et al. (2012) obtiveram média de 3,02
g dL
-1
para borregos inteiros confinados e Marques (2007)
obteve 2,78 g dL
-1
para borregos castrados.
O intervalo de creatinina teve amplitude de 1,3
mg dL
-1
enquanto o de Kaneko et al (2008) é de 0,7 mg
dL
-1
. A creatinina é excretada exclusivamente por via
renal, portanto sua concentração plasmática reflete a
taxa de filtração glomerular. Altos níveis deste metabólito
podem indicar deficiência na função renal (Varanis, 2018;
Satake et al., 2018). Trabalhando com borregos Santa
Inês, Marques (2007) obteve média de 1,86 mg dL
-1
para
este metabólito. Araújo (2009) relatou valores variando
entre 0,9 a 1,3 mg dL
-1
para ovelhas Santa Inês vazias
e gestantes enquanto Santos et al. (2014) observaram
avaliando ovelhas Morada Nova, média de 0,87 mg dL
-1
aos 15 dias de lactação.
Para definir o perfil metabólico enzimático foram
coletados dados de aspartato aminotransferase (AST),
gama glutamil transferase (GGT), e fosfatase alcalina
(ALP) (Tabela 3). As enzimas AST, GGT e ALP são ana-
lisadas para determinar função hepática.
Tabela 4 – Intervalos de referência para metabólitos enzimáticos de ovinos.
Metabólito
Intervalos definidos nes-
te estudo
Intervalos definidos por
Kaneko et al. (2008)
Unidade
AST 3513 41 – 298 60 – 280 U L
-1
GGT 3523 25 – 146 20 – 52 U L
-1
ALP 3167 49 – 826,9 68 – 387 U L
-1
N¹ - número amostral. AST: aspartato aminotransferase; GGT: gama glutamiltransferase; ALP: fosfatase alcalina.
A partir dos dados de AST, a amplitude do in-
tervalo obtido foi de 257 U L
-1
enquanto o de Kaneko
et al (2008) teve amplitude de 220 U L
-1
. A aspartato
aminotransferase (AST) apresenta correlação positiva
com as atividades da glândula mamária, produção de
leite, problemas hepáticos e cardíacos, sendo dosada
na avaliação principalmente de doenças hepáticas. Sua
concentração pode ser elevada nos primeiros dias de vida
devido ao maior consumo de colostro rico em gorduras
(Feijó et al., 2014; Santos et al., 2015; Varanis, 2018).
Para ovinos com idade média de seis meses, sem padrão
racial definido, Gouveia et al. (2015) observaram valor
médio de 106,34 U L
-1
. Trabalhando com fêmeas mestiças
Corriedale x Texel, Rabassa et al. (2009) observou média
de 73,2 U L
-1
. Para animais da raça Morada Nova aos 15
dias de lactação, Santos et al. (2014) observaram média
de 101,45 U L
-1
.
A amplitude do intervalo de GGT foi de 121
U L
-1
enquanto o de Kaneko et al (2008) é de 32 U L
-1
,
3,7 vezes menor. O aumento nos níveis de GGT podem
indicar, assim como a AST, desordens hepáticas. Uma
mobilização intensa de reservas lipídicas também pode
causar aumento nos níveis de GGT, fazendo com que
sejam um bom critério de avaliação para desordens no
pós-parto, como esteatose hepática e toxemia (Araújo et
al., 2012). Para cordeiros da raça Santa Inês com idade
média de 100 dias, Borburema et al. (2012) observaram
o valor de 51,79 U L
-1
. Araújo (2009) observou média
de 56,39 U L
-1
para ovelhas Santa Inês no início do terço
final de gestação, enquanto Nascimento (2015) relataram
valores médios de 54,53 e 57,4 U L
-1
para ovelhas aos 30
dias de lactação.
Finalmente, para fosfatase alcalina, a amplitude
obtida no intervalo foi de 777,9 U L
-1
, enquanto a de Ka-
neko et al. (2008) é de 319 U L
-1
, 2,4 vezes menor. Assim
como as enzimas anteriores, a fosfatase alcalina também
reflete o funcionamento hepático, portanto valores altos
podem indicar a ocorrência de hepatopatias. Seus níveis
séricos podem sofrer alterações e se apresentar elevados
em situações que envolvam reabsorção óssea (Araújo et
al., 2012). Santos et al. (2015) trabalhando com cordeiros
Santa Inês entre 9 e 90 dias de idade observaram média
de 449, 95 U L
-1
. Trabalhando com ovelhas Morada Nova,
no período de 60 a 7 dias antes do parto, Santos et al.
