Contradições do planejamento de assentamentos rurais

um estudo de caso da Comunidade de Resistência Roseli Nunes – Pequi/ MG

Autores

  • Roberta Vieira Raggi Instituto Cidade
  • Sérgio Manuel Merêncio Martins Departamento de Geografia e Programa de Pós-graduação em Geografia da UFMG

DOI:

https://doi.org/10.35699/2237-549X..13282

Palavras-chave:

MST, Reforma agrária, Questão agrária brasileira

Resumo

A partir de 2003, quando o governo brasileiro passou a ser presidido por Luís Inácio Lula da Silva, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) conquistou a possibilidade de planejar os assentamentos vinculados ao Movimento em vários estados do país. Muito além de se restringir à execução de um documento, essa conquista é também o reconhecimento do Estado quanto à legitimidade da luta pela terra e, sobretudo, do direito do MST e assentados disporem sobre a organização de seus assentamentos segundo suas concepções. No entanto, essa conquista trouxe novas contradições que serão objeto de reflexão deste trabalho. Para evidenciar essas contradições apresentamos aqui o estudo de caso do assentamento Comunidade de Resistência Roseli Nunes, localizado no município de Pequi, em Minas Gerais.

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Biografia do Autor

Roberta Vieira Raggi, Instituto Cidade

Sérgio Manuel Merêncio Martins, Departamento de Geografia e Programa de Pós-graduação em Geografia da UFMG

Sérgio Manuel Merêncio Martins é Doutor.

Referências

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Publicado

2010-07-01

Como Citar

Raggi, R. V., & Martins, S. M. M. (2010). Contradições do planejamento de assentamentos rurais: um estudo de caso da Comunidade de Resistência Roseli Nunes – Pequi/ MG. Revista Geografias, 42–56. https://doi.org/10.35699/2237-549X.13282

Edição

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