Avaliação sobre o conhecimento dos cirurgiõesdentistas de Montes Claros-MG sobre técnicas radiográficas, medidas de radioproteção e de biossegurança

Autores

  • Marlen Viviane Oliveira Faculdade de Odontologia, São Leopoldo Mandic -SLMANDIC
  • Milena Bortolotto Felippe Silva Faculdade de Odontologia, São Leopoldo Mandic -SLMANDIC
  • José Luiz Cintra Junqueira Faculdade de Odontologia, São Leopoldo Mandic -SLMANDIC
  • Luciana Butini Oliveira Faculdade de Odontologia, São Leopoldo Mandic -SLMANDIC

Resumo

Objetivo: avaliar o grau de conhecimento dos cirurgiões-dentistas do município de Montes Claros, Minas Gerais, sobre a solicitação de exames radiográficos, medidas de radioproteção e de biossegurança.
Materiais e Métodos: 203 cirurgiões-dentistas foram convidados a responder um questionário com 25 perguntas sobre os temas estudados. Dos 112 profissionais que o responderam, 41 eram clínicos gerais e 71 eram especialistas. Daquele total, 8 tinham menos de 5 anos de formado, 54, entre 5 a 15 anos e os últimos 50, mais de 15 anos. Os dados foram analisados por meio dos testes estatísticos Qui-Quadrado e Exato de
Fisher, adotando-se o nível de significância de 5%. Resultados: Quanto à indicação de técnicas radiográficas para o diagnóstico de alterações bucais, 80,0% dos profissionais indicaram a radiografia interproximal para
o diagnóstico da doença cárie. Quanto à radiografia periapical; 86,7% dos dentistas afirmaram indicá-la para quadros de doença periodontal; 88,8%, para tratamento endodôntico; 72,6% para extração de inclusos e 81,5%,
para fraturas dentárias. Para o planejamento de implantes, 16,9% dos entrevistados indicaram a tomografia computadorizada e 52,3% recomendaram a radiografia panorâmica. Quanto à radioproteção e à biossegurança, 84,0% dos profissionais relataram a adoção do tempo de exposição elevado, acima de 0,8 segundos; 58,9% manifestaram ter preferência na realização do processamento pelo método manual inspecional; 52,7% afirmaram utilizar o acionamento dos raios-X pelo botão de retardo; e 84,8%, descartar os resíduos do revelador e fixador no esgoto comum. Percebeu-se uma correlação entre o tempo de formado e as seguintes condutas adotadas pelos profissionais: tempo de exposição utilizado para expor um filme radiográfico (p=0,03); método utilizado para o processamento do filme radiográfico (p<0,01) e destino para as soluções reveladoras e fixadoras (p<0,01). Conclusão: pode-se afirmar que cirurgiões-dentistas de Montes Claros/MG precisam ser mais bem
esclarecidos quanto à solicitação de exames radiográficos e normas vigentes sobre as medidas de radioproteção e de biossegurança a serem adotadas em consultórios odontológicos.
Descritores: Radiografia dentária. Protetores contra radiação. Exposição a agentes biológicos.

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Biografia do Autor

Marlen Viviane Oliveira, Faculdade de Odontologia, São Leopoldo Mandic -SLMANDIC

Programa de Pós-Graduação em Odontologia, Faculdade de Odontologia, São Leopoldo Mandic (SLMANDIC), Campinas, SP Brasil

Milena Bortolotto Felippe Silva, Faculdade de Odontologia, São Leopoldo Mandic -SLMANDIC

Programa de Pós-Graduação em Odontologia, Faculdade de Odontologia, São Leopoldo Mandic (SLMANDIC), Campinas, SP Brasil

José Luiz Cintra Junqueira, Faculdade de Odontologia, São Leopoldo Mandic -SLMANDIC

Programa de Pós-Graduação em Odontologia, Faculdade de Odontologia, São Leopoldo Mandic (SLMANDIC), Campinas, SP Brasil

Luciana Butini Oliveira, Faculdade de Odontologia, São Leopoldo Mandic -SLMANDIC

Programa de Pós-Graduação em Odontologia, Faculdade de Odontologia, São Leopoldo Mandic (SLMANDIC), Campinas, SP Brasil

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Publicado

2016-05-23

Como Citar

Oliveira, M. V., Silva, M. B. F., Junqueira, J. L. C., & Oliveira, L. B. (2016). Avaliação sobre o conhecimento dos cirurgiõesdentistas de Montes Claros-MG sobre técnicas radiográficas, medidas de radioproteção e de biossegurança. Arquivos Em Odontologia, 48(2). Recuperado de https://periodicos.ufmg.br/index.php/arquivosemodontologia/article/view/3596

Edição

Seção

Artigos