(2014) observaram média de 109,13 U L
-1
. Nasciutti et
al. (2012) relatou a concentração média de 66,67 U L
-1
,
28 dias após o parto em ovelhas Santa Inês.
De modo geral, os resultados obtidos neste estu-
do foram mais amplos que os valores preconizados por
Kaneko et al. (2008), com destaque para o metabólito
frutosamina que teve um intervalo 83 vezes mais am-
plo. A concentração sanguínea dos metabólitos sofre
alterações por influencia de vários fatores intrínsecos
ao animal e ao ambiente, principalmente da dieta. A
adaptação do organismo animal a uma determinada
Parâmetros de metabólitos bioquímicos em ovinos criados no Brasil
7
Cad. Ciênc. Agrá., v. 12, p. 01–08, https://doi.org/10.35699/2447-6218.2020.20404
configuração ambiental influencia no funcionamento das
vias metabólicas, podendo ocasionar variações nos níveis
considerados normais, entretanto não necessariamente
essas variações são sinônimos de doenças ou desordens
metabólicas, devendo ser analisadas levando em consi-
deração o ambiente no qual o animal se encontra (Neto
et al., 2017; Varanis, 2018).
Os dados encontrados na literatura nacional
corroboram a hipótese de que os valores definidos por
Kaneko et al. (2008) não refletem apropriadamente a
realidade dos ovinos brasileiros, visto que a maior parte
dos dados apresentados encontrou-se fora dos intervalos
preconizados pelo mesmo e dentro dos intervalos defini-
dos neste estudo. Levando em consideração apenas tais
valores, isso poderia conduzir o pesquisador a equívocos
na interpretação dos resultados, entretanto, após avalia-
ção cuidadosa, os animais foram considerados saudáveis
mesmo diferindo do intervalo referêncial utilizado, evi-
denciando assim a necessidade de uma tabela nacional,
que proporcione maior acurácia na interpretação de dados
de perfis metabólicos.
Conclusão
Foram definidos intervalos de referência de va-
lores de metabólitos energéticos, proteicos, minerais e
enzimáticos para ovinos, sendo estes mais amplos que os
valores internacionais comumente utilizados, abrangendo
melhor resultados obtidos exclusivamente no Brasil.
Referências
Alvarenga, A. B. B. 2011. Resposta fisiológica de diferentes genótipos
de carneiros relacionada a processos adaptativos ambientais em clima
tropical úmido durante o outono e inverno. Brasília: Universidade de
Brasília, 89f. il. Tese Doutorado. Disponível em: https://repositorio.
unb.br/handle/10482/10993.
Angeli, N. C. 2014. Metabolismo de lipídeos em ruminantes. Seminário
apresentado na disciplina Bioquímica do Tecido Animal, Programa de
Pós-Graduação em Ciências Veterinárias, Universidade Federal do Rio
Grande do Sul. 6 p. Disponível em: https://www.ufrgs.br/lacvet/site/
wp-content/uploads/2014/08/lipideos_ruminantes.pdf.
Araújo, C. A. S. C. 2009. Estudo comparativo do perfil metabólico e
hormonal de ovelhas com gestação única, gemelar e não gestantes
alimentadas com dieta de alta densidade energética. São Paulo:
Universidade de São Paulo. 212f. Dissertação Mestrado. Doi: https://
dx.doi.org/10.11606/D.10.2010.tde-21092010-162531.
Araújo, P. B.; Andrade, R. D. P. X.; Ferreira, M. A.; Batista, A. M. V.;
Caravalho, C. C. D.; Soares, P. C. 2012. Efeito da substituição do feno de
capim tifton (Cynodon spp.) por casca de mamona (Ricinus communis)
em dietas a base de palma forrageira (Nopalea cochenilifera Salm dick)
sobre o metabolismo energético, proteico e mineral em ovinos. Brazilian
Journal of Veterinary Medicine, 34(4), 327–335. Disponível em: http://
rbmv.org/index.php/BJVM/article/view/738.
Balaro, M. F. A.; Cardoso, E. C.; Peneiras, A. B. V. 2012. Ganho de peso
e perfil metabólico sanguíneo de cordeiros alimentados com dietas
contendo gordura protegida. Agroecossistemas, 4(1): 42–49. Doi:
https://doi.org/10.18542/ragros.v4i1.1049.
