Viver de forma sustentável ou contribuir para a sustentabilidade do capital? As contradições que permeiam a práxis das ecovilas em tempos neoliberais

  • Luis Fernando de Matheus e Silva Universidade Alberto Hurtado
Palavras-chave: Ecovilas, Contraculturas espaciais, Sustentabilidade, Neoliberalismo

Resumo

O presente artigo busca analisar criticamente alguns dos aspectos que permeiam a práxis do movimento de ecovilas, centrando a discussão nas contradições surgidas quando da inflexão destas experiências – ditas “alternativas” – à lógica que rege a acumulação de capital. Sustenta-se aqui que as ecovilas representam a etapa mais recente de um fenômeno denominado “contraculturas espaciais”, cujas origens podem ser rastreadas na segunda metade do século XIX e que, a partir da década de 1990 – com o aprofundamento dos confltos engendrados pela globalização do capitalismo em sua etapa neoliberal –, parece novamente recobrar forças. Trata-se, em verdade, de uma breve sistematização de algumas das indagações surgidas durante a realização da tese de doutorado intitulada Ilusão concreta, Utopia possível: Contraculturas Espaciais e Permacultura (uma mirada desde o cone sul), defendida em julho de 2013, no Programa de Pós-Graduação em Geografia Humana da Faculdade de Filosofi, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo – FFLCH-USP.

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Biografia do Autor

Luis Fernando de Matheus e Silva, Universidade Alberto Hurtado
Professor do Departamento de Geografia da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Alberto Hurtado, Santiago de Chile; Doutor em Geografia Humana pela Universidade de São Paulo.
Publicado
2014-07-01
Seção
Artigos