El fin de la biopolítica y la insurgencia de la carne

vida, muerte y revolución

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.53981/destrocos.v7i1.62908

Palabras clave:

biopolítica, ecopolítica, salud, anarquismo, revolución

Resumen

El artículo examina la genealogía de la biopolítica y sus ramificaciones contemporáneas, articulándola con la necropolítica, la ecopolítica y las formas de resistencia. El problema central es la captura de la existencia por parte del capital, que transforma la vida y la muerte en recursos de gestión y extracción de valor, expandiendo la biopolítica a dimensiones planetarias y normalizando la excepción a escala global. El objetivo es comprender cómo se produce esta expansión y qué resistencias surgen contra ella. El análisis, basado en Foucault, Agamben, Mbembe, Tiqqun y Povinelli, además de contribuciones situacionistas, anarquistas y marxistas, moviliza el “acontecimiento 68” como marco crítico de las relaciones entre poder, vida y muerte. La hipótesis principal sostiene que la ecopolítica representa la forma de superar la biopolítica, intensificando la captura de la vida a escala planetaria. Por el contrario, el anarquismo se afirma como una forma-de-vida irreductible e ingobernable, capaz de resistir las estrategias de poder y abandono. Por último, el ser humano-cuerpo-existencia encarnado se destaca como el lugar originario de las prácticas insurgentes, constituyendo posibilidades de otros mundos a través del cuidado, la negatividad y el compostaje. Los resultados evidencian que la ecopolítica, lejos de ser emancipadora, amplía la lógica de la biopolítica; que el anarquismo resiste como vida ingobernable; y que el cuerpo-existencia es el lugar de creación de mundos alternativos.

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Biografía del autor/a

  • Caio Maximino, Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará

    Caio Maximino é psicólogo (Universidade Estadual Paulista) e Doutor em Neurociências e Biologia Celular (Universidade Federal do Pará). É Professor Adjunto da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará e Universidade Federal do Pará.

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Publicado

2026-04-06

Cómo citar

MAXIMINO, Caio. El fin de la biopolítica y la insurgencia de la carne: vida, muerte y revolución. (Des)troços: revista de pensamento radical, Belo Horizonte, v. 7, n. 1, p. e62908, 2026. DOI: 10.53981/destrocos.v7i1.62908. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistadestrocos/article/view/62908. Acesso em: 13 apr. 2026.

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