Análise das alterações antropogeomorfológicas na Bacia do Rio Cabeça (SP) a partir do uso de geoindicadores

Autores

DOI:

https://doi.org/10.35699/2237-549X%20.2021.25303

Palavras-chave:

Geoindicadores, Antropogeomorfologia, Feições Erosivas Lineares

Resumo

As alterações nos sistemas ambientais decorrentes das ações antrópicas são frequentemente caracterizadas como causadoras de impactos negativos ao meio ambiente, em especial ao relevo. Nessa perspectiva, compreende-se a relevância do uso dos geoindicadores como uma ferramenta de análise das alterações morfológicas provocadas pela ação antropogênica. Desse modo, o presente artigo teve como objetivo analisar as feições do relevo e as mudanças do uso da terra, utilizando-se dos geoindicadores para identificar as alterações nas formas do relevo. A relação entre as formas de uso e ocupação da terra somada às características geomorfológicas, a partir de uma análise temporal de 22 anos, exibe que o cultivo de cana-de-açúcar e pastagem na Bacia do Rio Cabeça, envolve a aplicação de técnicas que conduziram alterações nas feições geomorfológicas e, consequentemente, determinaram a constituição de uma morfologia antropogênica a qual se encontra diretamente associada com a dinamização dos processos erosivos lineares e alterações dos geoindicadores representados pelas rupturas topográficas e as formas de vertente.  Assim compreende-se que a utilização dos geoindicadores mostraram-se eficazes na identificação dos processos geomorfológicos dinamizados pela ação antrópica, bem como para análise das possíveis causas e impactos ambientais.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Melina de Melo Silva, Universidade Estadual Paulista (UNESP)- Campus Rio Claro

Graduanda em Licenciatura e Bacharel, com ênfase em Análise Ambiental e Geoprocessamento pela Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho", câmpus de Rio Claro (SP). Tem experiência na área de Geografia, com ênfase em Geografia Física e Geomorfologia. Em 2017 foi membro da Empresa Júnior de Geografia (Geoplan Jr. Serviços Locacionais) como gerente de relações comerciais, sendo responsável por realizar a comunicação direta com clientes e por cuidar da prospecção ativa da empresa júnior. Em 2018 fez parte do Centro Acadêmico dos Estudantes de Geografia (CAEGE) como membro colaborativo no setor de tesouraria. Ainda em 2018 também atuou como voluntária no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) na escola Joaquim Salles Coronel localizada na cidade de Rio Claro (SP). Em 2019 foi bolsista de Iniciação Científica pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) com pesquisa na área de Geomorfologia e Cartográfica Geomorfológica sobre o tema "Análise das alterações Geomorfológicas derivadas do Uso e Ocupação da Terra na Bacia do Rio Cabeça (SP).

Cenira Maria Lupinacci, Universidade Estadual Paulista (UNESP- Rio Claro)

Possui graduação em Geografia pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1993), mestrado em Geografia (1997), doutorado em Geociências e Meio Ambiente pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2001) e livre docência em Geomorfologia. Atualmente é professora doutora da Universidade Estadual Paulista - Júlio de Mesquita Filho. Tem experiência na área de Geografia, com ênfase em Geomorfologia, atuando principalmente nos seguintes temas: cartografia geomorfológica, erosão e planejamento ambiental.

Referências

AB’SÁBER, A. N. Regiões de Circundesnudação Pós-Cretácea no Planalto Brasileiro. São Paulo: Boletim Paulista de Geografia, n.1, p.1-21, 1949.

BERGER, A. R. Assessing rapid environmental change using geoindicators. Environ. Geol., v. 32, n. 1, p. 36-44, 1997.

BERTONI, J. F.; L. NETO. Conservação do solo. 6ª Edição. São Paulo: Ícone Editora, 2008.

CAMARGO, M. Z. C. Análise Morfométrica da Bacia do Rio Cabeça (SP). São Paulo: Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo, Processo Nº: 2016/19564-0, 2017.

CARVALHO, D.F.; CRUZ, E.S.; PINTO, M.F.; SILVA, L.D.B.; GUERRA, J.G.M. Características da chuva e perdas por erosão sob diferentes práticas de manejo do solo. Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental. Campina Grande, v. 13, p. 3-9, 2009.

CERON, A. O.; DINIZ, J. A. F. O uso das fotografias aéreas na identificação das formas de utilização agrícola da terra. Revista Brasileira de Geografia, Rio de Janeiro, n. 2, p. 65-77, 1966.

CHRISTOFOLETTI, A. Análise de sistemas em Geografia. São Paulo: Hucitec, 1979.

CHRISTOFOLETTI, A. Modelagem de sistemas ambientais. São Paulo: Edgard Blucher, 1999.

COLTRINARI, L. Mudanças ambientais globais e geoindicadores. Pesquisas em Geociências, Porto Alegre, v. 28, n. 2, p. 307-314, 2002.

COLTRINARI, L.; McCALL, G. J. H. Geoindicadores: ciências da Terra e mudanças ambientais. Revista do Departamento de Geografia, São Paulo, v. 9, p. 5-11, 1995.

CORRÊA, E.A; MORAES, C.I; PINTO, S.A.F; LUPINACCI, C.M Perdas de Solo, Razão de Perdas de Solo e Fator Cobertura e Manejo da Cultura de Cana-de-Açúcar: Primeira Aproximação. Revista do Departamento de Geografia, São Paulo, v.32, p. 72-87, 2016.

