Indisciplinar https://periodicos.ufmg.br/index.php/indisciplinar <p>A Indisciplinar é uma revista acadêmica digital editada pelo grupo de pesquisa Indisciplinar (Escola de Arquitetura - UFMG / CNPq), avaliada como A3 pelo Qualis CAPES/2019. Desde 2015 são publicadas duas edições por ano, e os textos são recebidos em português, espanhol e inglês. Propondo-se como reflexão sobre a construção do espaço urbano, bem como sobre a estruturação do saber científico, esta publicação almeja integrar produções acadêmicas (de graduandos a pesquisadores consolidados na área), a análises conduzidas por outros atores fundamentais no debate sobre a produção do espaço e as disputas territoriais – como artistas, ativistas e agentes de movimentos sociais e populares. É de interesse da revista fomentar o debate sobre a construção do espaço urbano a partir de um projeto transdisciplinar, capaz de evidenciar os interesses transversais e transescalares envolvidos nas disputas territoriais, sejam eles políticos, econômicos e/ou sociais. Assim como nas demais áreas de atuação do grupo Indisciplinar, a revista almeja relacionar ensino, pesquisa e extensão e confere destaque às proposições de novas metodologias científicas. A revista Indisciplinar aceita artigos, resenhas, entrevistas e experimentações artísticas para os dois dossiês temáticos anuais, além de receber, em fluxo contínuo, artigos sobre a construção do espaço urbano na contemporaneidade. <br /><br />A Indisciplinar, nas suas duas edições de 2022, optou por chamadas que acolhem visões diferentes sobre temas afins, afirmando e radicalizando o caráter indisciplinar e plural da revista.</p> <p><strong>n.14</strong><br />Assuntos ligados ao desenvolvimento territorial nos países do Sul Global e nas redes de cooperação Sul-Sul. Foco nos grandes projetos de infraestrutura e desenvolvimento ligado ao capital produtivo; novos modelos de urbanização, smart cities, soft cities, conectividade, 5G, 6G, desenvolvimento sustentável, justiça social, geração de emprego e renda. Arte e tecnologia, Aceleracionismo e cosmotécnica.</p> <p><strong>n.15</strong><br />Assuntos ligados à natureza política, ao pensamento decolonial , outras formas de desenvolvimento, interação de saberes científicos e tácitos , artesanais , cuidado, compartilhamento, economia popular solidária, urbanismo e arquitetura colaborativas, assessoria técnica popular, processos de pesquisa cartográficos , abordagens psicanalíticas, etc.</p> <p>A proposta multidisciplinar da revista incentiva artigos em diversas áreas do conhecimento, como: urbanismo, arquitetura, artes, design, educação, direito, ciências sociais, ciências políticas, engenharias, dentre outras.</p> <p>ISSN: 2525-3263</p> pt-BR fernandadusse@gmail.com (Fernanda Dusse) revistaindisciplinar@gmail.com (Equipe Editorial) Fri, 31 Dec 2021 15:28:37 -0300 OJS 3.3.0.10 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 Palestra “Geopolítica e Desenvolvimento Territorial Chinês” proferida pelo Ministro Conselheiro da Embaixada da República Popular da China no Brasil, Qu Yuhui https://periodicos.ufmg.br/index.php/indisciplinar/article/view/38136 <p>Dia 17 de novembro de 2021, o Ministro Conselheiro da Embaixada da República Popular da China no Brasil, Qu Yuhui, proferiu uma palestra-live de encerramento da disciplina-webinário “Geopolítica e Desenvolvimento Territorial”, coordenada pelos professores-doutores da Escola de Arquitetura da UFMG Natacha Rena e Marcelo Maia. A abertura da live contou com a recepção do Ministro pelo Professor Doutor da Escola de Direito da UFMG, Aziz Tuffi Saliba, diretor da Diretoria de Relações Internacionais (DRI) da UFMG e pelo Professor Doutor da Faculdade de Letras da UFMG Leandro Rodrigues Alves Diniz, diretor do Instituto Confúcio (IC) UFMG.