https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistapos/issue/feed PÓS: Revista do Programa de Pós-graduação em Artes da EBA/UFMG 2019-11-28T21:11:38-03:00 Ricardo Carvalho de Figueiredo revistapos.ppga@gmail.com Open Journal Systems <p>A Revista PÓS é um periódico eletrônico editado pelo Programa de Pós-graduação em Artes da Universidade Federal de Minas Gerais. Criada em 2011, aceita artigos, ensaios, traduções, ensaios visuais e entrevistas nas seguintes áreas da Arte: Artes Plásticas, Visuais e Interartes; Arte e Experiência Interartes na Educação; Artes da Cena; Cinema; Poéticas Digitais e Preservação do Patrimônio Cultural. São aceitos materiais originais de doutores ou doutorandos. A avaliação e é feita pelo sistema duplo cego. A Revista é de livre acesso para autores e leitores e contém um conselho editorial com grande maioria de membros externos à UFMG, incluindo conselheiros internacionais.</p> https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistapos/article/view/16112 Editorial 2019-11-28T21:01:13-03:00 Ricardo Carvalho de Figueiredo ricaredo@yahoo.com.br Magali Melleu Sehn magmsehn@gmail.com Ana Cristina Carvalho Pereira anacriscpereira@ig.com.br <p align="right"><span style="font-family: 'ZapfEllipt BT';"><span style="font-size: 300%;">Editorial</span></span></p> <p align="justify">&nbsp;</p> <p align="justify"><span style="font-family: 'Myriad Pro';"><span style="font-size: small;">É com satisfação que divulgamos a revista Pós (v.09, n.18, novembro 2019) com a seção temática "Práticas colaborativas nas Artes Visuais", sob a organização e apresentação por uma das nossas editoras-chefes Profa. Dra. Magali Melleu Sehn. A seção temática deste número destina-se principalmente contemplar a linha de pesquisa em Artes Visuais que seria originalmente organizada por um representante da área. Em função de alguns imprevistos, a comissão editorial – por meio de um de seus editores-chefes e com a colaboração do conselho editorial – assumiu a organização, conforme previsto no regulamento da revista. </span></span></p> <p align="justify"><span style="font-family: 'Myriad Pro';"><span style="font-size: small;">Agradecemos a cada membro do Conselho e do Comitê Editorial que nos auxilia na tarefa constante de alavancar o patamar da revista nos diversos movimentos – físicos, políticos, imagéticos – da nossa trajetória acadêmica. Agradecemos também aos diversos colaboradores e avaliadores que, acreditando na seriedade do nosso trabalho, compartilham suas experiências, seus questionamentos, suas pesquisas sobre a arte. </span></span></p> <p align="justify">&nbsp;</p> <p align="justify"><span style="font-family: 'Myriad Pro';"><span style="font-size: small;">Na seção aberta, outras contribuições de relevância nos oferecem reflexões teóricas no vasto e complexo campo da arte.</span></span></p> <p align="justify">&nbsp;</p> <p align="right">&nbsp;</p> <p align="right"><span style="font-family: 'Myriad Pro';"><span style="font-size: small;">Prof. Dr. Ricardo Carvalho de Figueiredo</span></span></p> <p align="right"><span style="font-family: 'Myriad Pro';"><span style="font-size: small;">Profa. Dra. Magali Melleu Sehn</span></span></p> <p align="right"><span style="font-family: 'Myriad Pro';"><span style="font-size: small;">Profa. Dra. Ana Cristina Carvalho Pereira</span></span></p> <p align="right"><span style="font-family: 'Myriad Pro';"><span style="font-size: small;">Editores-Chefes</span></span></p> 2019-11-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2019 Editor Revista Pós https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistapos/article/view/16113 Mapear coletivamente a ditadura argentina e seus restos 2019-11-28T21:01:37-03:00 Hernán Lopez Piñeyro hernanlopezpineyro@gmail.com <p>Este trabalho pretende fazer uma abordagem crítica às práticas cartográficas promovidas por grupos artísticos e desenvolvidas de forma colaborativa. Mais especificamente, é analisada neste artigo uma ação do Grupo de Arte Callejero, <em>Aquí viven genocidas (2001-2006)</em>: uma série de mapas de Buenos Aires onde são indicados os endereços dos genocidas de forma “escrachada” por diferentes organizações sociais e assuntos relacionados à última ditadura militar argentina. Essa cartografia não foi criada em um atelier de artista, mas nas ruas, e tendo como base a proposta de um grupo, formado pela colaboração entre ativistas, a fim de tecer redes de afinidade e promover práticas alternativas de justiça.