Cinecartografando imagens aberrantes do filme Honeyland (2019)

mergulhos entre camadas, paisagens, educação e cinema

Autores

  • Keyme Gomes Lourenço Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, MG, Brasil
  • Lúcia de Fátima Dinelli Estevinho Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, MG, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.53981/destroos.v5i1.51951

Palavras-chave:

imagem-tempo, filosofia da diferença, educação, cinema

Resumo

Neste artigo foram criadas e experimentadas cinecartografias do filme Honeyland (2019), a partir de mergulhos profundos nas suas imagens cinematográficas. É uma produção teórica, narrativa e experimentativa, que dialoga com referencial teórico das filosofias da diferença, principalmente os estudos de cinema de Gilles Deleuze e suas escritas em platôs sobre virtualidades, multiplicidades e potências com Félix Guattari. Discute sobre o cartógrafo e o cartografar de Sueli Rolnik e sobre os movimentos aberrantes que existem nas imagens de David Lapoujade. Mais do que cartografias, forjamos no trabalho cinecartografias, entendendo estas como uma cartografia das imagens dos filmes. Dividimos a escrita em quatropartes. Na primeira e na segunda tecemos aproximações entre os conceitos importantes trazidos pelas leituras como fazemos considerações teórico-metodológicas acerca da cartografia e da cinecartografia. Na terceira parte, tecemos narrativas e algumas considerações construídas com as imagens cinecartografadas do filme e as contaminações que ecoaram após o encontro com a pesquisa. Por fim, na última parte tecemos algumas considerações. Ensaios vazaram pelo texto na experimentação do filme e de seus movimentos e montaram juntos todo um rizoma. Pudemos cinecartografar movimentos que forçaram e violentaram o pensamento produzindo narrativas outras e lugares e territórios e afecções e rostos.

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Biografia do Autor

  • Keyme Gomes Lourenço, Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, MG, Brasil

    Produtor audiovisual e Coordenador da Mostra Audiovisual [em] curtas. Trabalha com Imagens, cinema, paisagens, antropoceno e educação. Doutorando em Educação pelo Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). E-mail: keymelourenco@gmail.com.

  • Lúcia de Fátima Dinelli Estevinho, Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, MG, Brasil

    Professora do Instituto de Biologia e do programa de Pós Graduação em Educação da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), lecionando disciplinas que discutem Cultura, Filosofia, Ciências e Artes. Trabalha com Educação, Biologia e Cultura, Imagens e narrativas do Antropoceno. Doutorado e Pós-Doutorado em Educação pela Universidade Federal de Campinas (UNICAMP). E-mail: lestevinho@gmail.com.

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Publicado

14-10-2024

Como Citar

LOURENÇO, Keyme Gomes; ESTEVINHO, Lúcia de Fátima Dinelli. Cinecartografando imagens aberrantes do filme Honeyland (2019): mergulhos entre camadas, paisagens, educação e cinema. (Des)troços: revista de pensamento radical, Belo Horizonte, v. 5, n. 1, p. e51951, 2024. DOI: 10.53981/destroos.v5i1.51951. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistadestrocos/article/view/51951. Acesso em: 4 abr. 2026.

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