Brancos, castanhos e vermelhos: cachimbos arqueológicos de cerâmica no Forte Orange

Palavras-chave: Cachimbos, fumo, forte, Holandeses, manufatura brasileira

Resumo

As escavações arqueológicas no forte Orange, sítio multicomponencial de edificação fortificada construída e utilizada para fins militares, resultaram em imensas quantidades de cachimbos. Dois tipos básicos dessas peças foram encontrados: cachimbos importados, em geral feitos de argilas brancas cauliníticas, e cachimbos de argilas colorizadas, muito provavelmente feitos no Brasil. Ambos os tipos são aqui descritos e problematizados: no caso dos cachimbos de argilas brancas, principalmente com foco na sua utilização, enquanto para os de barro, principalmente a partir de questões que circundam sua produção.

Referências

ABREU, João Capistrano de. 1988. Capítulos de história colonial. Edusp, São Paulo.

AGBE-DAVIES, Anna. 2004. The production and consumption of smoking pipes along the tobacco cost. In RAFFERTY, Sean & MANN, Rob. Smoking and Culture: The archaeology of tobacco pipes in eastern North America. The Universityof Tennessee Press, Knoxville. Pp. 273-304.

AGOSTINI, Camilla. 1998. Resistência cultural e reconstrução de identidades: um olhar sobre a cultura material de escravos do século XIX. Revista de História Regional, v. 3, n. 2, p. 115-137.

ALBUQUERQUE, Marcos. 2006. Holandeses en Pernambuco: rescate material de la historia. In: PÉREZ, José Manuel Santos e SOUZA, George Cabral (orgs). El desafío holandés al domínio ibérico en Brasil en el siglo XVII.Ediciones Universidad Salamanca, Salamanca.

ALBUQUERQUE, Marcos. 2007a. Arqueologia do Forte Brum. DaCultura, ano VII, n. 13. Pp. 43-50.

ALBUQUERQUE, Marcos. 2007b. As escavações arqueológicas no Forte de Orange. Revista Brasileira de Arqueometria, Restauração e Conservação, v. 1, nº 2. Pp. 51-55.

ALBUQUERQUE, Marcos. 2009. Arqueologia do Forte Orange. DaCultura, ano IX, n. 15 Pp. 37-47.

ALBUQUERQUE, Marcos. 2010a. Arqueologia do Forte Orange II. DaCultura, ano IX, n. 16. Pp. 44-51.

ALBUQUERQUE, Marcos. 2010b. Arqueologia do Forte Orange: o forte holandês. DaCultura, ano X, n. 17. Pp. 36-43.

ALBUQUERQUE, Marcos & LUCENA, Veleda. 1997. Arraial Novo do Bom Jesus. Ed. Graftorre Ltda., Recife.

ALLEN, Scott Joseph et al. 2009. Arqueologia da casa de aposentadoria, Penedo, Alagoas. CLIO. Série Arqueológica (UFPE). v. 24. Pp. 161-176.

ALLEN, Scott Joseph. 2016. Afrofatos. Vestígios: Revista Latino-Americana de Arqueologia Histórica, v. I, n. 1,p. 91-105.

BARGÃO, A. & FERREIRA, S. 2013. Pátio Linheiro, largo dos Trigueiros: Um exemplo da Lisboa seiscentista. Arqueologia em Portugal: 150 anos. Lisboa: AAP.

BARTHEL, Stela. 2007. Arqueologia de uma fortificação: O Forte Orange e a Fortaleza de Santa Cruz, em Itamaracá, Pernambuco. 168 f. Dissertação (Mestrado em Arqueologia), Universidade Federal de Pernambuco, Recife.

BINFORD, L. 1978. A new method of calculating dates from kaolin pipe stem samples. In SCHUYLER, R; (ed.). Historical Archaeology: A guide to substantive and theoretical contributions. Bayood Publishing Company Inc., Nova Iorque. Pp: 66-67.

BRADLEY, J. & DEANGELO, G. 1981. European clay pipe marks form 17th century Onondaga Iroquois sites. Archaeology of Eastern North America, v. 9 Pp. 109-133.

BRANCANTE, E. F..1981. O Brasil e a Cerâmica Antiga. Cia Lithographica, Ypiranga. São Paulo.

CALADO, Marco et al. 2013. Os cachimbos cerâmicos do Palácio Marialva. Revista Portuguesa de Arqueologia, v. 16. Pp. 383-392.

