Brincar e Crianças com Câncer

Que Relação é Esta?

  • Rute Estanislava Tolocka Universidade Metodista de Piracicaba (UNIMEP)
  • Raphaela Espanha Corrêa Universidade Metodista de Piracicaba (UNIMEP)
  • Mayara Mascarenhas de Lima Universidade Metodista de Piracicaba (UNIMEP)
  • Carlos Eduardo Maricone Colombo Universidade Metodista de Piracicaba (UNIMEP)
  • Jessica Eloá Poletto Universidade Metodista de Piracicaba (UNIMEP)
Palavras-chave: Criança, Neoplasias, Jogos e Brinquedos, Lúdico

Resumo

Brincar é um dos direitos universais de toda criança, mesmo daquelas que estejam em tratamentos de doenças. No entanto, o conhecimento sobre o brincar da criança com câncer ainda precisa ser sistematizado, o que foi o objetivo desse estudo. Trata-se de uma revisão sistemática, do tipo estado da arte, de estudos disponíveis no Portal da CAPES. Os estudos versaram sobre oportunidades de brincar, opinião de pais, e de equipes de enfermagem. Embora as atividades contivessem elementos lúdicos, foram oferecidas visando apenas o tratamento. Há consenso que brincar auxilia na adesão ao tratamento e na socialização. Faltam espaços físicos para brincar nos hospitais. A formação profissional é pouco discutida. O direito ao brincar por brincar é raro. Estudos são necessários para expandir vivências lúdicas de crianças com câncer.

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Publicado
2019-03-30
Como Citar
Tolocka, R. E., Corrêa, R. E., Lima, M. M. de, Colombo, C. E. M., & Poletto, J. E. (2019). Brincar e Crianças com Câncer. LICERE - Revista Do Programa De Pós-graduação Interdisciplinar Em Estudos Do Lazer, 22(1), 421-444. https://doi.org/10.35699/1981-3171.2019.12327
Seção
Artigos de Revisão