Perspectivas sobre a formação e atuação de bibliotecários na área de editoração comercial de livros
Artigo
Perspectivas sobre a formação e atuação de bibliotecários na área de editoração comercial de livros
Adriano Batista Nassaro1
Beatriz Domingos2
Beatriz Isola Coutinho3
Cayo Martins4
Fernanda Silva Souza5
Jorge Moisés Kroll do Prado6
Resumo: Trata-se de uma pesquisa sobre o mercado no ramo editorial, focada nas possibilidades de atuação do bibliotecário e as habilidades adquiridas ao longo de sua formação. Objetivou-se delinear as competências e habilidades expressas na literatura sobre formação e o que vem sendo solicitado por vagas nacionais e internacionais. A importância dessa pesquisa se justifica ao observar que o bibliotecário ainda é um profissional pouco reconhecido e requisitado pelo mercado editorial comercial. Para esse estudo, utilizou-se o processo de revisão de literatura, em que os autores puderam apoiar-se nos estudiosos da área e pesquisa exploratória, para seleção de vagas que sustentassem o observado. Por fim, conclui que o mercado editorial comercial ainda não absorve os profissionais da informação, e que quando isso ocorre há uma predileção pelos profissionais que detenham de uma formação continuada; especializando-se no segmento. Resultados ainda apontaram a afinidade entre a formação do bibliotecário e os requisitos mencionados nas vagas, reafirmando que este é um segmento com proeminente possibilidade de atuação profissional. Foi possível, ainda, a partir da pesquisa, uma correlação entre competências e habilidades identificadas na literatura sobre educação que está aderente àquelas demandas pelas vagas.
Palavras-chave: Indústria editorial; Bibliotecário – Atuação profissional; Bibliotecário – Formação profissional.
Perspectives on the training and work of librarians in comercial book publishing
Abstract: This is a study of the publishing market focusing on the possibilities for librarians and the skills acquired during their education. The aim was to outline the competencies and skills described in the literature on librarian training and what is required in national and international job vacancies for this role. The importance of this research is justified by the observation that librarians are still little recognised and sought after by the commercial publishing market. For this study, we used a literature review research, in which the authors were able to rely on scholars in the field and an exploratory process to select vacancies that supported our observations. Finally, we conclude that the commercial publishing market does not yet absorb information professionals, and that when this occurs, there is a preference for professionals who have continuing education and specialise in the segment. The results also pointed to the affinity between librarian education and the requirements mentioned in the job vacancies, reaffirming that this is a segment with outstanding professional opportunities. The research also revealed a correlation between the competencies and skills identified in the educational literature and the requirements for these vacancies.
Keywords: Publishing industry; Librarian – Professional activity; Librarian – Education.
Perspectivas sobre la formación y actuación de bibliotecarios en el ámbito de la edición comercial de libros
Resumen: Se trata de una investigación sobre el mercado en el sector editorial, centrada en las posibilidades de actuación del bibliotecario y las habilidades adquiridas a lo largo de su formación. El objetivo era definir las competencias y habilidades descritas en la bibliografía sobre la formación del bibliotecario y los requisitos que se exigen en las ofertas de empleo nacionales e internacionales relacionadas con este puesto. La importancia de esta investigación se justifica al observar que el bibliotecario sigue siendo un profesional poco reconocido y solicitado por el mercado editorial comercial. Para este estudio, se utilizó revisión de la literatura, en el que los autores pudieron apoyarse en los estudiosos del área y en el proceso exploratorio, para seleccionar las vacantes que respaldaron lo observado. Por último, se concluye que el mercado editorial comercial aún no absorbe a los profesionales de la información y que, cuando esto ocurre, se da preferência a los profesionales que cuentan con una formación continua y se especializan en el segmento. Los resultados también señalaron la afinidad entre la formación del bibliotecario y los requisitos mencionados en las vacantes, lo que reafirma que este es un segmento con una notable posibilidad de actuación profesional. Además, a partir de la investigación, se pudo establecer una correlación entre las competencias y habilidades identificadas en la bibliografía sobre educación y las exigencias de los puestos de trabajo.
Palabras-clave: Industria editorial; Bibliotecario – Actuación profesional; Bibliotecario – Formación profesional.
Como citar este artigo: NASSARO, Adriano Batista et al. Perspectivas sobre a formação e atuação de bibliotecários na área de editoração comercial de livros. Múltiplos Olhares em Ciência da Informação, Belo Horizonte, v. 16, p. 1-18, 2026. DOI: 10.35699/2237-6658.2026.63777.
1 Introdução
Sob uma perspectiva histórica, a ocupação do bibliotecário, ainda antes de sua institucionalização e profissionalização, antecede a formação das editoras e do mercado editorial sendo anterior, até mesmo, à própria imprensa. Foi somente com a invenção da imprensa de Gutenberg no século XV, que a editoração iniciou sua evolução no ocidente, culminando no que se conhece hoje, o complexo e altamente lucrativo setor editorial; uma indústria que envolve etapas materiais e imateriais de produção em uma cadeia global, envolvendo variados setores produtivos (McNeely; Wolverton, 2008).
