https://periodicos.ufmg.br/index.php/forumpatrimo/issue/feed Revista FÓRUM PATRIMÔNIO: Ambiente Construído e Patrimônio Sustentável 2021-06-03T09:10:24-03:00 Equipe de Editoração revistaforumpatrimonio@ieds.com Open Journal Systems <p>A Revista FÓRUM PATRIMÔNIO: ambiente Construído e patrimônio sustentável, tem por objetivo o debate em profundidade de questões relacionadas ao desenvolvimento sustentável, através da publicação de contribuições técnicas e científicas originais abordando em especial o meio-ambiente e o patrimônio cultural e natural.</p> https://periodicos.ufmg.br/index.php/forumpatrimo/article/view/34033 AVALIAÇÃO DO EDIFICADO E ESPAÇO PÚBLICO POR MEIO DO MÉTODO DE AVALIAÇÃO DO ESTADO DE CONSERVAÇÃO DE IMÓVEIS 2021-05-19T21:29:21-03:00 Camila Silva camilasilva@campus.ul.pt Clara Marques cxmarques@gmail.com Ana Clara Froehlich anafroehlich@gmail.com Rafael Castro faelcastro91@gmail.com <p>Bairro do Arco do Cego, localizado em Lisboa, surge na primeira metade do século XX como um marco na política de habitação social em Portugal. Diante da problemática habitacional e social em que se encontrava Lisboa, uma série de documentos legais e projetos surgem como instrumentos para mitigar e solucionar tais questões. O Bairro do Arco do Cego emerge em meio a este cenário. Sua construção é iniciada em 1918 e realizada ao longo de 16 anos, nos quais é possível identificar o contexto de mudanças basilares em Portugal.&nbsp; O presente artigo busca criar um relatório diagnóstico sobre o estado de conservação do patrimônio arquitetônico construído em uma área demarcada no Bairro do Arco do Cego, assim como analisar o espaço público existente no local. A delimitação se deu pela existência de equipamentos fundamentais na dinâmica do bairro, assim como pela viabilização da análise pretendida. O principal objetivo deste estudo é identificar, por meio de fichas de levantamento do Método de Avaliação do Estado de Conservação de Imóveis (MAEC), o estado atual das edificações do bairro, observando eventuais descaracterizações arquitetônicas e necessidades de intervenção, assim como a interação dos usuários com o espaço público existente e seu estado de conservação.</p> 2020-12-28T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Revista FÓRUM PATRIMÔNIO: Ambiente Construído e Patrimônio Sustentável https://periodicos.ufmg.br/index.php/forumpatrimo/article/view/34082 MAROLO 2021-05-20T19:36:21-03:00 Gilmara Aparecida de Carvalho gilcarvalhohistoria@yahoo.com.br Sandro Adauto Palhão sandromarolo@hotmail.com <p class="yiv1641620250msonormal" style="text-align: justify; line-height: 12.65pt; background: white; margin: 0cm 0cm 10.0pt 0cm;"><span style="font-size: 10.0pt; font-family: 'Arial','sans-serif'; color: black;">O marolo é uma fruta nativa do cerrado brasileiro que já foi produzida com abundância no Sul de Minas Gerais. Em Paraguaçu, localizada nesta região, a fruta gera muitas influências socioeconômicas, servindo de aliada no sustento de várias famílias. Ademais é também fonte de inspiração para movimentos culturais, educativos e esportivos da comunidade. O cidadão paraguaçuense ao ser chamado de “maroleiro” na região, tinha esse termo como algo “pejorativo”, mas depois do surgimento do projeto “Marolo: um fruto, várias ideias!” no ano de 2008 foram muitas as mudanças e conquistas: o registro do modo de fazer das receitas do licor e doces de marolo como patrimônio imaterial cultural do município em 2009; a realização da 1ª Festa do Marolo, ocorrida em 2010 que se tornou um evento cultural, gastronômico, técnico, educativo e turístico, constando do calendário anual de eventos do município;&nbsp;&nbsp;a criação da Associação “Terra do Marolo”, em 2011&nbsp;&nbsp;e o lançamento do livro “Marolo: um fruto, várias ideias”, em 2017. Com a valorização deste importante patrimônio cultural, material e imaterial, a comunidade atualmente se sente inserida na relação com o fruto e suas mais variadas formas intrínsecas na sociedade local, o que provocou uma inversão de valores. &nbsp;</span></p> 2021-05-21T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Revista FÓRUM PATRIMÔNIO: Ambiente Construído e Patrimônio Sustentável