PÓS: Revista do Programa de Pós-graduação em Artes da EBA/UFMG https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistapos <p>A Revista PÓS é um periódico eletrônico editado pelo Programa de Pós-graduação em Artes da Universidade Federal de Minas Gerais. Criada em 2011, aceita artigos, ensaios, traduções, ensaios visuais e entrevistas nas seguintes áreas da Arte: Artes Plásticas, Visuais e Interartes; Arte e Experiência Interartes na Educação; Artes da Cena; Cinema; Poéticas Digitais e Preservação do Patrimônio Cultural. São aceitos materiais originais de doutores ou doutorandos. A avaliação e é feita pelo sistema duplo cego. A Revista é de livre acesso para autores e leitores e contém um conselho editorial com grande maioria de membros externos à UFMG, incluindo conselheiros internacionais.</p> <p>O presente trabalho foi realizado com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior -Brasil (CAPES) - Código de Financiamento 001</p> Universidade Federal de Minas Gerais pt-BR PÓS: Revista do Programa de Pós-graduação em Artes da EBA/UFMG 1982-9507 <p>Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:</p> <ol type="a"> <ol type="a"> <li class="show">Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a&nbsp;<a href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/" target="_blank" rel="noopener">Licença Creative Commons Attribution</a>&nbsp;que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.</li> <li class="show">Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.</li> <li class="show">Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado</li> <li class="show">É responsabilidade dos autores a obtenção da permissão por escrito para usar em seus artigos materiais protegidos por lei de Direitos Autorais. A Revista PÓS não é responsável por quebras de direitos autorais feitas por seus colaboradores.</li> </ol> </ol> Editorial https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistapos/article/view/26136 Editor Revista Pós Copyright (c) 2020 Editor Revista Pós https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2020-11-29 2020-11-29 10 20 7 7 Embates da descolonialidade e as pautas (não tão) ocultas dos museus https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistapos/article/view/19685 <p>Em um cenário em que a arte se tornou política, uma questão fundamental se impõe: entender o lugar dessa arte política. Para muitos, os espaços apropriados para a instauração da arte, de qualquer arte, continuam sendo as instituições de arte, em especial o museu e suas exposições, apesar das contradições sociais que norteiam suas políticas e ações. Neste estudo, com base nas incisões descoloniais de Walter Mignolo, Anibal Quijano, Eduardo Viveiros de Castro e Pedro Pablo Gómez, buscamos investigar as complexidades envolvidas na construção e na recepção da mostra “A Cor do Brasil”, realizada no Museu de Arte do Rio entre 2016 e 2017, tendo como pano de fundo os processos da descolonialidade.</p> Luiz Sérgio de Oliveira Copyright (c) 2020 Luiz Sérgio de Oliveira https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2020-11-29 2020-11-29 10 20 216 231 10.35699/2237-5864.2020.19685 Uma poética de dispositivos artísticos com aparatos computacionais https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistapos/article/view/20713 <p>Este artigo trata de experimentos artísticos com aparatos computacionais, apresentando a ideia de uma Poética de Heterogêneses. Neste âmbito, propomos o entendimento de modos de composição que lidam com materiais e formas de pensamento que são tratados de formas distintas pelos campos da Arte, Ciência e Tecnologia. O texto correlaciona estudos de cunho técnológico, como os de Kowalski(1970), Robinson(2008) e Fuller(2008), aos de reflexões contemporâneas sobre Arte, como os de Bishop(2012), Broeckmann(1997), Deleuze(1992;2005), Duguet(1988) e Goffey(2009) e, a partir desta correlação, desloca conceitos como Aparelho, Aparato, Algoritmo, Composição e Dispositivo, reorientando-os a fim de erguer as bases de uma poética que se coloca entre Arte, Ciência e Tecnologia.