Rosana Costa dos Santos, Gleise da Silva Brandão, Jaires Oliveira Santos Guterres
Artigo
Promovendo a Competência em Informação com os Jovens: ações de incentivo à leitura
Rosana Costa dos Santos1
Gleise da Silva Brandão2
Jaires Oliveira Santos
Guterres3
Resumo: O ensino escolar tem como base proporcionar a igualdade de condições para o acesso e permanência na escola, a liberdade para aprender e ensinar. Este artigo visa relatar a realização da oficina que foi organizada pelos discentes da Universidade Federal da Bahia para os jovens do Colégio Estadual Edvaldo Brandão Correia (CEEBC), em Salvador, sob a orientação das docentes. Como a intenção é promover a Competência em Informação entre jovens, o questionamento que norteou a ação foi: Como incentivá-los para desenvolver o hábito pela leitura, pesquisa e seleção da informação? O objetivo foi promover a prática dos tipos de leitura e o aprimoramento das habilidades críticas informacionais. A construção dessa análise foi minuciosa e contextualizada, e em especial, foi feita uma roda de conversa com os alunos. Nessa base, a equipe acadêmica utilizou estratégias de aprendizagem envolvendo as técnicas de leitura, o resumo e a produção textual. Os resultados alcançados envolveram o aprendizado mútuo, dinâmico e interativo voltado ao incentivo à leitura. Conclui-se que a Competência em Informação como ação educativa colabora para a eficiência pedagógica, de modo que o ensino seja repensado sob as propostas de mudanças que equivalem aos conjuntos das habilidades aplicadas. A realização da oficina foi uma experiência positiva e desafiadora pelos resultados satisfatórios e muita aprendizagem.
Palavra-chave: Leitura; Jovens; Competência em Informação; Educação.
Promoting Information Literacy among Young People: actions to encourage reading
Abstract: School education is based on providing equal conditions for access to and permanence in school, and the freedom to learn and teach. This article aims to report on the workshop organized by universitys from the Federal University of Bahia for students from the Colégio Estadual Edvaldo Brandão Correia (CEEBC), in Salvador, under the guidance of teachers. Since the intention is to promote Information Literacy among young people, the question that guided the action was: How can we encourage them to develop the habit of reading, researching and selecting information? The objective was to promote the practice of types of reading and the improvement of critical information skills. An interview was conducted with the students of the school. On this basis, the academic team used learning strategies involving reading techniques, summarization and textual production. The results achieved involved mutual, dynamic and interactive learning aimed at encouraging reading. It is concluded that Information Literacy as an educational action contributes to pedagogical efficiency, so that teaching is rethought under the proposals of changes that are equivalent to the sets of applied skills. The workshop was an incredible experience, challenging due to the satisfactory results and a lot of learning.
Keywords: Reading; Teenagers; Information Literacy; Education.
Promoción de la Alfabetización Informativa entre los Jóvenes: acciones para fomentar la lectura
Resumen: La educación escolar se basa en brindar igualdad de condiciones para el acceso y la permanencia en la escuela, y la libertad de aprender y enseñar. Este artículo tiene como objetivo informar sobre el taller organizado por estudiantes de la Universidad Federal de Bahía para estudiantes de la Colégio Estadual Edvaldo Brandão Correia (CEEBC), en Salvador, bajo la guía de docentes. Dado que la intención es promover la Alfabetización Informacional entre los jóvenes, la pregunta que guió la acción fue: ¿Cómo podemos alentarlos a desarrollar el hábito de la lectura, la investigación y la selección de información? El objetivo fue promover la práctica de los tipos de lectura y la mejora de las habilidades de información crítica. Se realizó una entrevista con los estudiantes de la escuela. Sobre esta base, el equipo académico utilizó estrategias de aprendizaje que involucran técnicas de lectura, resumen y producción textual. Los resultados alcanzados involucraron un aprendizaje mutuo, dinámico e interactivo dirigido a fomentar la lectura. En conclusión, la alfabetización informacional, como acción educativa, contribuye a la eficacia pedagógica, permitiendo replantear la enseñanza a la luz de los cambios propuestos, de cambios que son equivalentes a los conjunto de competencias aplicadas. El taller fue una experiencia increíble, un reto debido a los resultados satisfactorios y al aprendizaje significativo.
Palabra-clave: Lectura; Jóvenes; Alfabetización Informativa; Educación
Como citar este artigo: SANTOS, Rosana Costa dos; BRANDÃO, Gleise da Silva; GUTERRES, Jaires Oliveira Santos. Promovendo a Competência em Informação com os Jovens: ações de incentivo à leitura. Múltiplos Olhares em Ciência da Informação, Belo Horizonte, v. 15, p. 1-18, 2025. DOI: 10.35699/2237-6658.2025.59418.