Borburema, J. B.; Cezar, M. F.; Marques, D. D.; Cunha, M. G. G.;
Pereira Filho, J. M.; Sousa, W. H.; Furtado, D. A.; Costa, R. G. 2012.
Efeito do regime alimentar sobre o perfil metabólico de ovinos Santa
Inês em confinamento. Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e
Zootecnia, 64(4): 983–990. Doi: https://dx.doi.org/10.1590/S0102-
09352012000400027.
Brito, M. A.; González, F. H. D.; Ribeiro, L. A. O.; Campos, R.; Lacerda,
L. D. A.; Barbosa, P. R.; Bergmann, G. P. 2006. Composição do sangue e
do leite em ovinos leiteiros do sul do Brasil: variações na gestação e na
lactação. Ciência rural, 36(3): 942–948. Doi: http://dx.doi.org/10.1590/
S0103-84782006000300033.
Cardoso, E. C.; Oliveira, D. R.; Dourado, A. P.; Araújo, C. V.; Ortolani,
E. L.; Brandão, F. Z. 2010. Peso e condição corporal, contagem de
OPG e perfil metabólico sanguíneo de ovelhas da raça Santa Inês no
periparto, criadas na região da Baixada Litorânea do Estado do Rio de
Janeiro. Revista Brasileira de Ciência Veterinária, 17(2): 77–82. Doi:
http://dx.doi.org/10.4322/rbcv.2014.148.
Feijó, J. O.; Pezzaroli, D.; Silva, L. G. C.; Aragão, R. B.; Martins. C. F.;
Pereira, R. A.; Ferreira, M. B.; Pino, F. A. B. D.; Rabassa, V. R.; Corrêa,
M. N. 2014. Avaliação de parâmetros bioquímicos clínicos de ovelhas
do grupo genético pantaneiro gestantes e não gestantes. Brazilian
Journal of Veterinary Research and Animal Science, 51(2): 111–117.
Doi: http://dx.doi.org/10.11606/issn.1678-4456.v51i2p111-117.
Friedewald, W. T.; Levv, R. I.; Fredrickson, D. S. 1972. Estimation of the
concentration of low-density lipoprotein in plasma, without use of the
preparative ultracentrifuge. Clinical Chemistry. 18, 499–502. Disponível
em: http://clinchem.aaccjnls.org/content/clinchem/18/6/499.full.pdf.
Gouveia, L. N. F.; Maciel, M. V.; Soares, P. C.; Silva Neto, I. F.; Gonçalves,
D. N. A.; Batista, A. M. V.; Carvalho, F. F. R. 2015. Perfil metabólico
de ovinos em crescimento alimentados com dietas constituídas de
feno ou silagem de maniçoba e palma forrageira. Pesquisa Veterinária
Brasileira, 35(1): 5–9. Doi: http://dx.doi.org/10.1590/S0100-
736X2015001300002.
Gressler, M. A. L.; Souza, M. I. L.; Souza, A. S.; Filiú, W. F. O.; Aguena, S.
M.; Franco, G. L. 2015. Respostas bioquímicas de ovelhas submetidas à
flushing de curto prazo em região subtropical. Revista Brasileira de Saúde
e Produção Animal, 16(1): 210–222. Doi: https://doi.org/10.1590/
S1519-99402015000100022.
Homem Junior, A. C.; Ezequiel. J. M. B; Galati, R. L.; Gonçalves, J. D. S.;
Santos, V. C.; Sato, R. A. 2010. Grãos de girassol ou gordura protegida
em dietas com alto concentrado e ganho compensatório de cordeiros
em confinamento. Revista Brasileira de Zootecnia, 39(3): 563–571. Doi:
http://dx.doi.org/10.1590/S1516-35982010000300016.
Kaneko, J. J.; Harvey, J. W.; Bruss, M. L. 2008. Clinical Biochemistry of
Domestic Animals. 6.ed. Academic Press, San Diego, CA, EUA.
Kozloski, G. V. 2017. Bioquímica dos ruminantes. 3.ed. Fundação de
Apoio a Tecnologia e Ciência - Editora UFSM, RS, BR.
Libardi, K. D. C.; Costa, P. B.; Oliveira, A. A. M. A.; Cavilhão, C.; Hermes,
P. R.; Ramella, J. R. P. 2018. Perfil metabólico de cordeiros Santa Inês
terminados em confinamento com manejo alimentar restritivo e ad
libitum. Ciência Animal Brasileira, 19: 1–15. Doi: http://dx.doi.
org/10.1590/1809-6891v19e-31227.