CALADO, Marco et al. 2003. Cachimbos de cerâmica provenientes da escavação do Caminho de Ronda no Castelo de São Jorge em Lisboa. Património: estudos, Lisboa: Instituto Português do Património Arquitectónico, v. 5. Pp. 83-95.

CARDOSO, João Luís. 2008. Resultados das escavações arqueológicas realizadas no claustro do antigo Convento de Jesus. Revista Portuguesa de Arqueologia, v. 11, n. 1. Pp. 259-284.

CURADO, Maria Eleonôra da Gama Guerra. 2010. A faiança do Forte Orange, Itamaracá, Pernambuco. 219 f. Dissertação (Mestrado em Arqueologia), Universidade Federal de Pernambuco, Recife.

DALLAL, Diane. 2016. The Tudor Rose and the Fleurs-de-lis: Women and iconography in Seventeenth-Century Dutch clay pipes found in New York City. In RAFFERTY, Sean; MANN, Rob. Smoking and Culture: The archaeology of tobacco pipes in eastern North America. Knoxville: The University of Tennessee Press. Pp. 207-240.

DUCO, Don. 1980. Clay pipe manufacturing processes in Gouda, Holland. In: dAVEY, Peter (Ed). The archaeology of the clay tobacco pipe IV. BAR International series 92. Londres: BAR, p: 179-218.

DUCO, Don.1987. De NederlandseKleipijp. Museu do Cachimbo, Leiden.

DUCO, Don. 1993. Kleipijpen. In LENTING, J. et al (orgs). Schans op de Grens: Bourtangerbodemvondsten 1580-1850. Sellingen:StichtingVestingBourtange.

FERREIRA, Jonatas. 2013. Pedra, ferro e sangue. Monografia do curso de história da UFRN, Natal. 62 pgs.

FERREIRA, Jonatas. 2014. Materialidade militar e presença holandesa na capitania do Rio Grande (século. XVII). II Encontros coloniais, Natal.

GARY, Jack. 2007. Material culture and multi-cultural interaction at Sylvester Manor. Northeast historical archaeology, v. 36, n.1,p. 100-112.

GOMES, Rosa Varela. 2012. A arqueologia da Idade Moderna em Portugal: contributos e problemáticas. O ArqueólogoPortuguês. Série V, n. 2. Pp. 13-75.

HARRINGTON, J. 1978. Dating stem fragments of Seventeenth and Eighteenth century clay tobacco pipes. In SCHUYLER, R; (ed.). Historical Archaeology: A guide to substantive and theoretical contributions. BayoodPublishingCompany Inc., Nova Iorque. Pp: 63-65.

HISSA, Sarah de Barros Viana. 2018. O petyn no cachimbo branco: arqueologia e fumo nos séculos XVII ao XIX. Tese (Doutorado em Arqueologia), Museu Nacional, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.

HISSA, Sarah de Barros Viana & LIMA, Tania Andrade. 2017. Cachimbos europeus de cerâmica branca, séculos XVI ao XIX: parâmetros básicos para análise arqueológica. Anais do Museu Paulista: História, cultura e material, v. 25. Pp. 225-268.

HOLANDA, Sérgio Buarque. 2014. Raízes do Brasil. Companhia das Letras, São Paulo.

LUCKENBACH, Al. The Swan Cove Kiln: Chesapeake Tobacco Pipe Production, Circa 1650 – 1669. S/d. Disponível em <<http://www.chipstone.org/article.php/171/Ceramics-in-America-2004/The-Swan-Cove-Kiln:-Chesapeake-Tobacco-Pipe-Production,-Circa-1650---1669->> Acesso em 01/02/2016.

LUCKENBACH, Al; KISER, Taft. 2006. Seventeenth-Century tobacco pipe manufacturing in the Chesapeake region: A preliminary delineation of makers and their styles. In HUNTER, R. (ed.). Ceramics in America. University Press of New England, Hanover. Pp. 160-177.

MEDEIROS, Elisabeth Gomes de Matos. 2005. O povoado dos arrecifes e o baluarte holandês do século XVII. Dissertação (Mestrado em Arqueologia), Universidade Federal de Pernambuco – Centro de Filosofia e Ciências Humanas. Recife.

MEDEIROS, Mércia Carréra. 2005. Reconstituição de uma fazenda colonial: estudo de caso Fazenda de São Bento de Jaguaribe. Dissertação (Mestrado em Arqueologia), Universidade Federal de Pernambuco – Centro de Filosofia e Ciências Humanas. Recife.

