CADERNO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
Agrarian Sciences Journal
Distribuição vertical e diversidade de coleópteros em povoamento de Pinus taeda L.
(Pinaceae)
Mateus Alves Saldanha
1
*, Ervandil Corrêa Costa
2
, Leonardo Mortari Machado
3
, Dayanna do Nascimento
Machado
4
, Jéssica Maus da Silva
5
, Leandra Pedron
6
, Camila Fonseca Galvan
7
, Bruna Casanova Silva
8
DOI: https://doi.org/10.35699/2447-6218.2020.21654
Resumo:
O padrão de voo dos insetos pode ser considerado um importante fator biológico no manejo de potenciais insetos-
-praga. Deste modo, este trabalho objetivou verificar a altura preferencial de voo dos coleópteros associados a um
plantio de Pinus taeda L pertencente ao Centro de Pesquisa em Florestas, em Santa Maria, Rio Grande do Sul. Para
isto, foram instaladas armadilhas de interceptação de voo distribuídas nas alturas de 0,5; 1,0; 1,5; 2,0; 2,5; 3,0; 3,5;
4,0; 4,5; 5,0; 5,5 e 6,0 metros acima da superfície do solo, com três repetições e com um espaço de 30 metros entre
as repetições. Foram coletados 570 indivíduos, distribuídos em 34 famílias e 116 espécies, com o acme populacional
no início de novembro de 2011. As famílias Cerambycidae, Curculionidae, Trogossitidae e Scarabaeidae apresentaram
a maior abundância. Euetheola humilis (Burmeister, 1847) destacou-se, com 42 indivíduos amostrados no período de
novembro de 2011 a maio de 2012, predominantemente, nas alturas de 3,5 m, 4,5 m e 5,0 m. Não foram encontradas
diferenças estatísticas entre as diferentes alturas e a abundância total de coleópteros, demonstrando que, neste estu-
do, os insetos da Ordem Coleoptera não possuem preferência por uma altura de voo em povoamento de Pinus taeda.
Palavras-chave: Armadilha de interceptação de voo. Monitoramento de insetos. Padrão de voo.
Vertical distribution and diversity of beetles in a stand of Pinus taeda L. (Pinaceae)
Abstract:
The flight pattern of insects can be considered an important biological factor in the management of potential pest
insects. Thus, this study aimed to verify the preferred flight height of the coleoptera associated with a plantation of
Pinus taeda L. belonging to the Forest Research Center, in Santa Maria, Rio Grande do Sul. For this purpose, distributed
flight interception traps were installe,corresponding to heights of 0.5; 1.0; 1.5; 2.0; 2.5; 3.0; 3.5; 4.0; 4.5; 5.0; 5.5
and 6.0 meters above the soil surface, with three repetitions and with an interval of 30 meters between repetitions.
570 individuals were collected, distributed in 34 families and 116 species, with the acme population occurring in the
1
Universidade Federal de Santa Maria. Centro de Ciências Rurais. Departamento de Defesa Fitossanitária. Santa Maria, RS. Brasil.
https://orcid.org/0000-0002-1788-8179.
2
Universidade Federal de Santa Maria. Centro de Ciências Rurais. Departamento de Defesa Fitossanitária. Santa Maria, RS. Brasil.
https://orcid.org/0000-0001-7348-8826.
3
Universidade do Estado de Santa Catarina. Centro de Ciências Agroveterinárias. Lages, SC. Brasil.
http://orcid.org/0000-0001-9824-8087.
4
Universidade Federal de Santa Maria. Centro de Ciências Rurais. Departamento de Defesa Fitossanitária. Santa Maria, RS. Brasil.
https://orcid.org/0000-0001-9837-5369.
5
Universidade Federal de Santa Maria. Centro de Ciências Rurais. Departamento de Defesa Fitossanitária. Santa Maria, RS. Brasil.
https://orcid.org/0000-0003-4564-0389.
6
Universidade Federal de Santa Maria. Centro de Ciências Rurais. Departamento de Defesa Fitossanitária. Santa Maria, RS. Brasil.
https://orcid.org/0000-0002-0712-241X.
