Análise multivariada e a cartografia da vulnerabilidade ambiental da cidade de Coari, Amazonas, Brasil

Autores

  • Hikaro Kayo de Brito Nunes Universidade do Estado do Amazonas (UEA)

DOI:

https://doi.org/10.35699/2237-549X.2025.54434

Palavras-chave:

Vulnerabilidade Ambiental, Amazonia, Coari, Setores censitários, Estatística

Resumo

Considerando as especificidades regionais e até mesmo locais, a região amazônica possui uma série de agentes condicionantes e determinantes que atuam, direta e indiretamente, na geração e intensificação de riscos e vulnerabilidades, especialmente em espaços urbanos ou densamente ocupados e modificados. Diante disso, o presente estudo tem como objetivo analisar por meio da análise multivariada e à luz do conhecimento geográfico e cartográfico, a vulnerabilidade ambiental da cidade de Coari, Amazonas, Brasil, de modo a fornecer subsídios para a criação e aperfeiçoamento de políticas públicas e ações de planejamento e ordenamento territorial e urbano a partir do Índice de Vulnerabilidade Ambiental (IVA) construído. Com os procedimentos metodológicos caracterizados por delineamento teórico-conceitual; atividades de campo; procedimentos estatísticos (análise multivariada e clusterização) e procedimentos de geoprocessamento (Google Earth Pro e do QGis) que fundamentaram a quantificação e espacialização dos fatos estudados, os 63 setores censitários foram analisados com base em nove variáveis, sendo classificados 17 setores em IVA “Baixo”, 22 setores em IVA “Médio” e 24 setores em IVA “Alto”, revelando um escalonamento decrescente da vulnerabilidade ambiental sentido Centro-Periferia-Espaços periurbanos e solidificando a permanência e ampliação de cenários, principalmente associado à presença e caracterização da grande rede de drenagem superficial.

Referências

ACRITICA. Cheia atinge mais de 26 mil pessoas em Coari, interior do Amazonas. 2022. Disponível em:< https://www.acritica.com/amazonia/cheia-atinge-mais-de-26-mil-pessoas-em-coari-interior-do-amazonas-1.140237> Acesso em 14 de fev. de 2024.

ALMEIDA FILHO, L. S.; ALEIXO, N. C. R.; SILVA NETO, J. C. A. Ilhas de calor urbanas na cidade de Coari-AM. GeoAmazônia, v. 10, n. 20, p. 116-134, 2022. DOI: http://dx.doi.org/10.18542/geo.v10i20.13661

ANDRETTA, E. R.; CALLEGARIO, L. S. Ação emergencial para delimitação de áreas em alto e muito alto risco a enchentes, inundações e movimentos de massa: Coari, AM. Manaus: CPRM, 2015. Disponível em:<https://rigeo.cprm.gov.br/handle/doc/19326> Acesso em 19 de set. de 2023.

AQUINO, A. R.; PALETTA, F. C.; ALMEIDA, J. R. Vulnerabilidade ambiental. São Paulo: Blucher, 2017.

ARAÚJO, R. R.; SANT’ANNA NETO, J. L. Clima, vulnerabilidade socioespacial e saúde da população urbana de São Luis (MA). Espaço E Geografia, v. 18, n. 2, p. 367-395, 2015.

ASHARI, I. F.; BANJARNAHOR, R.; FARIDA, D. R.; AISYAH, S. P.; DEWI, A. P.; HUMAYA, N. Application of data mining with the k-means clustering method and davies bouldin index for grouping imdb movies. Journal of Applied Informatics and Computing, v. 6, n. 1, p. 07-15, 2022. DOI: https://doi.org/10.30871/jaic.v6i1.3485

BURSZTYN, M.; TAVORA, R. Sustentabilidade e redução das vulnerabilidades: a necessária construção de pontes entre as ciências e a sociedade. Ciência & Cultura, v. 75, n. 2, p. 01-08, 2023. DOI: http://dx.doi.org/10.5935/2317-6660.20230030

CABRAL, L. N.; CÂNDIDO, G. A. Urbanização, vulnerabilidade, resiliência: relações conceituais e compreensões de causa e efeito. urbe. Revista Brasileira de Gestão Urbana, v. 11, p. 1-13, 2019. DOI: https://doi.org/10.1590/2175-3369.011.002.AO08

CARPI JUNIOR, S.; DAGNINO, R. S. (Orgs.). Risco e vulnerabilidade ambiental: métodos e experiências. Tupã: ANAP, 2020.