1 Introdução
O ensino direcionado aos jovens é muito desafiante, uma vez que eles estão na fase de desenvolvimento físico, emocional, afetivo, cognitivo, entre outros. Então, algumas instituições colegiais têm proporcionado muitas atividades para fomentar a interação entre ensino e aprendizagem. Nesse quesito, este artigo trata de um relato de experiência da oficina feita pelos discentes da Universidade Federal da Bahia (UFBA) com os jovens, mediante uma atividade interativa que aconteceu no Colégio Estadual Edvaldo Brandão Correia (CEEBC), localizada na região periférica de Salvador.
A ação4 foi realizada no âmbito do componente curricular, que é compreendido como uma Ação Curricular em Comunidade e em Sociedade (ACCS), com base na Resolução nº
01/20135 que regulamenta as atividades extensionistas dos Cursos de Graduação e Pós-Graduação da Universidade Federal da Bahia. A “ACCS Infoeducando: competência em informação com jovens”, vinculada ao Departamento de Fundamentos e Processos Informacionais, tem por objetivo:
desenvolver e empregar colaborativamente conhecimentos, habilidades e atitudes em relação à informação;
atuar no planejamento, desenvolvimento e avaliação de ações voltadas à educação em informação para o enfrentamento do fenômeno da desinformação, de forma a estimular a produção colaborativa entre os jovens, a partir de oficinas formativas em escolas públicas de Salvador e Região Metropolitana.
Diante desse cenário e considerando que os discentes organizaram-se em eixos temáticos para planejar e executar a oficina com os estudantes da escola, o eixo Compreensão, síntese e organização da informação – relatado neste artigo, optou por trabalhar com Introdução das Técnicas de Leitura. Dessa forma, a pergunta que norteou a pesquisa foi: Como incentivar os jovens a desenvolver o hábito pela leitura, a fim de facilitar a compreensão e síntese da informação? Nessa perspectiva, o objetivo foi promover a prática dos tipos de leitura para aprimorar habilidades críticas informacionais.
A escolha pelo aprimoramento da prática para adquirir o conteúdo informacional através da leitura foi pelo fato dos discentes acadêmicos perceberem a ausência de hábito de ler entre os jovens. Em agosto de 2024, o jornal Correio da Bahia noticiou sobre o baixo desempenho dos alunos do estado da Bahia em comparação a nível nacional, se baseando nos dados divulgados no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). “O resultado esperado deles era em ter alcançado uma nota de 4,5 para o Ensino Médio, que é de responsabilidade do governo estadual, porém obteve apenas 3,7”, segundo as informações publicadas no Correio da Bahia (Marques, 2024). O resultado foi abaixo da expectativa em relação ao desempenho dos estudantes. Diante disso, vê-se o quão necessário é desenvolver ações educativas que estimulem a leitura e uma relação mais crítica dos jovens com a informação.
Essa sociedade contemporânea vive um bombardeio de informações, muitas vezes acima da capacidade humana de consumir, compreender e selecionar o que realmente é relevante. Aprender a identificar quais informações são adequadas para os jovens, distinguindo-as em meio a múltiplas opções, torna-se, portanto, essencial. Nesse contexto, Belluzzo (2020, p. 3) afirma que a Educação e a Ciência da Informação passam por um processo de mudança:
[...] O teórico, refere-se às perspectivas e estruturas de mudança em educação e ciência da informação. Sob esse olhar [...] é possível argumentar que as mudanças nos ambientes e ecologias da informação estão no cerne das transformações em ambos e que figuram com destaque no reexame de temas e questões priorizados na sociedade atual, uma vez que os usuários também estão se dedicando para áreas que exigem pensamento mais crítico, tais como: avaliar informações, desenvolver um tópico de pesquisa e questões pesquisáveis, reconhecer notícias falsas.
Nessa abordagem que Belluzzo (2020) traz, percebe-se que tanto o profissional da informação quanto o usuário são convocados a repensar os processos de disseminação e uso da informação, em que o discurso reflexivo deve ser levado a cabo em distintos contextos, tais como: no ensino, na circulação de conteúdos informacionais e na interação cotidiana com ambientes informacionais complexos, ao propor diferentes atividades com os jovens. Essa conjuntura exige que as habilidades sejam atualizadas, desenvolvidas e aplicadas aos estudantes desde durante sua formação, seja na educação básica ou até mesmo em outras fases educacionais.
