Nuntius Antiquus https://periodicos.ufmg.br/index.php/nuntius_antiquus <div id="journalDescription"> <p><em>Nuntius Antiquus</em><em>&nbsp;</em>é um periódico semestral, com avaliação de pares, mantido pela&nbsp;<a href="http://www.letras.ufmg.br/site/">Faculdade de Letras</a>&nbsp;da&nbsp;<a href="https://www.ufmg.br/">Universidade Federal de Minas Gerais</a>&nbsp;(Brasil) desde 2008 e publica artigos científicos tendo como temática culturas e literaturas da Antiguidade e da Idade Média. Tem como missão fomentar a produção científica na área de estudos clássicos e medievais, permitindo a pesquisadores do Brasil e do exterior divulgarem suas pesquisas e contribuírem para o debate e o progresso científico na área. A revista destaca-se como um dos raros periódicos brasileiros voltados estritamente para os domínios da Antiguidade e do Medievo.</p> <p>A revista recebe artigos em fluxo contínuo. No momento em que tivermos artigos suficientes para compor o número, tomamos a liberdade de fechar o volume e de receber novos textos para um próximo número.</p> <p>Não se cobra dos autores pela publicação.</p> <p><strong>Qualis B2</strong>, área de Letras e Linguística, ano-base 2016.</p> </div> Universidade Federal de Minas Gerais pt-BR Nuntius Antiquus 2179-7064 Apresentação https://periodicos.ufmg.br/index.php/nuntius_antiquus/article/view/37929 Maria de Fátima Silva Tereza Virgínia R. Barbosa Copyright (c) 2022 Maria de Fátima Silva, Tereza Virgínia R. Barbosa 2022-01-20 2022-01-20 17 2 7 14 O Aparato Mental Homérico sob as Perspectivas de Onians, Bremmer e Clarke https://periodicos.ufmg.br/index.php/nuntius_antiquus/article/view/35612 <p>Este trabalho busca mostrar as análises feitas por três pesquisadores sobre o aparato mental homérico, cujos principais termos são κῆρ, κραδίη, φρήν/φρένες (ou πραπίδες), νοός, ψυχή e θυμός. Para isso, serão utilizadas as obras de Richard Broxton Onians (1951), <em>The Origins of European Thought</em>: <em>about the Body, the Mind, the Soul, the World, Time, and Fate</em>; Jan Bremmer (1983), <em>The Early Greek Concept of the Soul</em>; e Michael Clarke (1999), <em>Flesh and Spirit in the Songs of Homer: A Study of Words and Myths</em>.</p> Erike Couto Lourenço Copyright (c) 2021 Erike Couto Lourenço 2022-01-20 2022-01-20 17 2 305 327 10.35699/1983-3636.2021.35612 A presença da guerra nos símiles de proteção materna da Ilíada https://periodicos.ufmg.br/index.php/nuntius_antiquus/article/view/35186 <p>Os símiles homéricos não devem ser considerados como elementos destacáveis das narrativas homéricas, mas fortemente vinculados a ela pelos temas que expressam e pelos contextos em que sua inserção ocorre. Por meio da linguagem poética tradicional que os compõe, eles dizem mais do que está explícito na imagem apresentada, pois tendem a possuir um “pano de fundo” implícito que é projetado pelo uso recorrente de certos elementos imagéticos e que, graças à sua tradicionalidade, transmite um significado coeso. Os símiles homéricos que têm como tema a proteção materna têm sido lidos como ternos e próximos do cotidiano do receptor. Essa leitura, no entanto, foi questionada na análise do símile em <em>Il</em>. 16. 7-10 (Pátroclo é comparado a uma menina que chora), para o qual se defendeu uma mãe que foge dos soldados que saqueiam uma cidade e capturam as mulheres e crianças (GACA, 2008). Partindo desse pano de fundo, o presente artigo visa propor uma projeção tradicional semelhante para os símiles em <em>Il</em>. 4. 130-131 (Atena protege Menelau como mãe protege um filho) e <em>Il</em>. 271 (Teucro se abriga atrás de Ájax como filho embaixo da mãe).