7
Universidade Federal de Santa Maria. Centro de Ciências Rurais. Departamento de Defesa Fitossanitária. Santa Maria, RS. Brasil.
https://orcid.org/0000-0002-2995-3038.
8
Universidade Federal de Santa Maria. Centro de Ciências Rurais. Departamento de Defesa Fitossanitária. Santa Maria, RS. Brasil.
https://orcid.org/0000-0002-7524-8479.
*Autor para correspondência: mtsmateusalves@gmail.com
Recebido para publicação em 01 de junho de 2020. Aceito para publicação em 19 de outubro de 2020.
e-ISSN: 2447-6218 / ISSN: 2447-6218 / © 2009, Universidade Federal de Minas Gerais, Todos os direitos reservados.
Saldanha, M. A. et al.
2
Cad. Ciênc. Agrá., v. 12, p. 01–11, https://doi.org/10.35699/2447-6218.2020.21654
beginning of November 2011. The families Cerambycidae, Curculionidae, Trogossitidae and Scarabaeidae presented
the greatest abundance. Euetheola humilis (Burmeister, 1847) stood out, with 42 individuals sampled during the
collection period (November 2011 to May 2012), predominantly, at heights of 3.5 m, 4.5 m and 5.0 m. No statistical
differences were found between the different heights in the flight interception traps and the total abundance of beetles,
demonstrating that the insects of the Coleoptera Order do not have a preference for flight height in P. taeda stands.
Key words: Flight pattern. Insect monitoring. Flight interception trap.
Introdução
No Brasil, as plantações florestais ocupam 7,84
milhões de ha sendo responsáveis por mais de 90% de toda
a madeira utilizada para fins produtivos, ainda contribuem
para a conservação da biodiversidade, recuperação de áreas
degradadas, preservação do solo, regulação dos recursos
hídricos e geração de energia renovável (IBÁ, 2019). As
espécies de Pinus se destacam por ocupar 1,6 milhão de
ha, e os Estados da região Sul do Brasil apresentam as
melhores condições edafoclimáticas para o estabelecimento
e desenvolvimento desse gênero (IBÁ, 2019).
No entanto, o constante incremento de áreas
com plantios homogêneos, de espécies exóticas de rápido
crescimento, houve também um acréscimo significativo
nos problemas fitossanitários, especialmente com in-
setos (Machado; Costa, 2017). Conforme relatado por
Flechtmann et al. (1995) estes insetos podem limitar o
crescimento, o desenvolvimento e a reprodução das árvo-
res e por serem potenciais vetores de doenças, bactérias,
fungos e vírus (Machado, 2013).
Dentre as pragas prejudiciais às essências flores-
tais, destacam-se aquelas conhecidas como coleobrocas,
cujos danos são importantes em algumas espécies. Pode-se
citar como exemplo espécies da família Curculionidae, que
dentre os insetos monitorados em povoamentos florestais,
são os mais relevantes, pois proporcionam danos expres-
sivos na madeira de toras recém-abatidas quando estão
expostas no campo (Carvalho, Trevisan; 2015). Tem-se
também os cerambicídeos, que são consideradas pragas
relevantes na Entomologia Florestal, conhecidas como
serradores ou aneladores pelo grande número de plantas
hospedeiras e pelos danos que causam em determinadas
essências florestais, quando cultivadas em florestas ho-
mogêneas (Bernardi et al., 2010, Lemes et al., 2011). De
acordo com Bertim (2013), os coleópteros adaptam-se
facilmente aos diferentes ambientes florestais, assim o
monitoramento se torna a forma mais eficaz contra os
surtos.
O padrão de voo dos insetos pode ser considerado
um importante fator biológico no manejo de potenciais
insetos-praga, pois a altura de voo varia entre as espécies
e demonstra estar relacionada com o ponto em que ocorre
infestação na planta hospedeira. Algumas espécies cap-
turadas próximas ao nível do solo, geralmente atacam a
parte inferior do tronco, por exemplo (Machado; Costa,
2017). O padrão de voo também está principalmente
relacionado a reprodução (acasalamento) e à obtenção
de alimento (Bertim, 2013).
