Neste relato de experiência pretendo correlacionar as relações entre origem, ancestralidade, arte e resistência cultural, a partir das reflexões acerca do território de origem e de uma poética artística-autoral como resgate de atividades culturais típicas do prelúdio da cidade mineira de Gonçalves, ameaçadas pela hegemonia e a globalização, que alcançam cada vez mais territórios interioranos. Desta forma, tenciono as formas de viver baseadas em experiência substituídas pela necessidade de informação, freneticidade e a exploração dos recursos naturais. Assim, através destes relatos de uma vivência na cidade de Gonçalves – interior de Minas Gerais, Serra da Mantiqueira – busco discorrer sobre a necessidade de preservação da diversidade cultural, da flora e da fauna, fundamentada em minhas reflexões pictóricas sobre as relações entre a humanidade e o território. Ou seja, o fazer artístico como resistência e reflexão sobre as novas fronteiras da colonização, a diferença como elemento essencial da diversidade, assim como também as discussões acerca dos preconceitos perante os povos campesinos.