</p> Danilo Caporalli Barbosa Copyright (c) 2021 Indisciplinar https://periodicos.ufmg.br/index.php/indisciplinar/article/view/38136 Fri, 31 Dec 2021 00:00:00 -0300 Relatos de uma não-deriva por uma ex-cidade fantasma chinesa https://periodicos.ufmg.br/index.php/indisciplinar/article/view/38137 <p>Existiam pelo menos três voos diretos saindo do aeroporto de Nanyuan em direção a Ordos, mas nenhuma companhia aérea (em sã consciência) disponibilizaria essa quantidade de voos diários para uma cidade fantasma. Recentemente, o aeroporto, inaugurado em 1910, enquanto a China ainda estava na Dinastia Qing, teve suas operações transferidas para o megalomaníaco Daxing Airport, desenhado pelos arquitetos da Zaha Hadid Architects, fechando as portas de uma vez por todas e causando comoção no país - já que até o Henry Kissinger aterrissou por lá em função da emblemática visita de Richard Nixon à China em 1971.</p> <p>Quatro anos antes de encerrar suas atividades em 2019, pegamos um voo lotado de passageiros indo de Pequim para Ordos, saindo deste aeroporto, e nos perguntávamos: será que estamos mesmo na fila para aquela cidade fantasma que vimos noticiada na mídia quando ainda estávamos no Brasil? Fomos com uma série de perguntas e desconfianças até Ordos, projetada para uma população de 1,3 milhões de habitantes e com apenas 2% de construções ocupadas na época. Paramos no tal aeroporto, dormimos a primeira noite em um centro próximo e seguimos para o novo distrito de Kangbashi.</p> <p>Pegamos um taxi, o motorista usava óculos escuros e parecia o Psy da música Gangnam Style, lançada em 2012 - mesmo ano, aliás, que Wang Shu levou o Prêmio Pritzker; ao que, em meio a todas essas coincidências e devaneios, chegamos em grande centro cívico composto por um eixão monumental, ao melhor estilo da dupla Lúcio e Oscar, e com céu límpido de uma letra do Djavan. Não contentes, aquele centro histórico forjado, criado e previsto em projeto (chamado Kangbashi touristArea) de dar inveja a Ouro Preto ou Pelourinho, com direito a um enorme museu, amorfo, sem acervo e sem exposições, desenhado pelos MAD Architects – que lhes pouparemos a tradução e trocadilho – contava também com uma série de casas em construção</p> Tiago Schultz Copyright (c) 2021 Indisciplinar https://periodicos.ufmg.br/index.php/indisciplinar/article/view/38137 Fri, 31 Dec 2021 00:00:00 -0300 transArquitetura https://periodicos.ufmg.br/index.php/indisciplinar/article/view/38151 <p>O texto apresentado a seguir faz parte da tese de doutorado do autor na UFMG intitulada ‘As Sementes do Espaço: Arquiteturas em Processo’ sob orientação da prof. Maria Lucia Malard, Dra. arquiteta. Essa tese avalia os processos de projeto do escritório JDArq em consonância com as práticas acadêmicas desenvolvidas pelo arquiteto traçando um paralelismo entre prática projetual e o ensino da profissão. A transArquitetura é uma dessas práticas acadêmicas propostas pelo desenvolvidas com os estudantes.</p> João Diniz Copyright (c) 2021 Indisciplinar https://periodicos.ufmg.br/index.php/indisciplinar/article/view/38151 Fri, 31 Dec 2021 00:00:00 -0300 ...deslocalizar-se para uma nova substância urbana https://periodicos.ufmg.br/index.php/indisciplinar/article/view/38132 <p>No livro Great Leap Forward, Rem Koolhaas consolida uma série de teses realizadas por pesquisadores da Harvard Design School sobre a China, criando novos conceitos. Koolhaas introduz o livro apresentando sua hipótese de que o movimento Metabolista[1]. foi o primeiro movimento de vanguarda da arquitetura não ocidental[2] e o último movimento da arquitetura de interesse público que praticamente desapareceu com a chegada do neoliberalismo. Ao sugerir que o Team X e o Archigram foram os últimos movimentos reais do urbanismo e os últimos a propor novas idéias e conceitos para a organização da vida urbana, o pensador utiliza o termo “urbanismo plástico” para se referir a uma capacidade crescente de produzir uma condição urbana livre da urbanidade. Ao deslocalizar-se para a Ásia, Koolhaas descobre na China uma outra história da arquitetura e do urbanismo, na qual ele identifica a criação de uma “nova substância urbana”, distante das doutrinas universais ocidentais. (KOOLHAAS, 2002, p.27, tradução nossa).</p> <p>Nos últimos anos iniciamos um exercício cotidiano de estudar territórios pertencentes à Rota da Seda junto aos alunos da EA UFMG[3]. Aprendemos coletivamente ao percorrer georreferenciadamente a milenar Rota, que existem outros mundos, outros modos de vida, outras substâncias territoriais. Percorrer a Rota da Seda tem sido menos sobre deslocar-se emais sobre deslocalizar-se. Deslocalizar-se do Ocidente como um exercício em busca de uma visão mais diversa, inclusiva e tolerante, fazendo conhecer outros mundos e civilizações. Deslocalizar-se pela Rota da Seda tem se tratado para nós, de criar diálogos intercivilizatórios que possivelmente será o maior desafio metodológico ocidental ao propiciar um acúmulo depistas para novas soluções que resolvam parte da nossa crise civilizatória.