COSTA, A. L. C. Estudo da vulnerabilidade à erosão com aplicação da Equação

Universal de perdas de solo na alta Bacia Hidrográfica do rio Jacaré Pepira, utilizando SIG/SPRING. Tese (Doutorado em Geografia). Universidade Estadual Paulista. Instituto de Geociências e Ciências Exatas. Rio Claro, 2005.

GOULART, R.M. Atributos de solos e comportamentos de espécies florestais em processo de estabilização de voçorocas. Tese (Mestrado em Engenharia Florestal). Universidade Federal de Lavras. Minas Gerais, 2005.

GUPTA, A. Geoindicators for tropical urbanization. Environmental Geology, v. 42, p. 736-742, 2002.

IBGE - INTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Manual Técnico de Uso da Terra. Rio de Janeiro, 2013.

INSTITUTO DE PESQUISAS TECNOLÓGICAS DO ESTADO DE SÃO PAULO; DIVISÃO DE MINAS E GEOLOGIA APLICADA. Mapa geológico do estado de São Paulo. São Paulo: IPT, 1981.

KOFFLER, N. F. et. al. Solos da bacia do Rio Corumbataí. Rio Claro: Departamento de Cartografia e Análise da Informação Geográfica - Instituto de Geociências e Ciências Exatas, Universidade Estadual Paulista, 1992.

MARQUES NETO, R.; SILVA, F. P. de; FERNANDES, R. A. de; BARRETO, J. C.; EDUARDO, C. C. A espacialidade do relevo em paisagens transformadas e sua representação: Mapeamento geomorfológico da bacia do rio Paraibuna, sudeste de Minas Gerais. R. Ra’e Ga, Curitiba, v. 41, Temático de Geomorfologia, p. 65 -81, 2017

MARCHIORO, E. Modelagem hidrossedimentológica na bacia do córrego Santa Maria: subsídios à aplicação de práticas de conservação de água e solo no noroeste fluminense. Tese (Doutorado em Geografia). Universidade Federal do Rio de Janeiro. Programa de Pós-Graduação em Geografia. Rio de Janeiro, 2008.

MONTEIRO, C. A. F. A dinâmica climática e as chuvas no estado de São Paulo. São Paulo: Universidade de São Paulo, Instituto de Geografia, 1973.

NIR, D. Man, a Geomorphological agent: an introduction to anthropic geomorphology. Jerusalém: Katem Pub, House, 1983.

PANACHUKI, E.; BERTOL, I.; ALVES SOBRINHO, T.; VITORINO, A.C.T.; SOUZA, C.M.A. & URCHEI, M.A. Rugosidade da superfície do solo sob diferentes sistemas de manejo e influenciada por chuva artificial. Revista Brasileira de Ciência do Solo, v. 34, p.443-441, 2010

PASCHOAL, L. G.; CONCEIÇÃO, F. T.; CUNHA, C. M. L. Utilização do

ArcGis 9.3 na elaboração de simbologias para mapeamentos geomorfológicos: Uma aplicação na área do Complexo Argileiro de Santa Gertrudes/SP. In: VIII Simpósio Nacional de Geomorfologia. Recife, 2010.

PASCHOAL, L.G.; CUNHA, C.M.L. Estudos geomorfológicos em áreas de mineração em Portugal: Cartografia Geomorfológica para análise do impacto sobre o relevo. Revista Brasileira de Geomorfologia, v.17, n.1, p.61-78, 2016.

PENTEADO, M. M. Fundamentos de Geomorfologia. Rio de Janeiro: IBGE, 1974.

PINTON, L. de G.; CUNHA, C. M. L. O uso de Geoindicadores em paisagem rural: subsídios à análise das mudanças morfológicas antropogênicas da bacia do Córrego do Cavalheiro – Analândia (SP). Revista do Departamento de Geografia. V. 29, p. 01-19, 2015.

RODRIGUES, C. Geomorfologia Aplicada: avaliação de experiências e de instrumentos de planejamento físico-territorial e ambiental brasileiros. Tese (Doutorado em Geografia Física). Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 1997.

RODRIGUES, C. Morfologia original e morfologia antropogênica na definição de unidades Espaciais de planejamento urbano: exemplo na metrópole paulista. São Paulo: Revista do Departamento de Geografia, 2005.

RODRIGUES, C. Cartografia e Simbologia Geomorfológica: Evoluindo da Cartografia Tradicional para o uso de Simbologia Digital. São Paulo: Revista Brasileira de Geomorfologia, 2010

SILVA, J.M.F.da. Caracterização e mapeamento das unidades geomorfológicas da Bacia do Rio Pequeno- Antonina-PR. Tese (Mestrado em Geografia). Universidade Federal do Paraná. Departamento de Geografia Programa de Pós- Graduação em Geografia, Curitiba, 2010.

SUERTEGARAY, D. M. A. Geografia física e geomorfologia: uma releitura. Editora Compasso Lugar-Cultura. Porto Alegre, 2018.

TRICART, J. Príncipes et méthodes de la géomorphologie. Paris: Masson, 1965.

TROPPMAIR, H. Geossistemas e geossistemas paulistas. Rio Claro: Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Rio Claro, 2004.

VIERA, V. Município de Canguçu/RS: O relevo e sua morfodinâmica como condicionantes do dinamismo agrícola. Tese (Doutorado em Geografia). Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de Geociências- Programa de Pós-Graduação em Geografia. Porto Alegre, 2012

Downloads

Publicado

2021-07-02

Como Citar

Silva, M. de M. ., & Lupinacci, C. M. (2021). Análise das alterações antropogeomorfológicas na Bacia do Rio Cabeça (SP) a partir do uso de geoindicadores. Revista Geografias, 29(1), 1–22. https://doi.org/10.35699/2237-549X .2021.25303

Edição

Seção

Artigos