ALEITAMENTO MATERNO EM PACIENTES ADMITIDOS EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA PEDIÁTRICA

Autores

  • Julia Coelho Marcuz Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP, Faculdade de Enfermagem, Campinas SP , Brasil, Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP, Faculdade de Enfermagem. Campinas, SP - Brasil. http://orcid.org/0000-0002-5995-2650
  • Suellen Cristina Dias Emidio Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP, Faculdade de Enfermagem, Campinas SP , Brasil, Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP, Faculdade de Enfermagem. Campinas, SP - Brasil. http://orcid.org/0000-0003-2790-0271
  • Elenice Valentim Carmona Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP, Faculdade de Enfermagem, Campinas SP , Brasil, Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP, Faculdade de Enfermagem. Campinas, SP - Brasil. http://orcid.org/0000-0001-9976-3603

DOI:

https://doi.org/10.35699/2316-9389.2021.44530

Palavras-chave:

Unidades de Terapia Intensiva Pediátrica, Hospitalização, Aleitamento Materno, Lactente Desmame, Enfermagem

Resumo

Objetivos: analisar a proporção de aleitamento materno (AM) em pacientes menores de seis meses admitidos na unidade de terapia intensiva pediátrica (UTP), comparar o tipo de AM oferecido na admissão e na alta e verificar, a partir de variáveis quantitativas e qualitativas, grupos com maior proporção de desmame precoce. Método: estudo retrospectivo e longitudinal. Consultados prontuários de lactentes com até seis meses de idade internados entre 2014 e 2016 na UTIP. Os dados coletados foram: o tipo de aleitamento materno na admissão e na alta hospitalar dos lactentes, dados de caracterização das mães e dados clínicos dos pacientes. Os dados foram submetidos à estatística descritiva, com nível de significância de 5%. Resultados: dos 104 prontuários analisados, 46,2% registraram desmame já na admissão. Na alta, apresentaram desmame 13,6% dos admitidos em aleitamento materno exclusivo. Conclusão: nos pacientes admitidos na UTIP de 2014 a 2016, a prevalência de AME (21,1%) foi inferior aos índices nacionais na faixa etária entre zero e seis meses (45,7%), bem como às metas recomendadas pela OMS (acima de 50%). A hospitalização teve relevante impacto no aleitamento, com o total de apenas 38 pacientes tendo alta com algum tipo de aleitamento. Foram significantes para o desmame: tempo de internação; dias de oferecimento de fórmula; e alimentação por cateter enteral.

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Publicado

16-07-2021

Como Citar

1.
Marcuz JC, Emidio SCD, Carmona EV. ALEITAMENTO MATERNO EM PACIENTES ADMITIDOS EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA PEDIÁTRICA. REME Rev Min Enferm. [Internet]. 16º de julho de 2021 [citado 24º de julho de 2024];25(1). Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/reme/article/view/44530

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