Neste contexto, o estudo da altura de voo dos in-
setos possibilita avaliar a distribuição vertical das possíveis
injúrias, sendo utilizado na definição de uma ferramenta
de monitoramento, auxiliando na adoção de medidas
preventivas para o manejo de insetos-praga (Peres Fi-
lho et al., 2012; Bertim, 2013). Este trabalho tem por
objetivo realizar um levantamento qualitativo (espécies)
e quantitativo (abundância) dos coleópteros presentes
em um povoamento de Pinus taeda L., caracterizando e
delimitando a altura preferencial de voo das principais
espécies associadas ao povoamento.
Material e métodos
Caracterização da área de estudo
O presente trabalho foi conduzido no período
de novembro de 2011 a maio de 2012, em povoamento
de P. taeda com aproximadamente 25 anos de idade,
em uma área de 2 ha (29°40’5.79” S e 53°55’16.60” O),
pertencente ao Centro de Pesquisa em Florestas, Santa
Maria, Rio Grande do Sul.
O povoamento apresentava um espaçamento
variável (entre 1 e 5 m). Essa variação no espaçamento
se deve ao fato de a área ser uma condução da regene-
ração natural, a qual foi manejada nos primeiros anos
de idade para formar um povoamento proveniente de
regeneração. A altura média das árvores foi estimada
em 18,35 m, com um diâmetro médio de 25,3 cm e uma
altura média do dossel de 14 m (Machado, 2013).
O clima da região é subtropical úmido oceânico,
sem estação seca e com verão quente; a temperatura média
mensal é de 19 °C, sendo a média dos meses mais quentes
superior a 30 °C e dos meses mais frios entre 13 e 18 °C,
com precipitação média anual de 1.770 mm, com média
anual de 113 dias de chuva (ALVARES et al., 2017).
Armadilha de interceptação de voo e procedimento
de captura
O modelo de armadilha etanólica de impacto
utilizado no presente estudo foi desenvolvido por Murari
et al. (2012) e intitulado PET-SM, sendo que tal armadilha
era de conhecimento dos autores, porém, foi publica-
da em 2012, mesmo o trabalho do presente estudo ter
iniciado em 2011. Em novembro de 2011 três árvores
do povoamento de P. taeda foram selecionadas aleatoria-
mente para a instalação do conjunto de armadilhas. Cada
árvore estava distante em pelo menos 30 metros entre
Distribuição vertical e diversidade de coleópteros em povoamento de Pinus taeda L. (Pinaceae)
3
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si e aproximadamente 50 metros da bordadura. Cada
conjunto de armadilha estava composto por 12 armadi-
lhas que foram alinhadas verticalmente totalizando seis
metros de altura e penduradas nas árvores selecionadas.
As armadilhas foram dispostas nas seguintes alturas: 0,5;
1,0; 1,5; 2,0; 2,5; 3,0; 3,5; 4,0; 4,5; 5,0; 5,5 e 6,0 metros
acima da superfície do solo. Foram realizadas 13 coletas,
sendo que cada conjunto de armadilha permanecia na
área por um período de 15 dias.
Triagem e identificação dos espécimes
Após a coleta, os insetos foram transportados
ao Laboratório de Pesquisa em Entomologia Florestal
(CCR/UFSM), onde foi realizada a triagem do material,
tendo por base as características morfológicas dos insetos,
com auxílio de lupa binocular, pinça e pincel. Após a
morfotipagem os espécimenes foram alocados em tubos
plásticos do tipo Eppendorf de 1,5 mL, contendo álcool 70
%, sendo posteriormente enviado ao Dr. Pedro Giovâni
da Silva, do Laboratório de Ecologia de Insetos, Instituto
de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Minas
Gerais, para identificação das espécies de coleópteros.
Para esse estudo levou-se em consideração os dados
das diferentes famílias de Coleoptera, com exceção de
Scolytidae, pois os mesmos haviam sido avaliados por
Machado e Costa (2017).