COARI. Decreto Municipal Nº 988, de 31 de maio de 2022. Disponível em:<https://www.defesacivil.am.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/DECRETO-MUNICIPAL-COARI.pdf> Acesso em 14 de fev. de 2024.

CUNICO, C.; LUCENA, D. B.; MOURA, M. O. Atlas dos riscos, vulnerabilidades e desastres ambientais do estado da Paraíba. Sobral: SertãoCult, 2023. DOI: https://doi.org/10.35260/54210652-2023

DANTAS, M. E.; MAIA, M. A. M. Compartimentação geomorfológica. In: MAIA, M. A. M.; MARMOS, J. L. (Orgs). Geodiversidade do estado do Amazonas. Manaus: CPRM, 2010.

EAKIN, H.; LUERS, A. L. Assessing the vulnerability of social-environmental systems. Annual Reviewof Environmental Resources. v. 31, p. 364-394, 2006. DOI: https://doi.org/10.1146/annurev.energy.30.050504.144352

FARIAS, A.; MENDONÇA, F. The urban enrionmental system perspective on socio-environmental risks of urban flooding. Sociedade & Natureza, v. 34, n. 1, p. 1-21, 2022. DOI: https://doi.org/10.14393/SN-v34-2022-63717

FERREIRA, R. C. A preservação das margens dos rios urbanos na legislação da Federação Brasileira: atritos entre o território normado e o território como norma. Boletim Campineiro de Geografia, v. 11, n. 1, p. 45–58, 2021. DOI: https://doi.org/10.54446/bcg.v11i1.523

FIGUEIREDO, M. C. B.; VIEIRA, V. P. P. B.; MOTA, S.; ROSA, M. F.; MIRANDA, S. Análise da vulnerabilidade ambiental. Fortaleza: Embrapa Agroindústria Tropical, 2010.

FIGUEIREDO, S. C. O. A., MELO, D. C. P.; LINS, E. A. M. Área de Preservação Permanente (APP) urbana à luz do direito de propriedade pelo empreendedor. Caderno Pedagógico, v. 21, n. 12, p. 1-19, 2024. DOI: https://doi.org/10.54033/cadpedv21n12-211

G1AM. Cheia em Coari faz número de cidades em emergência subir para 20, no AM. 2015. Disponível em: <https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2015/05/cheia-em-coari-faz-numero-de-cidades-em-emergencia-subir-para-20-no-am.html> Acesso em 14 de fev. de 2024.

GARCIA, L. C.; VIANA, J. N. L.; LIMA, C. M. S. Gestão de risco, vulnerabilidade ambiental e a questão climática na gestão metropolitana. Cadernos Metrópole, v. 25, n. 58, p. 875-897, 2023. DOI: http://dx.doi.org/10.1590/2236-9996.2023-5805

GOMES, V. S. P. S. Análise estatística multivariada aplicada a dados hidrogeológicos. Lisboa, 2013. 129f. Dissertação (Estatística) – Universidade de Lisboa. Lisboa, 2013.

GRAINGER, S.; MURPHY, C.; VICENTE-SERRANO, S. Barriers and Opportunities for Actionable Knowledge Production in Drought Risk Management: Embracing the Frontiers of Co-production. Frontiers in Environmental Science, v. 9, p. 1-8, 2021. DOI: https://doi.org/10.3389/fenvs.2021.602128

IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Base de informações do Censo Demográfico 2010: Resultados do Universo por setor censitário. Rio de Janeiro: IBGE, 2011.

IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Censo Demográfico de 2022. Rio de Janeiro: IBGE, 2022.

IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Portal Cidades: Coari. 2021. Disponível em:< https://cidades.ibge.gov.br/brasil/am/coari/panorama> Acesso em: 27 de mar. de 2024.

JOHNSON, R.; WICHERN, D. Applied Multivariate Statistical Analysis. Upper Saddle River: Pearson Education, 2007.

