Benedictus de Spinoza bene dictus de Anarchia

desejo, sexualidade e prazer em Espinosa cum Deleuze

Autores

DOI:

https://doi.org/10.53981/destrocos.v6i2.59431

Palavras-chave:

desejo, sexualidade, prostituição, Estado, anarquia coroada

Resumo

A ética se torna psico-sexo-política quando se torna a arte de aprender a compor mutuamente novas relações de potência (entre nossas potências coletivas de pensamento e ação) que nos permitam criar tanto uma nova sociedade libertadora sem servidão (na qual valha a pena viver e trabalhar lado a lado) quanto uma nova subjetivação libertadora sem dominação psicossexual (e na qual valha a pena afetar e ser afetado por outros). Este artigo aborda as seguintes problemas: Espinosa está repetindo o que todos os filósofos modernos (Descartes, Hobbes, Locke, Leibniz, Burke, Fichte, Hegel e Schopenhauer) repetem, a saber, que o desejo (cupiditas) e o conatus são definidos por sua negatividade, falta, deficiência, anseio por prazer e gozo, e por sua fusão com a Lei? Que concepção de sexualidade Espinosa tem que se encaixe em nossas subjetivações já estatais? Como caracteriza o desejo sexual (coeundi cupiditas), a excitação sexual (coeundi libido), o prazer (titillatio) e a satisfação? Como podemos caracterizar a violência psicossexual masculina (por exemplo, a prostituição) de forma divergente (acrática)? Como podemos, seguindo a linha de fuga espinosana, ir além da sexualidade estatal falo-fiola dominante em direção a uma sexualidade da univocidade ou do sexo não-humano (a questão de uma nova ética sexual)?

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Biografia do Autor

  • Martin Chicolino, Universidad del Salvador

    Filósofo, docente, e investigador. Artista audio-visual en Colectiva Moi Non Plus. Doctorando en Filosofía. Licenciado en Filosofía. Investigador y Profesor de Metafísica II y de Filosofía Social y Política (USAL). 

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Publicado

07-10-2025

Como Citar

CHICOLINO, Martin. Benedictus de Spinoza bene dictus de Anarchia: desejo, sexualidade e prazer em Espinosa cum Deleuze. (Des)troços: revista de pensamento radical, Belo Horizonte, v. 6, n. 2, p. e59431, 2025. DOI: 10.53981/destrocos.v6i2.59431. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistadestrocos/article/view/59431. Acesso em: 13 mar. 2026.

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