Conforme relatório da International Publisher Association com a World Intellectual Property Organization (2022), a “Indústria editorial global” movimentou, apenas em 2021, cerca de 71,6 bilhões de dólares em um conjunto de 23 países, prevalecendo em todos os livros impressos em detrimento do formato digital. O Brasil, por exemplo, possui a maior indústria editorial da América Latina, com cerca de 3 mil editoras de diferentes portes e 15 mil gráficas, majoritariamente concentradas no eixo Rio-São Paulo (Couto, 2006).
Observa-se que certamente há espaço para a atuação do bibliotecário na indústria editorial, todavia, há uma lacuna a ser preenchida. Essa lacuna interessa-nos tendo em vista um segmento emergente, para isso foi realizado este artigo visando à facilitação da inserção destes no setor. Constatou-se que nas editoras profissionais de outras áreas realizam-se funções pertinentes aos bibliotecários e que no Brasil, sua atuação na editoração se vincula fortemente aos periódicos científicos de universidades públicas (Farias; Lima; Santos, 2018).
Este texto aponta as competências e a formação do bibliotecário que constituem o seu perfil profissional, seguido do histórico do trabalho de editoração e como se encontra o panorama desse mercado. Justifica-se para aprimorar a literatura dedicada ao tema, que ainda é relativamente escassa, e por contribuir com uma correlação sobre competências e habilidades ensinadas nos cursos com aquilo que o mercado solicita em vagas de emprego, em particular as da indústria editorial que ainda possui poucos bibliotecários. Ao apresentarmos a metodologia, debatemos os resultados encontrados a partir das vagas anunciadas em portais nacionais e internacionais de emprego com o levantamento bibliográfico sobre a formação em Biblioteconomia. Isso nos deu insumos para o objetivo de comparar competências e habilidades mencionadas na literatura com os anúncios das vagas.
2 Competências, tendências e formação em Biblioteconomia
A priori, “O ensino de Biblioteconomia surgiu a partir do Decreto 8.835 de 11/07/1911 que estabeleceu a criação do primeiro Curso de Biblioteconomia na Biblioteca Nacional” (Freira; Alauzo; Spudeit, 2018, p. 2) e no tocante à formação acadêmica no Brasil, é conveniente saltar os olhos sobre, sobretudo, historicamente. Para isso recorreu-se à literatura, e Guimarães (1997, p. 126) sintetiza da seguinte maneira:
[...], pode-se ressaltar como marcos:
a visão do bibliotecário erudito, de formação eminentemente humanista, ligado à cultura e às artes, sob forte influência francesa da École de Chartres, aspecto que norteou a criação do primeiro curso de Biblioteconomia do país: o da Biblioteca Nacional (1911-1930);
o bibliotecário de formação técnica, sob nítida influência norte-americana (que inspirou os primeiros cursos de São Paulo), ligado a atividades de tratamento e organização de documentos (1930-1960);
o reconhecimento oficial da profissão em nível superior com o estabelecimento de uma legislação profissional e a criação de órgãos de classe (década de 60);
a criação dos cursos de pós-graduação, o desenvolvimento da pesquisa na área e o surgimento dos primeiros periódicos científicos na área (década de 70);
a reformulação curricular em Biblioteconomia e a visão do bibliotecário como agente cultural/de informação (década de 80).
Em resumo, o currículo comum à Biblioteconomia sofreu alterações ao longo de sua consolidação como profissão de nível superior, perpassando atualizações que ora pendiam para influência francesa com atenção à bagagem humanista, outrora tendiam ao tecnicismo alinhado à academia estadunidense. Nos primeiros anos de criação, as escolas do Rio de Janeiro e de São Paulo foram guiadas por diferentes visões. A primeira mantinha suas raízes humanísticas enquanto a segunda era basicamente técnica (Almeida; Baptista, 2013, p. 3), conforme Quadro 1:
Quadro 1 - Currículos e propostas curriculares de Biblioteconomia no Brasil: 1911 – 1982
Biblioteca Nacional |
Mackenzie |
Departamento de Cultura de São Paulo |
|||
1915 (1 ano) |
1931 (2 anos) |
1944 |
1962 |
1929-1931 |
1936-1937 |
. Bibliografia . Paleografia . Diplomática . Numismática |
. História literária com aplicação à Bibliografia . Iconografia e Cartografia . Bibliografia . Paleografia . Diplomática |
. Organização e Administração de Bibliotecas . Catalogação . Classificação . Bibliografia e Referência . História dos Livros e das Bibliotecas . História da Literatura (aplicada à Bibliografia) . Noções de Paleografia . Cursos avulsos |
. Técnicas de Referência . Bibliografia Geral . Catalogação e Classificação . Organização e Administração de Bibliotecas . Organização e Técnicas de Documentação . Literatura e Bibliografia Literária . Introdução à Cultura Histórica e Sociológica . Reprodução de Documentos . Paleografia . Introdução à Cultura Filosófica e Artística |
. Catalogação . Classificação . Referência |
. Catalogação . Classificação . Referência |
Segundo Freire, Alauzo e Spudeit (2018, p. 82) “Competência reúne um conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes. Conhecimento é o saber adquirido, conceitos e teorias, habilidade envolve saber fazer, colocar o conhecimento em prática, atitude se relaciona ao comportamento, ao saber ser”, os autores evocam ainda Miranda (2004, apud Freire; Alauzo; Spudeit, 2018, p. 89) que salienta que as competências "[...] são relacionadas a métodos, processos, técnicas desenhadas para conduzir uma atividade específica".
