v. 2 n. 1 (2021): Dossiê - Outras vidas contra o espetáculo: o animal, a planta, a máquina e o alien (jan/jun 2021)
Dossiê especial

Homo ludens: da situação do jogo ao jogo da situação

Joyce Karine de Sá Souza
Nova Faculdade, Contagem, Brasil
Biografia

Publicado 25-08-2021

Palavras-chave

  • jogo,
  • situacionistas,
  • sociedade do espetáculo,
  • alienação

Como Citar

SOUZA, J. K. de S. Homo ludens: da situação do jogo ao jogo da situação. (Des)troços: revista de pensamento radical, Belo Horizonte, v. 2, n. 1, p. 89–107, 2021. DOI: 10.53981/destroos.v2i1.34385. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistadestrocos/article/view/34385. Acesso em: 25 jun. 2024.

Resumo

O objetivo deste texto é apresentar a noção de jogo formulada pela Internacional Situacionista em sua fase inicial (1957 – 1960), marcada pela crítica à alienação na arte e na cultura assimiladas pela estrutura econômica capitalista burguesa. Vinculado à ideia de construção de situações, o jogo assume a função de unir a teoria à práxis e, para compreendê-lo, é preciso descrever o que os situacionistas entendem por decomposição na arte e a influência de Johan Huizinga quando desenvolvem a crítica contra a mercadorização da cultura, característica do capitalismo. Se, conforme defendiam os situacionistas, é necessário desenvolver uma nova maneira de viver que eleve a vida ao que a arte prometia, é por meio do jogo e da construção de situações que eles entendem que os obstáculos da alienação espetacular-mercantil podem ser aniquilados.

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Referências

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