Entre el exilio de Reinaldo Arenas y Néstor Perlongher
DOI:
https://doi.org/10.53981/destroos.v4i2.48533Palavras-chave:
escritores queer, exilados LGBTQ+, literatura latino-americana, sexo e revolução, Reinaldo ArenasResumo
As trajetórias de Reinaldo Arenas e Néstor Pelongher são comparáveis sob diferentes perspectivas. Ambos foram exilados devido à perseguição em seus países por causa de sua identidade política e sexual, mas a recepção de cada um deles nos países de exílio e a recuperação contemporânea de suas figuras divergem amplamente. O estigma contra os escritores e intelectuais cubanos, que se exilaram por vários motivos após 1959, colocou-os em uma posição que os distanciou de seus pares sul-americanos. O ostracismo dentro da ilha foi reproduzido nos espaços políticos e culturais onde os exilados sul-americanos se reuniam. Faço uma comparação entre os exílios de Arenas e Perlongher, com base na análise de suas cartas pessoais, textos ensaísticos e literários, confrontando esses arquivos com fontes históricas que permitem ao leitor dimensionar a disputa que ambos os escritores sustentaram contra o poder do Estado. O objetivo é destacar também como as vicissitudes de ambos os escritores dentro dos movimentos de esquerda ou revolucionários estão relacionadas à sua identidade/orientação sexual. O confronto de Arenas é contra o poder simbólico da Revolução e seus apoiadores fora de Cuba. O distanciamento de Perlongher de uma certa esquerda revolucionária se desdobra em uma militância queer ou marica, o que lhe permite um enraizamento positivo no Brasil, enquanto Arenas está constantemente no limiar de não ser um comunista e tampouco um escritor proyankee.
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