Acerca das competências específicas dos bibliotecários é importante mencionar o quão recente institucionalmente, esse assunto está em voga:
As Diretrizes Curriculares Nacionais específicas para o ensino de Biblioteconomia foram estabelecidas em 2001 por meio do Parecer CNE/CES 492/2001 do Conselho Nacional de Educação/Câmara Superior de Educação. Esse documento definiu o perfil dos formandos da área, enumerou as competências7 e habilidades necessárias ao egresso direcionando o conteúdo curricular. (Almeida; Baptista, 2013, p. 8, grifo dos autores).
O Quadro 2 apresenta as competências do bibliotecário do século XXI, o destaque foi dado a competência que se aproxima em outras fontes do conceito de ‘diligência8’, o qual chamou atenção devido a sua capacidade de sintetizar o fazer do profissional.
Quadro 2 - Competências do bibliotecário do século XXI
Competências pessoais |
Competências profissionais |
. Conhecimento especializado do conteúdo dos recursos de informação existentes na biblioteca, incluindo a habilidade de avaliá-los criticamente e filtrá-los; . Conhecimento especializado do(s) assunto(s) de interesse da organização onde funciona a biblioteca ou centro de informação; . Desenvolver e administrar serviços de informação convenientes, acessíveis e de baixo custo alinhados com as orientações estratégicas da organização; . Levantar necessidades de informação e desenvolver e vender serviços e produtos de informação com alto valor agregado, atendendo as necessidades identificadas; . Usar a tecnologia da informação para adquirir, organizar e disseminar informação; . Usar abordagens apropriadas de negócios e de marketing para comunicar a importância dos serviços de informação para a cúpula administrativa da organização; . Desenvolver produtos de informação específicos para uso interno ou externo à organização ou para clientes individuais. |
. Comprometer-se com a excelência no desempenho de suas atividades profissionais; . Buscar desafios e visualizar novas oportunidades dentro e fora da biblioteca; . Ter uma visão geral e abrangente da organização; . Buscar parcerias e alianças; . Criar um ambiente de respeito mútuo e confiança; . Ter habilidades efetivas de comunicação; . Trabalhar bem em equipe; . Exercer liderança; . Planejar, priorizar e focar os pontos críticos; . Comprometer-se a aprender durante toda a vida e a planejar a carreira pessoal; . Ter habilidade pessoal para negócios e criar novas oportunidades; . Reconhecer o valor das redes de contato pessoal e profissional; . Reconhecer o valor da solidariedade; . Ser flexível e otimista em tempo de mudanças constantes.
|
Fonte: Special Libraries Association, 1996, apud Freire; Alauzo; Spudeit, 2018, p. 90.
Mais recentemente, a IFLA publicou seu último Relatório de Tendências. O documento acompanha uma série histórica iniciada em 2013 e tem por propósito planejar o futuro da atuação profissional e das bibliotecas. A última edição, de 2024, trouxe sete tendências globais (Dezuanni; Osman; Burton; Heck, 2024):
As práticas do conhecimento estão mudando, trazendo oportunidades e desafios para ampliar a equidade, diversificar vozes e enfrentar a desinformação;
A inteligência artificial e as novas tecnologias estão transformando a criação, o uso e o compartilhamento de informação, com riscos (como deepfakes) e novas possibilidades de interação e proteção;
A verdade tornou-se disputada, tornando essencial reconstruir a confiança na mídia, no governo e nas instituições;
As competências exigidas estão mais complexas, demandando habilidades práticas, críticas e digitais, ao mesmo tempo em que ampliam desigualdades em diferentes níveis de qualificação;
As tecnologias digitais seguem desigualmente distribuídas, agravando a exclusão digital, apesar do potencial da inclusão para promover a equidade;
Os sistemas de informação consomem mais recursos, intensificando a necessidade de práticas alinhadas à economia verde e à justiça ambiental;
As pessoas buscam maior conexão comunitária, valorizando espaços compartilhados, iniciativas locais, comunidades virtuais e formas de trabalho mais flexíveis.
O Relatório da IFLA aponta as tendências que precisam moldar a atuação de bibliotecários haja vista as oportunidades e desafios que se impõem à sociedade quando a questão é a informação. Isso demanda repensar as habilidades adquiridas ao longo de toda formação. Diante disso, a IFLA preparou uma agenda com 22 habilidades necessárias justamente para acompanhar as tendências encontradas em seu Relatório (Figura 1).