A respeito das atividades que fomentam as transformações sociais, nas seções seguintes serão trabalhadas, respectivamente: a contextualização teórica contemplando a relação entre a Competência em Informação e a educação; os procedimentos metodológicos da pesquisa; o processo de elaboração da oficina com os jovens, planejamento, elaboração e execução das atividades, bem como a apresentação dos resultados gerados a partir da oficina e, por fim, as considerações finais.
2 Competência em Informação e Educação
Esta seção pretende revisar os conceitos com base na literatura, abordando a relação entre a educação e a Competência em Informação, destacando a compreensão e síntese, bem como as técnicas de leitura, a começar, de acordo com o Dicionário Houaiss (2009, p. 722), “a educação é o ato ou processo de educar. O conjunto de aplicação e métodos como a pedagogia, instrução e ensino para a formação e o desenvolvimento físico, intelectual e moral do ser humano”, que está associada ao comportamento ético, adquirido ao longo da existência. Pois, primeiramente, os jovens recebem a instrução educacional em sua base familiar, posteriormente, aprimoram na escola, onde aprendem e o seu intelecto cognitivo, por meio das tarefas de classe que fazem, ao se relacionar com os outros colegas, com os professores e com a sociedade.
Segundo o art. 205 da Constituição Federal, “a educação é um direito de todos, dever do Estado e da família, deve ser promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando em seu desenvolvimento, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho” (Brasil, 1988). No seguinte art. 206, mencionada no inciso I, II e III, diz que o princípio do ensino tem como base a igualdade de condições para o “acesso e permanência na escola, liberdade para aprender e ensinar, e o pluralismo de ideias e das concepções pedagógicas” (Brasil, 1988). Portanto, mais do que lucrar ao “vender” a educação, em que apenas o intuito seja de fortalecer o capital financeiro, é dever do Estado investir na qualidade de ensino para formar o cidadão.
Segundo Zurkowski (1974), a Competência em Informação é o conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes utilizadas para buscar, selecionar, avaliar e disponibilizar. Ao buscar individualmente os conceitos no Dicionário Houaiss (2009), observa-se que a competência é a capacidade indivíduo expressar o seu juízo de valor em relação a um determinado aspecto informacional, verificando sua idoneidade e atribuições; a informação é o conjunto de conhecimentos reunidos sobre um determinado assunto ou pessoa e a habilidade é o conhecimento teórico e prático de uma ou mais disciplinas, repassado para resolver as situações ou agir de maneira apropriada aos fins a que for visado. De acordo com Belluzzo (2020, p. 11), uma das principais finalidades da Competência em Informação é:
reconhecer uma necessidade de informação; determinar maneiras de abordar a lacuna de informação; construir estratégias de pesquisa, localizar e acessar informações; comparando e avaliando; organizando, aplicando e comunicando-o e, finalmente, sintetizando e criando novos produtos com base nele.
Entende-se que essas são as complexas funções informacionais que são essenciais para uma relação mais crítica com a informação. Para Chandra (2015), a finalidade está em gerenciar o recebimento das informações exacerbadas. São muitos meios para a difusão da informação que estão inseridas na era da tecnologia, e ao triplicar, assustadoramente, facilita o imediatismo na propagação das notícias informacionais.
Conforme Dias (2010), a Competência em Informação na educação surge como meio alternativo para desenvolver as diferentes habilidades, permitindo que os alunos do período colegial também sejam protagonistas colaborando com as atividades participativas. Isso pode ser possível quando as oficinas desenvolvidas englobam os conteúdos que eles estão aprendendo, unindo as dinâmicas. Como afirma Dias (2010, p. 75):
A competência no âmbito da educação, solicita-se a interação entre os diferentes intervenientes (docentes e discentes) que mobilizem as suas aquisições (pessoais, sociais, acadêmicas, …) perante situações diversas, complexas e imprevisíveis. Solicita-se competência para fazer face aos desafios atuais (e futuros), numa alusão a uma conexão que combina recursos e ações do sujeito e traduz uma contribuição pessoal para um determinado desfecho.
Assim, observa-se que Dias (2010) compreende que todos têm muito a aprender e ensinar com suas competências e é preciso que sejam desvinculadas da hierarquia entre o professor e o aluno. Essa reflexão parte para uma perspectiva cognitiva e construtiva, focando, especialmente, na formação emocional e intelectual, no poder e desejo que dispõe ao desenvolver o protagonismo. Portanto, seguindo o apontamento do ensino atual colocado por Ricardo (2010), a escola não deve apenas transferir os conteúdos, mas trabalhar a capacidade cognitiva a ser aplicada em seus desempenhos futuros.
