Nuntius Antiquus https://periodicos.ufmg.br/index.php/nuntius_antiquus <div id="journalDescription"> <p><em>Nuntius Antiquus</em><em>&nbsp;</em>é um periódico semestral, com avaliação de pares, mantido pela&nbsp;<a href="http://www.letras.ufmg.br/site/">Faculdade de Letras</a>&nbsp;da&nbsp;<a href="https://www.ufmg.br/">Universidade Federal de Minas Gerais</a>&nbsp;(Brasil) desde 2008 e publica artigos científicos tendo como temática culturas e literaturas da Antiguidade e da Idade Média. Tem como missão fomentar a produção científica na área de estudos clássicos e medievais, permitindo a pesquisadores do Brasil e do exterior divulgarem suas pesquisas e contribuírem para o debate e o progresso científico na área. A revista destaca-se como um dos raros periódicos brasileiros voltados estritamente para os domínios da Antiguidade e do Medievo.</p> <p>A revista recebe artigos em fluxo contínuo. No momento em que tivermos artigos suficientes para compor o número, tomamos a liberdade de fechar o volume e de receber novos textos para um próximo número.</p> <p>Não se cobra dos autores pela publicação.</p> <p><strong>Qualis B2</strong>, área de Letras e Linguística, ano-base 2016.</p> </div> Universidade Federal de Minas Gerais pt-BR Nuntius Antiquus 2179-7064 WINKLER, Martin. Ovid on Screen. A Montage of Attractions. Cambridge: Cambridge University Press, 2020. 444 p. https://periodicos.ufmg.br/index.php/nuntius_antiquus/article/view/33175 <p>Resenha do livro WINKLER, Martin. <em>Ovid on Screen. A Montage of Attractions</em>. Cambridge: Cambridge University Press, 2020. 444 p.</p> Júlia Batista Castilho de Avellar Copyright (c) 2021 Júlia Batista Castilho de Avellar 2021-09-17 2021-09-17 17 1 10.35699/1983-3636.2021.33175 Magister vitae, patronus causae: oratória e filosofia platônica na Apologia de Apuleio https://periodicos.ufmg.br/index.php/nuntius_antiquus/article/view/29298 <p>Apuleio de Madaura (124?-170? d.C.) após ser acusado judicialmente de ter usado a magia para seduzir sua esposa, proferiu o discurso conhecido como Apologia. Visto que as demais obras remanescentes desse autor romano do período antonino se referem, direta ou indiretamente, ao platonismo, procura-se, neste artigo, apreciar de que modo e com que efeitos também se identifica na Apologia alguma relação com os escritos de Platão. Nota-se, sobretudo, a elaboração de uma persona retórica baseada na figura de um&nbsp; filósofo acossado por perseguidores incultos, que faz da sua defesa uma defesa da filosofia. Para perceber com mais precisão tal persona filosófica, aborda-se a alusão aos diálogos e a outras obras tomadas como platônicas na argumentação de Apuleio, demonstrando a sua importância desse recurso no tratamento de temas como o amor, a magia e a religião.</p> Paulo Vinícius Perez Bonafina Copyright (c) 2021 Paulo Vinícius Perez Bonafina 2021-09-17 2021-09-17 17 1 10.35699/1983-3636.2021.29298 Escolas filosóficas em contraste e uma tópica platônica em Filóstrato, Vida de Apolônio de Tiana I, VII. https://periodicos.ufmg.br/index.php/nuntius_antiquus/article/view/29212 <p>No trecho I, VII da <em>Vida de Apolônio de Tiana</em>, Filóstrato descreve sinteticamente a adolescência de Apolônio, sua breve estadia em Tarso, até sua mudança para Egas, momento em que Apolônio terá um novo e excêntrico professor. Veremos no trecho por nós previamente traduzido (a) como o do domínio do ático, um preceito estético da segunda sofística, se sobrepõe aos dados históricos ligados ao personagem Apolônio, revelando um exemplar anacronismo, (b) como são expostos alguns traços estereotipados acerca das escolas filosóficas com as quais Apolônio teria tido contato e um retrato de uma harmonia também atípica entre as escolas em contraste, e finalmente (c) como a metáfora do crescer das asas para louvar o desenvolvimento intelectual rumo à vida pitagórica provém de uma tópica platônica, especificamente do <em>Fedro</em> (<em>Phdr</em>. 249c4-256b6).