Figura 1 - Agenda de habilidades para o Relatório de Tendências da IFLA de 2024
Fonte: Elaborado pelos autores, 2025, a partir de Badi et al., 2025.
Ao compararmos as tendências previstas pela IFLA, observamos que as habilidades se agrupam em perspectivas humanas e sociais, sejam quais forem suas características (tecnológicas, políticas, socioeconômicas, culturais, etc.). Percebe-se, assim, que o mero manuseio de ferramentas tecnológicas é somente um detalhe frente a demandas profissionais mais robustas e complexas.
À frente, as competências exigidas pelo mercado editorial serão abordadas e comparadas às competências e habilidades mais comuns à literatura do campo informacional, isso será feito com o objetivo de aclarar a capacidade do profissional bibliotecário em inserir-se neste campo de atuação.
Desde a invenção da imprensa de tipos móveis de Gutenberg, que trouxe as condições técnicas para a impressão massiva de livros, folhetos e informações em papéis no ocidente, formou-se um mercado editorial que assumiu particularidades em cada país, conforme aspectos econômicos, políticos e culturais. Bufrem e Freitas (2017) afirmam que este movimento buscou suprimir erros, ser mais preciso e preencher a lacuna de cada vez menos profissionais copistas.
Emerge, assim, o conceito de editoração e suas atividades, antes realizadas pelo bibliotecário/copista, passam ao editor profissional por volta de 1830, mesclando habilidades intelectuais e comerciais. O editor é responsável direto por administrar todas as etapas que envolvem a produção e a comercialização do livro, tanto no formato impresso, quanto no digital (Chartier, 1999).
A produção, distribuição e comercialização de um livro mobiliza inúmeros agentes e campos específicos como design, jurídico, administrativo, publicidade, marketing, vendas e logística. O projeto gráfico de preparação e análise prévia antecedem a confecção de um material, seguido do briefing ou rascunho, do layout, da diagramação, pré-impressão, impressão e acabamento, no caso do material físico.
Tanto nas etapas anteriores, quanto nas posteriores à produção do livro, o bibliotecário tem qualificações necessárias à atuação na indústria editorial que extrapolam a catalogação, uma das atividades mais recorrentes do profissional neste mercado.
Ao pensarmos no cenário brasileiro, apoiados na literatura a respeito do tema, encontramos justificativas para entender a pouca participação desses profissionais nesta indústria. Algumas observadas foram: o monopólio de grandes editoras em nichos estratégicos, como o de materiais educacionais; a dependência de editais do Estado para incentivo à publicação; a falta de exigência de bibliotecários nas políticas editoriais; o baixo orçamento de muitas editoras; o alto custo produtivo dos livros; o preço elevado ao consumidor final e, por fim; um baixo consumo per capita de livros por habitante (Couto, 2006; Failla, 2025).
Acrescenta-se, ainda, o crescimento exponencial de livros no formato eletrônico, que estão em mãos de gigantes como a Amazon; empresa que acumula os papéis de editora e lojista, em um capitalismo onde o comércio digital é crescente, levando ao fechamento de livrarias e outros espaços de comércio físico, além do controle sobre os preços no mercado em geral (Gallash; Schroff, 2022; Cayne, 2023; Carrión, 2020).
Segundo Souza (2020, p. 61), a editoração de um livro é o processo de “transformar o manuscrito no produto final para o consumidor”, no qual estão inseridos profissionais de diferentes áreas do conhecimento. O processo editorial consiste na criação de uma política editorial, em que são estabelecidos a temática das publicações, tipo de público, e outras diretrizes que nortearão a produção.
Sua primeira fase é a chegada de um manuscrito ao editor, que pode variar conforme a circunstância, em alguns casos, os manuscritos são enviados diretamente para avaliação e em outros há a intermediação de um agente literário. A segunda fase se dá após a aprovação da publicação da obra, em que o editor avalia o texto e é o responsável por fazer as alterações necessárias antes de enviar o documento ao preparador do texto. No caso de obras estrangeiras, há ainda a etapa da tradução. O preparador envia o texto ao diagramador, que faz o projeto gráfico e diagramação da obra, o arquivo é impresso e é nessa etapa que o documento passa a se chamar de “prova” (Araújo, 2008; Peruyera, 2019).
A revisão do texto geralmente é feita por mais de um profissional e fica a critério do editor decidir quantas revisões serão necessárias. O bibliotecário geralmente é incumbido da produção de fichas catalográficas, solicitação do ISBN, normalização de referências e citações de acordo com a ABNT, além da criação dos termos para indexação. A última fase do processo inclui a parte física da publicação, na qual o manuscrito é enviado à gráfica. Reitera-se que no processo de editoração podem existir diferenças durante a confecção de uma obra a depender da editora.