Análise estatística
Os parâmetros ecológicos Riqueza (S), Abun-
dância (N) e Diversidade de Shannon (H’) foram deter-
minados com o auxílio do software Past versão 2.17 c
(Hammer; Harper; Ryan, 2001). Para verificar a faixa
preferencial de voo dos coleópteros, assim como a flu-
tuação populacional dos indivíduos, foram realizadas
análises gráficas utilizando o Microsoft Excel versão 2019,
a partir de análise de regressão polinomial de modelo
quadrático. Para análise da distribuição vertical foram
consideradas as espécies mais abundantes.
Resultados e discussão
Espécies identificadas e flutuação populacional
Os 570 espécimes coletados no povoamento de
P. taeda foram distribuídos em 116 morfoespécies, com
42 identificadas em nível de espécie e 74 em gênero
(Tabela 1).
Tabela 1 – Riqueza (S) por família, abundância (N) e frequência relativa (%) de coleópteros coletados com armadilha
de interceptação de voo, em alturas de 0,5 a 6,0 m, em povoamento de Pinus taeda, entre novembro de
2011 e maio de 2012, no município de Santa Maria/RS.
Famílias Gênero/Espécies N %
Alleculidae (S=4)
Lobopoda sp.1
3 0,53
Lobopoda sp.2
10 1,75
Lobopoda sp.3
2 0,35
Lobopoda sp.4
3 0,53
Anobiidae (S=1)
Dasytanobium inaequale (Pic, 1902)
5 0,88
Anthribidae (S=3)
Domoptolis menestriesii (Boheman, 1845)
11 1,93
Eugonus subcylindricus (Fahraeus, 1839)
6 1,05
Toxonotus sp.
5 0,88
Bostrichidae (S=3)
Bostrychopsis uncinata (Germar, 1824)
8 1,40
Melalgus sp.
1 0,18
Xyloprista sp.
2 0,35
Bothrideridae (S=1)
Bothrideres sp.
1 0,18
Cantharidae (S=2)
Chauliognathus flavipes (Fabricius, 1781)
2 0,35
Discodon sp.1
1 0,18
Discodon sp.2
1 0,18
Carabidae (S=3)
Lebia sp.
4 0,70
Cenothyla sp.
1 0,18
Loxandrus sp.
3 0,53
Continua.
Saldanha, M. A. et al.
4
Cad. Ciênc. Agrá., v. 12, p. 01–11, https://doi.org/10.35699/2447-6218.2020.21654
Famílias Gênero/Espécies N %
Cerambycidae (S=26)
Cosmotoma viridana (Lacordaire, 1872)
6 1,05
Ateralphus dejeani (Lane, 1973)
4 0,70
Callia paraguaya (Galileo & Martins, 1990)
4 0,70
Chariergus tabidus (Klug, 1825)
4 0,70
Chlorida costata (Serville, 1834)
3 0,53
Chydarteres taeniatus (Germar, 1824)
2 0,35
Colobothea sp.
2 0,35
Cotyclytus curvatus (Germar, 1821)
10 1,75
Desmiphora cucullata (Thomson, 1868)
3 0,53
Desmiphora intonsa (Germar, 1824)
2 0,35
Eburodacrys sexguttata (Lameere, 1884)
2 0,35
Eryphus bipunctatus (Perty, 1832)
3 0,53
Estola sp.
3 0,53
Eutrypanus dorsalis (Germar, 1824)
2 0,35
Lophopoeum carinatulum (Bates, 1863)
7 1,23
Martinsellus signatus (Gyllenhal, 1817)
5 0,88
Mecometopus bicinctus (Aurivillius, 1920)
8 1,40
Megacyllene falsa (Chevrolat, 1862)
2 0,35
Neoclytus pusillus (Laporte & Gory, 1835)
12 2,11
Neoclytus ypsilon (Chevrolat, 1862)
4 0,70
Neocorus ibidionoides (Serville, 1834)
6 1,05
Nyssodrysina lignaria (Bates, 1864)
10 1,75
Paromoeocerus barbicornis (Fabricius, 1792)
4 0,70
Protosphaerion variabile (Gounelle, 1909)
5 0,88
Stultutragus poecilus (Bates, 1873)
6 1,05
Tilloglomus spectabilis (Martins, 1975)
4 0,70
Chelonariidae (S=1)
Chelonarium sp.
3 0,53
Chrysomelidae (S=2)
Colaspis sp.
2 0,35
Stilodes sp.
