A morte e a morte do marido
precisamos voltar a falar do lugar simbólico da literatura
DOI:
https://doi.org/10.35699/2317-2096.2025.62514Resumo
A resenha “A morte e a morte do marido: precisamos voltar a falar do lugar simbólico da literatura” analisa o livro de poemas Como matar seu marido, de Laura Cohen Rabelo. O texto destaca o caráter provocador e desconfortável da obra, que desmonta a linguagem patriarcal e desafia convenções de polidez e reverência. Enfatiza-se que o livro subverte o poder simbólico do “marido”, figura que representa não apenas o cônjuge, mas o homem como instituição social, por meio de uma escrita coral, na qual as “ressentidas” e os “cidadãos” revelam o fracasso do matrimônio e a violência simbólica nele implicada.
Interpreta-se o gesto de “matar o marido” como um ato simbólico e estético de libertação, em que o assassinato reiterado do marido expressa tanto a dissolução do patriarcado quanto a autotransformação da mulher que o enuncia. Ao final, o texto ressalta que o livro convida à reflexão sobre o papel da literatura como espaço de desobediência, representação e reinvenção da experiência feminina.
Referências
RABELO, Laura Cohen. Como matar seu marido. São Paulo: CEPE, 2025.
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