Homo ludens

da situação do jogo ao jogo da situação

Autores

  • Joyce Karine de Sá Souza Nova Faculdade, Contagem, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.53981/destroos.v2i1.34385

Palavras-chave:

jogo, situacionistas, sociedade do espetáculo, alienação

Resumo

O objetivo deste texto é apresentar a noção de jogo formulada pela Internacional Situacionista em sua fase inicial (1957 – 1960), marcada pela crítica à alienação na arte e na cultura assimiladas pela estrutura econômica capitalista burguesa. Vinculado à ideia de construção de situações, o jogo assume a função de unir a teoria à práxis e, para compreendê-lo, é preciso descrever o que os situacionistas entendem por decomposição na arte e a influência de Johan Huizinga quando desenvolvem a crítica contra a mercadorização da cultura, característica do capitalismo. Se, conforme defendiam os situacionistas, é necessário desenvolver uma nova maneira de viver que eleve a vida ao que a arte prometia, é por meio do jogo e da construção de situações que eles entendem que os obstáculos da alienação espetacular-mercantil podem ser aniquilados.

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Biografia do Autor

  • Joyce Karine de Sá Souza, Nova Faculdade, Contagem, Brasil

    Doutora em Direito & Justiça pela Universidade Federal de Minas Gerais. Professora de Filosofia do Direito no Curso de Direito da Nova Faculdade (Contagem, Minas Gerais). Autora dos livros Desalienar o poder, viver o jogo: uma crítica situacionista ao direito (Max Limonad, 2020) e A violência do nómos: elementos para uma leitura crítica dos fundamentos do direito (Expert/UFMG, 2021). E-mail: joykssouza@gmail.com Outros textos em https://ufmg.academia.edu/JoyceKSSouza

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Publicado

25-08-2021

Como Citar

SOUZA, Joyce Karine de Sá. Homo ludens: da situação do jogo ao jogo da situação. (Des)troços: revista de pensamento radical, Belo Horizonte, v. 2, n. 1, p. 89–107, 2021. DOI: 10.53981/destroos.v2i1.34385. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistadestrocos/article/view/34385. Acesso em: 5 mar. 2026.

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