A anarquia do comando
DOI:
https://doi.org/10.53981/destrocos.v7i1.62427Palavras-chave:
anarquia, ontologia, Giorgio Agamben, Reiner Schürmann, Jacques DerridaResumo
O ensaio tem como objetivo principal desenvolver a interpretação de Giorgio Agamben no seu Criação e Anarquia (2017) acerca da aporia da palavra grega arché. Com objetivo secundário, este ensaio também pretende aprofundar o tema da anarquia de fundo do ato de comandar, dar ordens e emitir regras. A pergunta-problema deste ensaio é: O que fundamenta ontologicamente um comando? A hipótese se dá a partir da discussão em torno de duas distintas interpretações quanto ao caráter anárquico da “ontologia do comando”. Entre Reiner Schürmann e Jacques Derrida, Agamben diferencia a interpretação anárquica e a interpretação democrática da Filosofia pós-Heideggeriana, respectivamente, sobre o tema. A partir disto, conclui-se por uma leitura que combina aquelas duas interpretações, mostrando o caráter místico, ocultado, mas também sem fundamento, e, por isto, “an-árquico” (Andityas Matos) do ato de comandar, de dar uma ordem, conforme, também, pode-se entender este assunto a partir da filosofia analítica de John L. Austin e sua teoria do “ato de fala”. O método de estudo adotado neste ensaio é o hermenêutico-filosófico, desde estudos de fontes bibliográficas e teórico-qualitativas.
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Referências
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