Análise espacial das atividades de mineração e de suas áreas de influência em áreas protegidas da Bacia Hidrográfica do Vacacaí-Mirim - RS
DOI:
https://doi.org/10.35699/2237-549X.2026.61567Palavras-chave:
Áreas de preservação permanente (APP)., Matriz de impactos ambientais, Legislação Ambiental, Topo de morro, Brita, BalneoterapiaResumo
Este artigo analisa as áreas de mineração e suas áreas de influência, ao que tange a cobertura da terra e as áreas protegidas na Bacia Hidrográfica do Rio Vacacaí Mirim, na região central do Rio Grande do Sul. Para delimitar as áreas de influência, optou-se por gerar buffers com o raio de 1km a partir da extração dos polígonos referentes às áreas de mineração. Para comparar a presença das áreas de mineração e suas áreas de influência com as variáveis de uso e cobertura da terra e áreas legalmente protegidas, os dados foram tabulados a partir de histogramas. Também utilizou-se uma matriz de impactos ambientais para uma análise qualitativa. Quanto aos resultados, a maioria das atividades mineradoras ocorre em áreas ecologicamente sensíveis: nascentes, topos de morro e cursos d’água — todas classificadas como Áreas de Preservação Permanente (APP). A presença da mineração nesses locais, combinada à complexidade ambiental, evidencia a necessidade de estudos mais aprofundados sobre os impactos associados à mineração e suas áreas de influência. Embora existam propostas para o uso racional da exploração mineral, abrangendo um planejamento e gestão ambiental durante e pós operação, as lacunas jurídicas fazem com que as questões socioambientais tornem-se reféns das tendências corporativistas.
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