Resíduos de humanidade e poder soberano
Achille Mbembe, leitor de Giorgio Agamben
DOI:
https://doi.org/10.53981/destrocos.v6i1.56469Palavras-chave:
mortos-vivos, vida nua, necropolítica, estado de exceção, democraciaResumo
Partindo do ensaio Necropolítica (2003), de Achille Mbembe, no qual o autor estabelece os fundamentos da argumentação sobre a existência de uma política de morte nascida a partir do poder colonial, procuramos expor alguns elementos da filosofia de Giorgio Agamben que contribuíram para esta formulação. O presente artigo propõe uma aproximação aos conceitos agambenianos de “vida nua”, “estado de exceção” e “biopolítica”, com base na interpretação de Mbembe, procurando compreender o poder soberano diante da experiência de expansão do poder colonial e de sua globalização no século XX. Ao examinarmos as estratégias de objetificação de populações consideradas descartáveis e de diminuição de sua condição humana, procuramos esclarecer aspectos do conceito de necropolítica.
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