A ODONTOLOGIA NAS POLÍTICAS PÚBLICAS DE SAÚDE DO TRABALHADOR

  • Daniela Garbin Universidade Federal de Santo Catarina - UFSC
  • Daniela Lemos Carcereri Universidade Federal de Santo Catarina - UFSC

Resumo

Buscando contribuir para o debate em torno da importância cla Odontologia dentro das práticas de saúde do trabalhador o artigo descreve o panorama atual das relações de trabalho e as modificações ocorridas no processo saúde-doença-trabalho; contextualiza as ações de saúde do trabalhador à luz do paradigma de promoção da saúde e apresenta as políticas públicas em saúde do trabalhador vigentes no Brasil. Neste contexto discute a importância do cirurgião-dentista do trabalho no Sistema Único de Saúde/SUS, bem como suas atribuições enquanto especialista nas ações em saúde do trabalhador Destaca que as ações em saúde do trabalho são indissociáveis das ações em saúde pública e das políticas sociais e identifica parâmetros de atuação para o cirurgião-dentista do trabalho no SUS entre os quais o enfoque no paradigma da promoção da saúde, na abordagem clínico-epidemiológica e na integração com as áreas de saúde envolvidas com a saúde do trabalhador
Descritores Saúde do Trabalhador, Odontologia do Trabalho; Saúde Pública.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Daniela Garbin, Universidade Federal de Santo Catarina - UFSC

Especialista em Odontologia do Trabalho (Universidade Federal de Santo Catarina - UFSC).

Daniela Lemos Carcereri, Universidade Federal de Santo Catarina - UFSC

Professora Adjunta do Departamento de Estomatologia -Universidade Federal de Santo Catarina - UFSC.

