la efetivamente na sociedade, sendo, portanto, essencial para a vida adulta e
indispensável para os docentes. Destacam o conceito trazido por Marquès (2009)
compreendida como: “combinação de conhecimentos, habilidades e capacidades, em
conjunção com valores e atitudes, para alcançar objetivos com eficácia e eficiência em
contextos e com ferramentas digitais” (Marquès, 2009 apud Granados e Díaz, 2020).
Consideram também, o uso seguro da tecnologia a partir da definição elaborada pelo
Instituto Nacional de Tecnologias Educativas e de Formação de Professores, do governo
espanhol: “el uso creativo, crítico y seguro de las TIC para alcanzar los objetivos
relacionados con el trabajo, la empleabilidad, el aprendizaje, el tiempo libre, la inclusión y
participación de la sociedad” (INTEF, 2017, p.12 apud Granados e Díaz, 2020), e
coadunam com García; Torres e Rodríguez (2019) ao entendê-la como um conjunto de
habilidades básicas, requisito para a aprendizagem ao longo da vida e melhora para
inserção laboral. Engen (2019) considera que CD é um termo altamente político, por isso
defende a necessidade de afastar-se de seu entendimento como conhecimentos e
habilidades gerais sem referência a um contexto específico.
Embora Pettersson (2018) afirme que existem muitas pesquisas sobre CD e que parece
não haver um consenso sobre o que realmente significa em contextos educacionais, o
autor destaca a definição de Ferrari (2012):
The set of knowledge, skills, attitudes, abilities, strategies and awareness that are required
when using ICT [information and communication technologies] and digital media to perform
tasks; solve problems; communicate; manage information; collaborate; create and share
content; and build knowledge effectively, efficiently, appropriately, critically, creatively,
autonomously, flexibly, ethically, reflectively for work, leisure, participation, learning and
socialising (Ferrari, 2012, p.30 apud Petterson, 2018, p. 1006).
Em uma perspectiva de segurança, Prendes; Porlán e Sánchez (2018) e Spante et al.
(2018) concordam com o disposto nas Recomendações da Comissão Europeia (2006)
que consta: "La competencia digital entraña el uso seguro y crítico de las tecnologías de
la sociedad de la información (TSI) para el trabajo, el ocio y la comunicación”; e com a
concepção de que são “valores, creencias, conocimientos, capacidades y actitudes para
utilizar adecuadamente las tecnologías,[..] que permiten y posibilitan la búsqueda, el
acceso, la organización y la utilización de la información con el fin de construir
conocimiento” (GUTIÉRREZ, 2014, p. 54 apud PRENDES; PORLÁN; SÁNCHEZ, 2018,
p.11).
Em seu artigo From digital literacy to digital competence: the teacher digital competency
(TDC) framework, Falloon (2020) se apoia no entendimento de Janssen et al. (2013,
p.480), que diz “digital competence should be understood as a pluralistic concept”, o qual
deve ser visto sob diversas perspectivas. Assim como Granados e Díaz (2020), o autor
entende que a CD não se limita ao uso das TIC, mas se estende a conhecimentos e
atitudes que que tangem eticidade e segurança, bem como a compreensão do papel
das TIC na sociedade (Janssen et al. 2013, apud Fallon, 2020, p. 2451). Para finalizar o
rol de contribuições dos autores do corpus analisado, cabe destacar as considerações
de Gutiérrez e Tyner (2012, p.36), que dizem: “En la alfabetización de nuestra era, en
este modelo de educación integral que proponemos para el nuevo milenio, atención
especial merece lo que se ha dado en llamar competencia digital”. Segundo os autores,
desde a última década do século XX começou-se a tratar a aprendizagem baseada em
competências, o que resultou em políticas educacionais na Europa, como o Real Decreto
1513/2006 e, no contexto espanhol a Lei Orgânica de Educação, que passa a considerar
como objetivo o desenvolvimento das competências básicas no ensino obrigatório, entre