https://periodicos.ufmg.br/index.php/forumpatrimo/article/view/34098 A FORMULAÇÃO DE UM PROCESSO DE SALVAGUARDA PARA UM PATRIMÔNIO MUNDIAL 2021-05-20T23:53:23-03:00 Mariana de Souza Rolim msrolim@outlook.com Claudia Afanador Hernández claudiafanador@gmail.com <p><em>Qhapaq Ñan</em>, Sistema Viário Andino, entrou na Lista Representativa da Unesco de Patrimônio Mundial em 2014, na categoria Itinerário Cultural. O território tem uma rota de 6.000 km e uma rede de mais de 30.000 km de estradas, distribuídas em seis países (Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador e Peru). A origem da malha viária tem mais de três mil anos, sendo que os incas, 150 anos antes da chegada dos europeus à América, melhoraram a rede de estradas com o objetivo de articular seu país, o <em>Tahuantinsuyo</em>. Tal articulação dura até hoje, com muitas das estradas ainda vivas graças ao conhecimento relacionado à caminhada.</p> <p>O presente artigo apresenta parte da estratégia para salvaguarda do patrimônio cultural imaterial associado ao Qhapaq Ñan, Sistema Viário Andino, construída em oficinas internacionais realizadas entre 2017 e 2019. A dinâmica das oficinas permitiu o confronto das diferentes realidades de cada país, seja em termos de seu estado de conservação, seja das diferentes formas de gestão realizadas em cada um deles. O desafio foi buscar indicadores que permitissem uma comparação entre as diferentes políticas existentes, em uma ação de cooperação internacional para a preservação desse patrimônio mundial.</p> 2020-12-28T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Revista FÓRUM PATRIMÔNIO: Ambiente Construído e Patrimônio Sustentável https://periodicos.ufmg.br/index.php/forumpatrimo/article/view/34105 A AUTENTICIDADE COMO CONCEITO CHAVE 2021-05-21T15:00:26-03:00 Tito Flávio Rodrigues De Aguiar titoflavioaguiar@gmail.com Luiz Henrique Assis Garcia luhen_asgar@yahoo.com.br Rita Lages Rodrigues ritalagesrodrigues@gmail.com Carolina Ruoso carol@ruoso.com Denis Tavares Pereira denisptavares@hotmail.com Débora Veríssimo Costa deboracosta72@gmail.com João Marcos Veiga joaomarcosveiga@gmail.com Maria Tereza Dantas Moura terezamoura@gmail.com <p>Reconhecendo autenticidade como conceito chave para concepção e configuração histórica da política de Patrimônio, nacional e internacional, propomos aqui uma reflexão crítica, alicerçados em revisão de literatura seguida de estudo de caso. Partindo de leituras de autores como Muñoz Viñas, Lowenthal, García Canclini, Hafstein e Brumann, discutimos os sentidos da autenticidade no âmbito de Cartas patrimoniais, recomendações e outros documentos. Na primeira parte analisamos o emprego de autenticidade enquanto conceito integrado à política da UNESCO para atribuição do título de Patrimônio Mundial, partindo de uma perspectiva crítico-histórica. Na segunda, discutimos o caso do Conjunto Moderno da Pampulha, partindo da leitura crítica dos dois dossiês de candidatura desse bem cultural à inscrição na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO como Paisagem Cultural (2014 e 2017), enfatizando o critério de autenticidade. Por fim, questionamos por que a categoria de autenticidade permanece como critério de patrimonialização mesmo diante das contradições que desperta.</p> 2021-05-21T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Revista FÓRUM PATRIMÔNIO: Ambiente Construído e Patrimônio Sustentável https://periodicos.ufmg.br/index.php/forumpatrimo/article/view/34374 TEORIAS E PRÁTICAS CONTEMPORÂNEAS DE RESTAURAÇÃO, REABILITAÇÃO E REQUALIFICAÇÃO DO PATRIMÔNIO CULTURAL EDIFICADO 2021-06-03T09:10:24-03:00 Frederico de Paula Tofani fptofani@ufmg.br <p>Este artigo versa sobre uma experiência de ensino no Programa de Pós-Graduação em Ambiente Construído e Patrimônio Sustentável da UFMG: a disciplina <em>Restauração, Reabilitação e Requalificação do Patrimônio Cultural Edificado: Teorias e Práticas Contemporâneas</em>. Ofertada a mestrandos e doutorandos desse que é um dos raros programas no Brasil voltados à conservação do patrimônio cultural e natural, a disciplina foi concebida objetivando contribuir para a geração, o desenvolvimento, a transmissão e a aplicação de conhecimentos