</p> 2019-11-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2019 Hernán Lopez Piñeyro https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistapos/article/view/16114 O corpo a corpo com um sistema, não se trata de abandoná-lo 2019-11-28T21:02:01-03:00 Ana Pato pato.ana@gmail.com Joana Zatz Mussi joanazatzmussi@gmail.com <p class="BodyA">Esse ensaio é um exercício de conversação e foi guiado por duas ideias, de um lado, a convicção de que estamos envolvidas por uma atmosfera marcada por diálogos impossíveis e que diante da impossibilidade de falar sobre assuntos discordantes, de escutar os outros, de perceber para além de nós mesmas/os, estamos correndo em círculos, na tentativa de solucionar falsos problemas. Em segundo, o desejo de conversar mais sobre dúvidas que permeiam nossas pesquisas e práticas no campo da arte. Nesse diálogo, discutiremos as possíveis relações que podem ser estabelecidas entre a “arte engajada” e a “arte arquivista”, acreditando que assim podemos formalizar publicamente um exercício de colaboração entre nós, que já existe há algum tempo e agora tem ganhado novos contornos.</p> 2019-11-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2019 Ana Pato, Joana Zatz Mussi https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistapos/article/view/16116 A partilha do comum na performance Contra X Tempo: Processo criativo colaborativo como ato estético e político 2019-11-28T21:02:26-03:00 Hugo Fortes hugofortesberlin@yahoo.com.br Yiftah Peled yiftahpeled64@gmail.com Marcos Martins marcosmartins.urbe@gmail.com Tiago Cardoso Gomes tiagogomes.art@gmail.com Luciana Magno lulumagno@yahoo.com.br Leandra Espírito Santo le_espiritosanto@yaho.com.br Síssi Fonseca sissifonseca@yahoo.com.br <p>Este texto apresenta reflexões sobre o processo colaborativo de criação da performance coletiva Contra X Tempo. O trabalho consistia de sete ações performáticas criadas pelos artistas, que eram executadas concomitantemente por cada um dos integrantes em um mesmo espaço. Criou-se uma espécie de circuito, no qual cada artista realizava uma ação por um determinado tempo e a seguir passava a realizar outra ação proposta pelo colega, em um processo de compartilhamento. O trabalho lidou com a qualidade central da ação política -&nbsp;&nbsp;alteridade – o estado que se constitui através de relações de diferença ou a capacidade de colocar-se no lugar do outro e partilhar o espaço comum.</p> <p>Palavras-chave: Processo colaborativo, performance, política</p> 2019-11-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2019 Hugo Fortes, Yiftah Peled, Marcos Martins, Tiago Cardoso Gomes, Luciana Magno, Leandra Espírito Santo, Síssi Fonseca https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistapos/article/view/16117 Sentir em rede: net-ativismo estético na ação colaborativa Letters to the Earth 2019-11-28T21:02:53-03:00 Marina Magalhães marinamagalhaes@msn.com <p class="Corpo">As novas tecnologias comunicativas inauguraram formas distintas de ações colaborativas que atravessam diversos campos da vida cotidiana, transformando também a esfera do sentir. Neste artigo convidamos a pensar as redes na dimensão da sua sensibilidade ecológica, a partir de colaborações que superem as grandes separações do pensamento ocidental – entre o humano, a técnica e a natureza– e contemporizem a complexidade dos nossos dias. Adotamos, teoricamente, o conceito de net-ativismo, a fim de entender como as novas formas de poder e de ativismo atravessam a esfera do sentir para, empiricamente, lançamos um olhar para o experimento colaborativo artístico <em>Letters to the Earth</em>.</p> 2019-11-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2019 Marina Magalhães https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistapos/article/view/16118 Por uma epistemologia estética: do pensamento colaborativo nas artes plásticas e visuais às práticas contemporâneas de community-based art e seus novos artistas-tipo 2019-11-28T21:03:23-03:00 Rachel Falcão Costa rachelfalcaoc@yahoo.com.br <p>Este artigo propõe a apresentação de um panorama do passado, do presente e, quiçá, do futuro, do universo das práticas artísticas colaborativas, com ênfase nas práticas de <em>community-based art</em>, realizando articulações entre ações, pensamentos e conceitos que nos permitem identificar os elementos necessários àquilo que consideramos ser o desenvolvimento de uma “epistemologia estética” que estaria em curso – processo no qual entendemos que o artista contemporâneo desempenha um papel fundamental.