Nessa perspectiva, destacam-se os tópicos elaborados por Doyle e Bezerra (2016), ao entrevistarem os estudantes que ocuparam as escolas na cidade do Rio de Janeiro. A educação necessita de uma reforma no sistema educacional, a começar pela mudança de pensamento, esse é um dos maiores dilemas, como foi manifestado nas propostas abaixo:
a) O desenvolvimento da consciência de que a escola é do aluno, que ele é co-responsável pela sua própria educação e que precisa e quer lutar por ela;
b) A adoção espontânea da configuração de aula preconizada por Paulo Freire: a quebra de hierarquia professor-aluno em aulas-debate em círculo para que todos se vejam, conversem e aprendam juntos;
c) O sentimento de que existem muitas formas de se aprender e que o currículo mínimo proposto pela escola não é suficiente;
d) A demanda por mais aulas de sociologia e filosofia, o que indica que os estudantes querem pensar e entender o mundo em que vivem;
e) A importância dada às atividades culturais, por elas apresentarem novos horizontes, novas riquezas e novas possibilidades de futuro;
f) Os usos da cultura também como recurso, como meio de atrair simpatizantes e doações ou atrair a atenção das mídias e dos governantes pela visibilidade e legitimação conquistada a partir do apoio das celebridades;
g) A transformação da escola em um espaço de convivência e amizade, de empatia e também de tensões, com um equilíbrio entre momentos de organização, de trabalho, de aprendizagem e de diversão (Doyle; Bezerra, 2016, p. 201).
Mediante a colocação de Doyle e Bezerra (2016), visualiza-se que o ensino, numa perspectiva construtivista que parte dos conhecimentos prévios dos alunos, mobiliza-os a construírem o seu próprio conhecimento, ao encontrar seus valores que seja através da expressão emitida ou dos pontos de vista. Essas foram as primeiras considerações sobre a experiência da pesquisa analisadas, então, a intenção é visitar e acompanhar o ritmo desses jovens ao retornar para as atividades letivas.
Atualmente, os sistemas culturais e sociais (que são um dos ambientes propícios ao lazer) são, praticamente, mediados pela tecnologia digital, e a geração desses jovens que estão no último ano do Ensino Médio do CEEBC nasceram inseridos nesse meio de consumo de informações através dos dispositivos móveis, como os joguinhos e as interações das redes sociais digitais. Então, a fim de apresentar as temáticas abordadas na oficina desenvolvida com os jovens, essa seção foi dividida em duas subseções: a compreensão e síntese; e as técnicas de leitura.
2.1 Compreensão e síntese
Nesta subseção será abordada a compreensão e síntese da informação aplicada na educação com os jovens para o incentivo à leitura. Destaca-se que a mudança da dinâmica do ensino pedagógico, mediante aos avanços sociais, algumas escolas também adotaram um novo método de ensino e aprendizagem. A Competência em Informação contempla a capacidade de compreender e gerir conteúdos informacionais, sendo que as ações podem ser consideradas, complexas, por isso torna-se primordial prover o ensino para desenvolver esses saberes.
A Competência em Informação aplicada à Educação colabora para que o ensino seja repensado sob as propostas referenciais das habilidades aplicadas, como a identificação, seleção, coleta, avaliação e disponibilidade, através da política pedagógica. Como foi colocado por Silva e Vitorino (2025, p. 11):
[...] Educação para a Competência em Informação visa o desenvolvimento crítico e reflexivo dos usuários, num campo educacional, para que pessoas pudessem agir a partir da informação de forma analítica, refletindo e adquirindo uma visão crítica de seu contexto e da informação que possuem.
Os jovens estão em constante processo de aprendizagem, nesse contexto, a Competência em Informação quando integrada à Educação, contribui para potencializar o senso crítico diante das informações com as quais interagem e estudam. Na Figura 1, é possível observar como essas habilidades podem ser aplicadas no contexto educacional:
Figura 1 – Competência em Educação – Método de Incentivo a Leitura
Fonte: Produzida pelas autoras com base em Dias (2010).
Através da Figura 1, pode-se compreender como a Competência em Informação aplicada na educação pode impactar no ritmo das transformações sociais. As diferentes habilidades são desenvolvidas no decorrer das atividades funcionais e pedagógicas. Ao se apropriarem das técnicas da leitura, os jovens podem aprimorar esse hábito, a partir do momento que eles aprendem a selecionar e a identificar as informações relevantes e verídicas. Com a criação, tecnologia e inovação aplicadas ao plano de leitura, as etapas das técnicas são separadas como a leitura rápida de escaneamento; leitura detalhada e intensiva; e leitura recreativa, melhorando significativamente o seu desempenho.