Lima, E. H. F.; Mendonça, C. L.; Cajueiro, J. F. P.; Carvalho, C. C. D.;
Soares, P. C.; Souto, R. J. C.; Drummond, A. R. F.; Afonso, J. A. B. 2016.
Efeito da monensina sódica sobre o perfil metabólico de ovelhas antes
e após o parto. Ciência Animal Brasileira, 17(1): 105–118. Doi: http://
dx.doi.org/10.1590/1089-6891v17i128370.
Silva, D. A. P. et al.
8
Cad. Ciênc. Agrá., v. 12, p. 01–08, https://doi.org/10.35699/2447-6218.2020.20404
Marques, K. S. 2007. Perfil metabólico de cordeiros em pastejo
submetidos a diferentes ambientes e suplementações alimentares no
semi-árido paraibano. Patos: Universidade Federal de Campina Grande.
44f. Dissertação Mestrado. Disponível em: http://dspace.sti.ufcg.edu.
br:8080/jspui/handle/riufcg/9124.
Nascimento, P. M.; Morgado, A. A.; Nunes, G. R.; Nikolaus, J. P.; Weigel,
R. A.; Lima, A. S.; Sucupira, M. C. A. 2015. Metabolismo oxidativo e
perfil bioquímico de ovelhas santa inês no período periparto: efeito
da suplementação parenteral com vitamina E. Semina: Ciências
Agrárias, 36(3): 1397–1407. Doi: http://dx.doi.org/10.5433/1679-
0359.2015v36n3p1397.
Nasciutti, N.; Tsuruta, S.; Oliveira, R.; Bisinoto, M.; Headley, S.; Mundim,
A.; Noleto, P.; Saut, J. P. 2012. Perfil metabólico em ovelhas Santa
Inês, com baixo escore de condição corporal, no periparto. Boletim De
Indústria Animal, 69(2): 137–145. Disponível em: http://www.iz.sp.
gov.br/bia/index.php/bia/article/view/1032.
Neto, J. G.; Pedreira, M. S.; Silva, H. G. O.; Alves, E. M.; Santos, E. D. J.;
Silva, Á. C.; Corrêa, Y. R. 2017. Tipos de ureia e fontes de carboidratos
nas dietas de cordeiros: síntese de proteína microbiana e balanço de
nitrogênio. Revista Electrónica de Veterinaria, 18(9): 1–15. Disponível
em: https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=63653009064.
Oliveira, R. P. M.; Maduro, A. H. P.; de Oliveira, F. F.; Lima, E. S. 2014.
Perfil metabólico de ovelhas Santa Inês em diferentes fases de gestação
criadas em sistema semi-intensivo no Estado do Amazonas. Ciência
Animal Brasileira, 15(1): 81–86. Doi: http://dx.doi.org/10.5216/
cab.v15i1.15720.
Paula, C. G. 2015. Suplementação com melaço de soja na dieta de ovinos:
parâmetros sanguíneos, consumo, digestibilidade e comportamento
ingestivo. Uberlândia: Universidade Federal de Uberlândia. 61f.
Dissertação Mestrado. Disponível em: http://repositorio.ufu.br/
handle/123456789/13154.
Payne, J. M.; Dew, S. M.; Manston, R.; Faulks. M. 1970. The use of the
metabolic profiles test in dairy herds. Veterinary Records, 87: 150–158.
Doi: http://dx.doi.org/10.1136/vr.87.6.150.
Rabassa, V. R.; Tabeleão, V. C.; Scheneider, A.; Menezes, L. M.; Schossler,
E.; Severo, N.; Corrêa, M. N. 2009. Avaliação metabólica de ovelhas de
cria mantidas em campo nativo durante o período de outono/inverno.
Current Agricultural Science and Technology, 15: 1–4. Doi: http://
dx.doi.org/10.18539/cast.v15i1-4.1999.
Ribeiro, L. A. B., González, F. H. D.; Conceição, T. R.; Brito, M. A.; LA
Rosa, V. L.; Campos, R. 2003. Perfil metabólico de borregas Corriedale
em pastagem nativa do Rio Grande do Sul. Acta Scientiae Veterinariae,
31(3): 167–170. Doi: http://dx.doi.org/10.22456/1679-9216.17161.