Além das funções mencionadas elaboradas tradicionalmente pelo bibliotecário, determinadas editoras delegam outras funções. Alguns exemplos disso são, a Editora Companhia das Letras atribui ao bibliotecário os serviços de: diagramação e revisão; atendimento de prestadores de serviço e fornecedores; controle e fluxo de provas; liberação de provas de miolo e de capa; revisão de provas de capa; plotter e materiais de divulgação9. Já a Editora Blucher delega ao profissional o gerenciamento dos livros digitais; cadastro dos livros nas plataformas de distribuição de livros digitais e também em bibliotecas digitais; emissão de relatórios e acompanhamento dos pageviews10.
Por fim, outra possibilidade de inserção na editoração, é através do empreendedorismo, nacionalmente bem representado pelo bibliotecário editor Vagner Amaro, fundador da editora Malê. Vagner em uma entrevista concedida à revista Bibliomar, em 2018, conta que se tornou editor de livros antes da criação de sua editora, quando ainda era bibliotecário escolar. Pode-se citar, ainda, Briquet de Lemos que, em 1993, fundou a editora Briquet de Lemos, ao perceber a falta de obras de referência da área no Brasil.
4 Metodologia
Foi realizado um levantamento bibliográfico em bases de dados como: Periódicos CAPES, Scielo, Jstor, Latindex e Google acadêmico. Para tal, utilizamo-nos dos termos acompanhados pelo operador booleano AND nas formas: “bibliotecário e editoração”; “Biblioteconomia e Ciências da Informação e editoração”; “editoração e profissionais da biblioteconomia”; “editoras e trabalho do bibliotecário”. Para esta pesquisa foram aceitos artigos tanto em língua portuguesa quanto em língua inglesa.
Valemo-nos, também, de uma perspectiva comparativa entre vagas de trabalho disponíveis no Brasil, Estados Unidos e Inglaterra, encontradas via endereços web como o Publish News, Gupy e Catho – para o território brasileiro, e também o Library Publishing e ALA Job List – para as vagas no exterior, além do LinkedIn para ambos os casos. A princípio, foram pesquisados os editais e processos seletivos no período de abril e maio de 2025, considerando vagas com inscrições em aberto e as que já tinham se encerrado. Em seguida, selecionou-se as vagas que mencionavam "bibliotecário", "biblioteconomia", "ciência da informação", "edição de livros", "editoração" e "produção editorial", para as vagas em território nacional, e com os termos “librarian”, “library science”, “publisher” e "publishing", para as vagas estrangeiras. Após, as vagas encontradas foram filtradas, priorizando somente as que eram mais pertinentes ao que fora proposto nesta pesquisa, a fim de relacionar as habilidades adquiridas durante a formação do bibliotecário à área da editoração.
Foram selecionadas oito oportunidades de atuação na área de editoração, sendo cinco delas nacionais e três internacionais. As vagas nacionais abrangem diferentes áreas do setor editorial e estão distribuídas entre editoras e instituições educacionais de destaque. Cada uma dessas oportunidades revela o perfil diversificado de competências exigidas. Nosso intuito não foi o de realizar uma análise exaustiva dessas vagas, mas sim a de elaborar um estudo comparativo entre o que vem sendo solicitado pelos mercados editoriais nacional e internacional para comparar com o que tradicionalmente é colocado como competências e habilidades na formação do bibliotecário.
A começar pelas oportunidades nacionais. A Editora Gente, sediada em São Paulo (SP), possui vaga aberta, até o momento de elaboração desta pesquisa (junho de 2025), para Analista Editorial Júnior11. O profissional coordenará todas as etapas da produção editorial, desde a criação de capa e projeto gráfico até o fechamento do livro. Entre as funções solicitadas, estão: tradução, preparação, revisão, controle de cronogramas, gestão de e-books e materiais especiais, além da comunicação com fornecedores e apoio ao setor de marketing. Também é exigida a formação em áreas como Jornalismo, Letras ou Produção Editorial, a experiência prévia no mercado editorial; domínio de ferramentas do pacote Adobe; inglês avançado e familiaridade com plataformas digitais.
Outra vaga selecionada foi a da Editora Panini, localizada em Barueri (SP), que está contratando um Editor Pleno para atuar na área de editoração voltada para mangás12. O profissional gerenciará o relacionamento com licenciantes, supervisionará o processo de editoração, diagramará materiais e coordenará aprovações com fornecedores e gráficas. Exige-se formação superior em áreas como Editoração ou Letras, além de domínio do inglês e conhecimentos em cultura pop japonesa.
Já a Arco Educação busca um Editor de Conteúdo na área de Ciências Humanas, com atuação presencial em Fortaleza (CE)13. O cargo envolve: a condução das etapas editoriais de materiais didáticos, supervisão de conteúdos fundamentados na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e elaboração de briefings para autores, assim como a coordenação de cronogramas e avaliação pedagógica do conteúdo. Na formação acadêmica, espera-se que os candidatos sejam da área de História, Geografia, Filosofia ou Sociologia, com experiência em edição de materiais didáticos e conhecimento da estrutura do Novo Ensino Médio.