próprios à sua temática e, em específico, para a análise, a crítica e a produção de projetos e obras de restauração, reabilitação e requalificação. De modo a alcançar esses objetivos educacionais, a disciplina adota um conjunto de premissas teóricas e empíricas basilares na conservação, bem como um conteúdo programático e estratégias de ensino-aprendizagem com elevado grau de interdisciplinaridade. Seus dois primeiros terços são dedicados à transmissão-aquisição de conteúdos relacionados à cultura, patrimônio e conservação em geral e, em específico, à conservação do patrimônio cultural edificado e sua restauração, reabilitação e requalificação. Em seu último terço, a disciplina se converte em um dinâmico workshop, no qual esses conteúdos são aplicados em estudos de casos. O artigo apresenta as premissas, os conteúdos e as estratégias da disciplina e, ao fim, alguns de seus desdobramentos e desafios.</p> 2020-12-28T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Revista FÓRUM PATRIMÔNIO: Ambiente Construído e Patrimônio Sustentável https://periodicos.ufmg.br/index.php/forumpatrimo/article/view/33981 O RECONHECIMENTO E VALORIZAÇÃO DO COLÉGIO JOSÉ ZANCHETTI COMO PATRIMÔNIO CULTURAL DE ABDON BATISTA - SANTA CATARINA 2021-05-18T14:17:39-03:00 Kássia Lima Zanchett kl.zanchett@gmail.com Lilian Louise Fabre Santos arqlilianfabre@gmail.com <p>O presente trabalho problematiza a valorização da arquitetura vernacular como patrimônio cultural através do estudo de caso do antigo Colégio José Zanchetti localizado no município de Abdon Batista, no planalto sul do estado de Santa Catarina. A edificação do Colégio José Zanchetti, construída em madeira no ano de 1961 por descendentes de imigrantes italianos que colonizaram a região, foi a primeira escola pública do município e tinha a função de servir a comunidade urbana e rural. A estrutura do colégio é original, mas, ao longo dos anos sofreu algumas modificações internas, sendo essas consideradas reversíveis, não configurando uma descaracterização. Porém, desde a transferência da escola em 2011, a edificação encontra-se sem uso, com preservação precária e sem nenhuma medida protetiva, já que não é reconhecida como patrimônio cultural municipal justamente por ser um exemplar vernacular e mais recente da arquitetura de imigração. Desta forma, a pesquisa pretende identificar e atribuir os valores culturais que justificam o reconhecimento do Colégio José Zanchetti como patrimônio cultural de Abdon Batista e a partir deles refletir sobre diretrizes para um possível projeto de reabilitação da edificação que potencialize sua preservação e valorização como patrimônio cultural local.</p> 2021-05-21T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Revista FÓRUM PATRIMÔNIO: Ambiente Construído e Patrimônio Sustentável https://periodicos.ufmg.br/index.php/forumpatrimo/article/view/34021 ARQUITETURA VERNÁCULA E MEMÓRIA 2021-05-19T19:14:41-03:00 Maxiliano Perdigão dos Santos maxperdigao@pucminas.br Marco Antônio Penido de Rezende marco.penido.rezende@hotmail.com Mariana Petry Cabral nanacabral75@gmail.com <p>Este artigo apresenta como os aspectos teóricos do estudo da arquitetura vernácula podem dialogar com outras áreas do conhecimento das ciências sociais e como pesquisadores de áreas como a antropologia, a sociologia e a arqueologia trabalham e interagem com comunidades tradicionais. A partir deste entendimento, busca-se estabelecer uma metodologia interdisciplinar de trabalho com vista a uma análise mais abrangente sobre a arquitetura vernácula. Desta forma, espera-se que modos tradicionais de construção possam ser conhecidos a partir de elementos que vão além das suas edificações e das técnicas de construção trabalhadas. Com base na literatura estudada, pode-se dizer que é possível estabelecer uma relação estreita entres os conceitos da arquitetura vernácula com os métodos de trabalho das áreas do conhecimento citadas, de modo que possa ser desenvolvida uma metodologia interdisciplinar de trabalho que proporcione um estudo mais aprofundado que poderá contribuir para o melhor entendimento acerca da relação das comunidades com os seus saberes construtivos tradicionais.