Muitos ismos para o fascismo

primeiras elaborações sobre uma tentativa de definir o fascismo a partir de sua relação direta com a modernidade

Autores

DOI:

https://doi.org/10.53981/destrocos.v7i1.64332

Palavras-chave:

fascismo, modernidade, melancolia

Resumo

Ensaio elaborado a partir de experiências na docência e em minicursos proferidos com o intuito de responder ao que seria o fascismo. Neste escrito, abordo a dificuldade de conceituação partindo-se da aporia estabelecida por Gilbert Allardyce em 1979, que recusou haver um “fascismo genérico”. Como estratégia à dificuldade elaborada por este autor, procuro traçar a relação que há entre a modernidade e o fascismo, revelando que talvez não a definição de um fascismo genérico, mas sim nos modos de funcionamento da modernidade onde encontraremos uma fonte primária de algo que se materializa no fascismo, mas que se materializa também em outros fenômenos modernos de violência e autoritarismo. Para esta tarefa, considerei a contribuição de Walter Benjamin, que concebera a modernidade como tempo histórico melancólico. Por esta via, entendo o fenômeno histórico do fascismo e outros fenômenos de violência autoritária como uma reação fanática à melancolia. Este escrito constitui a primeira parte de, ao todo, três escritos que partem de uma pesquisa acerca da conceituação do fascismo, e nele traço a dificuldade de definição de um conceito genérico de fascismo e, consequentemente, me utilizo da estratégia de se compreender o fenômeno do fascismo vinculado à modernidade.

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Biografia do Autor

  • Luciano Gomes Brazil, Universidade de Pernambuco

    Doutorado pelo PPGF-UFRJ com a tese "Nem Guerra, Nem Paz: Walter Benjamin e a elaboração de uma crítica da violência". Professor Adjunto A pela UPE, campus Petrolina.

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Publicado

02-06-2026

Como Citar

BRAZIL, Luciano Gomes. Muitos ismos para o fascismo: primeiras elaborações sobre uma tentativa de definir o fascismo a partir de sua relação direta com a modernidade. (Des)troços: revista de pensamento radical, Belo Horizonte, v. 7, n. 1, p. e64332, 2026. DOI: 10.53981/destrocos.v7i1.64332. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistadestrocos/article/view/64332. Acesso em: 13 jul. 2026.

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