3 0,53
Cleridae (S=3)
Corinthiscus sp.1 23 4,04
Corinthiscus sp.2
2 0,35
Enoclerus sp.
4 0,70
Coccinellidae (S=2)
Cycloneda sanguinea (Linnaeus, 1763)
5 0,88
Harmonia axyridis (Pallas, 1773)
4 0,70
Cucujidae (S=1)
Scalidia sp.
2 0,35
Continua.
Distribuição vertical e diversidade de coleópteros em povoamento de Pinus taeda L. (Pinaceae)
5
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Famílias Gênero/Espécies N %
Curculionidae (S=11)
Archocopterus sp.
3 0,53
Airosimus jacobi (Hustache, 1938)
4 0,70
Apocnemidophorus sp.
4 0,70
Eurycorynes excavatus (Wollaston, 1873)
4 0,70
Eurycorynes sp.
5 0,88
Heilus sp.1
2 0,35
Heilus sp.2
3 0,53
Macrocopturus sp.
5 0,88
Naupactus sp.1
2 0,35
Naupactus sp.2
3 0,53
Pantomorus sp.
3 0,53
Elateridae (S=8)
Aeolus sp.
1 0,18
Conoderus sp.1
4 0,70
Conoderus sp.2
3 0,53
Conoderus sp.3
3 0,53
Conoderus sp.4
3 0,53
Crepidius sp.
2 0,35
Pherhimius fascicularis (Fabricius, 1787)
2 0,35
Probothrium sp.
3 0,53
Erotylidae (S=3)
Gibbifer adrianae (Alvarenga, 1976)
3 0,53
Hapalips sp.
1 0,18
Iphiclus sp.
2 0,35
Eucnemidae (S=1)
Gastraulacus sp.
3 0,53
Histeridae (S=1)
Hister sp.
3 0,53
Hybosoridae (S=2)
Chaetodus exaratus (Arrow, 1909)
3 0,53
Germarostes metallicus (Harold, 1874)
5 0,88
Hydrophilidae (S=1)
Berosus sp.
12 2,11
Lucanidae (S=1)
Zikanius sp.
6 1,05
Melandryidae (S=2)
Eudircaea lticornis (Champion, 1916)
7 1,23
Phloiotrya sp.
5 0,88
Melolonthidae (S=1)
Plectris sp.
2 0,35
Mordellidae (S=5)
Mordella sp.1
1 0,18
Mordella sp.2
3 0,53
Mordella sp.3
2 0,35
Mordella sp.4
1 0,18
Tomoxia sp.
4 0,70
Continua.
Saldanha, M. A. et al.
6
Cad. Ciênc. Agrá., v. 12, p. 01–11, https://doi.org/10.35699/2447-6218.2020.21654
Famílias Gênero/Espécies N %
Nitidulidae (S=5)
Camptodes sp.
4 0,70
Colopterus sp.1
1 0,18
Colopterus sp.2
1 0,18
Colopterus sp.3
4 0,70
Lobiopa sp.
4 0,70
Oedemeridae (S=1)
Copidita sp.
5 0,88
Platypodidae (S=1)
Platypus sulcatus (Chapuis, 1865)
8 1,40
Ptilodactylidae (S=1)
Ptilodactyla sp.
6 1,05
Scarabaeidae (S=7)
Euetheola humilis (Burmeister, 1847)
42 7,37
Ateuchus sp.
1 0,18
Canthon sp.
2 0,35
Isonychus sp.
2 0,35
Ontherus sp.
2 0,35
Onthophagus hircus (Billberg, 1815)
4 0,70
Uroxys dilaticollis (Blanchard, 1845)
4 0,70
Scirtidae (S=1)
Cyphon sp.
3 0,53
Staphylinidae (S=1)
Quedius sp.
4 0,70
Tenebrionidae (S=2)
Acropteron sp.
2 0,35
Platydema sp.
2 0,35
Tetratomidae (S=1)
Eustrophinus sp.