</p> Gabriela Canazart Copyright (c) 2021 Gabriela Canazart 2022-01-20 2022-01-20 17 2 329 353 10.35699/1983-3636.2021.35186 Recepção Clássica online https://periodicos.ufmg.br/index.php/nuntius_antiquus/article/view/35082 <p>O impacto da rede <em>web </em>nos Estudos de Recepção Clássica tem sido vasto e variado. Este artigo é uma reflexão pessoal sobre a influência de fenómenos técnicos como a digitação massiva, os projetos de <em>database</em>, as redes sociais, as plataformas <em>web </em>comerciais e os blogues, sobre a promissora subdisciplina da recepção clássica. Aqui se discute várias iniciativas online que deixaram a sua marca nesta disciplina, além de se apresentar algumas iniciativas recentes e em preparação, que proporcio- nam um progresso metodológico das redes sociais (Web 2.0) para as redes semânticas (Web 3.0).</p> Henry Stead Copyright (c) 2021 Henry Stead 2022-01-20 2022-01-20 17 2 17 28 10.35699/1983-3636.2021.35082 Ovídio no Twitter https://periodicos.ufmg.br/index.php/nuntius_antiquus/article/view/35495 <p>Neste trabalho, discutiremos os desafios enfrentados pela equipe do projeto de extensão “Contos de mitologia” na adaptação de suas atividades durante o período de isolamento social, tendo como objetivo a divulgação de aspectos da cultura clássica para o público não acadêmico. Para isso, analisaremos alguns exemplos dos materiais que têm sido elaborados em comparação aos que costumavam ser trabalhados presencialmente junto à escola parceira a fim de demonstrar que é possível veicular conteúdo Clássico de modo descontraído, sem perder de vista os referenciais teóricos.</p> Bárbara Gonçalves da Silva Fernanda Cunha Sousa Isadora de Souza Belli Luiza Diniz Araújo Pablo de Moraes Moreira da Silva Copyright (c) 2021 Bárbara Gonçalves da Silva, Fernanda Cunha Sousa, Isadora de Souza Belli, Luiza Diniz Araújo, Pablo de Moraes Moreira da Silva 2022-01-20 2022-01-20 17 2 29 49 10.35699/1983-3636.2021.35495 Fazendo teoria com o léxico grego ou... para degustar reapropriações... https://periodicos.ufmg.br/index.php/nuntius_antiquus/article/view/29622 <p>No artigo, propomos uma teoria da recepção (e da tradução <em>lato sensu</em>) que contempla o movimento temporal das palavras “metempsicose”, “psiquê”, “metamorfose”, “mimese” e “maiêutica”. Transgredimos os campos dos saberes da filosofia, literatura e mitologia para sugerir que a metempsicose, de acordo com Segundo de Chomón (*1871 †1929), pode ser lida como mimese. Nessa leitura, a metempsicose significa a migração da vida para a arte, a (re)materialização do espírito do criador da obra, procedimento que, por fim, estabelece uma maiêutica artística, multiplicando mimeses, gerando crias representadas. Pretendemos mostrar que palavras também se tornam mito e que podem ser entendidas como um autêntico mito em movimento.</p> Tereza Virgínia Ribeiro Barbosa Copyright (c) 2021 Tereza Virgínia Ribeiro Barbosa 2022-01-20 2022-01-20 17 2 51 69 10.35699/1983-3636.2021.29622 The Myth of Narcissus as Ars Poetica https://periodicos.ufmg.br/index.php/nuntius_antiquus/article/view/35083 <p>A popularidade e versatilidade de sentidos por que o mito de Narciso tem sido interpretado é notória. Na literatura portuguesa esse facto é também uma evidência. Por isso, é nosso propósito, nesta reflexão, considerar três poemas da contemporaneidade portuguesa em que o mito de Narciso tem uma linha comum de leitura: a projeção do artista na obra criada.</p> Maria de Fátima Sousa Silva Copyright (c) 2021 Maria de Fátima Silva 2022-01-20 2022-01-20 17 2 71 93 10.35699/1983-3636.2021.35083 Os Clássicos na poesia de Nuno Júdice – o mito de Europa https://periodicos.ufmg.br/index.php/nuntius_antiquus/article/view/35084 <p>Na poesia de Nuno Júdice,3 caracterizada por uma intertextualidade diversificada, é comum o recurso a motivos e figuras da Antiguidade Clássica para interpelar a Modernidade. O mito, linguagem simbólica intemporal e universal, é um domínio especialmente sedutor para o autor português. Cidadão europeu, Júdice dá voz à realidade vivida no velho continente em que se integra com um olhar crítico, recuperando em particular o famoso mito de Europa para o redizer na Contemporaneidade. No presente estudo, através da abordagem de duas composições poéticas, procura-se delinear a imagem que o autor apresenta de uma Europa em que ele próprio se movimenta no quotidiano do final do século XX e do início do século XXI.