Referências

1. Mendes R, Dias EC. Saúde dos trabalhadores. In: Rouquaryol MZ, Almeida Filho N. Epidemiologia e saúde. Rio de Janeiro: Médici, 1999; 431-456.
2. Mazzilli LEN. Odontologia do Trabalho. São Paulo: Santos, 2003: 207.
3. Assunção AÁ. Uma contribuição ao debate sobre as relações saúde e trabalho. Ciênc. Saúde Coletiva 2003; 8: 1005-1018.
4. Antunes R. Os caminhos da liofilização organizacional: as formas diferenciadas da reestruturação produtiva no Brasil. Idéias 2002-2003; 9-10 (1-2): 13-24.
5. Salim CA. Doenças do trabalho: exclusão, segregação e relações de gênero. São Paulo Perspec. 2003; 17:11-24.
6. Sigerist H. The university at the crossroad. Nova York: Henry Schumann Publisher, 1956.
7. Buss PM. Promoção da saúde e qualidade de vida. Ciênc. Saúde Coletiva 2000; 5: 163-167.
8. Brasil, Ministério da Saúde. Promoção da saúde: cartas de Ottawa, Adelaide, Sundsvall e Santa Fé de Bogotá. Brasília: Ministério da Saúde 1996; 41-47.
9. Brasil, Ministério da saúde - Secretaria de políticas de saúde. Projeto promoção da saúde. As cartas de promoção da saúde. Brasília: Ministério da Saúde 2002: 56.
10. Lefévre F. (homepage na Internet). Promoção de saúde: uma definição possível. Disponível em: http://www.fsp.usp.bri-flefevret. Acesso em: 13 mar. 2005.
11. Campos GW, Barros RB, Castro AM. Avaliação de pofitica nacional de promoção da saúde. Ciênc. Saúde Coletiva 2004; 9: 745-749.
12. Mendes EV. Uma agenda para a saúde. 2 ed. São Paulo: Hucitec, 1999: 300.
13. Moisés SJ, Moisés ST, Krempel MC. Avaliando o processo de construção de políticas públicas de promoção de saúde: a experiência de Curitiba. Ciênc. Saúde Coletiva 2004; 9: 627-641.
14. Companhia de desenvolvimento Curitiba. Empresas saudáveis: uma estratégia de promoção de saúde. Curitiba, 2003:10.
15. Alves RB. Vigilância em saúde do trabalhador e promoção da saúde: aproximações possíveis e desafios. Cad. Saúde Pública 2003; 19: 319-322.
16. Machado JMH. Processo de vigilância em saúde do trabalhador. Cad. Saúde Pública 1997; 13: 33-45.
17. Graça L. Promoção da saúde no trabalho: a nova saúde ocupacional? Lisboa: Sociedade Portuguesa de Medicina do Trabalho, 1999: 96.
18. Brasil, Ministério da saúde - Secretaria de atenção à saúde. Área técnica de saúde do trabalhador. Disponível em: . Acesso em: 28 mar. 2005.
19. Brasil. Lei orgânica da saúde - LOS n9. 8080, de 19 de setembro de 1990. In: SUS-RS: descentralizando e democratizando o conhecimento: coletânea de legislação do sistema único de saúde/SUS. Porto Alegre: Nova prova, (199-): 23-44.
20. Dias EC. O campo da saúde do trabalhador e o papel dos profissionais de saúde na atenção à saúde dos trabalhadores. In: Brasil. Ministério da Saúde. Doenças relacionadas com o trabalho: diagnóstico e condutas - manual de procedimentos para os serviços de saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2000: 1-11.
21. Diesat, Departamento Intersindical de Estudos e Pesquisas de Saúde e dos Ambientes de Trabalho. Pelo direito de mastigar. Saúde e trabalho 1984; 4: 11.
22. Peres AS, Olympio KPK, Cunha LSC, Bardai PAP. Odontologia do trabalho e sistema único de saúde - uma reflexão. Rev. da ABENO 2004; 4: 38-41.
23. Silva ACB. Odontologia do trabalho: avaliação da percepção e conhecimento de formandos e profissionais sobre a nova especialidade odontológica. (Dissertação). São Paulo: Faculdade de Odontologia de Piracicaba, Universidade Estadual de Campinas. 2005. 43p.
24. Conselho Federal de Odontologia. Resolução CFO-25 /2002. Disponível em: . Acesso em: 28 ago. 2006.
25. Araújo ME. Estudo da prevalência das manifestações bucais decorrentes de agentes químicos no processo de gdvanoplastia: sua Importância para a área de saúde bucal do trabalhador. (Tese). São Paulo: Faculdade de Odontologia, Universidade de São Paulo. 1998. 126 f.
26. Vianna MIP, Santana VS. Exposição ocupacional a névoas ácidas e alterações bucds: uma revisão Cad. Saúde Pública 2001; 17: 1335-1344.
27. Petersen PE, Gormsen C. Oral conditions among German battery factory workers. Community Dentistry and Oral Epidemiology 1991, 19: 104-106.
28. Souza AMPA de. A influência das condições de trabalho na atividade de cárie dental de trabalhadores em padaria e confeitaria: estudo de caso. (Dissertação). Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina. 2002.123p.
29. Brasil, Ministério da saúde. Diretrizes da política nacional de saúde bucal. Brasília, 2004:16.
30. Mazzilli LEN. Análise dos afastamentos do trabalho por motivo odontológico em servidores públicos municipais de São Paulo submetidos à perícia ocupacional no período de 1996 a 2000. (Dissertação). São Paulo: Faculdade de Odontologia da USP. 2004.118p.
31. Lacerda JT, Simionato EM, Peres KG, Peres MA, Traebert J, Marcenes W. Dor de origem dental como motivo de consulta odontológica em uma população adulta. Rev. Saúde Pública 2004; 38: 453-458.
32. Brasil, Ministério da saúde. Projeto SB Brasil 2003: condições de saúde bucal da população brasileira 2002-2003. Brasília: Ministério da Saúde, 2004: 68.
33. Portal da Câmara dos Deputados (homepage na Internet). Dentistas querem participar de saúde do trabalho. Disponível em: . Acesso em: 28 ago. 2006.
Publicado
2016-03-02
Como Citar
Garbin, D., & Carcereri, D. L. (2016). A ODONTOLOGIA NAS POLÍTICAS PÚBLICAS DE SAÚDE DO TRABALHADOR. Arquivos Em Odontologia, 42(2). Recuperado de https://periodicos.ufmg.br/index.php/arquivosemodontologia/article/view/3411
Seção
Artigos