</p> 2021-05-21T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Revista FÓRUM PATRIMÔNIO: Ambiente Construído e Patrimônio Sustentável https://periodicos.ufmg.br/index.php/forumpatrimo/article/view/34037 INSTRUÇÕES TÉCNICAS 2021-05-19T22:32:04-03:00 Victoria Vieira da Fonseca vicvieiraf@gmail.com Claudia Suely Rodrigues de Carvalho claudiasrcarvalho@gmail.com Isabel Fernandes Passos isabelpassos@hotmail.com <p>O presente artigo apresenta o resultado da pesquisa Plano de Conservação Preventiva do Museu Casa de Rui Barbosa: documentação para preservação, desenvolvida no Núcleo de Preservação Arquitetônica do Centro de Memória e Informação da Fundação Casa de Rui Barbosa, no período de 2015 a 2019, sob a coordenação da primeira autora do presente artigo. A pesquisa teve como objetivo principal o desenvolvimento de um processo contínuo de documentação do conjunto edifício-acervo do Museu Casa de Rui Barbosa (MCRB), dentro do escopo das ações de preservação desenvolvidas desde o final dos anos 1990, com base na prevenção e estruturadas na forma de um Plano de Conservação Preventiva que buscou integrar o edifício histórico e as coleções que abriga.</p> <p>As Instruções Técnicas constituem uma ferramenta do processo de documentação, organizando as informações relativas às ações de preservação do monumento, implementadas no âmbito do Plano de Conservação Preventiva do MCRB. Instrução Técnica foi o termo dado aos documentos que concentram informações históricas e técnicas acerca dos elementos e sistemas construtivos, as quais cumprem o objetivo de subsidiar a gestão da preservação dos monumentos, fornecendo dados aos agentes responsáveis pela tomada de decisões. O conhecimento dos materiais, elementos e técnicas construtivas, junto com o estudo de suas patologias permitem desenvolver estratégias para além de medidas curativas, aquelas que atuam antes da ocorrência do dano.</p> 2020-12-28T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Revista FÓRUM PATRIMÔNIO: Ambiente Construído e Patrimônio Sustentável https://periodicos.ufmg.br/index.php/forumpatrimo/article/view/34084 O USO DA RECOMENDAÇÃO DA PAISAGEM HISTÓRICA URBANA DE UNESCO 2021-05-20T19:39:07-03:00 José Antonio Hoyuela Jayo antonio.hoyuela@gmail.com <p class="Resumo">A convenção do Patrimônio Mundial, Cultural e Natural da UNESCO, de 1972, visa identificar, proteger e preservar os bens de natureza universal e excepcional, na sua autenticidade e integridade, e no respeito aos valores que justificaram sua declaração. Valladolid foi proposta em 2018 como candidata no âmbito da recomendação da UNESCO: ‘Historical Urban Landscape’, ou HUL. Essa recomendação norteou a proposta desde o início, dotando-a de uma visão paisagística, sistêmica, territorial, holística e integrada, e pensando-a desde a perspectiva de uma gestão sustentável que exigia tanto a proteção dos elementos mais valiosos, quanto a integração do desenvolvimento urbano e das expressões artísticas contemporâneas. A candidatura era composta por doze territórios urbanos e rurais, e seus entornos, mais de cem monumentos, espaços públicos, elementos do patrimônio natural, tradições e manifestações do patrimônio imaterial e documental. Um território cultural, palco de narrativas excepcionais e universais, pensado para além das pedras e da cal, como um conjunto de lugares de forte carácter. Paisagens urbanas históricas ligadas a proeminências religiosas (ordens, procissões, irmandades...), defesa abaluartada, economia global (letras de câmbio), discussão sobre as leis das Índias (especialmente importante a Controvérsia de 1551, sobre a “alma dos índios”), ou a administração imperial polisinôdica.