A leitura fomenta o senso crítico do jovem a partir da sua visão para o desenvolvimento intelectual. Portanto, a Figura 2, elaborada por Araújo, Nascimento e Silva (2009), reitera que a educação é a base que forma o cidadão, a depender do meio que está inserido como a economia, política, cultura, sociedade e muitos outros fatores, que se relaciona com muitas outras vertentes, por meio das cadeias de ligação:
Figura 2 – Educação e a associação com as outras vertentes
Fonte: Araújo, Nascimento e Silva (2009).
Alguns desses elementos citados por Araújo, Nascimento e Silva (2009) são essenciais para a formação cidadã nesse processo civilizatório. Então, a finalidade da política da gestão escolar está em administrar as atividades pedagógicas de modo que o ensino chegue aos estudantes, independente da classe, gênero e afins.
Segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira Nacional, n° 9.394, n° 20 de dezembro de 1996, em conformidade com o art. 2°, da Constituição Federal, “A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho” (Brasil, 1996). O sistema educacional visa o princípio da coexistência do nível hierárquico, a partir das diretrizes voltadas para a gestão educacional, que garante o padrão de qualidade na aprendizagem, independente dos estudantes serem oriundos das escolas públicas ou privadas.
Cada unidade de ensino adota os próprios critérios, ao aplicar a política pedagógica, dependendo da estrutura educacional, como a necessidade da instituição em oferecer suportes (recursos financeiros, materiais, humanos, emocionais, entre outros) para a execução funcional escolar (administrativo e sala de aula) de modo a garantir a aprendizagem. Nesse formato de ensino, na próxima subseção serão apresentadas quais foram as estratégias aplicadas as Técnicas de Leitura com os jovens.
2.2 As estratégias aplicadas a Técnica de Leitura
Como foi discutido anteriormente sobre a compreensão e síntese da informação aplicada na educação com os jovens, a ação de incentivo à leitura, e o fomento da Competência em Informação colaboram para o aperfeiçoamento dessas pesquisas. Como foi identificada a dificuldade expressiva em relação à leitura e a interpretação de texto dos jovens, a equipe de discentes acadêmicas preferiu trabalhar com a Introdução das Técnicas de Leitura, juntamente com a elaboração de resumo e a estruturação que eles estão acostumados a fazer. Pensando nisso, foram consultadas a obra de Cavalcante Filho (2011), a qual a leitura é essencial para a sociedade. Então, foram apresentadas algumas etapas como:
a leitura rápida e de escaneamento consiste em praticar passando os olhos rapidamente pelos parágrafos e identificando as palavras-chave e as informações pertinentes;
a leitura detalhada e intensiva a qual se faz necessário dedicar tempo para ler cuidadosamente, fazendo anotações ou sublinhando os pontos que o leitor considera importante;
a leitura recreativa onde a pessoa pode selecionar os textos que sejam do seu interesse para apreciar sem se preocupar com a análise detalhada.
A aplicação dessas técnicas consiste, na visão de Cavalcante Filho (2011), na ampliação do entendimento e da interação social através da comunicação, dos estudos e na forma de expressar, que equivale à interpretação da mensagem que a autoria deseja transmitir. Outros autores também foram consultados como Ripol (2021) que trabalha a necessidade da confiança e a veracidade sobre o assunto que está sendo lido no momento e ter o senso crítico.
Devido às mudanças sociais, com a quantidade de informações emitidas e disseminadas pelos meios virtuais de comunicação, saber selecioná-las é primordial. Foram consultadas as obras de Paes (1986) e Nolan (2014) para a realização das atividades com os jovens, especialmente para entendimento acerca da relevância de desenvolver a habilidade da leitura crítica e analítica, ao identificar quais são as suas ideias e como compreendê-las.
Conforme a pesquisa realizada pelo Portal Unina (2020), o reconhecimento consiste em ver previamente o assunto a ser trabalhado através do título ou da legenda, e a imagem também pode colaborar na identificação do tema. Com base nestas informações foram definidas as quatro etapas para o desenvolvimento da leitura. Em seguida, depois dessa análise, foram definidas as funções que cada membro dessa equipe de trabalho – denominada de eixo, realizaria com os jovens da escola, separado por item:
leitura crítica: Um processo para buscar a confiança e descobrir a verdade aquilo que está sendo lido (Ripol, 2021);
leitura interpretativa: Desenvolvimento de habilidades de leitura crítica e analítica (Paes, 1986); Identificação e compreensão das ideias principais, argumentos e intenções do autor; formação de opinião independente e avaliação da validade dos argumentos e identificação de possíveis vieses ou manipulações no texto (Nolan, 2014);
leitura de reconhecimento: Consiste no reconhecimento prévio do assunto a ser abordado através do título ou de uma breve explicação do assunto do texto (Unina, 2020);
leitura seletiva: Através do tipo de leitura o leitor pode identificar as informações específicas em um texto (Unina, 2020).
