A força dos afetos no direito e na multidão

uma possível leitura espinosista sobre o poder constituinte de Antonio Negri

Autores

  • Vitor Sousa Bizerril Universidade de Brasília, Brasília, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.53981/destroos.v2i2.36530

Palavras-chave:

poder constituinte, afetos, multidão, Antonio Negri, Baruch de Espinosa

Resumo

A teoria do poder constituinte formulada por Antonio Negri diferencia-se das demais concepções existentes, visto que, em vez de buscar arrefecê-lo ou controlá-lo, Negri apresenta-o como um procedimento absoluto, ilimitado e inconcluso. Não obstante seu caráter vanguardista, a robusta fundamentação teórica e a complexa pesquisa efetuada por Negri na elaboração de seu conceito de poder constituinte apresentam, conquanto de forma sintética, algumas possíveis críticas ao seu construto teórico a partir da filosofia de Baruch de Espinosa. Considerando haver Negri utilizado a filosofia espinosiana como argumento basilar de sua proposta teórica, inclusive adotando e interpretando conceitos próprios daquela, analisam-se temas como dinâmica e ciência dos afetos, multidão e direito, que, por serem caros à literatura de Espinosa, merecem, de forma crítica e percuciente, serem examinados e cotejados com elementos da teoria do poder constituinte negriana.

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Biografia do Autor

  • Vitor Sousa Bizerril, Universidade de Brasília, Brasília, Brasil

    Coordenador Adjunto do curso de Graduação em Direito do Centro Universitário Christus (Unichristus) – Campus Parquelândia, situado no município de Fortaleza (CE); Doutorando em Direito na Universidade de Brasília (UnB), integrante da Linha de Pesquisa “Constituição e Democracia”, sublinha “Filosofia Política, Teoria Constitucional e Democracia”; Mestre em Ordem Jurídica Constitucional pela Universidade Federal do Ceará (UFC); Bacharel em Direito pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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Publicado

17-04-2022

Como Citar

BIZERRIL, Vitor Sousa. A força dos afetos no direito e na multidão: uma possível leitura espinosista sobre o poder constituinte de Antonio Negri. (Des)troços: revista de pensamento radical, Belo Horizonte, v. 2, n. 2, p. 116–139, 2022. DOI: 10.53981/destroos.v2i2.36530. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistadestrocos/article/view/36530. Acesso em: 14 mar. 2026.

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