</p> 2021-05-21T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Revista FÓRUM PATRIMÔNIO: Ambiente Construído e Patrimônio Sustentável https://periodicos.ufmg.br/index.php/forumpatrimo/article/view/34099 AS CARTAS PATRIMONIAIS E SUAS APLICABILIDADES NO PATRIMÔNIO URBANO 2021-05-21T00:23:16-03:00 ANA PAULA FARAH ana.farah@puc-campinas.edu.br JOSÉ ROBERTO MERLIN jrmerlin@puc-campinas.edu.br <p>Este artigo visa aprofundar a leitura do território sob a ótica das Cartas Patrimoniais, na área do Complexo Ferroviário da cidade de Campinas, cuja implantação segmentou a cidade em duas partes. Uma permaneceu ligada ao centro histórico e a outra se imiscuiu à periferia da cidade, engendrando historicamente, diferentes ações e implantações de equipamentos, que sempre valorizaram a área mais central em detrimento da porção além trilhos. O objetivo é construir um processo analítico-propositivo estruturado nas Cartas Patrimoniais, especialmente a Carta de Veneza (1964), a Carta de Washington (1987), a Conferência de Nara (1994) e os Princípios de La Valletta para a Salvaguarda e Gestão de Cidades e Conjuntos Urbanos Históricos (2011) e, propor ações de reconexão destas duas partes da cidade adotando proposições contemporâneas. Este dilema tem sido tratado como objeto de estudo na disciplina de Projeto e Patrimônio, ministrada na FAU PUC-Campinas, buscando consolidar o campo do restauro arquitetônico e urbano em suas práticas didáticas. O objetivo da disciplina tem sido consolidar o instrumental teórico-crítico para procedimentos propositivos na área de intervenções em ambientes construídos preexistentes, introduzindo elementos contemporâneos, que necessariamente devem resolver questões urbanísticas, sempre dialogando e priorizando a preservação do patrimônio.</p> 2020-12-28T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Revista FÓRUM PATRIMÔNIO: Ambiente Construído e Patrimônio Sustentável https://periodicos.ufmg.br/index.php/forumpatrimo/article/view/33997 ENTRE PROGRESSISTAS E CULTURALISTAS 2021-05-19T14:54:08-03:00 Fernanda Silva Freitas fernandafreitas@outlook.com Flavio de Lemos Carsalade flavio.carsalade@terra.com.br <p>Os estudos acerca do patrimônio urbano foram realizados a partir do século XIX, quando também iniciaram os debates sobre a preservação de bens edificados. Neste cenário se insere o italiano Gustavo Giovannoni (1873 - 1947), importante personagem na determinação de metodologias para intervenções em áreas de interesse histórico, e também na produção teórica urbana, promovendo diálogos entre o novo e o antigo. Suas contribuições foram recuperadas depois de um longo período de silêncio acadêmico, especialmente por Françoise Choay. Dito isso, torna-se objetivo deste trabalho traçar relações entre a teoria de conservação e planejamento urbano proposta por Giovannoni e Françoise Choay, relacionando-os, posteriormente com a trajetória da preservação do patrimônio urbano no Brasil, explorando ideias como “cidade-patrimônio” e “cidade-documento” (MOTTA, 2000; SANT’ANNA, 2017). As obras de Choay foram escolhidas como lentes para a visualização dos trabalhos de Giovannoni uma vez que a autora é uma das poucas que aborda os conceitos de Giovannoni. Por fim, vislumbra-se uma compreensão geral das relações entre Giovannoni e as duas correntes urbanísticas evidenciadas por Choay, auxiliando na inserção do restaurador italiano na cronologia de estudos urbanos e seus possíveis diálogos com a trajetória das ações de preservação do patrimônio urbano no Brasil no século XX.</p> 2020-12-28T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Revista FÓRUM PATRIMÔNIO: Ambiente Construído e Patrimônio Sustentável https://periodicos.ufmg.br/index.php/forumpatrimo/article/view/34027 PERSPECTIVAS NA PRESERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO SENSÍVEL 2021-05-19T20:46:23-03:00 Thiago da Cunha Martins Casarin thimcasa@gmail.com Leonardo Barci Castriota leocastriota@yahoo.com.br <p>Este trabalho procura traçar um panorama da identificação e tratamento do que se convencionou chamar, nos últimos anos, de “patrimônio sensível”, que nos remete acontecimentos traumáticos e dolorosos, violadores dos direitos humanos, que abarcam recorrente dissenso ético quanto à sua preservação. Partindo de exemplares dessa natureza, abordaremos aqueles sítios de “patrimônio sensível”, inscritos pela UNESCO na lista do patrimônio da humanidade – traçando um panorama entre a Ilha de Gorée, no Senegal, e o Cais do Valongo, no Rio de Janeiro. Procuraremos avaliar ainda as diferentes posturas de preservação adotadas em cada caso, que variam da manutenção e consolidação de ruínas até reconstruções parciais. Mostraremos a necessidade de tratá-los de forma coerente, resgatando uma memória de dor e sofrimento, através de políticas sólidas de interpretação, que estejam em consonância com a realidade atual e a universalidade dos direitos humanos. Finalmente, a partir da síntese crítica das diferentes perspectivas de preservação, propõe-se uma reflexão sobre parâmetros e cuidados mínimos de responsabilidade ética para a conservação de bens com esta natureza cognitiva em locais que ainda não demonstrem a sensibilidade requerida na abordagem de tais temas, sensíveis à uma população e que demandam decisões responsáveis sobre o que preservar, e como o fazer.