Análise das alterações antropogeomorfológicas na Bacia do Rio Cabeça (SP) a partir do uso de geoindicadores

Autores

Palavras-chave:

Geoindicadores, Antropogeomorfologia, Feições Erosivas Lineares

Resumo

As alterações nos sistemas ambientais decorrentes das ações antrópicas são frequentemente caracterizadas como causadoras de impactos negativos ao meio ambiente, em especial ao relevo. Nessa perspectiva, compreende-se a relevância do uso dos geoindicadores como uma ferramenta de análise das alterações morfológicas provocadas pela ação antropogênica. Desse modo, o presente artigo teve como objetivo analisar as feições do relevo e as mudanças do uso da terra, utilizando-se dos geoindicadores para identificar as alterações nas formas do relevo. A relação entre as formas de uso e ocupação da terra somada às características geomorfológicas, a partir de uma análise temporal de 22 anos, exibe que o cultivo de cana-de-açúcar e pastagem na Bacia do Rio Cabeça, envolve a aplicação de técnicas que conduziram alterações nas feições geomorfológicas e, consequentemente, determinaram a constituição de uma morfologia antropogênica a qual se encontra diretamente associada com a dinamização dos processos erosivos lineares e alterações dos geoindicadores representados pelas rupturas topográficas e as formas de vertente.  Assim compreende-se que a utilização dos geoindicadores mostraram-se eficazes na identificação dos processos geomorfológicos dinamizados pela ação antrópica, bem como para análise das possíveis causas e impactos ambientais.

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Biografia do Autor

Melina de Melo Silva, Universidade Estadual Paulista (UNESP)- Campus Rio Claro

Graduanda em Licenciatura e Bacharel, com ênfase em Análise Ambiental e Geoprocessamento pela Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho", câmpus de Rio Claro (SP). Tem experiência na área de Geografia, com ênfase em Geografia Física e Geomorfologia. Em 2017 foi membro da Empresa Júnior de Geografia (Geoplan Jr. Serviços Locacionais) como gerente de relações comerciais, sendo responsável por realizar a comunicação direta com clientes e por cuidar da prospecção ativa da empresa júnior. Em 2018 fez parte do Centro Acadêmico dos Estudantes de Geografia (CAEGE) como membro colaborativo no setor de tesouraria. Ainda em 2018 também atuou como voluntária no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) na escola Joaquim Salles Coronel localizada na cidade de Rio Claro (SP). Em 2019 foi bolsista de Iniciação Científica pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) com pesquisa na área de Geomorfologia e Cartográfica Geomorfológica sobre o tema "Análise das alterações Geomorfológicas derivadas do Uso e Ocupação da Terra na Bacia do Rio Cabeça (SP).

Cenira Maria Lupinacci, Universidade Estadual Paulista (UNESP- Rio Claro)

Possui graduação em Geografia pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1993), mestrado em Geografia (1997), doutorado em Geociências e Meio Ambiente pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2001) e livre docência em Geomorfologia. Atualmente é professora doutora da Universidade Estadual Paulista - Júlio de Mesquita Filho. Tem experiência na área de Geografia, com ênfase em Geomorfologia, atuando principalmente nos seguintes temas: cartografia geomorfológica, erosão e planejamento ambiental.

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Publicado

2021-07-02

Como Citar

Silva, M. de M. ., & Lupinacci, C. M. (2021). Análise das alterações antropogeomorfológicas na Bacia do Rio Cabeça (SP) a partir do uso de geoindicadores. Revista Geografias, 29(1), 1–22. Recuperado de https://periodicos.ufmg.br/index.php/geografias/article/view/25303

Edição

Seção

Artigos