</p> Susana Marques Pereira Copyright (c) 2021 Susana Marques Pereira 2022-01-20 2022-01-20 17 2 95 106 10.35699/1983-3636.2021.35084 Considerações sobre retórica, poética e recepção na tradução das Cartas de Ovídio chamadas Heroides, de Miguel do Couto Guerreiro (1789) https://periodicos.ufmg.br/index.php/nuntius_antiquus/article/view/29139 <p>Em 1789, o poeta e tradutor Miguel do Couto Guerreiro não só verteu para a língua portuguesa as vinte e uma cartas que tradicionalmente compõem as <em>Heroides </em>de Ovídio como também inventou respostas para as quinze primeiras. Em nossa perspectiva, o sofisticado projeto tradutório de Guerreiro, somado à apreciação crítica feita por ele ao final de cada carta, representa um profícuo momento da recepção das <em>Heroides </em>no Arcadismo português, a partir do qual é possível flagrar preceitos retóricos e poéticos servindo tanto à interpretação quanto à imitação da obra ovidiana. Neste artigo, procederemos à análise de alguns trechos da carta de Ariadne a Teseu (<em>Ep</em>. 10), de modo a ilustrar, com mais detalhe, a síntese entre retórica e poesia elaborada por Ovídio e imitada por Guerreiro, via tradução.</p> João Victor Leite Melo Copyright (c) 2021 João Victor Leite Melo 2022-01-20 2022-01-20 17 2 107 142 10.35699/1983-3636.2021.29139 El tema espinoso de la tradición clásica en El castigo sin venganza de Lope de Vega https://periodicos.ufmg.br/index.php/nuntius_antiquus/article/view/35085 <p>Situación de la tragedia <em>El castigo sin venganza </em>de Lope de Vega en el contexto de la tradición clásica del tema de Fedra e Hipólito.</p> Andrés Pociña Pérez Aurora López López Copyright (c) 2021 Andrés Pociña Pérez, Aurora López López 2022-01-20 2022-01-20 17 2 143 164 10.35699/1983-3636.2021.35085 Estudios griegos y Literatura moderna https://periodicos.ufmg.br/index.php/nuntius_antiquus/article/view/35604 <p>Laura Mestre (1867-1944), una humanista casi desconocida, ha sido la única mujer traductora de ambos poemas homéricos a la lengua española. También tradujo poemas de algunos líricos griegos, clásicos y modernos, así como publicó, de una vasta producción aún inédita, dos libros cercanos ya a su centenario: <em>Estudios griegos </em>(1929) y <em>Literatura Moderna </em>(1930). Con el análisis de ambos se procura rescatar la obra actualmente casi olvidada, ya no solo como traductora, sino como humanista de la que sea una de las primeras o posiblemente la primera mujer latinoamericana consagrada a tales estudios.</p> Elina Miranda Cancela Copyright (c) 2021 Elina Miranda Cancela 2022-01-20 2022-01-20 17 2 165 186 10.35699/1983-3636.2021.35604 ¿’Paramimo’ en Aristófanes? https://periodicos.ufmg.br/index.php/nuntius_antiquus/article/view/29609 <p>Es conocida la capacidad de la comedia antigua para incorporar en su seno citas, adaptaciones, alusiones, parodias o préstamos de obras de diferentes géneros. Detectarlos ha sido una preocupación temprana de comentadores y críticos. En esa dirección, proponemos en este trabajo la hipótesis de que en los primeros versos de <em>Nubes </em>de Aristófanes –de características peculiares, y hasta contrastantes comparadas con el resto de la producción del autor– haya una parodia al género del mimo, por presentar muchas de sus notas más genuinas. Entre otras: un ambiente intimista, caracteres profundamente delineados y la adhesión a una estética realista.</p> Claudia Fernández Copyright (c) 2021 Claudia Fernández 2022-01-20 2022-01-20 17 2 187 216 10.35699/1983-3636.2021.29609 A incorporação de Virgílio por Columela e Paládio https://periodicos.ufmg.br/index.php/nuntius_antiquus/article/view/33641 <p>Este artigo tem o objetivo de determinar como as <em>Geórgicas </em>de Virgílio, com seus aspectos de forma e conteúdo, repercutiram na literatura técnica da Antiguidade. Para isso, tomamos como parte do <em>corpus </em>os tratados de Columela (<em>De re rustica</em>, séc. I d.C.) e de Paládio (<em>Opus agriculturae</em>, séc. V-VI d.C.), tentando identificar passagens ou livros inteiros nos quais o legado das <em>Geórgicas </em>é perceptível. Assim, segundo uma abordagem comparativa, pôde-se constatar que, embora a obra de Virgílio tenha sido muito mais citada por Columela, também marca presença no tratado de Paládio, que “olha para ele”, no <em>Carmen de insitionibus</em>, por intermédio do <em>De re rustica </em>de Columela.