</p> 2019-11-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2019 Rachel Falcão Costa https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistapos/article/view/16119 Prática artística em comunidade indígena Kaingang: Por uma metodologia colaborativa 2019-11-28T21:03:48-03:00 Kalinka Lorenci Mallmann kalinkamallmann@gmail.com Andreia Machado Oliveira andreiaoliveira.br@gmail.com Marcelo Eugenio Soares Pereira marceloeugenio85@gmail.com <p>A experiência proporcionada pelo projeto artístico DNA afetivo kamê e kanhru torna-se referência para estarmos pensando em modos de fazer colaborativos em arte. Sendo assim, esse artigo pretende abordar como as práticas artísticas colaborativas em comunidade se constituem, atentando para seus elementos principais e suas especificidades. Desse modo, problematiza-se as noções de uma proposição em arte colaborativa, buscando responder alguns aspectos relevantes como: Qual é o lugar do artista e sua atuação? Como conceber o tempo dessas práticas socialmente engajadas, ao desafiar o tempo limitado da arte como espetáculo? Quem é o público dessas práticas em comunidade? Como falar de uma autoria colaborativa e de que forma se apreende essas práticas em fluxo, abertas e descentralizadas, a partir do sistema artístico?</p> 2019-11-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2019 Kalinka Lorenci Mallmann, Andreia Machado Oliveira, Marcelo Eugenio Soares https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistapos/article/view/16120 GIA e PO RO: Práticas artísticas colaborativas e a produção pública do espaço urbano 2019-11-28T21:04:23-03:00 Ludmila Britto ludmilabritto@gmail.com Marcelo Faria marcelo.faria65@gmail.com <p>O texto pretende discutir a importância da ação de alguns coletivos artísticos como parte importante de produção social do espaço nas cidades contemporâneas. Compreende a cidade como um conjunto de territórios – como multiterritorialidade –, dotada de fronteiras definidos a partir de múltiplas trajetórias que nela se manifestam. Investiga algumas ações dos coletivos PORO e GIA e procura interpretar sua importância como ação contra hegemônica de produção do espaço, abrindo possibilidades novas de interpretação e apropriação espacial da cidade, concebendo-a como espaço público.</p> 2019-11-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2019 Ludmila Britto, Marcelo Faria https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistapos/article/view/16121 Atrocidades Maravilhosas e Tupinambá Lambido: ocupações imagéticas na cidade do Rio de Janeiro entre Afeto Política e Arte 2019-11-28T21:05:14-03:00 Laura Burocco brasil_aura@yahoo.com.br <p>O artigo apresenta as duas campanhas de lambe lambe que o coletivo Tupinambá Lambido realizou no biênio 2017/2018 dentro de um movimento nacional chamado Aparelhamento que consegui financiar de forma autônoma 46 intervenções&nbsp;contra o estado de exceção e retrocesso no qual o país se encontra. As campanhas são observadas&nbsp;a partir de uma perspectiva histórica que as liga ao Atrocidade Maravilhosa, coletivo ativo no começo de 2000 ao qual uns dos integrantes do Tupinambá faziam parte. Ao analisar as duas intervenções observa-se a forma que os artistas vêm modificando e repensando a própria ação ao longo desse tempo a partir das mudanças da sociedade e do próprio entendimento do trabalho de arte.&nbsp;</p> <p>&nbsp;</p> <p>&nbsp;</p> 2019-11-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2019 Laura Burocco https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistapos/article/view/16122 A metodologia colaborativa em artes visuais como processo poético 2019-11-28T21:05:59-03:00 Claudia Vicari Zanatta claudia.zanatta@ufrgs.br <p>O artigo propõe uma breve análise sobre práticas colaborativas e seus processos a partir dos exemplos de propostas dos artistas Francis Alys, Santiago Sierra e do grupo Frente 3 de Fevereiro. São enfocados alguns aspectos dos processos colaborativos articulados por tais propostas e, a partir deles, se diferencia prática colaborativa de criação colaborativa e se propõe a metodologia colaborativa como um processo poético.