E se o meu nome for Valesca? Funk carioca em O meu nome é Legião, deAntónio Lobo Antunes
DOI:
https://doi.org/10.17851/2359-0076.35.53.147-178Palavras-chave:
António Lobo Antunes, O meu nome é Legião, Valesca Popozuda, funkResumo
Na esteira dos diálogos entre literatura e música, este artigo propõe uma leitura de O Meu Nome é Legião, romance do autor português António Lobo Antunes, ao som do funk de Valesca Popozuda. O jazz e a música clássica já foram invocados com sucesso pela crítica antuniana. Façamos agora por estender este diálogo a um ponto limite, pondo-o lado a lado com o funk carioca. A linguagem musical, apercebida pela qualidade intrínseca da expressão e das técnicas que pratica, já não prevalece. Enquanto movimento de resistência e etnocêntrico em prol da autoafirmação dos que estão nas margens, o funk reporta-se ao radicalismo da dança erotizada e à compulsão estridente pela essência de protesto contra as esferas privilegiadas. Interessa-nos desencadear um dueto entre as vozes de António Lobo Antunes e a performance de Valesca Popozuda. O que está em causa, nas hipóteses que lançamos, não é a dependência do ritmo musical, mas, sobretudo, compreender o modo como a sintaxe de Lobo Antunes ganha a natureza da dança.Downloads
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Publicado
2015-12-16
Como Citar
de Sá, A. C. (2015). E se o meu nome for Valesca? Funk carioca em O meu nome é Legião, deAntónio Lobo Antunes. Revista Do Centro De Estudos Portugueses, 35(53), 147–178. https://doi.org/10.17851/2359-0076.35.53.147-178
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