Criar com outras espécies
vozes mais que humanas na escrita De marília Floôr Kosby
DOI:
https://doi.org/10.35699/2317-2096.2026.62651Palavras-chave:
poesia brasileira contemporânea, Mundos multiespécies, Escuta políticaResumo
Este artigo propõe uma leitura da obra Mugido [ou diário de uma doula] (2017), da autora gaúcha Marília Floôr Kosby em diálogo com a noção de escuta política, de Anna Tsing (2015) e com o convite de Donna Haraway (2016) para “ficar com o problema”, aprendendo a viver e morrer com todos os seres num presente denso e complexo. Buscando analisar novas relações de cooperação e comunidade para além dos limites da espécie, a discussão parte da análise dos comuns, desenvolvida por Silvia Federici (2018), e identifica, nos diversos encontros entre mulheres e vacas, que marcam o poemário de Kosby, uma proposta de construção de formas de vida marcadas pelo que David Graeber (2011) denominou “comunismo de base”, “matéria-prima da sociabilidade”.
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