50 anos de Vida, pasión y muerte del Atoj Antoño (1976) do Teatro Runa
documento da memória do teatro de grupo e da criação coletiva no teatro boliviano
DOI:
https://doi.org/10.35699/2317-2096.2026.64899Palavras-chave:
Andinidades em cena, Teatro Runa, Vida, pasión y muerte del Atoj Antoño, Teatro boliviano, Criação coletivaResumo
Neste artigo são apresentadas reflexões em torno da peça de teatro Vida, pasión y muerte del Atoj Antoño (1976) do Teatro Runa da Bolívia. Pretende-se demonstrar os aspectos de andinidades que constituem as bases da fábula que se desenvolve na obra e a importância dessa dramaturgia como experiência singular vivenciada na década de 1970, através da criação coletiva, no contexto da práxis artística dos teatros de grupos formados na América Latina, na segunda metade do século XX. A pesquisa se desenvolveu a partir do estudo do texto dramático Vida, pasión y muerte del Atoj Antoño, publicado em 2014, do diálogo com referências bibliográficas acerca do teatro latino-americano, da história do teatro boliviano e da trajetória do Teatro Runa. As reflexões se detêm no percurso do Teatro Runa, do espetáculo e do texto até sua publicação, com destaque para o diálogo que a obra estabelece com contos populares bolivianos, oriundos da tradição oral, e com as formas de produção e visibilidade do teatro no contexto da concepção do espetáculo que cumpre, em 2026, 50 anos de existência. Compreende-se que Vida, pasión y muerte del Atoj Antoño é um documento da memória cultural do teatro latino-americano, por estabelecer uma conexão profícua com a literatura popular boliviana ao tempo em que registra a práxis do teatro de grupo, da criação coletiva, do contexto e das transformações sociais que condicionaram a existência do Teatro Runa.
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