7 1,23
Trogossitidae (S=7)
Temnoscheila sp.1
13 2,28
Temnoscheila sp.2
34 5,96
Temnoscheila sp.3
5 0,88
Temnoscheila sp.4
3 0,53
Tenebroides sp.1
22 3,86
Tenebroides sp.2
22 3,86
Tenebroides sp.3
1 0,18
Total geral 570 100
As famílias mais abundantes foram Cerambycidae,
Trogossitidae, Scarabaeidae e Curculionidae com 123,
100, 57 e 38 espécimes, respectivamente, representando
55,8% do total coletado (Tabela 2). Este resultado corro
-
bora com o estudo realizado por Ganho e Marinoni (2006)
que, utilizando armadilhas etanólicas em plantação de
Pinus elliottii na região Sul do Brasil, verificaram que a
família Cerambycidae foi a mais abundante. Possivelmen-
te este resultado está relacionado ao fato de que estes
insetos são atraídos pelo álcool e por árvores estressadas
ou em senescência. Bernardi et al. (2010) encontraram
em maior abundância as famílias Cerambycidae e Scara-
beidae, coletados com armadilhas etanólicas e luminosas
em plantio de Eucalyptus spp., sendo estes métodos de
coleta importantes ferramentas para o monitoramento
de espécies dessas famílias em povoamentos florestais.
Distribuição vertical e diversidade de coleópteros em povoamento de Pinus taeda L. (Pinaceae)
7
Cad. Ciênc. Agrá., v. 12, p. 01–11, https://doi.org/10.35699/2447-6218.2020.21654
Tabela 2 – Famílias de Coleoptera mais abundantes coletadas com armadilha de interceptação de voo, em alturas de
0,5 a 6,0 m, em povoamento de Pinus taeda, entre novembro de 2011 e maio de 2012, no município de
Santa Maria/RS.
Alturas (m)
Famílias
Cerambycidae Curculionidae Scarabaeidae Trogossitidae
0,5 9 3 3 9
1,0 16 4 2 12
1,5 7 7 5 9
2,0 12 5 3 10
2,5 13 1 6 9
3,0 2 1 10 11
3,5 9 7 2 4
4,0 13 1 5 7
4,5 13 1 6 8
5,0 16 6 5 8
5,5 6 2 4 6
6,0 7 0 6 7
Total 123 38 57 100
As famílias Trogossitidae e Curculionidae apre-
sentaram a segunda e terceira maior riqueza entre as
famílias encontradas (100 e 38 espécimes, respectiva-
mente). Tal resultado não foi observado em estudos
realizados em plantio de Eucalyptus grandis (Freitas et al.,
2002), onde foram observadas as famílias Cerambycidae
e Sacarabeidae em maior abundância. Já em plantio de
Eucalyptus urophylla (Pinto et al., 2004) verificaram a
família Carabidae como sendo a mais abundante em seu
levantamento. Isso pode ser explicado em função das di-
ferentes localidades em que os estudos foram conduzidos,
pois a incidência de insetos está relacionada às condições
edafoclimáticas do meio. Além disto as diferentes espécies
florestais estudadas proporcionam o estabelecimento de
entomofauna específica em cada local.
Embora nenhuma das espécies tenha sido am-
plamente amostrada, os cerambicídeos apresentaram a
maior diversidade de espécies. Fato semelhante ocorreu
no trabalho realizado por Dorval et al. (2007) em povoa-
mentos de E. citriodora e E. urophylla, onde utilizando
armadilhas etanólicas instaladas a 1,5 m da superfície do
solo, coletou várias espécies de Cerambycidae em baixa
abundância.
Dentre as diversas espécies de Cerambycidae,
as pertencentes ao gênero Neoclytus somaram 17, 89 %
do total de indivíduos dessa família. Neoclytus pussilus
(Laporte & Gory, 1835) é citada no Brasil por Zanuncio
et al. (1993), como potente broqueadora de troncos de
Eucalyptus pellita, Eucalyptus tereticornis e Eucalyptus
urophylla (Myrtaceae). O mesmo autor afirma que insetos
do gênero Neoclytus possuem alta capacidade de dano
em diversas espécies florestais. os quais se caracterizam
pela abertura de galerias no tronco das árvores, como
observado por Peres Filho et al. (2006), que relatam a
presença de N. pusillus em toras de Tectona grandis (La-
miaceae) estocadas por 30 dias, apresentando inúmeras
galerias subcorticais com larvas de primeiro instar.