Com essa técnica foram selecionados dois textos que se adequam às características dos jovens, priorizando temas acessíveis e de fácil compreensão. A escolha desses materiais teve como finalidade atender às demandas e necessidades informacionais dos estudantes do CEEBC, bem como contemplar os interesses indicados no diagnóstico realizado durante a roda de conversa com a turma do último ano do Ensino Médio, na primeira visita ao referido colégio.
Para colocar as atividades em prática, considerando esses critérios, as sugestões de textos incluíram capítulos de livros, artigos, matérias jornalísticas e, inicialmente, cogitou-se também a utilização de letras de músicas. Nesse processo seletivo, os textos escolhidos foram incorporados às atividades de Competência em Informação desenvolvidas com os jovens. A próxima seção apresentará os procedimentos metodológicos adotados.
3 Os Procedimentos Metodológicos
A pesquisa trata de um relato de experiência e caracteriza-se como descritiva, pois, segundo Gil (2002), descreve as características do objeto estudado. A abordagem adotada é a qualitativa em que, segundo Prodanov e Freitas (2013), o pesquisador tem o contato direto com o ambiente e com o objeto estudado pela sua natureza e essência. O planejamento é flexível, considerando os mais variados aspectos resultantes do fato estudado. A abordagem envolve a investigação do objeto estudado como a participação na elaboração das atividades e interação viabilizada nas visitas de campo.
O ambiente da atividade é o CEEBC e a disciplina ofertada foi composta por uma equipe de duas professoras do Instituto de Ciência da Informação (ICI), duas pós-graduandas, três monitoras e 22 discentes da UFBA, sendo que apenas 4 promoveram a oficina aqui relatada, a qual consistiu numa atividade colaborativa realizada com 38 alunos do 3º ano do ensino médio. Salienta-se que a ACCS é uma disciplina, logo, a sua oferta/realização é formalizada pela UFBA e junto à instituição coparticipante, aqui representada pelo CEEBC.
As atividades da ACCS foram realizadas durante o período de março a julho de 2024 ofertada para os cursos de Graduação da UFBA, em que foram desenvolvidas as ações extensionistas no âmbito da criação, tecnologia e inovação, em parceria com a comunidade, por uma finalidade inclusiva, cujo intuito foi em promover as ações educativas de desenvolvimento e promoção de Competência em Informação.
Adotou-se a técnica de roda de conversa, realizada em abril de 2024, na qual se utilizou um roteiro semiestruturado com as perguntas definidas anteriormente para que fosse possível compreender as necessidades de formação da turma de jovens, que resultou nas técnicas de leitura, em função do que eles sinalizaram que não tinham o costume de ler. Depois retornamos à sala de aula na UFBA para planejar a ação.
Vencida essa etapa, iniciou-se o período de realização das oficinas, com destaque para a que ocupa a centralidade desse relato: Ler é mais que ler. A sala foi organizada em 14 grupos, com quatro participantes cada. A equipe responsável por esse eixo distribuiu dois textos curtos: cada texto foi entregue a sete grupos. Junto ao material, foram disponibilizados envelopes contendo os cards que orientavam a dinâmica, conforme foi descrito anteriormente na subseção 2.2 sobre as estratégias aplicadas à Técnica de Leitura a ser aplicada na oficina de leitura para os jovens.
4 A oficina de leitura com os jovens
Antes de iniciar o planejamento da oficina, foram ministradas aulas no Instituto de Ciência da Informação – localizado no campus do Canela, na universidade concedente – pelas docentes que forneceram uma base sobre a teoria da Competência em Informação, com o foco na realização da oficina e educação com os jovens. A princípio, nos primeiros dias de aula, foi discutidos o artigo “Competência em informação e suas relações com a competência midiática e digital: uma nova lógica” produzido por Rosetto6 (2021) que tem relação com os jovens e o seu acesso massivo às redes sociais digitais, com os discentes acadêmicos, e com a intenção em trabalhar, na prática, com os jovens.
O eixo temático designado para a equipe de discentes trabalharem a responsabilidade pela formação e tratamento de novas informações foi a partir do capítulo “Compreensão, síntese e organização da informação”, elaborado por Guterres (2022). O capítulo é parte do livro “Educação para a informação: como desenvolver competências infocomunicacionais” e do texto “Estratégias de leitura, análise e interpretação de textos na universidade: da decodificação à leitura crítica”, produção do docente acadêmico Cavalcante Filho (2011).
