O gênero narrativa no discurso em saúde
uma análise de relatos de pacientes sobre o diabetes e o câncer
DOI:
https://doi.org/10.17851/2237-2083.34.2.198-222Palabras clave:
Linguística Sistêmico-Funcional, gênero, discurso em saúde, narrativa de pacientes, empoderamentoResumen
Este estudo investiga o funcionamento linguístico do gênero narrativa no discurso em saúde, analisando relatos produzidos por pessoas que vivem com diabetes mellitus tipo 1 e por pessoas que viveram com câncer de mama. Objetiva-se compreender como esse gênero se organiza em domínios experienciais distintos, observando suas etapas, fases e escolhas léxico-gramaticais. Pesquisas anteriores demonstram que a Linguística Sistêmico-Funcional (LSF) oferece um arcabouço teórico consistente para o estudo do discurso em saúde. Contudo, ainda é necessário aprofundar a compreensão acerca de como diferentes domínios experienciais influenciam a produção de um mesmo gênero, no caso deste estudo, o gênero narrativa produzido por pacientes. Para esse fim, foram analisadas dez autonarrativas compiladas na internet, de acordo com as categorias léxico-gramaticais descritas pela LSF (Halliday; Matthiessen, 2014) e com as definições de gênero, etapas e fases apresentadas por Martin e Rose (2008) e Rose (2019). Os resultados revelaram que, embora as etapas do gênero apresentem estabilidade, as fases variam conforme o domínio experiencial. As narrativas compartilham padrões gramaticais semelhantes, mas mobilizam itens lexicais distintos na construção das experiências específicas. Conclui-se que as narrativas de pacientes constituem recursos linguísticos fundamentais para compreender como significados sobre a doença e a identidade são construídos no discurso em saúde.
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