</p> <p>Este ensaio imagético é, portanto, parte do processo de reflexão pessoal que envolve o fato de que localizar e ser localizado não é explorar, conhecer novos lugares, outros mundos e ou civilizações. Ainda que o Google te permita abrir um mapa de Xangai, para conhecer a China é preciso estar aberto para um diálogo intersistêmico, se reconhecendo como parte de um e dialogando com o funcionamento do outro. Entender um pouco do processo de urbanização chinês, significa deslocalizar-se do sistema ocidental e buscar os rastros de novas substâncias urbanas que possibilitem criar novos conceitos e novos mundos. </p> Marcelo Maia Copyright (c) 2021 Indisciplinar https://periodicos.ufmg.br/index.php/indisciplinar/article/view/38132 Fri, 31 Dec 2021 00:00:00 -0300 Partilha de afetos https://periodicos.ufmg.br/index.php/indisciplinar/article/view/38141 <p><span style="font-weight: 400;">Este ensaio constitui-se como uma leitura inicial de aproximações verificadas entre afetos e política, através de práticas partilhadas por diferentes sujeitos no espaço urbano, que representam alternativas que se colocam em contraposição ao neoliberalismo. Essa reflexão é um desdobramento acerca de uma atuação no campo da assessoria técnica, que mobiliza ações de enfrentamento e de resistência à ordem dominante. Como estratégia metodológica, propõe-se uma analogia ao bordado, a partir de três tessituras que apontam formas de agência que poderiam ser estudadas como perspectiva crítica de intervenção em âmbito macropolítico. Nelas, há uma abordagem acerca da relação entre política e psicanálise; outra a respeito da recuperação do conceito do Comum como estratégia de transformação da sociedade; e uma terceira sobre práticas sociais coletivas que constituem microconjunturas. As três leituras exprimem interseções, ressaltando que, mesmo diante de condições adversas, os sujeitos são levados a produzir outras formas de agenciamento que viabilizam suas experiências urbanas dentro do sistema neoliberal. Assim sendo, a verificação dessas referências pode contribuir para o desenvolvimento de técnicas que fortaleçam os arranjos já estabelecidos nesses locais, que sobrepõem os aparatos de controle social, intervindo na cotidianidade e produzindo transformações importantes, a partir das quais outras tessituras poderão ser costuradas.</span></p> Ana Clara Oliveira de Araújo Copyright (c) 2021 Indisciplinar https://periodicos.ufmg.br/index.php/indisciplinar/article/view/38141 Fri, 31 Dec 2021 00:00:00 -0300 Idealização do mundo e leitura do lugar nos espaços de religiosidade https://periodicos.ufmg.br/index.php/indisciplinar/article/view/38143 <p><span style="font-weight: 400;">O artigo apresenta reflexões formuladas a partir de entrevistas realizadas entre 2018 e 2020 sobre os espaços de religiosidade nos territórios populares de Belo Horizonte. Situada na interface entre o campo dos estudos religiosos e dos estudos urbanos, em especial a faculdade de idealização do mundo e a leitura do lugar, a pesquisa em curso mapeia e analisa mecanismos de construção de visões de mundo das religiões, com ênfase no pentecostalismo, a partir das interações entre diferentes vertentes e localidades do movimento pentecostal e deste com outras crenças. Para tal, está sendo necessário avançar na construção de um referencial teórico-metodológico que possibilite uma visão pluralista das percepções dos fiéis e seu contexto histórico, político, cultural e urbano. Como resultado preliminar apresentamos hipóteses desenvolvidas a partir das entrevistas e uma breve agenda de pesquisa em curso sobre o tema.