SABOTAR A MESMICE: O ANARQUISMO E O ENSINO DE FILOSOFIA
Abstract
O ensino de filosofia, no ensino médio ou na universidade, é comumente visto como um meio para a formação de indivíduos cada vez mais “racionais”, mais “responsáveis” e menos aptos a reproduzirem comportamentos autoritários. No entanto, para filósofos anarquistas como Pedro Olivo, Edson Passetti e Acácio Augusto, a universidade e a escola são instituições amplamente hierárquicas e autoritárias, pois estão vinculadas ao Estado, compreendido como repressor e que serve unicamente aos interesses da burguesia. Nesse contexto, o ensino de filosofia é comumente sabotado, isto é, precarizado pelo Estado, que reduz a filosofia à historiografia clássica e que trata os professores como instrumentos de adestramento. Avaliações, controle de horário e sobrecarga de atividade, entre outros, são alguns dos mecanismos de controle utilizados para oprimir e chantagear alunos e, muitas vezes, professores. Utilizando como referencial teórico filósofos anarquistas como Silvio Gallo e Pedro Olivo, esse texto se propõe a pensar o ensino de filosofia como uma prática revolucionária, capaz de produzir rupturas com modos de pensar e de agir; uma prática que pode ocorrer dentro do próprio Estado, mas contra o seu poder, e que só se realiza efetivamente em micro espaços de liberdade e de resistência instituídos entre alunos e professores.
PALAVRAS-CHAVE: Liberdade; Repressão; Resistência; Sabotagem; Filosofia.
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