Este artigo explora a dinâmica entre gênero, sexualidade e política, com foco na ascensão de discursos conservadores em resposta aos avanços progressistas no campo dos direitos sexuais e reprodutivos. O estudo bibliográfico se concentra, especialmente, no termo “ideologia de gênero”, considerado um pânico moral, impulsionado por grupos conservadores que veem as demandas de reconhecimento destes direitos como ameaças à sociedade. Para o melhor entendimento da terminologia e do seu uso, o artigo destrincha sobre o surgimento do pânico moral, bem como as pautas associadas à ele, como a educação, o aborto, a contribuição do fundamentalismo religioso na discussão e a articulação do termo no campo político brasileiro.