A família Scarabaeidae possui a espécie com maior
abundância, Euetheola humilis (Burmeister, 1847) com 42
indivíduos, representando 7,36% do total. Corroborando
com o resultado obtido nesse trabalho, Bernardi et al.
(2010) coletaram em armadilhas luminosas e etanólicas
E. humilis como espécie mais abundante, representando
21,5% dos coleópteros coletados em plantio de Eucalyptus
spp., na região sul do Rio Grande do Sul. Diante disso, e
levando em conta a afirmação de Móron (2004), de que a
maior parte das espécies de insetos edafícolas deve estar
se adaptando às condições de ecótonos e de agroecos-
sistemas de cultivo, E. humilis pode se estabelecer como
praga da pinus, visto que já se tem relato desta espécie
atacando Eucalyptus saligna Smith no Sul do Rio Grande
do Sul (Bernardi et al., 2008). Assim, esta espécie deve
ter seus danos e população monitorada nos próximos
anos para que se possa ter uma melhor avaliação de sua
importância para a cultura do pinus.
Relação entre a abundância e a riqueza total em fun-
ção da altura de voo
Não foi identificada relação entre a abundância to-
tal dos coleópteros estudados e as diferentes alturas de voo
Saldanha, M. A. et al.
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em que as armadilhas foram instaladas no povoamento
de P. taeda (Figura 1), pois a equação gerada apresentou
um baixo coeficiente de determinação entre a abundância
total e as diferentes alturas de voo (R²=0,0802). Dessa
maneira, o total de coleópteros coletados não apresentou
padrão de voo em nenhuma das alturas estudadas (de
0,5 a 6,0 metros acima da superfície do solo).
Figura 1 – Abundância total de coleópteros coletados com armadilha de interceptação de voo, em diferentes alturas,
em povoamento de P. taeda, entre novembro de 2011 e maio de 2012, no município de Santa Maria/RS.
Também não foi identificada relação entre a
riqueza total dos coleópteros estudados e as diferen-
tes alturas de voo que as armadilhas foram instaladas
no povoamento de P. taeda (Figura 2), pois a equação
gerada também apresentou um baixo coeficiente de de-
terminação entre a riqueza total e as diferentes alturas
de voo (R²=0,0209). Dessa maneira, a diversidade total
dos coleópteros coletados não apresentou padrão de voo
em nenhuma das alturas estudadas (de 0,5 a 6,0 metros
acima da superfície do solo).
Figura 2 – Riqueza total de coleópteros coletados com armadilha de interceptação de voo, em diferentes alturas, em
povoamento de P. taeda, entre novembro de 2011 e maio de 2012, no município de Santa Maria/RS.
A distribuição aleatória da coleopterofauna, tanto
em relação a abundância quanto para diversidade, pode
estar associada a grande diversidade de espécies coletadas.
Neste contexto, conforme pode ser observado na Tabela
1, mesmo a espécie mais abundante teve apenas 42 exem-
plares amostrados, o que representa somente 7,37% do
total de indivíduos coletados (570 exemplares). Assim,
a grande diversidade de espécies e a baixa dominância
pode ter dificultado a identificação de um padrão entre
a altura de voo, abundância e a diversidade.
Altura de voo (distribuição vertical) dos principais
táxons (gêneros e espécies mais abundantes)
Para análise da distribuição vertical foram con-
sideradas as espécies mais abundantes, correspondendo
a Corinthiscus sp.1, Domoptolis menestriesii, Euetheola
humilis, Neoclytus pusillus, Temnoscheila sp.2, Tenebroides
sp.1. e Tenebroides sp.2.
O gênero Corinthiscus apresentou 25 espécimes
distribuídos em duas espécies. Corinthiscus sp. 1 obteve a
maior abundância (23 exemplares), com a altura de 1,5
m se destacando com oito espécimes coletados (Figura 3).
Porém, não foi possível determinar um comportamento
em relação à altura de voo, ou seja, não foi identificado
um padrão que relacione a altura de voo com a respec-
tiva abundância da espécie. O gênero Corinthiscus não
apresentou altura preferencial de voo pois a equação
gerada apresentou um baixo coeficiente de determinação
(R²=0,0781).