A Editora Universo dos Livros (SP) também possui vaga para Assistente Editorial14. O profissional apoiará na edição e revisão de textos, organização de fluxos editoriais, contato com tradutores e revisores e controle de documentos e publicações. Exige-se formação em Letras ou Produção Editorial, inglês fluente e domínio das normas editoriais. Outra oportunidade está disponível na plataforma Catho para a mesma função, embora a descrição seja genérica, o foco está na organização de rotinas editoriais e apoio à produção de conteúdo15. Além disso, a empresa não especifica requisitos técnicos ou benefícios detalhados.
No cenário internacional, as vagas oferecem uma visão das exigências e formatos de trabalho em grandes grupos editoriais dos Estados Unidos e Reino Unido. Além de proporcionarem uma perspectiva global sobre a carreira, essas oportunidades destacam aspectos como salário em moeda estrangeira (com conversão para o real), regime de trabalho e exigências culturais e linguísticas específicas.
A começar pelos Estados Unidos, o The Wyanoke Group, em West Deptford, Nova Jersey, está contratando um Assistente Editorial para atuar com revistas da área de saúde16. O trabalho envolve a edição técnica de manuscritos, verificação de referências, preparação de figuras e tabelas e revisão de layout. Os candidatos devem ter formação universitária em áreas relacionadas à escrita, além de domínio do pacote da Microsoft Office, principalmente o Word e Outlook. O salário oferecido varia entre US$36.000 e US$37.000 anuais.
No Reino Unido, a Penguin Random House UK disponibiliza duas vagas. A primeira para Diretor Editorial de Gerenciamento na divisão Vintage, com sede em Londres17. O cargo exige experiência em liderar equipes editoriais e gerenciar cronogramas de produção de livros. O salário varia entre £50.000 e £60.000 anuais e a vaga demanda habilidades de gestão, comunicação e articulação com equipes internas e freelancers.
A segunda oportunidade na Penguin é para Editor Assistente, também em Londres18. O profissional será responsável por apoiar o publisher nas atividades editoriais, revisão de textos, organização de reuniões, preparação de sinopses e atualização de sistemas internos. O cargo requer excelente domínio da língua inglesa, habilidades organizacionais e bom relacionamento interpessoal com autores, agentes e equipes de marketing e produção.
Essas vagas demonstram como o mercado editorial, tanto no Brasil quanto no exterior, oferecem múltiplas possibilidades de inserção profissional, exigindo não apenas conhecimento técnico, mas competências digitais, domínio de idiomas e habilidade de trabalhar em equipe.
Mediante o exposto, segue relação das competências mencionadas na literatura afins ao trabalho de editoração, na qual o bibliotecário após a formação é capaz de realizar, teoricamente, e o que vem sendo exigido nos anúncios das vagas.
Quadro 3 - Habilidades do bibliotecário na área da editoração comercial demonstrada na literatura e exigidas em anúncios de vagas nacionais e internacionais
Habilidades identificadas na literatura |
Habilidades identificadas nas vagas |
||
Técnicas |
Comportamentais |
Técnicas |
Comportamentais |
Conhecer indexadores, diretórios e bases de dados |
Atenção |
Experiência com gerenciamento de metadados |
Boa comunicação |
Conhecimento do fluxo editorial |
Autonomia |
Experiência com plataformas de bibliotecas digitais |
Foco sob pressão |
Comunicação verbal e escrita |
Criatividade |
Domínio das normas editoriais |
Criatividade |
Capacidade de análise e síntese |
Liderança |
- |
- |
Domínio de normalização, ferramentas para gerenciamento de referências e padronizações em publicações editoriais |
Proatividade |
Domínio das ferramentas básicas de revisão em PDF |
Proatividade |
Conhecimento e domínio em editores de texto |
Organização |
Domínio pacote office |
Organização |
Dominar interpretação textual |
Relacionamento Interpessoal |
Gostar de ler |
Capacidade de trabalhar em equipe |
Inglês avançado |
Dinamismo |
Habilidades de gestão |
Atenção a detalhes |
Fonte: Elaborado pelos autores, 2025.
Das funções mencionadas, também se pode agregar outras habilidades, como demonstrar conhecimento de outros idiomas, mencionado por Maimone e Tálamo (2008) e Farias, Lima e Santos (2018), que também é listado como requisito em alguns dos anúncios.
Ainda, também foram encontradas áreas correlacionadas que exigiam experiência prévia e conhecimento e manuseio de softwares específicos, como o Content Management System (CMS), que possui funções para publicações on-line e ferramentas para a diagramação eletrônica, como o Adobe InDesign19. Ressalta-se que as especificações atribuídas ao profissional variam conforme a política editorial estabelecida na empresa ou organização. Geralmente, os cursos de graduação em Biblioteconomia costumam não ofertar disciplinas ou conteúdos somente para a instrumentalização de ferramentas visto a versatilidade de atualizações de versão.