</p> Rogério Gimenes de Campos Copyright (c) 2021 Rogério Gimenes de Campos 2021-09-17 2021-09-17 17 1 10.35699/1983-3636.2021.29212 Como surgiram as orações substantivas em latim? https://periodicos.ufmg.br/index.php/nuntius_antiquus/article/view/26032 <p>Este artigo tem como objetivo revisitar a metodologia empregada por Durham (1901) para descrever a origem das orações substantivas de subjuntivo, a partir do latim de Plauto. Seu objetivo era encontrar exemplares plautinos que pudessem figurar um suposto estágio paratático da língua, do qual teria surgido a hipotaxe em latim. Sendo sua metodologia pouco detalhada e precisa, visou-se aprofundá-la e especificá-la, utilizando instrumental de teorias linguísticas não disponíveis à época, notadamente os conceitos de enunciação, atos de fala e teoria pragmática no geral. Concluiu-se que algumas condições de “harmonização” entre dois verbos paratáticos precisariam ser cumpridas para que o expediente de Durham fosse executado, a fim de se explicar como dois verbos em parataxe podem ser reanalisados em hipotaxe. O artigo segue com algum criticismo sobre o pressuposto de um estágio paratático do latim, algo fundamental à teoria dele. Por fim, uma brevíssima exposição de outra possível abordagem sobre o conjunto de dados por ele recolhido é apresentada, uma visão sincrônica, quantitativa e distribucional.</p> Alex Mazzanti Júnior Copyright (c) 2020 Alex Mazzanti Jr. 2021-09-17 2021-09-17 17 1 10.35699/1983-3636.2021.26032 A nova filosofia da natureza de Francis Bacon como apropriação e ressignificação da física aristotélica https://periodicos.ufmg.br/index.php/nuntius_antiquus/article/view/29019 <p class="western" align="justify">A função deste artigo é investigar a influência do aristotelismo na nova filosofia da natureza do pensador e cientista inglês Francis Bacon, tendo como pano de fundo a obra <em>Novum Organum, </em>publicada no ano de 1620. Em algumas etapas desta obra, Francis Bacon pretende fazer uma apropriação e uma ressignificação de conceitos importantes do aristotelismo, como <em>forma </em>e <em>natureza</em>. Apropriação, pois o paradigma da forma e da natureza enquanto princípios dos seres são retomados por Francis Bacon e constituem pilares importantes do <em>Novum Organum. </em>Ressignificação, visto que Francis Bacon era um grande crítico do aristotelismo como método de conhecer a natureza; o filósofo produziu novas maneiras de aplicar os conceitos do aristotelismo no contexto científico da modernidade. No geral, uma das ideias principais desta obra é apresentar questionamentos e críticas aos aspectos centrais da filosofia de Aristóteles, como os processos predominantemente formais do conhecimento, que acabam por oferecer pouco ou nenhum recurso para as descobertas e invenções no âmbito das ciências naturais. Mas, para além das críticas, a ideia deste artigo será delinear a influência aristotélica presente no <em>Novum Organum, </em>apesar da recusa baconiana ao aristotelismo como método de conhecimento da natureza.</p> Adriel Fonteles de Moura Copyright (c) 2020 Adriel Fonteles de Moura 2021-09-17 2021-09-17 17 1 10.35699/1983-3636.2021.29019 Moralização em cena https://periodicos.ufmg.br/index.php/nuntius_antiquus/article/view/29296 <p>Este artigo discute a função das <em>sententiae</em>, um expediente retórico e moral, presentes na comédia <em>Rudens</em> de Plauto (III-II a. C.). A análise das <em>sententiae</em> contidas no prólogo e em diálogos entre mulheres e escravos permitiu ponderar sobre diferentes interpretações de classicistas modernos (DINTER, 2016; HUNTER, 1989; MOORE, 1998) no que se refere à possibilidade de essas passagens aparentemente admoestadoras serem fonte para uma compreensão efetivamente moralista das comédias plautinas. A leitura que este trabalho propõe é primordialmente contextual, isto é, não avalia as <em>sententiae </em>de forma isolada, mas aponta, sobretudo, para a necessidade de se considerar o contexto intratextual e extratextual da peça, estabelecendo correlações entre <em>sententiae </em>proferidas por personagens com outras passagens com que podem guardar conexões, e observando qual a contribuição das <em>sententiae </em>para o espetáculo dos jogos cênicos (<em>ludi scaenici</em>). Por isso, o estudo assume o texto da comédia em tela sob a perspectiva dos estudos teatrais não-aristotélicos de Florence Dupont (2017), nos quais a autora defende a comédia romana antiga como exemplo de um teatro no qual a performance é irremediavelmente ritualística, pois integra os jogos cênicos; estando a serviço não da <em>mimesis</em>, mas de um ludismo (<em>ludus</em>). As conclusões indicam que as <em>sententiae</em> são parte de uma técnica teatral cômica, sendo proferidas principalmente em cenas de engano, de disputa discursiva entre personagens e em cenas em que se renuncia indiretamente à moral dissimulada pelos personagens mais moralistas da peça, a saber: a divindade Arcturo (<em>Arcturus</em>) e o velho Dêmones (<em>Daemones</em>). Tal renúncia demonstra, portanto, que as <em>sententiae </em>não seriam, afinal, recurso de moralização em <em>Rudens</em>.