Desde as primeiras discussões em sala de aula na UFBA a equipe de quatro discentes foi direcionada para uma abordagem lúdica e informativa, buscando englobar o público da oficina composto por jovens de 15 a 22 anos. Segundo Fosnot (1998), os jovens têm desenvolvido o interesse em construir suas próprias ideias que partem de situações que eles passam (ou enfrentam) no decorrer de suas vidas através dos questionamentos em busca de soluções que sejam pertinentes.
Ao trabalhar em cima desses interesses e como afirma Belluzzo (2013), a Competência em Informação deve ser aplicada na educação, formação e no desenvolvimento das habilidades e estratégias necessárias, de modo a facilitar o acesso e a interatividade. Talvez pela falta de incentivo e investimento educacional oriunda, primeiramente, do poder público, os jovens não se sentem motivados a criarem o hábito da leitura e análise dos textos em escola pública. Além disso, a localização periférica do CEEBC também é um grande desafio. Isso porque quanto mais distante do centro da cidade de Salvador mais difícil será para eles participarem das atividades culturais.
Salienta-se que em meio ao planejamento e elaboração dos recursos didáticos da oficina, enfrentou-se desafios, pois começou a greve dos docentes nas universidades federais no início do mês de maio de 2024, assim os planos de aulas tiveram que ser ajustados com a intenção de prosseguir com a oficina. Geralmente, e como é o direito do cidadão em reivindicar por seus direitos, a categoria dos docentes da instituição em geral propôs para que todos suspendessem as atividades acadêmicas. Porém, por se tratar de uma ação extensionista, no qual houve o acordo com a comunidade externa, foi possível prosseguir com a oficina.
Os discentes acadêmicos se reuniram, de forma remota, através da Plataforma do Google Meet, para decidir qual atividade seria produzida para a interação dos jovens e colegas discentes. Os encontros aconteceram entre os dias 8 de maio a 3 de junho, durante as segundas-feiras. O planejamento da oficina foi desenvolvido no dia 13 de maio, através dos encontros remotos. Posteriormente, iniciou-se a curadoria para a escolha dos textos curtos que, ao final, foram dois: Especial Akira Toriyama e sua importância em nossas vidas; e Streamers enfrentam machismo no universo gamer. A preferência pelo segundo texto foi com base nos assuntos que estão presentes nas questões do Exame Nacional do Ensino Médio, no que tange a conscientização social.
Assim, foi iniciada a customização dos slides pela plataforma Canva no dia 14 de maio. Os membros desse eixo foram responsáveis em organizar a oficina e apresentar, sob a orientação das docentes, que pontuaram o que precisaria melhorar com dicas e sugestões de textos. Os membros, inclusive, produziram os cards, indicando a tarefa a ser executada, como as etapas da produção textual como “Leitura Interpretativa”, “Leitura Crítica”, “Leitura Geral”, “Leitura de Reconhecimento”, “Leitura Seletiva”.
Na semana seguinte, no dia 4 de junho de 2024, a equipe retornou para o colégio, para realização das atividades, e o nome da oficina trabalhada foi “Ler é mais que ler”. Na Figura 3 estão os cards que foram elaborados pela equipe, indicando as atividades a que foram feitas:
Figura 3 – Os card elaborados para a atividade
Fonte: Produção da Equipe (2024).
O dia da execução foi com base nas Técnicas de Leitura, sob a proposta da oficina e a sintetização em fórmulas gerais, os textos foram distribuídos, tanto em um suporte papel (impresso), assim como, também, foi disponibilizado em formato digital, pelo Doc Google (pelo link público), através do QRcode7 (O Quick Response Code, traduzindo, código de respostas rápidas), para a turma. A oficina teve o auxílio da monitoria que ficou responsável pela cronometragem do tempo, assistência técnica e pedagógica. Na Figura 4 os estudantes desenvolvem as atividades de leitura conduzida pela equipe:
Figura 4 – Leitura e produção de texto
Fonte: Produção da Equipe (2024).
Como pode ser visualizada na Figura 4, a atividade foi organizada e separada em etapas para escrever o resumo que foi, no máximo, cinco linhas, dentro do período de tempo estabelecido. Ao final, um estudante de cada grupo foi eleito para ler o texto para a classe e emitir (se fosse o desejo deles) a opinião acerca do tema proposto.
Os jovens do CEEBC compartilharam seus textos de maneira espontânea e mobilizaram saberes coletivos. Todos participaram das atividades, tanto os discentes acadêmicos quanto os jovens do CEEBC. Ressalta-se que as docentes recomendaram que, no momento de organizar a turma por grupos, os discentes não estivessem no mesmo grupo que os jovens do CEEBC, para favorecer a autonomia dos jovens no processo de ensino e aprendizagem. Então, os grupos foram separados por ‘somente’ os jovens e ‘somente’ os discentes. A seção seguinte apresenta as considerações finais e as reflexões geradas a partir da experiência.