</p> 2019-11-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2019 claudia vicari zanatta https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistapos/article/view/16123 Valsa com Bashir: Táticas, territórios, espaços e resistência da arte 2019-11-28T21:06:25-03:00 Ana Cláudia de Freitas Resende aclaudiaresende@yahoo.com <p>Este trabalho celebra a homenagem da Revista Pós à artista Cláudia Paim, fundamentando-se na importância da obra “Táticas de Artistas na América Latina”, e propondo, de forma ousada, extrapolar seus estudos, aplicando-os às práticas colaborativas na Sétima Arte, em Israel. Para isso, toma-se como objeto de estudo o filme <em>Valsa com Bashir</em> (2009), um documentário em animação, que se atreve a entrelaçar os universos ficcional e não ficcional, aparentemente antagônicos. Enfatiza-se, aqui, a criação artística e a formação de redes de colaboradores, que ultrapassou limites conceituais, técnicos, orçamentários e geográficos, culminando no reconhecimento internacional.</p> 2019-11-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2019 Ana Cláudia de Freitas Resende https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistapos/article/view/16124 Molduras e carimbos da comporeirdade em Fernanda Magalhães: Ações artísticas colaborativas em favor da diferença 2019-11-28T21:07:06-03:00 Júlia Mello juliaalmeidademello@gmail.com <p>São analisadas duas ações colaborativas direcionadas por Fernanda Magalhães em prol da visibilidade da mulher gorda: “Classificações científicas da obesidade” (1997) e “Ação 8” (2006). Magalhães, em conjunto com outras mulheres, confronta exclusões sociais nos permitindo uma leitura que caminha para a desconstrução de convenções que permeiam o imaginário cultural, elaboradas&nbsp;a partir de elementos da tradição da história da arte. Apartir de autoras como Lynda Nead (1992), Almazán e Clavo (2007) e Rosalyn Deutsche (2008), buscamos entrelaçar arte e política levando em conta a potência do corpo e das ações conjuntas na transgressão de discursos hegemônicos.&nbsp;</p> 2019-11-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2019 Júlia Mello https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistapos/article/view/16125 Los Ingobernables: Arte, Hackers, Colaboratividad y Resiliencia en la era de la Cultura Postdigital 2019-11-28T21:07:44-03:00 Fernando Luiz Ferreira Rabelo ferluife@doctor.upv.es <p class="western" style="margin-bottom: 0.42cm; line-height: 150%;" align="justify"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: medium;">El artículo presenta un enfoque histórico sobre el movimiento de los laboratorios de hackers, los Hacklabs, que conllevaron una importante escena política, cultural y artística en España a principios de los años 2000. Especifica los principios estructurales de esos ambientes construidos por la producción colaborativa, la gestión autónoma, la reutilización de tecnologías, las prácticas artísticas y el software libre. Además de la contextualización histórica presenta dos actuales espacios colaborativos situados en Madrid –los centros sociales La Tabacalera y La Ingobernable– que actualmente continúan <span style="background: transparent;">practicando</span> métodos de resiliencia tecnológica y social en un periodo Postdigital.</span></span></span></p> 2019-11-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2019 Fernando Luiz Ferreira Rabelo https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistapos/article/view/16111 O “cinema” cantado dos Maxakali 2019-11-28T21:08:21-03:00 Charles A. P. Bicalho charlesbicalho@gmail.com <p>Um estudo sobre aspectos da imagem na arte verbal dos Maxakali ou <em>Tikmû’ûn</em>, povo indígena que habita Minas Gerais. Com população em torno de 2000 indivíduos, os Maxakali falam sua língua ancestral, o Maxakali, do tronco linguístico Macro-Gê. Seus cantos rituais, chamados <em>yãmîy</em>, são pródigos na apresentação de imagens que descrevem elementos de seu mundo terreno e espiritual. Objetos, personagens, cenários, cenas e diálogos que compõem suas narrativas tradicionais emergem condensados em seus cantos durante seus rituais <em>yãmîyxop</em>. Compostos segundo um método ideogrâmico e emitidos em certa sequência, os cantos rituais <em>yãmîy</em> dão aos rituais maxakalis um caráter proto-cinematográfico, uma vez que evocam imagens sequenciais para narrar.