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</span></p> Daniel Medeiros de Freitas, Carolina Maria Soares Lima, Bernardo Miranda Pataro Copyright (c) 2021 Indisciplinar https://periodicos.ufmg.br/index.php/indisciplinar/article/view/38143 Fri, 31 Dec 2021 00:00:00 -0300 A imagem como ferramenta de instrumento social https://periodicos.ufmg.br/index.php/indisciplinar/article/view/38144 <p><span style="font-weight: 400;">A partir das provocações na disciplina Cartografia do Viver</span><span style="font-weight: 400;">1</span><span style="font-weight: 400;">, foi elaborado o texto abaixo, fundamentado em discussões e pesquisas iniciadas no grupo de pesquisa A.T.A. (UFSJ)</span><span style="font-weight: 400;">2</span><span style="font-weight: 400;">, como também amparado nos debates d</span><span style="font-weight: 400;">o Seminário/disciplina “Inovação na política e espaço”,</span> <span style="font-weight: 400;">realizados pelo Laboratório </span><span style="font-weight: 400;">Espaço do IPPUR </span><span style="font-weight: 400;">(UFRJ)</span><span style="font-weight: 400;">3</span><span style="font-weight: 400;">. A elaboração do texto nasceu dessa</span> <span style="font-weight: 400;">convergência de reflexões e anotações, que surgiram ao longo desse último ano. Com a</span> <span style="font-weight: 400;">Pandemia em 2020, ficamos imersos num contexto de insegurança, numa perspectiva onde o</span> <span style="font-weight: 400;">vírussinaliza uma possível finitude da humanidade, aflorando desigualdades e amplificando a</span> <span style="font-weight: 400;">segregação socioespacial para o universo digital contemporâneo. Esse texto é uma tentativa de</span> <span style="font-weight: 400;">refletir sobre a </span><span style="font-weight: 400;">memória social </span><span style="font-weight: 400;">a partir da produção e consumo de imagens, da virtualidade e da</span> <span style="font-weight: 400;">visualidade nesse contexto pandêmico. A partir das percepções e olhares ancorados em nossas</span> <span style="font-weight: 400;">pesquisas, temos o papel da linguagem fotográfica no sentido de compreender seu impacto como </span><span style="font-weight: 400;">“documento social” em tempos de objetificação dos </span><span style="font-weight: 400;">corpos.</span></p> Maria Cristina Alves Pereira, Adriana Nascimento Copyright (c) 2021 Indisciplinar https://periodicos.ufmg.br/index.php/indisciplinar/article/view/38144 Fri, 31 Dec 2021 00:00:00 -0300 Mapeando Histórias Urbanas https://periodicos.ufmg.br/index.php/indisciplinar/article/view/38145 <p>Diante da crescente complexidade do que outrora conhecíamos como urbano – agora cada vez mais interseccionado pelo rural, áreas produtivas e natureza – nas últimas décadas presenciamos o ressurgimento dos interesses na paisagem (ou urbanismo paisagístico) e na cartografia, como importantes ferramentas para compreender e abordar complexidades. Enquanto o conceito de paisagem é capaz de mesclar o urbano com o natural e o social, o método cartográfico combina espaço, tempo, movimentos, fluxos e processos. Este artigo apresenta uma reflexão sobre a potencialidade do uso do método e da prática cartográfica nos estudos urbanos, sobretudo na história urbana, pela capacidade em revelar lógicas obscurecidas e construir narrativas alternativas, em consonância com o pensamento póscolonial. Se apoiando em Milton Santos, Lefebvre, Deleuze e Guattari, Charles Waldheim, James Corner e outros, a primeira parte do artigo navega pelas noções de espaço, paisagem, evento, rizoma e cartografia com o objetivo de expor a contribuição do método cartográfico para os estudos urbanos. Por fim, apresentamos três mapas representando momentos distintos na história de Belo Horizonte. Nestes, a aplicação dos métodos propostos, revela interpretações e narrativas alternativas para a história da formação espacial desta cidade. </p> Patrícia Capanema Copyright (c) 2021 Indisciplinar https://periodicos.ufmg.br/index.php/indisciplinar/article/view/38145 Fri, 31 Dec 2021 00:00:00 -0300 Traçar caminhos que confluam para algum sentido https://periodicos.ufmg.br/index.php/indisciplinar/article/view/38146 <p><span style="font-weight: 400;">Este artigo apresenta reflexões sobre experiência pedagógica de Ateliê de Projeto de Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, desenvolvida no sétimo semestre, onde a busca por construções de hipóteses propositivas visa pensar e repensar o lugar do projeto