</p> Matheus Trevizam Copyright (c) 2021 Matheus Trevizam 2022-01-20 2022-01-20 17 2 217 240 10.35699/1983-3636.2021.33641 A sombra do asno https://periodicos.ufmg.br/index.php/nuntius_antiquus/article/view/29219 <p>Este artigo pretende examinar a recepção de <em>O asno de ouro</em>, de Apuleio (II C.), na literatura infantojuvenil brasileira, notadamente em <em>Os doze trabalhos de Hércules </em>(1944), de Monteiro Lobato, e em <em>O motoqueiro que virou bicho </em>(2012), de Ricardo Azevedo. No primeiro caso, a presença do personagem Lúcio, o asno, em um livro dedicado ao herói grego, revela não só o projeto enciclopédico de Lobato, que não perde oportunidade para apresentar aos leitores iniciantes os grandes textos da literatura universal, mas também reforça, por meio do paralelismo entre ambas as personagens, o valor da educação e da resiliência como fatores de transformação. O segundo caso mira os jovens adultos e está mais próximo de uma adaptação que segue de perto a estrutura do romance antigo, ambientado nos dias de hoje. A ênfase está na passagem da adolescência para a vida adulta, equiparada a uma metamorfose.</p> Adriane da Silva Duarte Copyright (c) 2021 Adriane da Silva Duarte 2022-01-20 2022-01-20 17 2 241 260 10.35699/1983-3636.2021.29219 Elena e os homens ou As estranhas coisas de Paris https://periodicos.ufmg.br/index.php/nuntius_antiquus/article/view/35820 <p>Este artigo está inserido em uma pesquisa mais ampla sobre a recepção do mito de Helena de Troia no cinema. Meu objetivo é analisar o filme <em>Elena et les hom- mes</em>, também conhecido como <em>Paris does Strange Things, </em>dirigido por Jean Renoir. Realizado em 1956, época da guerra de independência a Argélia (1954-1962), ele fic- cionaliza um episódio da vida do General Georges Boulanger (1837-1891), fazendo-o um dos pretendentes da bela princesa polonesa Elena Sorokovska. Busco mostrar como o diretor francês constrói sua protagonista transplantando para as telas material literário relativo à mítica Helena de Troia, conforme a encontramos na <em>Helena </em>de Eurípides, uma obra que é também um libelo pacifista.</p> Maria Cecília de Miranda N. Coelho Copyright (c) 2021 Maria Cecília de Miranda N. Coelho 2022-01-20 2022-01-20 17 2 261 290 10.35699/1983-3636.2021.35820 Seis autores en búsqueda de un personaje https://periodicos.ufmg.br/index.php/nuntius_antiquus/article/view/35081 <p>El presente trabajo forma parte del proyecto <em>La Tradición Clásica en América Latina: Teatro y Cine</em>. En una primera etapa se efectuó la búsqueda temática del personaje de Orfeo en los textos de la tradición grecolatina y su reescritura en la dramaturgia latinoamericana. Por la extensión de la investigación, se previó para una etapa posterior la indagación y el análisis en la transducción de estos textos a la iconografía, música y filmes con el objeto final de crear un espectáculo que pondrá en escena próximamente una visión sobre este elusivo y hermético personaje. Una primera parte ya se ha presentado para su publicación en la Universidade de Coimbra, donde se aborda el análisis de la tradición clásica del mito y su versión latinoamericana más emblemática: el <em>Orfeo de la Concepción </em>de Vinicius de Moraes. En esta segunda parte se analizan dos objetos artísticos no frecuentes en este tipo de trabajos: un cortometraje de José Lacambra y Felipe Restrepo <em>Orfeo y Eurídice </em>(2007), y la ópera <em>Orfeo Chamán </em>(2016) de la compositora austríaca Christina Pluhar.</p> Rómulo Pianacci Copyright (c) 2021 Rómulo Pianacci 2022-01-20 2022-01-20 17 2 291 301 10.35699/1983-3636.2021.35081