</p> 2020-12-28T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Revista FÓRUM PATRIMÔNIO: Ambiente Construído e Patrimônio Sustentável https://periodicos.ufmg.br/index.php/forumpatrimo/article/view/34076 CIDADE, IMAGEM, IDENTIDADE 2021-05-20T17:38:35-03:00 Ana Beatriz da Rocha tiz.darocha@gmail.com Maria Eliza Marzano Moraes moraesmariaeliza@gmail.com Eduardo Augusto Moreira Santos e1duardomoreira@gmail.com <p>Este artigo tem como base o trabalho desenvolvido para a disciplina “Cidade, Imagem, Identidade: Espaços Urbanos”, do Curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de São João del-Rei, ministrada pela professora Ana Beatriz da Rocha, cujo objetivo foi evidenciar a relevância das discussões de caráter crítico-teórico-histórico como parte do processo de experimentação projetual. Inicialmente, analisou-se os processos históricos e econômicos que levaram à formação do município de Tiradentes (MG), além do uso de estratégias de <em>city marketing</em>, a partir de fins do século XX, para a consolidação de sua imagem como destino turístico – culminando na transformação de seu patrimônio (material e imaterial) em mercadoria, contrapondo-se às noções de cultura e preservação da memória. Discutiu-se, também, como o desenvolvimento econômico gerado pelo turismo incentivou a expansão urbana em áreas adjacentes ao centro histórico setecentista – tendo como foco o bairro Parque das Abelhas, loteado na década de 1980, e que se destaca por seu traçado urbano reticulado. O produto final da disciplina foi uma proposta de intervenção urbana no bairro, de modo a atender às demandas contemporâneas de utilização do espaço pelos habitantes – considerando questões complexas sobre patrimônio, imagem e identidade das cidades históricas e sua relevância para a indústria do turismo.</p> 2020-12-28T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Revista FÓRUM PATRIMÔNIO: Ambiente Construído e Patrimônio Sustentável https://periodicos.ufmg.br/index.php/forumpatrimo/article/view/34089 O PATRIMÔNIO FERROVIÁRIO NA CONSTITUIÇÃO DA IDENTIDADE CULTURAL NAS PAISAGENS DE MINAS GERAIS 2021-05-20T20:47:09-03:00 Marcos Olender olender@terra.com.br Karla Cavalari Rodrigues rodriguesckarla@gmail.com Daniele Ferreira daniele.ferreira@arquitetura.ufjf.br Jessica Mazzini Mendes jessica.mazzini@usp.br Pedro Gomes Barbosa pedrobs95@gmail.com Mônica Olender monicaolender@ufjf.edu.br <p>O presente artigo tem como objetivo refletir sobre a preservação e valorização da memória ferroviária nas regiões da Zona da Mata e do Campo das Vertentes, em Minas Gerais. Parte-se da noção de que a paisagem é forma e sentimento no intento de compreender a importância que o trem desempenhou na conformação das paisagens mineiras, conferindo-lhe unicidade. Ressalta-se a sua marcante presença, ainda hoje, no cotidiano de seus habitantes e em seu imaginário, contribuindo para a conformação de identidades locais. Destarte, este artigo visa expor o vínculo existente entre o patrimônio ferroviário e as paisagens culturais, bem como os laços desenvolvidos pelos moradores com a ferrovia ao longo do tempo, destacando o remanescente desse patrimônio nos municípios, o que nos conduz à reflexão sobre a preservação do patrimônio ferroviário face às gerações futuras. Este artigo baseia-se em documentações e depoimentos coletados pelo programa de extensão Memória Trilho. Este programa, promovido pelo grupo de pesquisa e extensão Laboratório de Patrimônios Culturais (LAPA), vinculado à Universidade Federal de Juiz de Fora, tem como objetivo valorizar o patrimônio e a memória