A espécie Domoptolis menestriesii obteve 10
exemplares durante o período de coleta, sendo que nas
Distribuição vertical e diversidade de coleópteros em povoamento de Pinus taeda L. (Pinaceae)
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alturas de 4,0, 4,5, 5,0 e 5,5 m, foram observados dois
indivíduos em cada (Figura 3). Verificou-se que a faixa
preferencial de voo de D. menestriesii está 4,0 e 5,5 m,
dado importante para o monitoramento desta espécie
em cultivos de P. taeda.
Figura 3 – Distribuição vertical das espécies mais abundantes coletadas com armadilha de interceptação de voo, em
diferentes alturas, em povoamento de P. taeda, entre novembro de 2011 e maio de 2012, no município de
Santa Maria/RS.
Saldanha, M. A. et al.
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A espécie E. humilis destacou-se com 42 espécimes
coletados, representando 7,37% do total da coleoptero-
fauna no povoamento de P. taeda. Corroborando com o
resultado obtido nesse trabalho, Bernardi et al. (2010)
identificou E. humilis como espécie mais abundante, re-
presentando 21,5% dos coleópteros coletados em plantio
de Eucalyptus spp., na região sul do Rio Grande do Sul.
É importante destacar ainda que, E. humilis apresentou
distribuição em todas as alturas avaliadas nesse trabalho,
com destaque para 3,0, 4,5, 5,0 e 6,0 m, conforme é
apresentado na Figura 3. Assim, embora com um baixo
coeficiente de determinação (R²=0,4381), a abundância
desta espécie tende a ser um pouco maior com a elevação
da altura.
Neoclytus pusillus teve 12 indivíduos coletados
e não se verificou preferência por nenhuma das alturas
estudadas (R²=0,0128), conforme pode ser observado
na Figura 3. Temnoscheila sp.2 foi encontrada em todas
as alturas analisadas, destacando a altura de 4,5 m, com
10 espécimes (Figura 4). Porém, não foi possível deter-
minar um comportamento em relação a altura de voo,
ou seja, não foi identificado um padrão que relacione a
altura de voo com a respectiva abundância da espécie
(R²=0,0410).
Com relação ao gênero Tenebroides, foram en-
contrados 45 espécimes, distribuídos em três espécies. A
espécie Tenebroides sp. 1 apresentou abundância de 22
indivíduos, com destaque para a altura de 5,0 m, com dez
espécimes coletados (Figura 3). Porém, não foi possível
determinar um comportamento em relação à altura de
voo, ou seja, não foi identificado um padrão que relacione
a altura de voo com a respectiva abundância da espécie
(R²=0,1282).
Assim, conforme se observa na Figura 3, apenas
E. humilis apresentou uma relação entre a altura de voo
e a abundância (R²=0,4381), assim pelo coeficiente de
determinação identificado, existe uma baixa relação entre
a altura de instalação das armadilhas e a abundância, nos
quais a captura de E. humilis tende a ser maior quanto
maior a altura de instalação da armadilha.
Para as demais espécies mais abundantes não foi
encontrada uma relação entre altura de voo e abundân-
cia. Tal fato pode estar relacionado ao fato de insetos,
especificamente os da Ordem Coleoptera, terem elevada
abundância de espécies, com preferências diferentes, não
sendo possível identificar nesse estudo um padrão de voo
comum entre elas.
Conclusão
As famílias Cerambycidae, Curculionidae, Tro-
gossitidae e Scarabaeidae foram as mais abundantes e
não possuem preferência por uma única altura de voo,
sendo encontradas em todas as alturas da armadilha de
interceptação. A abundância total de coleópteros não
varia entre as alturas de 0,5 m a 6,0 em povoamento de
Pinus taeda na região central do Estado do Rio Grande
do Sul.
Agradecimentos
Os autores agradecem ao Dr. Pedro Giovâni da
Silva, pesquisador do Laboratório de Ecologia de Insetos,
Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal
de Minas Gerais, pela identificação das espécies de co-
leópteros.
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