Benedictus de Spinoza bene dictus de Anarchia: desejo, sexualidade e prazer em Espinosa cum Deleuze
Publicado 07-10-2025
Palavras-chave
- desejo,
- sexualidade,
- prostituição,
- Estado,
- anarquia coroada
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Resumo
A ética se torna psico-sexo-política quando se torna a arte de aprender a compor mutuamente novas relações de potência (entre nossas potências coletivas de pensamento e ação) que nos permitam criar tanto uma nova sociedade libertadora sem servidão (na qual valha a pena viver e trabalhar lado a lado) quanto uma nova subjetivação libertadora sem dominação psicossexual (e na qual valha a pena afetar e ser afetado por outros). Este artigo aborda as seguintes problemas: Espinosa está repetindo o que todos os filósofos modernos (Descartes, Hobbes, Locke, Leibniz, Burke, Fichte, Hegel e Schopenhauer) repetem, a saber, que o desejo (cupiditas) e o conatus são definidos por sua negatividade, falta, deficiência, anseio por prazer e gozo, e por sua fusão com a Lei? Que concepção de sexualidade Espinosa tem que se encaixe em nossas subjetivações já estatais? Como caracteriza o desejo sexual (coeundi cupiditas), a excitação sexual (coeundi libido), o prazer (titillatio) e a satisfação? Como podemos caracterizar a violência psicossexual masculina (por exemplo, a prostituição) de forma divergente (acrática)? Como podemos, seguindo a linha de fuga espinosana, ir além da sexualidade estatal falo-fiola dominante em direção a uma sexualidade da univocidade ou do sexo não-humano (a questão de uma nova ética sexual)?
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