5 Considerações finais
A experiência desenvolvida por meio do planejamento e execução da oficina Ler é mais que ler na ACCS evidenciou que a leitura, quando trabalhada de maneira orientada, dialogada e significativa, pode favorecer o desenvolvimento de habilidades críticas essenciais para a formação cidadã dos jovens. Ao aplicar as Técnicas de Leitura dentro do contexto formativo da Competência em Informação, foi possível observar engajamento, participação ativa e capacidade de interpretação por parte dos estudantes do CEEBC.
A realização da oficina configurou-se como uma experiência enriquecedora e desafiadora, não apenas pelos resultados satisfatórios obtidos com os jovens, mas também pelo intenso aprendizado proporcionado aos discentes que atuaram como mediadores, um processo marcado por troca mútua. As técnicas e métodos adotados romperam com o padrão tradicional de ensino, assim, a oficina planejada pelos estudantes universitários, com orientação das docentes, propôs uma dinâmica ativa de leitura, síntese e compartilhamento, na qual cada grupo elaborou um resumo de até cinco linhas e posteriormente o apresentou à turma. Essa estrutura favoreceu a participação coletiva, a organização das ideias e o desenvolvimento de autonomia informacional, alinhando-se ao objetivo central da ACCS de promover práticas interativas que estimulem habilidades de leitura e análise crítica.
Percebeu-se que a ação contribuiu para aproximar universidade e escola pública, reafirmando o papel social da extensão universitária e o potencial transformador das ações educativas. Assim, reafirma-se a importância de iniciativas contínuas que integrem a Competência em Informação ao cotidiano escolar, fortalecendo processos formativos que preparem os jovens para enfrentar os desafios informacionais da sociedade contemporânea.
Referências
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NOTAS
CONTRIBUIÇÃO DE AUTORIA
Concepção e elaboração do manuscrito: R. C. Santos; G. da S. Brandão; J. O. S. Guterres.
Coleta de dados: R. C. Santos; G. da S. Brandão; J. O. S. Guterres.
Análise de dados: R. C. Santos; G. da S. Brandão; J. O. S. Guterres.
Discussão dos resultados: R. C. Santos; G. da S. Brandão; J. O. S. Guterres.
Revisão e aprovação: G. da S. Brandão; J. O. S. Guterres.
DECLARAÇÃO DE DISPONIBILIDADE DOS DADOS
O conjunto de dados que dá suporte aos resultados deste estudo não está disponível publicamente, mediante ao campo específico da pesquisa.
FINANCIAMENTO
Agradecimentos à Pró-Reitoria de Extensão Universitária (PROEXT) da UFBA pelo apoio financeiro que possibilitou a realização da atividade extensionista.
CONFLITO DE INTERESSES
Não se aplica
EDITORES
Patrícia Nascimento Silva (https://orcid.org/0000-0002-2405-8536)
HISTÓRICO
Recebido em: 29-05-2025 – Aprovado em: 04-12-2025 – Publicado em: 08-12-2025.
1 Graduação em Arquivologia, Universidade Federal da Bahia. E-mail: rosana.csantos.br@gmail.com.
2 Professora Adjunta da Universidade Federal da Bahia, Doutora em Ciência da Informação pela UFBA, Graduação em Arquivologia, Universidade Federal da Bahia. E-mail: gleise.brandao@ufba.br.
3 Professora Adjunta da Universidade Federal da Bahia, Doutora em Ciência da Informação pela UFBA, Graduação em Biblioteconomia, Universidade Federal da Bahia. E-mail: jaires@ufba.br.
DOI: https://doi.org/10.35699/2237-6658.2025.59418
Revista Múltiplos Olhares em Ciência da Informação, Belo Horizonte, v. 15, e594118, 2025.
4 Esta pesquisa trata do relato de experiência em torno da ação de extensão.
5 UFBA. Pró-Reitoria de Extensão: Ação Curricular em Comunidade e em Sociedade. Disponível em: https://proext.ufba.br/accs. Acesso em: 10 set. 2024.
6 ROSETTO, Marcia. Competência em informação e suas relações com a competência midiática e digital: uma nova lógica. Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação, 2021, v. 17, n. 2, p. 1–18. Disponível em: https://rbbd.febab.org.br/rbbd/article/view/1646. Acesso em: 12 set. 2024.
7 BRASIL. Código de respostas rápidas. Disponível em: https://acesso.gov.br/faq/_perguntasdafaq/oqueeqrcodemobile.html. Acesso em: 09 set. 2024.
Revista Múltiplos Olhares Ciência da Informação, Belo Horizonte, v.15, e59418, 2025