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Dossiê Temático - Prazo prorrogado

2020-03-02

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PRAZO PRORROGADO!!!
Nova data: Até 13 de março de 2020

A Revista Temporalidades - Revista Discente do Programa de Pós-Graduação em História da UFMG (ISSN 1984-6150) - convida à participação no Dossiê temático: Pensar e fazer cidades: história urbana e patrimônio cultural

A cidade está em crise. Temos acompanhado recentemente um avultamento de questões que permeiam a relação dos sujeitos com os centros urbanos. Refletir sobre a cidade, hoje, conclama-nos a repensar criticamente as diversas contradições de modelos de urbanização pautados por ideais de modernização e progresso que se difundem de forma global. Problemas socioambientais diversos, alimentados no seio de uma suposta dicotomia entre homem e natureza; reflexões acerca das formas de ocupação territorial e das divisões históricas e geográficas de classe, que acarretam em uma desigual distribuição de riscos e privilégios aos quais a população está sujeita; o entendimento da cidade como espaço de memória e como entidade que carrega em si uma enorme pluralidade de acontecimentos e manifestações culturais e políticas, entre uma série de outros enfoques, transformam a cidade em território de discussões e disputas sobre passado, presente e futuro.

Na historiografia, um olhar mais atento sobre processos relativos às cidades e centros urbanos tem recebido cada vez mais apelo desde de, pelo menos, meados do século passado. A aproximação com campos como a Geografia, Antropologia, Sociologia e Arquitetura, por exemplo, bem como o crescimento dos estudos com foco em patrimônios culturais – tema caro à história – tem se mostrado bastante profícua. Desse modo, frisamos a positiva interdisciplinaridade propiciada pelo tema, além da atualidade e urgência de pensarmos historicamente sobre a cidade.
Por fim, a proposta deste dossiê procura estabelecer diálogos entre pesquisadores dos mais diversos campos, cujos trabalhos contem com uma perspectiva histórica que centralize a cidade em suas mais diversas abordagens.

Serão privilegiados trabalhos que se aproximem dos seguintes eixos temáticos:
História das Cidades;
História Urbana;
História Ambiental Urbana;
Memória;
Patrimônio Cultural.

Prazo para envio de submissões: 13 de março de 2020

Vale lembrar que, além de artigos destinados ao Dossiê – que deverão ser enviados até o dia 03/03/2020 – a Temporalidades aceita artigos livres, resenhas e transcrições documentais comentadas em fluxo contínuo.
Acesse a plataforma OJS - SEER no endereço https://seer.ufmg.br/index.php/temporalidades/index > para submeter o seu trabalho.

Crédito da Imagem 1: "Avenida dos Andradas, construídas na administração do prefeito. Christiano Monteiro Machado”, 1926-1930
Cor: Preto e Branco
Dimensão: 17,5 x 23,4 cm
Fonte: http://www.siaapm.cultura.mg.gov.br/modules/fotografico_docs/photo.phplid=30479

Crédito da Imagem 2: “Avenida dos Andradas após construção do Boulevar Arrudas”. Fonte: Reprodução Google Maps

 

 

Saiba mais sobre Dossiê Temático - Prazo prorrogado

Edição Atual

v. 11 n. 3 (2020): Edição 31 - Temporalidades, Belo Horizonte, Vol. 11, n.3 (set./dez. 2019)

"A ciência na história: construindo e desconstruindo fronteiras"

O define a ciência? Ou quem a define? Nos anos 1980, o sociólogo Thomas F. Gieryn chamou de “trabalho de fronteira” o esforço de cientistas em criar uma imagem pública para a ciência. Analisando controvérsias como o debate evolução-criação no ensino de biologia, o autor demonstrou que raramente tais disputas se apresentam na forma de ciência vs. não-ciência, mas sim como combates para demarcar o próprio território da atividade científica.

A análise continua atual. Enquanto hoje, de um lado, alguns tem se levantado contra o crescimento recente de movimentos “anticiência”, do outro lado, terraplanistas, movimentos antivacina e céticos quanto ao aquecimento global afirmam-se científicos e declaram sua oposição à “falsa” ou “má ciência” produzida por seus adversários. Em outra frente de batalha, perspectivas acadêmicas bem consolidadas na história, sociologia e filosofia da ciência – como, por exemplo, a epistemologia feminista e os estudos decoloniais – impõem uma densa reflexão sobre diversos pressupostos considerados ingênuos da ciência tradicional.

Por meio dessa chamada, convidamos autoras e autores das mais diversas perspectivas teóricas e metodológicas a submeterem trabalhos relacionados às construções e desconstruções históricas das fronteiras da ciência, bem como aos embates, alianças, trânsitos e exílios característicos de tais processos de demarcação.

Privilegiaremos os seguintes eixos temáticos:
Estudos de controvérsia;
Ciência e religião;
Epistemologia feminista;
Epistemologias do Sul;
E demais trabalhos de História e Historiografia da Ciência alinhados ao tema proposto.

Publicado: 2020-01-31

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