ferroviários, procurando identificar, registrar e divulgar o patrimônio material e imaterial dos caminhos mineiros da antiga SR-3 da R.F.F.S.A. de seis municípios das regiões ora mencionadas</p> 2021-05-21T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Revista FÓRUM PATRIMÔNIO: Ambiente Construído e Patrimônio Sustentável https://periodicos.ufmg.br/index.php/forumpatrimo/article/view/34101 CULTURA TRADICIONAL DA INFÂNCIA ENQUANTO PATRIMÔNIO MATERIAL E IMATERIAL E AS INICIATIVAS DE PRESERVAÇÃO E CULTIVO DO SEU REPERTÓRIO NO BRASIL, EM TEMPOS DE GLOBALIZAÇÃO 2021-05-21T01:20:28-03:00 Lucilene Ferreira da Silva contato.lucilenesilva@gmail.com <p>Diante do significado e importância da cultura infantil e música tradicional da infância, da sua relação com cultura, da riqueza e diversidade do seu repertório e da sua função social, este trabalho a apresenta &nbsp;como patrimônio material e imaterial e relaciona o crescente número de inciativas de proteção ao seu repertório realizadas no Brasil nas últimas duas décadas com a supervalorização do patrimônio como um fenômeno global. Será pautado nas definições de &nbsp;patrimônio material e imaterial defendidas pela UNESCO, nas reflexões de Rodney Harrison sobre o patrimônio enquanto fenômeno global, em pesquisas de campo e&nbsp; bibliográficas realizadas entre 1998 e 2019 e nas publicações e plataformas implementadas&nbsp; pelo Ministério da Cultura brasileiro com o objetivo de mapear, salvaguardar bem como a plataforma do&nbsp; Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan, órgão responsável pela salvaguarda do patrimônio cultural brasileiro.</p> 2021-05-21T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Revista FÓRUM PATRIMÔNIO: Ambiente Construído e Patrimônio Sustentável https://periodicos.ufmg.br/index.php/forumpatrimo/article/view/33934 A SIGNIFICÂNCIA CULTURAL E O CASO DAS QUADRAS ECONÔMICAS LÚCIO COSTA 2021-05-16T00:42:18-03:00 Vanessa Cristine Silva Cardoso vanessasilcar@gmail.com <p>A significância cultural refere-se ao conjunto de valores e significados que um ou mais elementos têm para as pessoas e comunidades, expondo sua importância ao longo do tempo. Este artigo visa apresentar, através de uma avaliação de significância, questões relacionadas ao resgate da significância cultural e ao crível interesse patrimonial das Quadras Econômicas Lúcio Costa (QELC), projeto do arquiteto e urbanista Lucio Costa localizado no Distrito Federal. Estruturalmente o artigo se divide em quatro partes. Na primeira, serão abordados conceitos iniciais e correlatos sobre significância cultural e seus desdobramentos. Na segunda, realizar-se-á uma breve apresentação do contexto habitacional do Plano Piloto de Brasília e o surgimento da ideia das quadras econômicas. A terceira traz a caracterização e situação atual das QELC. Ao final, serão estabelecidos, a partir das visões técnica e social, uma base de critérios que auxiliem na compreensão dos valores do local e estabeleçam referências para uma futura declaração de significância, forte argumento para salvaguarda do bem. Espera-se que essa avaliação possa contribuir para as reflexões acerca da conservação do patrimônio moderno em Brasília e da importância dessa preservação também fora de seu perímetro de tombamento.</p> 2021-05-21T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Revista FÓRUM PATRIMÔNIO: Ambiente Construído e Patrimônio Sustentável https://periodicos.ufmg.br/index.php/forumpatrimo/article/view/34011 NARRATIVAS PELO ‘PALÁCIO DE MEMÓRIAS’ NA RUA DO CATETE – RIO DE JANEIRO_AVILA 2021-05-19T15:19:49-03:00 Pamela Paris Avila pamelap.avila@gmail.com Ethel Pinheiro ethel@fau.ufrj.br <p>A evolução da cidade do Rio de Janeiro foi pontuada por influências e impactos que se refletem em sua história. A construção do metrô, na década de 70, e a transferência da capital para Brasília são casos de intervenção urbana e esvaziamento econômico que marcaram de forma significativa a história e memória da Rua do Catete. A atual configuração da Rua do Catete é o resultado da combinação de trechos preservados, com edifícios construídos nos terrenos remanescentes das demolições e persistência de vazios urbanos. O objetivo