</p> 2019-11-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2019 Charles A. P. Bicalho https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistapos/article/view/16115 Revisitando Edward Yang. Imagética, autoficção e temporalidade 2019-11-28T21:08:51-03:00 Marcos Aurélio Felipe aurelio.felipe@uol.com.br <p><strong>RESUMO&nbsp;</strong>– Consiste no estudo da imagética, da história e da temporalidade em Edward Yang. Busca investigar como essas dimensões são configuradas em um&nbsp;<em>regime de imagéité</em>que, a partir da concepção de rede cinematográfica, estrutura-se em graus de aproximações e distanciamentos entre visibilidade e invisiblidade, na materialidade narrativa da história e na temporalidade labiríntica e circular. Com a análise fílmica e contextual de&nbsp;<em>Aquele dia na praia</em>(1983),&nbsp;<em>Um dia quente de verão</em>(1991) e&nbsp;<em>As coisas simples da vida</em>(2000), conclui-se que, ao configurarem regimes narrativos sobre questões centrais do cinema (imagéticos, históricos e temporais), os filmes se constituem como linguagem na dialética com a realidade que abordam e com o mundo histórico que (re)inventam, com doses significativas de autoficcionalização e intersecção entre histórias individuais e coletivas.</p> <p><strong>Palavras-chave</strong>: Edward Yang. Regimes narrativos.&nbsp;Linguagem do cinema.</p> <p align="center"><strong>&nbsp;</strong></p> <p><strong>Edward Yang Revisited – Imagery, autofiction and temporality</strong><strong>&nbsp;</strong></p> <p><strong>ABSTRACT</strong>– This study deals with imagery, history and temporality in the Edward Yang. The aim of this study is to investigate how these dimensions are configured through a&nbsp;<em>regime de imagéité&nbsp;</em>(regime of imagery) that, based on the conception of the cinematographic network, is degrees of closeness and distance of visibility and invisibility, is formed by the narrative materiality of the story, its labyrinthine and circular temporality, and in. A contextual and filmic analysis of&nbsp;&nbsp;<em>That day, on the beach</em>(1983),<em>&nbsp;</em><em>A brighter summer day</em>(1991) and&nbsp;<em>Yi Yi</em>(2000), was carried out. Results show that, through the configuration of narrative regimes regarding the central questions of cinema (imagery, history and temporality), these films are constituted as language, while also being constituted in a dialectical relationship with the social reality that they address and with the historical world that they (re)invent, (trans)figure and (de)construct, with significant doses of autofiction and intersection between individual and collective histories.&nbsp;&nbsp;</p> <p><strong>Keywords</strong>: Edward Yang. Narrative Regimes. Language of cinema.</p> 2019-11-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2019 Marcos Aurélio Felipe https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistapos/article/view/16126 Suspender o tempo e o espaço: O corpo visto sob a lente do conceito japonês de Ma 2019-11-28T21:09:16-03:00 maria cristina Elias Meneghetti cristinaelias09@gmail.com Priscila Arantes priscila.a.c.arantes@gmail.com <p><em>Ma</em> significa vazio, espaço, tempo ou pausa e sua origem está correlacionada às ideias de transitoriedade e incompletude características da estética Zen-budista. Mais do que um conceito, <em>ma</em> é um <em>modus operandi</em> na vida cotidiana japonesa, que ilustra um intervalo de espaço-tempo disponível para a materialização de eventos em potencial, onde infinitas combinações sígnicas podem acontecer. Neste artigo, abordaremos a aplicação de <em>ma</em> enquanto princípio condutor da criação bem como da apreciação de obras na área das artes do corpo. O corpo será tratado com um corpo-em-processo com total disponibilidade para a <em>interação</em> com outras mídias na produção de sentido.