</p> Leonardo Silva Souza Copyright (c) 2020 Leonardo Silva Souza https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2020-11-29 2020-11-29 10 20 232 254 10.35699/2237-5864.2020.20713 Perspectives on Art-Education as an interdisciplinary practice https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistapos/article/view/20724 <p>This paper presents a sample of art education experiences that I have been privileged to<br />explore over 40 years. This has involved developing rationales that were required to apply<br />to the new technologies emerging in art education in 1985. My research in this area<br />included media workshops in England, Europe and South America. The new ‘cultures’ of communication and new technologies in 21st century continue to expand our understanding of both the universe and the diverse ecosystems on our planet. We live in the age of interdisciplinary practice, which provides new opportunities for artists to collaborate with scientists and mathematicians.</p> Peter Worrall Copyright (c) 2020 Peter Worrall https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2020-11-29 2020-11-29 10 20 11 20 10.35699/2237-5864.2020.20724 Práxis Interartística & Experiência Relacional nos Processos Pedagógicos https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistapos/article/view/20694 <p>O artigo investiga como as experiências relacionais que podem modificar a prática artística no espaço educativo. Pretendemos mostrar como os métodos interdisciplinares que integram o campo da arte, do design, da moda e da arquitetura são orientados pelas vivências das práxis interartísticas nas experiências de integração de ateliers em programas de residências inseridas no espaço escolar. Trata-se de examinar como a vivência de programas interdisciplinares estrutura as ações pedagógicas, sensibilizando os educandos para a noção da co-criação. Nosso artigo explora as ideias elaboradas por Roland Barthes a respeito do viver junto, tomando como elemento conceitual o sentido da estética da delicadeza. O propósito do texto é colocar em questão os métodos de trabalho utilizados na partilha do ato criativo.</p> Angelica Oliveira Adverse Copyright (c) 2020 Angelica Oliveira Adverse https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2020-12-01 2020-12-01 10 20 21 55 10.35699/2237-5864.2020.20694 “E daí?”, afinal “Para que história?” https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistapos/article/view/20643 <p>Não há retrocesso, somente a constelação de tempos heterogêneos saturados de agoras. Esse texto é dedicado a atos de resistência como reação, contrariedade, oposição, insubmissão, persistência, sobrevivência. Como matéria e atributo da história e da memória, potências de reconhecimento e reverberação desses modos de existência. Formas de atuação política. Sua escrita seguiu a atualização de uma pergunta designada, em 1983, como título de um texto em defesa da história e memória para a revitalização e fortalecimento de um campo de conhecimento dedicado à investigação das delicadas e potentes relações entre arte e educação: “Para que história?”</p> Rita Luciana Berti Bredariolli Copyright (c) 2020 rita bredariolli https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2020-11-29 2020-11-29 10 20 56 71 10.35699/2237-5864.2020.20643 Artes e bem-estar psicológico https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistapos/article/view/20711 <p>A relação entre artes e bem-estar tem sido reconhecida em inúmeros estudos, incluindo aqueles realizados em âmbitos da saúde, da terapia e da educação. Da música às artes visuais, passando pelo cinema e pela fotografia, a artes foram e são recursos de primeira ordem não apenas para a cura, mas sobretudo para a prevenção e para a promoção da saúde e do bem-estar psicológico. Neste artigo, a partir do reconhecimento do valor terapêutico das artes, identificamos suas conexões com os cinco elementos do modelo teórico de bem-estar desenvolvido por Martin Seligman (o PERMA) e, assim, sugerimos que as artes devam ser reconhecidas como intervenções positivas sob o amplo panorama da Psicologia Positiva.</p> Andrea Gilraldez-Hayes Copyright (c) 2020 Andrea Gilraldez https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2020-12-01 2020-12-01 10 20 72 85 10.35699/2237-5864.2020.20711 Desbordar como contraconduta https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistapos/article/view/20667 <p>O presente trabalho apresenta algumas reflexões a partir de encontros e diálogos desenvolvidos na oficina intitulada <em>Desbordar</em> desenvolvida com usuários do serviço de saúde mental no Hospital-dia Casa Verde, localizado na Zona Sul do Rio de Janeiro. O texto é construído a partir de uma polifonia ecoada das vozes dos pacientes e das pesquisas desenvolvidas pelas autoras frente a percepções sobre a linguagem; e a partir também do método proposto, em que as amarras da linguagem, das imagens e das palavras são liberados de uma homogeneização prisional, de um modelo único e limitante.