O cuidado no atendimento às crianças no consultório odontológico frente à pandemia da COVID-19

Autores

  • Jean Carlo Rodrigues da Costa Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais
  • Milene A. T. Saar Martins Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais / Universidade Estadual de Montes Claros
  • Luciana Villela Rodrigues Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais

DOI:

https://doi.org/10.7308/aodontol/2020.56.e28

Resumo

Objetivo: O presente trabalho visa orientar o odontólogo sobre as novas regras de uso de EPIs, normas de biossegurança, técnicas odontológicas utilizadas no atendimento da criança, para que possamos realizar os procedimentos odontológicos com segurança antes, durante e após a pandemia da COVID-19.

Métodos: Após busca em diversos bancos de dados (Google, SciELO, Bireme, Portal de Periódicos da CAPES, PubMed), em 30/03/2020, 21 artigos relacionados ao atendimento odontológico durante a pandemia foram selecionados. O critério de inclusão dos artigos foi se relacionar às normas específicas de biossegurança para o atendimento odontológico durante a pandemia, especialmente em crianças.

Resultados: Vinte e um artigos foram incluídos no trabalho sendo sete deles, específicos do atendimento odontopediátrico. As consultas odontopediátricas devem ser marcadas de forma espaçada, evitando o encontro de pessoas na sala de espera. A criança deve vir acompanhada de apenas um acompanhante. Algumas barreiras devem ser usadas nas crianças como máscara, gorro e óculos. O odontólogo deve usar máscara N95 e protetor facial, além dos outros EPI’s. Previamente ao atendimento, bochecho de peróxido de hidrogênio a 1% deve ser realizado pela criança. Técnicas operatórias (ART, aplicação de diamino fluoreto de prata e técnica Hall) que gerem menos aerossóis dever ser priorizadas. Se necessário o uso de baixa e alta rotação, estas deverão ser com sistema anti-reflexo e esterilizadas a cada paciente. Um intervalo de 1 a 2 horas deve ser dado entre pacientes, permitindo a ventilação da sala, diminuição dos aerossóis e desinfecção de todo o ambiente clínico.

Conclusão: A pandemia do COVID-19 se tornou um risco ocupacional para odontólogos, crianças e responsáveis. Para evitar contágio e transmissão da doença, os odontólogos devem se capacitar por meio de informações seguras e cumprir as normas de biossegurança sugeridas.

Descritores: Odontólogos. Criança. Infecções por coronavirus. Pandemias. Contenção de riscos biológicos.

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Publicado

2020-12-09

Como Citar

Rodrigues da Costa, J. C., A. T. Saar Martins, M., & Villela Rodrigues, L. . (2020). O cuidado no atendimento às crianças no consultório odontológico frente à pandemia da COVID-19. Arquivos Em Odontologia, 56. https://doi.org/10.7308/aodontol/2020.56.e28

Edição

Seção

Artigos