JORDÃO, C. O.; MORETTO, E. M. A vulnerabilidade ambiental e o planejamento territorial do cultivo de cana-de-açúcar. Ambiente & Sociedade, n. 1, v. 18, p. 81-98, 2015. DOI: https://doi.org/10.1590/1809-4422ASOC675V1812015en

LE COZANNET, G.; GARCIN, M.; BULTEAU, T.; MIRGON, C.; YATES, M. L.; MÉNDEZ, M.; BAILLS, A.; IDIER, D.; OLIVEROS, C. An AHP-derived method for mapping the physical vulnerability of coastal areas at regional scales. Natural Hazards and Earth System Sciences, v. 13, n. 5, p. 1209-1227, 2013. DOI: https://doi.org/10.5194/nhess-13-1209-2013

LIMA, P. H. G.; ALMEIDA, L. Q.; BELCHIOR, A. C. C.; MACEDO, Y. M. Desastre socioambiental e ordenamento territorial no bairro Mãe Luíza, Natal – Rio Grande do Norte (RN), Brasil. Territorium, v. 27, n. 1, p. 37-49, 2020. DOI: https://doi.org/10.14195/1647-7723_27-1_4

MALTA, F. S.; COSTA, E. M. Socio-Environmental Vulnerability Index: An Application to Rio de Janeiro-Brazil. International Journal Of Public Health, v. 66, p. 584308, 2021. DOI: https://doi.org/10.3389/ijph.2021.584308

MARTINS, T. G. Modelo de clusterização de dados para identificação de grupos de opinião em uma ferramenta de participação social. Brasília, 2017. 67f. Trabalho de Conclusão de Curso (Engenharia de Software) – Universidade de Brasília. Brasília, 2017.

MESQUITA, A. A.; CAVALCANTE, M. M. A. Gestão e ordenamento territorial na Amazônia Brasileira: repercussões e correlações com o cenário da Pandemia de Covid-19. Terra Livre, v. 1, n. 57, p. 656–684, 2021.

MOE, L. W.; MÜLLER, M. M. Knowledge production at the environment-security nexus: Between orthodoxy and transformation. Environmental Science & Policy, v. 151, p. 1-14, 2024. DOI: https://doi.org/10.1016/j.envsci.2023.103597

NUNES, H. K. B. Cartografia da vulnerabilidade ambiental urbana em Tefé – Amazonas – Brasil. Caminhos de Geografia, 2024, v. 25, p. 158-175. DOI: https://doi.org/10.14393/RCG2510070913

NUNES, H. K. B. Vulnerabilidade socioambiental dos setores censitários às margens do rio Poti no município de Teresina/PI. Teresina, 2017. 171f. Dissertação (Geografia) – Universidade Federal do Piauí. Teresina, 2017.

OLIVEIRA, E. G.; ALBUQUERQUE, A. R. C.; PLÁCIDO JÚNIOR, C. G. Vulnerabilidade ambiental e qualidade da água na rede de drenagem urbana fronteiriça das cidades de Tabatinga – Amazonas (Brasil) – e Letícia – Amazonas (Colômbia). Revista Verde Grande: Geografia E Interdisciplinaridade, v. 5, n. 2, p. 444-468, 2023. DOI: https://doi.org/10.46551/rvg2675239520232444468

PAYE, H. S.; MELLO, J. W. V.; MELO, S. B. Métodos de Análise Multivariada no Estabelecimento de Valores de Referência de Qualidade para Elementos-Traço em Solos. Revista Brasileira de Ciências do Solo, v. 36, n. 3, 2012. p. 1031-1041. DOI: https://doi.org/10.1590/S0100-06832012000300033

REIS, N. J.; ALMEIDA, M. E. Arcabouço Geológico. In: MAIA, M. A. M; MARMOS, J. L. (Orgs). Geodiversidade do estado do Amazonas. Manaus: CPRM, 2010.

SENA, M. M. Vulnerabilidade socioambiental em área peri-urbana suscetível a movimentos de massa: estudo de caso no distrito de Miritituba, Itaituba, Pará. Belém, 2018. 94f. Dissertação (Gestão de Risco e Desastres Naturais na Amazônia) – Universidade Federal do Pará, Belém, 2018.

SOUSA, G. M. R.; ZANELLA, M. E. Análise da vulnerabilidade em saúde no estado do Ceará. Revista Ibero-americana de Ciências Ambientais, v. 12, n. 4, p. 472-488, 2021. DOI: https://doi.org/10.6008/CBPC2179-6858.2021.004.0037

UNEP. United Nations Environment Programme. Environment and Disaster Risk: Emerging Perspectives. ISDR, 2011. https://wedocs.unep.org/20.500.11822/7886.

Downloads

Publicado

2026-01-26

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

Análise multivariada e a cartografia da vulnerabilidade ambiental da cidade de Coari, Amazonas, Brasil. (2026). Revista Geografias, 21(2), 37-58. https://doi.org/10.35699/2237-549X.2025.54434