</p> Mariana Guimaraes Gabriela Serfaty Copyright (c) 2020 Mariana Guimaraes, Gabriela Serfaty https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2020-11-29 2020-11-29 10 20 86 101 10.35699/2237-5864.2020.20667 Educação artística e superação de vulnerabilidades https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistapos/article/view/20453 <p>A identidade do sujeito com deficiência também é construída pela visão social que o estigmatiza a partir de um habitus incapacitante ditado pela esfera econômica e de consumo. A prática de disciplinas artísticas oferece espaços para a autoexploração, expressão, aceitação e inclusão, e promove atitudes saudáveis de autoconhecimento e autoestima. Contribui para a superação de estados de vulnerabilidade, porque constrói uma representação social da deficiência que valoriza a singularidade e o reposicionamento social da diversidade. O Teatro, entendido como manifestação artística contextualizada, possibilita processos de crescimento pessoal e grupal. Através da produção artística teatral, cada membro, de acordo com suas habilidades, adquire mais autonomia e, ao mesmo tempo, fortalece sua identidade.</p> Sara Torres Ester Trozzo Soledad Soria Copyright (c) 2020 Sara Torres, Ester Trozzo, Soledad Soria https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2020-12-02 2020-12-02 10 20 102 130 10.35699/2237-5864.2020.20453 Arte no aterro https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistapos/article/view/20683 <p>Este texto traça uma reflexão sobre o evento “Arte no Aterro – um mês de arte pública” realizado por Frederico Morais em 1968, a partir da relação entre arte, educação e política. Busca evidenciar ações políticas governamentais antidemocráticas e autoritárias que podem apontar caminhos para a atuação de professores-artistas em tempos de opressão. Para tanto, resvala na questão do ensino de artes visuais, e ainda, no pensamento sobre a necessidade de uma resistência política para uma permanente atuação artística e educativa.</p> Tiago Samuel Bassani Copyright (c) 2020 Tiago Samuel Bassani https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2020-11-29 2020-11-29 10 20 131 146 10.35699/2237-5864.2020.20683 Sobre experiências interartes e educação https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistapos/article/view/20652 <p>Durante 22 anos o Grupo Giramundo Teatro de Bonecos firmou um convênio com a UFMG, promovendo, entre outros, convívios estéticos entre alunos e professores. Maria do Carmo Vivacqua Martins (Madu) e Terezinha Veloso, cofundadoras do grupo, atuaram como professoras-artistas na Escola de Belas Artes/UFMG, mantendo, concomitantemente, produções artísticas individuais e coletivas. A partir da imagem disparadora de um(a) boneco(a) e uma pintura como agenciadores da interdisciplinaridade, este artigo visa compreender a presença do(a) boneco(a) sob a perspectiva dos estudos interartes e da Educação e, a práxis-poiesis de ambas as professoras-artistas, mediante uma investigação qualitativa (percepções e construção social de sentido) por meio da A/R/Tografia: metodologia poética que evidencia a identidade dos artistas.</p> Cássia Macieira Copyright (c) 2020 Prof. Cássia Macieira https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2021-01-12 2021-01-12 10 20 147 161 10.35699/2237-5864.2020.20652 Experimentações com o Cordel no jogo teatral https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistapos/article/view/19897 <p>Pretende-se analisar estratégias e abordagens de cruzamento entre o jogo teatral na sala de aula e a literatura de cordel, visando o aprimoramento dos estudantes em cena e uma aproximação com o cordel e suas características. Os procedimentos têm em vista uma experiência multidisciplinar na qual alunos participantes possam vivenciar aspectos fundamentais dos jogos teatrais e da literatura de cordel tradicional. A experimentação conjunta parte de aspectos fundamentais da escrita de cordel: a métrica e a rima, que se transformam em regras de jogo nas proposições metodológicas. Da mesma maneira, os aspectos fundamentais para os jogos spolinianos – o “quem”, o “onde” e o “o quê” – podem servir de princípio para a produção de folhetos, incentivando a produção de dramaturgias em cordel.