Rodrigues, O. G.; Marques, K. B.; de Sousa, B. B. 2017. Perfil
mineral sérico de cordeiros submetidos a diferentes suplementações
alimentares e a diferentes tipos de ambientes em pastejo no semiárido.
Agropecuária Científica no Semiárido, 12(4): 332–338. Doi: http://
dx.doi.org/10.30969/acsa.v12i4.701.
Sá, H. M.; Teles, T. L.; Borges, I.; Macedo Jr, G. L.; Silva, S. P. 2014. Perfil
metabólico em ovinos alimentados com inclusões crescentes da torta
do babaçu na dieta. Veterinária Notícias, 20(2), 48–56. Doi: https://
doi.org/10.14393/VTv20n2a2014.26804.
Santos, F. M. S. C.; Soares, P. C.; Mesquita, E. P.; Oliveira Filho, E. F.;
Guido, S. I.; Alves, K. H. G.; Bartolomeu, C. C.; Amorim, M. J. A. A. L.
2014. Perfil bioquímico em ovelhas da raça Morada Nova nos períodos
de gestação, parto e pós parto. Ciência Veterinária nos Trópicos. 17(1):
24–29. Disponível em: https://www.bvs-vet.org.br/vetindex/periodicos/
ciencia-veterinaria-nos-tropicos/17-(2014)-1-2/perfil-bioquimico-em-
ovelhas-da-raca-morada-novanos-periodos-de-gestac/.
Santos, R. P.; Souza, L. F.; Souza, J. T. L.; Andrade, M. E. B.; Macedo
Jr, G. L.; Silva, S. P. 2015. Parâmetros sanguíneos de cordeiros em
crescimento filhos de ovelhas suplementadas com níveis crescentes de
propilenoglicol. Revista Brasileira de Ciências Agrárias, 10(3): 473–478.
Doi: http://dx.doi.org/10.5039/agraria.v10i3a4924.
Santos, R. P.; Macedo Jr, G. L.; Silva, S. P.; Souza, L. F.; Andrade, M. E.
B. 2017. A suplementação com propilenoglicol melhora o metabolismo
energético em ovelhas gestantes. Revista Brasileira de Ciências Agrárias.
12(4): 561–566. Doi: http://dx.doi.org/10.5039/agraria.v12i4a5484.
Satake, F.; Malta, K. C.; Silva, S. L. 2018. Avaliação da transferência de
imunidade passiva e de constituintes séricos de cordeiros Santa Inês
nascidos. Pesquisa Veterinária Brasileira, 38(2): 294–299. Doi: http://
dx.doi.org/10.1590/1678-5150-pvb-3968.
Silva, J. S. C.; Guaraná, E. L. S.; Lemos, V. F.; Soares, P. C.; Afonso,
J. A. B.; Mendonça, C. L. 2013. Metabolismo energético, proteico e
mineral de ovelhas Santa Inês hígidas e com mastite subclínica. Pesquisa
Veterinária Brasileira, 33(9): 1087–1096. Doi: https://doi.org/10.1590/
S0100-736X2013000900007.
Silva, M. S. C.; Rodrigues, D. S.; Tuerlinckx, S.; Siqueira, C. M. G.
2019. Perfil bioquímico de albumina e colesterol em vacas de invernar
submetidas a suplementação. Anais do Salão Internacional de Ensino,
Pesquisa e Extensão, Universidade Federal do Pampa, Santana do
Livramento, RS, Brasil, 10. Disponível em: http://200.132.146.161/
index.php/siepe/article/view/38760.
Soares, F. A. P; Neto, A. V. B.; Freitas, I. B.; Carvalho, C. C. D., Barbosa,
J. D.; Soares, P. C. 2014. Perfil sérico de alguns constituintes sanguíneos
de ovelhas da raça Dorper no período gestacional e pós-parto. Revista de
Ciências Agrárias Amazonian Journal of Agricultural and Environmental
Sciences, 57(3): 266-272. Disponível em: https://periodicos.ufra.edu.
br/index.php/ajaes/article/view/921.
Solberg, H. E. 2006. RefVal 4.11 software user’s guide. RefVal, Rykkinn,
Norway.
Varanis, L. F. M. 2018. Prospecção de metabólitos sanguíneos referenciais
para ovinos em distintas categorias. Uberlândia: Universidade Federal
de Uberlândia. 88 f. Dissertação Mestrado. Doi: http://dx.doi.
org/10.14393/ufu.di.2018.787.