MELLO NETO, Ulysses Pernambucano de. 1977a. O Galeão Sacramento (1668): Um naufrágio do século XVII e os resultados de uma pesquisa de arqueologia submarina na Bahia (Brasil). Revista Navigator, v. 13. Pp. 7-40.

MELLO NETO, Ulysses Pernambucano de. 1977b. O fumo no nordeste, 1500-1654. Revista do Instituto arqueológico, histórico e geográfico pernambucano, Recife, v. XLIX. Pp. 253-292.

MELLO NETO, Ulysses Pernambucano de. 1983. O Forte das Cinco Pontas. Fundação de Cultura Cidade do Recife, Recife.

MIRANDA, Bruno Romero Ferreira. 2011. Sobre os que fazem a guerra: migração, origem e perfil social dos soldados do exército da companhia das índias ocidentais (1630-1654). Clio – Revista de pesquisa histórica, v. 29, n.2.

MIRANDA, Bruno Romero Ferreira. 2013. Cotidiano, trabalho e resistência no exército da companhia das índias ocidentais do Brasil (1630-1654). Revista do IAHGP, Recife, n. 66. Pp. 169-188.

MOREIRA, André. 2007. Arqueologia Histórica na cidade de Olinda. Centro de estudos avançados da conservação integrada, Olinda.

NIEUHOF, Joan. 1951. Memorável viagem marítima e terrestre ao Brasil. Livraria Martins Editora S. A., São Paulo.

NAJJAR, R. Compra-se aterro! 2010. In NAJJAR, Rosana (org.). Arqueologia do Pelourinho.Brasília, IPHAN. Pp. 266-279.

OOSTEVEEN, Jan Van. 1996. Kalfje, 17e eeuwsekleipijpen. Het Profiel, 1996, dez., p.03-32.

OOSTEVEEN, Jan Van. 2015. Tabak, tabakspijpenmakers en hunproducten in Rotterdam (1600-1675). In BOOR notitie 19. Bureau OudheidkundigOnderzoek Rotterdam, Roterdã.

PEIXOTO, Fernanda Arêas. 2015. A viagem como vocação: Itinerários, parcerias e formas de conhecimento. Edusp, São Paulo.

PEREIRA, Antônio Luís. 2003. Cachimbos Cerâmicos do Século XVII da Casa do Infante (Porto). Actas das 3as Jornadas de Cerâmica Medieval e Pós-Medieval. Pp. 253-269.

PIMENTA, João et al.2008. Cachimbos de cerâmica provenientes da escavação do Caminho de Ronda no Castelo de São Jorge, em Lisboa. Actas das 4 Jornadas de Cerâmica Medieval e Pós-Medieval. Pp. 335-353.

PINTO, Marina et al. 2011. Cachimbos de caulino provenientes do mercado da ribeira: contributo para a história sócio-econômica da Lisboa moderna. Apontamentos de arqueologia e patrimônio, v. 7. Pp. 41-48.

RICHSHOFFER, Ambrósio. 1978. Diário de um soldado da Companhia das índias ocidentais. IBRASA, São Paulo.

RICUPERO, Rodrigo. 2017. O exclusivo metropolitano no Brasil e os tratados diplomáticos de Portugal com a Inglaterra (1642-1661). Revista de História, São Paulo, n.176, Pp. 01-33.

SANCHES, Marcos Guimarães. 2004. A mais deliciosa, próspera e abundante: a capitania de Pernambuco e o projeto holandês no Brasil. In TOSTES, Vera & BENCHIETRIT, Sarah Fassa (orgs). A presença holandesa no Brasil: memória e imaginário. Museu histórico nacional, Rio de Janeiro. Pp. 169-184.

SILVA, Cláudio César Souza. 2010. Um passado através do lixo. In NAJJAR, Rosana (org.). Arqueologia do Pelourinho. IPHAN, Brasília. Pp. 245-265.

SILVA, Leonardo Dantas. 2004. Sociedade e vida privada no Brasil holandês. In TOSTES, Vera & BENCHIETRIT, Sarah Fassa (orgs). A presença holandesa no Brasil: memória e imaginário. Museu histórico nacional, Rio de Janeiro. Pp. 225-250.

TEIXEIRA, Paulo Roberto Rodrigues. 2007. Forte Orange. DaCultura. ano VII, n. 12. Pp. 51-60.

VAINFAS, Ronaldo. 2014. Tempo dos flamengos: A experiência colonial holandesa. In FRAGOSO, João & GOUVÊIA, Maria. O Brasil Colonial: 1580-1720. Vol 2. 2014. Pp. 227-265.

Publicado
2019-06-30
Seção
Artigos