</p> Rodrigo Felipe Ramos Copyright (c) 2021 Rodrigo Felipe Ramos 2021-09-17 2021-09-17 17 1 10.35699/1983-3636.2021.29296 Tradução dos discursos de Messala no Diálogo dos Oradores https://periodicos.ufmg.br/index.php/nuntius_antiquus/article/view/33152 <p style="margin-left: 1.7cm; margin-right: 1.6cm; margin-bottom: 0.05cm; font-style: normal; line-height: 115%; background: transparent;" align="justify"><span style="font-family: Times, serif;"><span style="font-size: small;"><span style="font-weight: normal;">A</span><span style="font-weight: normal;">presentamos</span> <span style="font-weight: normal;">uma tradução em portugu</span><span style="font-weight: normal;">ês</span><span style="font-weight: normal;"> dos discursos de </span><span style="font-weight: normal;">Vipstano Messala</span><span style="font-weight: normal;"> n’</span><em><span style="font-weight: normal;">O Diálogo dos Oradores</span></em><span style="font-weight: normal;">, de Tácito, bem como </span><span style="font-weight: normal;">o texto</span><span style="font-weight: normal;"> latin</span><span style="font-weight: normal;">o</span><span style="font-weight: normal;"> em que </span><span style="font-weight: normal;">nos</span><span style="font-weight: normal;"> base</span><span style="font-weight: normal;">amos</span><span style="font-weight: normal;">. A tradução foi feita com especial </span><span style="font-weight: normal;">cuidado relativo ao</span><span style="font-weight: normal;"> jargão de doutrina retórica presente n</span><span style="font-weight: normal;">a obra</span><span style="font-weight: normal;">.</span></span></span></p> Victor Chabu Copyright (c) 2021 Victor Chabu 2021-09-17 2021-09-17 17 1 10.35699/1983-3636.2021.33152 A Gigantomaquia Latina (c.m. LII) de Cláudio Claudiano https://periodicos.ufmg.br/index.php/nuntius_antiquus/article/view/29752 <p>O presente trabalho apresenta uma tradução inédita em versos livres do poema <em>Gigantomaquia Latina</em>, de Cláudio Claudiano. O texto, cuja data de composição ainda é desconhecida pelos estudiosos, está localizado no grupo dos poemas menores de Claudiano. Tendo como tema a batalha entre deuses e gigantes ocasionada pela inveja que a Terra sentia dos deuses superiores, o poema, composto em hexâmetros, chegou incompleto aos nossos dias, dispondo apenas de 128 versos. Este trabalho contém, além da tradução com notas acompanhadas do texto original, uma apresentação sobre autor e considerações a respeito do texto que será abordado.</p> Robson Rodrigues Claudino Copyright (c) 2021 Robson Rodrigues Claudino 2021-09-17 2021-09-17 17 1 10.35699/1983-3636.2021.29752 Tradução comentada da carta VII.9 de Plínio, o Jovem https://periodicos.ufmg.br/index.php/nuntius_antiquus/article/view/29302 <p>Apresentamos aqui uma tradução comentada da carta VII.9 (nona carta do sétimo livro) do Epistolário de Plínio, o Jovem, que a nosso ver se configura como uma versão reduzida do capítulo V, livro X, da <em>Instituição Oratória </em>de Quintiliano. Os comentários, portanto, atêm-se aos aspectos retóricos presentes na referida carta.</p> Renato Cardoso Corgosinho Copyright (c) 2021 Renato Cardoso Corgosinho 2021-09-17 2021-09-17 17 1 10.35699/1983-3636.2021.29302 Não se deve seguir o exemplo de Arquitas de Tarento e Deus é defensor e juiz de sua lei https://periodicos.ufmg.br/index.php/nuntius_antiquus/article/view/27000 <p>Em conformidade com nosso projeto, ainda em processo de desenvolvimento, de tradução integral da obra De ira Dei, fornecemos, neste momento, os produtos relativos a seus capítulos XVIII e XIX. Frise-se que estas são as primeiras traduções para a língua portuguesa. Inicialmente, retomamos algumas informações gerais relativas à obra e ao autor Lactâncio, a fim de ambientar aquele que lê nosso trabalho pela primeira vez, algo que também efetuamos nas traduções de Fulgêncio e Ausônio. Na sequência, tratamos brevemente dos capítulos em relevo e de sua proposta de tradução. No capítulo XVIII, Lactâncio sustenta que a ira pode ser justa desde que adequada, questionando a boa fama do filósofo e matemático Arquitas de Tarento, conhecido por seu grande comedimento. No capítulo XIX, ele defende que a ira integra a justiça teológica, de modo que Deus ama os justos e odeia os ímpios. Por fim, o texto de chegada proposto é realizado a partir da edição crítica de Christiane Ingremeau (1982).</p> Cristóvão José dos Santos Júnior Copyright (c) 2021 Cristóvão José dos Santos Júnior 2021-09-17 2021-09-17 17 1 10.35699/1983-3636.2021.27000