Durante a análise das competências, assim como a exposição teórica, também é notória a exigência de que o profissional tem de ser multifuncional e possuir uma boa relação interpessoal, uma vez que ele se faz presente em todas as etapas do processo editorial. Sendo assim, pode-se considerar que a formação de graduação e pós-graduação em Biblioteconomia e Ciência da Informação atende ao que é solicitado na prática, de forma generalizada. No entanto, observa-se que o mercado tem predileção por aqueles com formação continuada, atribuindo em alguns casos essa exigência à competência destacada como diligência. Portanto, infere-se que compete ao bibliotecário o pleno desenvolvimento de suas habilidades técnicas, envolvendo a área de editoração e suas tecnologias, voltando-se às plataformas digitais.
Em síntese, percebe-se pouco proveito deste profissional no ramo comercial, sendo mais requisitado e voltado para o ramo universitário e acadêmico. Um dos fatores que colaboram para isso, é o desconhecimento tanto das editoras quanto do profissional em explorar todas as suas potencialidades.
Outro fator decorrente é o do próprio ensino de disciplinas dedicadas especificamente para a Editoração. Na maioria dos casos, os cursos ofertam disciplinas com esse nome, mas voltadas para o contexto científico, visando ao ensino de periódicos e repositórios científicos, aos fluxos de informação científica (Prado; Mendes, 2024; Farias; Lima; Santos, 2018).
As relações entre formação e atuação profissional devem estar integradas ao ensino, à pesquisa, à extensão e à atualização dos projetos pedagógicos. Na Biblioteconomia e Ciência da Informação, cujo objeto de estudo é a informação, caracterizadamente versátil e volátil, esse alinhamento torna-se ainda mais premente.
O mercado editorial ainda é pouco explorado por bibliotecários, que atuam majoritariamente em instâncias tradicionais. Contudo, observa-se o potencial do profissional para atender à crescente demanda por gestão da informação e aprimoramento de processos editoriais.
As vagas analisadas revelam possibilidades de atuação em contextos nacionais e internacionais, indicando que se trata de um campo emergente, especialmente para bibliotecários com formação continuada e domínio de softwares e ferramentas tecnológicas. Destaca-se, sobretudo, o potencial do bibliotecário na gestão do processo editorial.
A comparação entre os requisitos das vagas e as competências apontadas na literatura evidencia forte aderência. Ainda assim, os anúncios raramente mencionam a formação em Biblioteconomia, apesar de esta atender a diversas exigências do mercado. Para enfrentar esse cenário, propomos:
i) Ampliar a oferta de disciplinas sobre editoração de livros: embora não tenha sido o objeto deste artigo, identificamos na literatura que há pouca oferta desse ensino. Mesmo que em uma perspectiva sistêmica de currículo, boa parte dos requisitos mencionados nos anúncios sejam preenchidos por várias disciplinas do curso, a menção a uma especificamente fortalece a possibilidade de atuação.
ii) Ampliar a perspectiva de discentes e docentes quantos aos mercados que podem ocupar: empiricamente, sabe-se que algumas empresas deixam de contratar profissionais formados em Biblioteconomia pela visão ainda tradicional da área. Isso pode mudar com uma postura mais proativa de ocupar vagas demonstrando que há conhecimento para tal. A mera descrição de uma vaga, que deixa de mencionar a área, não pode servir como um limitador.
iii) Fortalecer a articulação entre teoria e prática ainda na graduação, especificamente com ações extensionistas: ampliar projetos de extensão ou estágios supervisionados junto a editoras, selos editoriais independentes, comércio eletrônico, editoras universitárias, pode proporcionar aos discentes experiências na editoração.
iv) Estimular a produção e a divulgação de evidências sobre a atuação do bibliotecário no mercado editorial: pesquisas, estudos de caso, mapeamento de vagas podem contribuir para visibilizar essas experiências, desconstruir estereótipos sobre a profissão e subsidiar ajustes curriculares baseados em evidências.
Como propostas de estudos futuros sugerimos coletar dados junto a profissionais que atuam no mercado editorial a fim de conhecer seu percurso nesse ramo (dificuldades, facilidades, formação continuada) e buscar em cursos internacionais de Biblioteconomia a presença ou não de disciplinas relacionadas à editoração visando conhecer o que é ensinado (ferramentas, habilidades, competências).
ALMEIDA, N. B. F.; BAPTISTA, S. G. Breve histórico da Biblioteconomia brasileira: formação do profissional. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 25. Anais… Florianópolis: FEBAB, 2013.
AMARO, V. Bibliotecário/a no mercado editorial. Revista Bibliomar, São Luis, v. 16, n. 2, p. 66-68, 16 abr 2018.
