Veja o MST!
Um frame revelado
Resumo
Esta é uma análise de duas reportagens jornalísticas publicadas em 3/04/2002, referentes a um único episódio: a invasão, liderada pelo Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST), da Fazenda Córrego da Ponte, situada em Buritis, Minas Gerais, de propriedade da família do então presidente Fernando Henrique Cardoso, ocorrida em 23/03/2002. Tal análise revela, no texto da Revista Veja (p. 46 a 50), a construção, principalmente através de recursos lexicais, de um determinado modelo cognitivo idealizado – frame – (FAUCONNIER, 1997) – subjacente à macro-estrutura do texto, o que não ocorre em relação à reportagem da Revista Isto É (p. 31 a 34). A existência de tal frame, compartilhada culturalmente por escritores e leitores, leva, por parte destes, a interpretações maniqueístas do evento sendo reportado.
Downloads
Referências
FAUCONNIER, G. Mappings in thought and language. Cambridge: Cambridge University Press, 1997.
FAUCONNIER, G.; TURNER, M. Blending as a central process of grammar. In: Conceptual structure, discourse and language. GOLDBERG, A. (Ed.). Stanford: CSLI. Distributed by Cambridge University Press, 1996. p. 113-129.
LAKOFF, G.; JOHNSON, M. Metaphors we live by. Chicago: University of Chicago Press, 1980.
PALMER, G. Toward a Theory of Cultural Linguistics. Austin: University of Texas Press, 1996.
REDDY, M. The conduit metaphor: a case of frame conflict in our language about language. In: ORTONY (Ed.). Metaphor and thought. Cambridge: Cambridge University Press, 1979. p.164-201.
SWEETSER, E. Mental spaces and the grammar of conditional constructions. In: FAUCONNIER, G.; SWEETSER, E. (Ed.). Spaces, worlds and grammar. Chicago, IL: University of Chicago Press, 1996. p 318-333.
TALMY, M. Force Dynamics in Language and Cognition. Cognitive Science, v. 12, p. 49-100, 1988.
TURNER, M. Human meaning. In: The literary mind. Oxford: Oxford University Press, 1997. p. 12-25.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2020 Revista Brasileira de Linguística Aplicada

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores de artigos publicados pela RBLA mantêm os direitos autorais de seus trabalhos, licenciando-os sob a licença Creative Commons BY Attribution 4.0, que permite que os artigos sejam reutilizados e distribuídos sem restrição, desde que o trabalho original seja corretamente citado.