como instrumento de direito à vida, feitas a partir da prática indissociável de pesquisa, ensino e extensão, cuja questão central é como o exercício projetual pode se apresentar como ferramenta para a contribuição da luta sobre o alargamento democrático da condição urbana contemporânea. A partir de necessárias abordagens – teórica, cartográfica, analítica e crítica – à prática pedagógica, por meio de aproximações e construção de diálogo entre agentes de movimentos sociais organizados, a experiência estruturou-se no tripé direito à cidade/ agentes da resistência/ sentidos do projeto e procurou promover reflexão projetual acerca da centralidade do uso do seu espaço público como garantia de direitos na, para e sobre a cidade.</span></p> Antonio Aparecido Fabiano Junior Copyright (c) 2021 Indisciplinar https://periodicos.ufmg.br/index.php/indisciplinar/article/view/38146 Fri, 31 Dec 2021 00:00:00 -0300 Indisciplina Epistemológica https://periodicos.ufmg.br/index.php/indisciplinar/article/view/38147 <p>Este artigo visa apresentar possibilidades de viradas epistemológicas - ou viradas de mesa, nos termos de Ana Clara Ribeiro (2010) - à luz das teorias feministas, interseccionais e decoloniais, avaliadas segundo nossa experiência acadêmica, como indisciplina. Essa é a motivação estrutural que parte de uma observação e vivência sobretudo como professoras e pesquisadoras, a partir de perspectivas entendidas como indisciplina contra a ordem e normas na produção hegemônica do conhecimento. Discutimos a importância e potência das teorias feministas como possíveis viradas metodológicas, como instrumento encarnado na realidade social. Por isso, esse texto apresenta reflexões a partir basicamente de práticas de ensino, buscando compor formas de ensino-aprendizagem atentas ao que estudantes dialogicamente aprendem e nos ensinam, com vistas a refutar práticas de discriminação metódica do ensino ao exercício profissional, seja do ensino-pesquisa-extensão, seja de projeto e planejamento.</p> Rossana Brandão Tavares, Diana Helene Ramos Copyright (c) 2021 Indisciplinar https://periodicos.ufmg.br/index.php/indisciplinar/article/view/38147 Fri, 31 Dec 2021 00:00:00 -0300 Relato de uma deriva https://periodicos.ufmg.br/index.php/indisciplinar/article/view/38148 <p><span style="font-weight: 400;">Este trabalho visa relatar as reflexões sobre o experimento de uma deriva, realizada por meio do </span><em><span style="font-weight: 400;">Google Earth</span></em><span style="font-weight: 400;">, na região de </span><em><span style="font-weight: 400;">El Callao</span></em><span style="font-weight: 400;"> no Peru, com o objetivo de refletir e caracterizar parcialmente as relações sócio-espaciais verificadas na apreensão dos espaços públicos cotidianos. Reconheceu-se na mediação deste processo um tipo de exercício capaz de potencializar a aproximação com territórios que nos são estranhos. Identificou-se a prática sistemática de moradores com o uso e instalação de piscinas de plástico portáteis nas ruas e calçadas da região. Com base no levantamento de notícias locais e nacionais e nas reflexões realizadas sobre a produção do espaço público cotidiano, esta prática foi compreendida à luz dos processos de resistência contra hegemônicos e do exercício concreto do direito à cidade. Contrapôs-se às narrativas midiáticas as percepções sobre a vitalidade das relações sócio-espaciais verificadas no uso e apropriação do espaço público cotidiano. Por fim, aponta-se a necessidade de um processo dialógico voltado à ação coletiva em geral, incluindo uma perspectiva socialmente crítica sobre as práticas sócio-espaciais cotidianas de produção e reprodução do espaço urbano. Cabe aos técnicos e aos governos, possibilitar a autonomia daqueles que se constituem em objeto de conhecimento e sujeitos históricos, reintegrando o sentido da esfera pública ao espaço cotidiano e estabelecendo margens para manobras e diálogos efetivos para a realização material e sociocultural das cidades.