A anarquia do comando

Autores

DOI:

https://doi.org/10.53981/destrocos.v7i1.62427

Palavras-chave:

anarquia, ontologia, Giorgio Agamben, Reiner Schürmann, Jacques Derrida

Resumo

O ensaio tem como objetivo principal desenvolver a interpretação de Giorgio Agamben no seu Criação e Anarquia (2017) acerca da aporia da palavra grega arché. Com objetivo secundário, este ensaio também pretende aprofundar o tema da anarquia de fundo do ato de comandar, dar ordens e emitir regras. A pergunta-problema deste ensaio é: O que fundamenta ontologicamente um comando? A hipótese se dá a partir da discussão em torno de duas distintas interpretações quanto ao caráter anárquico da “ontologia do comando”. Entre Reiner Schürmann e Jacques Derrida, Agamben diferencia a interpretação anárquica e a interpretação democrática da Filosofia pós-Heideggeriana, respectivamente, sobre o tema. A partir disto, conclui-se por uma leitura que combina aquelas duas interpretações, mostrando o caráter místico, ocultado, mas também sem fundamento, e, por isto, “an-árquico” (Andityas Matos) do ato de comandar, de dar uma ordem, conforme, também, pode-se entender este assunto a partir da filosofia analítica de John L. Austin e sua teoria do “ato de fala”. O método de estudo adotado neste ensaio é o hermenêutico-filosófico, desde estudos de fontes bibliográficas e teórico-qualitativas.

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Biografia do Autor

  • Ricardo Evandro Martins, Universidade Federal do Pará

    Ricardo Evandro Santos Martins é professor da Faculdade de Direito e do Programa de Pós-Graduação em Direitos Humanos da Universidade Federal do Pará. UFPa-Brasil. Autor de Ciência do Direito como Ciência Humana (2016); Ciência do Direito e Hermenêutica (2018); Seis ensaios sobre Agamben (2020); Direito, Cinema e Biopolítica (2022).

Referências

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Publicado

31-01-2026

Como Citar

MARTINS, Ricardo Evandro. A anarquia do comando. (Des)troços: revista de pensamento radical, Belo Horizonte, v. 7, n. 1, p. e62427, 2026. DOI: 10.53981/destrocos.v7i1.62427. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistadestrocos/article/view/62427. Acesso em: 25 fev. 2026.

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