deste trabalho é analisar as mudanças de cenário da Rua do Catete através de narrativas proporcionadas pela justaposição de diferenciados enfoques, de modo a evidenciar um cenário atual complexo e reforçar a conexão memória / espaço físico / usos e práticas locais. A metodologia de pesquisa se configura através dos estudos das narrativas e do método ‘Palácio de Memórias’ que introduziremos a Rua do Catete como objeto de estudo e igualmente como estudo de caso, ratificando um dos pontos principais para se desenvolver o artigo em questão: a necessidade de aprender com os registros/memórias/discursos do passado para se fazer compreender o hoje, em diversos cenários de metrópoles mundiais, assim como para interpretar cidades.</p> 2021-05-21T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Revista FÓRUM PATRIMÔNIO: Ambiente Construído e Patrimônio Sustentável https://periodicos.ufmg.br/index.php/forumpatrimo/article/view/34328 O PATRIMÔNIO ARQUEOLÓGICO PRÉ-COLONIAL BRASILEIRO COSTEIRO NUM CENÁRIO DE MUDANÇAS CLIMÁTICAS 2021-06-01T01:15:36-03:00 Silvia Zanirato shzanirato@usp.br Dione Bandeira dione.rbandeira@gmail.com Paulo Koehntopp pauloik@uol.com.br <p>As evidências das mudanças climáticas no mundo se expressam na variabilidade dos índices pluviométricos e na frequência de eventos climatológicos extremos, na elevação do nível do mar, no aumento da temperatura, entre outros. Esse conjunto de fenômenos tem provocado aumento dos processos erosivos, solapamento e desmoronamento de encostas que põem em risco pessoas e lugares, incluindo o patrimônio cultural. Nesse cenário, cabe discutir, numa perspectiva interdisciplinar, os efeitos das alterações climáticas sobre o patrimônio arqueológico brasileiro existente na região costeira, avaliando suas fragilidades. Como referência são analisados os sítios arqueológicos da Baía Babitonga, litoral norte de Santa Catarina. A metodologia utilizada é a revisão da literatura, associada à pesquisa de campo e ao material imagético. Os resultados levam a considerar os riscos que incidem sobre esse tipo de bem patrimonial e à necessidade de medidas adaptativas capazes de conter as ameaças.</p> 2010-12-28T00:00:00-02:00 Copyright (c) 2020 https://periodicos.ufmg.br/index.php/forumpatrimo/article/view/34330 NARRATIVAS E SISTEMAS TERRITORIAIS DESDE A PERSPECTIVA DA PAISAGEM CULTURAL 2021-06-01T07:44:03-03:00 José Antonio Hoyuela Jayo antonio.hoyuela@gmail.com Noemia Lucia Barradas-Fernandes noemia_barradas@yahoo.com <p class="FPCTextonormal" style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;"><a name="_Hlk72425120"></a><span style="font-size: 10.0pt;">Os Sistemas Territoriais são agrupamentos homogêneos, geralmente descontínuos, de base ecológica, cultural, funcional, natural, simbólica ou mesmo visual, e que servem para coordenar elementos, ou conjuntos de elementos, alinhando sua identificação e seu ordenamento. Eles estão caracterizados pela sua unidade, seus inter-relacionamentos ou suas interdependências. Os STs são utilizados para o inventário, reconhecimento, ordenação e proteção de valores, atributos e elementos, ou conjuntos de componentes, e para a elaboração de propostas de ações coordenadas por meio de narrativas comuns. Existem basicamente dois tipos, naturais e culturais. Os naturais são compostos por elementos de interesse ambiental, ecológico ou natural. Os culturais por equipamentos, infraestruturas, paisagens singulares, complexos residenciais, produtivos ou comerciais. Os sistemas territoriais estão orientados para a gestão e valorização dos diferentes territórios culturais ou naturais, e das suas diferentes paisagens associadas, criando relações entre as suas escalas, bens componentes, grupos e lugares, ou entre os processos que os relacionam e definem. São concebidos como instrumentos orientados para um planejamento mais sustentável, a partir da ideia de narrativas, compartilhando funções, características ou processos que os identificam e os caracterizam como uma unidade. Dependendo das escalas, podem estar acima ou abaixo e incluem elementos federais, regionais, municipais e locais.</span></p> 2020-12-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020