</span></p> Maycow Nathan Carvalho Gregório, Aliery Araújo Nascimento Copyright (c) 2021 Indisciplinar https://periodicos.ufmg.br/index.php/indisciplinar/article/view/38148 Fri, 31 Dec 2021 00:00:00 -0300 Outra cidade possível https://periodicos.ufmg.br/index.php/indisciplinar/article/view/38149 <p><span style="font-weight: 400;">Os espaços públicos, ainda que pretensamente acessíveis de modo igualitário, oferecem possibilidades de usufruto e ocupação mais ou menos restritivas, dependendo dos grupos que ali se colocam. A cidade, enquanto reflexo das ideias e valores sociais dominantes, tem na heterossexualidade a norma legítima e moralmente constituída, que conforma não apenas modos de pensar, mas também os comportamentos expostos nos espaços públicos, sendo a vida urbana reflexo da cultura. O artigo tem como objetivo principal apresentar narrativas contra hegemônicas sobre a vivência urbana. Para isso, tais narrativas foram cartografadas através de experiências de pessoas LGBT+, no contexto espaço-temporal do Carnaval de Rua de Belo Horizonte, Minas Gerais/Brasil. A cartografia como método permitiu a produção de dados subjetivos que levaram a um debate inspirado na atuação da Internacional Situacionista, que buscava construções experimentais de momentos e ambiências guiadas por desejos transformadores da normalidade passiva do cotidiano. Dessa forma se busca mostrar, através das narrativas, que o Carnaval de Rua estabelece um espaço-tempo onde se questiona o discurso dominante da heteronormatividade, propiciando uma vivência urbana transformada em relação àquela experienciada na rotina habitual.</span></p> Carolina R. C. Nogueira, Raquel Garcia Gonçalves Copyright (c) 2021 Indisciplinar https://periodicos.ufmg.br/index.php/indisciplinar/article/view/38149 Fri, 31 Dec 2021 00:00:00 -0300 A dimensão [i]material da arquitetura industrial de fortaleza https://periodicos.ufmg.br/index.php/indisciplinar/article/view/38150 <p><span style="font-weight: 400;">A discussão sobre patrimônio cultural envolve diversas abordagens que reforçam o lugar da arquitetura como objeto dotado de historicidade a ser preservado. Nesse artigo, entendemos que as experiências – ou ausência delas – entre sujeito e arquitetura podem contribuir tanto para a sua preservação quanto para o seu esquecimento. Nessa perspectiva, ensejamos uma reflexão sobre a percepção do edifício através dos sentidos humanos, pois acredita-se que esta etapa é fundamental no processo de reconhecimento e preservação de um lugar. Na direção oposta, entraves para essa relação podem acelerar processos de perda e estranhamento de determinados bens culturais. Para tratar desse tema, propõe-se realizar um diálogo entre áreas afins, como arquitetura e antropologia, com objetivo de pensar o edifício em toda a sua (i) materialidade. Em seguida, desdobra-se a discussão na análise de um antigo conjunto fabril localizado no nordeste brasileiro, na cidade de Fortaleza, Ceará. O conjunto é conhecido como Oficinas do Urubu e, assim como outras edificações industriais da cidade, parece invisível em meio a trama urbana, mesmo com suas proporções gigantescas. Essas estruturas, frequentemente isoladas do seu entorno por extensos muros, se tornam fragmentos desconectados das dinâmicas da cidade. Essa análise tem como objetivo identificar os impactos do distanciamento desses edifícios históricos apartados da sociedade. Observa-se a importância da percepção de uma arquitetura dos fenômenos urbanos que estabeleça um diálogo com os processos cotidianos que dão sentido às práticas de cidade. Aponta-se, assim, para a criação e ampliação das possibilidades de olhar, avaliar e interferir no patrimônio industrial.</span></p> Tainah Rodrigues Façanha, Beatriz Helena Nogueira Diógenes, Glória Diógenes Copyright (c) 2021 Indisciplinar https://periodicos.ufmg.br/index.php/indisciplinar/article/view/38150 Fri, 31 Dec 2021 00:00:00 -0300 GeoDebate entrevista Elias Jabbour sobre o seu novo livro “China: o socialismo do século XXI https://periodicos.ufmg.br/index.php/indisciplinar/article/view/38133 <p>Data da transmissão: 02/12/2021<br>Data da transcrição: 22/12/2021<br>Duração: 53:00<br>Local: Transmissão ao vivo através do canal do YouTube<br>‘Geopolítica’, do Grupo GeoPT.<br>Transcrição por Eric Fellipe Lima.</p> Natacha Rena, Elias Jabbour Copyright (c) 2021 Indisciplinar https://periodicos.ufmg.br/index.php/indisciplinar/article/view/38133 Fri, 31 Dec 2021 00:00:00 -0300