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NOTAS
CONTRIBUIÇÃO DE AUTORIA
Concepção e elaboração do manuscrito: A. B. Nassaro, B. Domingos, B. I. Coutinho, C. Martins, F. S. Souza
Coleta de dados: A. B. Nassaro, B. Domingos, B. I. Coutinho, C. Martins, F. S. Souza
Análise de dados: A. B. Nassaro, B. Domingos, B. I. Coutinho, C. Martins, F. S. Souza, J. M. K. do Prado
Discussão dos resultados: A. B. Nassaro, B. Domingos, B. I. Coutinho, C. Martins, F. S. Souza, J. M. K. do Prado
Revisão e aprovação: A. B. Nassaro, B. Domingos, B. I. Coutinho, C. Martins, F. S. Souza, J. M. K. do Prado
DECLARAÇÃO DE DISPONIBILIDADE DOS DADOS: Trata-se de análise de vagas (entendidas aqui como os dados coletados) disponibilizadas em endereços online, portanto, a indicação das mesmas foi feita em notas de rodapé assim que mencionadas.
FINANCIAMENTO: Não há.
CONFLITO DE INTERESSES
REVISÃO E NORMALIZAÇÃO
Os autores
EDITOR RESPONSÁVEL
Patricia Nascimento Silva (https://orcid.org/0000-0002-2405-8536).
EQUIPE DE APOIO
Daiane Campos Procópio (https://orcid.org/0000-0002-9006-191X)
Danielle Teixeira de Oliveira (https://orcid.org/0000-0002-1958-9113)
HISTÓRICO
Recebido em: 08-01-2026 – Aprovado em: 01-05-2026 – Publicado em: 01-05-2026.
1 Graduando em Biblioteconomia e Ciência da Informação, Universidade de São Paulo (Ribeirão Preto), adriano.nassaro@usp.br
2 Graduanda em Biblioteconomia e Ciência da Informação, Universidade de São Paulo (Ribeirão Preto), beatriz_domingos573@usp.br
3 Graduanda em Biblioteconomia e Ciência da Informação, Universidade de São Paulo (Ribeirão Preto), beatrizisolacoutinho@gmail.com
4 Graduando em Biblioteconomia e Ciência da Informação, Universidade de São Paulo (Ribeirão Preto), cayomartins07@usp.br
5 Graduanda em Biblioteconomia e Ciência da Informação, Universidade de São Paulo (Ribeirão Preto), fndsilvasouza@usp.br
6 Doutor em Ciência da Informação, Universidade de São Paulo (Ribeirão Preto), jorge.prado@usp.br
DOI: https://doi.org/10.35699/2237-6658.2026.63777
Revista Múltiplos Olhares em Ciência da Informação, Belo Horizonte, v. 16, e063777, 2026
7 Dentre as competências e habilidades dos graduados em Biblioteconomia enumeram-se as típicas desse nível de formação. A) Gerais · gerar produtos a partir dos conhecimentos adquiridos e divulgá-los; · formular e executar políticas institucionais; · elaborar, coordenar, executar e avaliar planos, programas e projetos; · utilizar racionalmente os recursos disponíveis; · desenvolver e utilizar novas tecnologias; · traduzir as necessidades de indivíduos, grupos e comunidades nas respectivas áreas de atuação; · desenvolver atividades profissionais autônomas, de modo a orientar, dirigir, assessorar, prestar consultoria, realizar perícias e emitir laudos técnicos e pareceres; · responder a demandas sociais de informação produzidas pelas transformações tecnológicas que caracterizam o mundo contemporâneo. B) Específicas Interagir e agregar valor nos processos de geração, transferência e uso da informação, em todo e qualquer ambiente; · Criticar, investigar, propor, planejar, executar e avaliar recursos e produtos de informação; · Trabalhar com fontes de informação de qualquer natureza; · Processar a informação registrada em diferentes tipos de suporte, mediante a aplicação de conhecimentos teóricos e práticos de coleta, processamento, armazenamento e difusão da informação; · realizar pesquisas relativas a produtos, processamento, transferência e uso da informação (Brasil, 2001, p. 32-33).
8 Diligência. “cuidado, zelo; aplicação”, “investigação, busca”. Disponível em: https://www.aulete.com.br/dilig%C3%AAncia. Acesso em: 18 maio 2025.
9 Disponível em: https://www.publishnews.com.br/materias/2021/11/11/companhia-das-letras-contrata-assistente-de-producao. Acesso em: 29 abr. 2025.
10 Disponível em: https://www.publishnews.com.br/materias/2024/01/23/editora-blucher-contrata-analista-de-livros-digitais. Acesso em: 29 abr. 2025.
11 Disponível em: https://www.publishnews.com.br/empregos/7/32/26/9499/1482. Acesso em: maio de 2025.
14 Disponível em: https://www.publishnews.com.br/empregos/7/32/26/9499/1490.
15 Disponível em: https://www.catho.com.br/vagas/assistente-editorial/.
16 Disponível em: https://www.linkedin.com/jobs/view/4221781542.
17 Disponível em: https://www.linkedin.com/jobs/view/4227006169.
18 Disponível em: https://www.linkedin.com/jobs/view/4228944157.
19 Disponível em: https://www.oracle.com/content-management/what-is-cms. Acesso em: 19 maio 2025.
Revista Múltiplos Olhares em Ciência da Informação, Belo Horizonte, v. 16, e063777, 2026