</p> Lara Barbosa Couto Elton Linton Oliveira Magalhães Copyright (c) 2020 LARA BARBOSA COUTO, Elton Magalhães https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2020-12-10 2020-12-10 10 20 162 180 10.35699/2237-5864.2020.19897 Circulação, recepção e apropriação do método de ensino do desenho de Louise Artus-Perrelet https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistapos/article/view/20508 <p>O método de ensino do desenho para crianças da arte-educadora Louise Artus-Perrelet foi sistematizado no livro <em>Le Dessin au Service de l’Éducation</em>, traduzido e publicado no Brasil em 1930, quando a autora visitou o país para conferências. O trabalho de Artus-Perrelet é analisado como proposta de educação estética na formação de professores primários, relacionando-o aos princípios modernistas na arte e ao movimento da Escola Nova. Artus-Perrelet dialoga com processos pedagógicos e de criação de Paul Klee e Wassily Kandinsky, professores na Escola Bauhaus, e com a pedagogia ativa genebrina. Seu método foi apropriado no contexto brasileiro por meio de relatos da poeta Cecília Meireles publicados no Rio de Janeiro, e no trabalho de seu aluno Jean-Pierre Chabloz, artista plástico e educador.</p> <p>&nbsp;</p> Marilene Oliveira Almeida Maria do Carmo de Freitas Veneroso Regina Helena de Freitas Campos Copyright (c) 2020 MARILENE OLIVEIRA ALMEIDA, Maria do Carmo de Freitas Veneroso , Regina Helena de Freitas Campos https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2020-11-29 2020-11-29 10 20 181 215 10.35699/2237-5864.2020.20508 Cena e página https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistapos/article/view/20365 <p>Se a pesquisa em artes é um assunto ainda em discussão, isso é ainda maior se o recorte for a dança. &nbsp;Este artigo enfoca especificamente os problemas gerados pelas teses focadas na criação cênica. Em geral, estes trabalhos devem ser acompanhados de uma redação acadêmica que confira um "referencial teórico" e legitime a proposta artística. Consequentemente, o atual tratamento dicotômico se transforma em duas produções autônomas (prática cênica, por um lado; transferência para a escrita, por outro), gerando, ao mesmo tempo, uma divisão na forma de produção do conhecimento. O objetivo é analisar os conflitos metodológicos originados a partir do momento em que esses trabalhos tentam ser aceitos como um modo de pesquisa válido. Este texto procura cumprir uma dupla função: por um lado, repensar o lugar da pesquisa artística referente ao campo específico da dança e sua relação com as formas acadêmicas, e, por outro, visualizar outras formas possíveis em que poderiam se estabelecer a ligação entre a cena e a página.</p> Susana Tambutti Rousejanny da Silva Ferreira Copyright (c) 2020 ROUSEJANNY DA FERREIRA https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2020-11-29 2020-11-29 10 20 255 281 A delicada essência da colaboração artística https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistapos/article/view/20687 <p class="western" align="JUSTIFY">O texto aborda reflexões fundamentais sobre a natureza da colaboração em processos de arte com artistas e não artistas. Para que ocorra são necessárias condições específicas, partindo da diversidade e da diferença entre as partes envolvidas e admitindo que sempre há uma relação de interesse mútuo. O autor aborda como o saber-fazer da arte sofre modificações e necessita rever alguns dos seus modos de operar, tanto em relação à criação poética quanto no resultado desta ação (transcendendo a mera produção de objetos). São processos que tensionam o próprio estatuto e visibilidade da obra de arte, proporcionando práticas que podem inclusive não se enquadrar no que convencionalmente chamamos de “arte”. Neste sentido o autor busca pensar quais competências, aptidões e perceptivo habitus os artistas podem contribuir para propostas colaborativas. Como colocar o saber-fazer (know-how) artístico à disposição de um projeto coletivo, sem abrir mão de sua própria autonomia, para encontrar uma maneira de compor habilidades complementares (conceito denominado de cruzamento de competências). O autor ainda relata um projeto de colaboração contínua entre artistas e movimentos sociais na Argentina.</p> Stephen Wright Marcelo Simon Wasem Copyright (c) 2020 Marcelo Simon Wasem https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2020-11-29 2020-11-29 10 20 282 304