</p> 2019-11-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2019 maria cristina Elias Meneghetti, Priscila Arantes https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistapos/article/view/16128 Os corpos insensatos de Laurent Goldring 2019-11-28T21:09:43-03:00 osvaldo Fontes Filho osvaldo.fontes@unifesp.br <p><strong>Este artigo expõe alguns elementos condicionantes do trabalho de Laurent Goldring em torno da representação do corpo cênico. Artista influente na renovação da videografia e coreografia dos últimos 20 anos, Goldring articula particular espaço de expressão, entre fotografias e vídeos, no qual o corpo humano aparece em uma estranheza renovada, para não dizer alucinante, por força da desconstrução de suas habituais posturas e simbolizações. È examinado, ainda, o reflexo de suas imagens em algumas arquiteturas coreográficas recentes.</strong></p> 2019-11-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2019 osvaldo Fontes Filho https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistapos/article/view/16130 A Revista Martín Fierro e a promoção das artes de vanguarda na Argentina 2019-11-28T21:10:06-03:00 Helaine Nolasco Queiroz helaineq@hotmail.com <p>O presente artigo examina como a iniciativa coletiva que faz circular a revista <em>Martín Fierro</em> favorece a consolidação do campo artístico, especialmente o das vanguardas, na Argentina durante a década de 1920. As críticas e reproduções de artes plásticas na publicação permitem traçar um panorama da produção artística no período e perceber as interpretações e o impacto da arte de vanguarda no público de Buenos Aires. Pretende-se perceber como se dá a recepção da arte moderna pelos argentinos, o papel pedagógico assumido por <em>Martín Fierro</em> de ensinar o público a apreciar e entender a arte de vanguarda, além de suas iniciativas para promover artistas, espaços e instituições.</p> 2019-11-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2019 Helaine Nolasco Queiroz https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistapos/article/view/16131 Ressignificações da Paisagem na década de 1970: Manfredo Souzanetto e Décio Noviello nos Salões Nacionais de Arte 2019-11-28T21:10:31-03:00 Rodrigo Vivas rodvivas@gmail.com <p class="Normal1">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Os Salões Nacionais de Arte, ocorridos no Museu de Arte da Pampulha em Belo Horizonte, notabilizaram-se por selecionar e premiar um conjunto de obras artísticas, muitas das quais foram incorporadas ao acervo do museu. Na década de 1970, a discussão da Paisagem torna-se recorrente na apresentação das propostas dos artistas. Para desenvolvimento dessa discussão selecionamos as obras premiadas dos artistas Manfredo Souzanetto e Décio Noviello.</p> 2019-11-20T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2019 Rodrigo Vivas https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistapos/article/view/16129 Resenha da tese de Doutorado de Ana Del Tabor Vasconcelos Magalhães 2019-11-28T21:11:09-03:00 Ana Mae Barbosa anamaebarbosa@gmail.com <p align="justify"><span style="font-family: 'Myriad Pro';">MAGALHÃES, Ana Del Tabor Vasconcelos. <em>Experiências de ensinar / aprender artes visuais:</em> o estágio curricular como campo de investigação na formação inicial docente. Orientadora Profa. Dra. Lúcia Gouveia Pimentel. 2019. (194p.) (Doutorado em Artes Visuais) - Escola de Belas Artes, Programa de Pós- Graduação em Artes, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2019. Resenha de: BARBOSA, Ana Mae Tavares Bastos. <em>Revista Pós,</em> EBA/UFMG, Belo Horizonte, v.9, n. 18, nov. 2019.</span></p> 2019-11-18T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2019 Ana Mae Barbosa https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistapos/article/view/16127 La transteatralización está fundamentalmente en lo mediático – Entrevista a Jorge Dubatti 2019-11-28T21:11:38-03:00 Mariana de Lima e Muniz marianamuniz32@gmail.com <p>Entrevista a Jorge Dubatti que é crítico teatral e catedrático de História Universal do Teatro na Universidad de Buenos Aires. É escritor de vários livros sobre a Filosofia do Teatro e baseia sua análise no acontecimento teatral em co-presença física e espacial de artistas e público gerando poiesis, no convívio dos corpos viventes. Foi supervisor de estágio Pós-doutoral realizado por XXXXX na Unversidad de Buenos Aires com financiamento da CAPES que originou esta conversa.</p> 2019-11-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2019 Mariana de Lima e Muniz