Avaliação da resistência de união de reparos de resina composta, utilizando-se diferentes tratamentos de superfície

  • Rodrigo Richard da Silveira Universidade Federal de Minas Gerais -UFMG
  • Maria Elisa de Souza e Silva Universidade Federal de Minas Gerais -UFMG
  • Eduardo Lemos de Souza Universidade Federal de Minas Gerais -UFMG
  • José Flávio Batista Gabrich Giovannini Centro Universitário Newton Paiva, Belo Horizonte
  • Paulo Afonso Silveira Francisconi Universidade de São Paulo -USP

Resumo

Objetivo: Avaliar a resistência de união de reparos de restaurações em resina composta utilizando-se diferentes tratamentos de superfície. Materiais e Métodos: Foram utilizadas 180 amostras de resina composta Tetric Ceram® (Ivoclar/Vivadent), distribuídas em 9 grupos (n=20/grupo). No momento do reparo, cada grupo recebeu tratamento de superfície específico: ácido fosfórico a 37% (Ivoclar/Vivadent); ácido hidrofluorídrico a 10% (Dentsply) ou microjateamento com partículas de óxido de alumínio de 50μm (Micro Jato VH®). Em seguida, aplicou-se o sistema adesivo Heliobond® (Ivoclar/Vivadent), associado ou não ao agente silanizador Monobond-S® (Ivoclar/Vivadent). Foram também confeccionados espécimes que não sofreram nenhum tipo de reparo (grupo controle). Os espécimes ficaram armazenados em água deionizada por 18 meses. Posteriormente
cada amostra foi submetida ao teste de resistência de união à microtração em máquina de ensaio universal (EMIC DL500BF), a uma velocidade de 0,5 mm/minuto. Os dados obtidos em MPa foram submetidos a
avaliação da normalidade da variável microtração por meio do teste Kolmogorov-Smirnov. Considerando que a variável não apresentou distribuição normal (p<0,001) foram realizados os testes de Kruskal-Wallis e Mann- Whitney. O valor de p considerado foi menor que 0,05, exceto, quando se utilizou da correção de Bonferroni (p<0,00138). Resultados: Os espécimes do grupo controle apresentaram resistência à tração estatisticamente superior em relação aos demais grupos. O emprego do ácido fosfórico e posterior inserção do sistema adesivo apresentou resultados estatisticamente significante em relação aos demais grupos reparados. Conclusões: A resistência coesiva da resina composta foi superior às outras técnicas de reparo utilizadas. O emprego do ácido fosfórico e posterior inserção do sistema adesivo demonstrou ser o tratamento ideal para o reparo de restaurações em resina composta.
Descritores: Resinas compostas. Adesivos dentinários. Manutenção corretiva. Abrasão dentária. Resistência a tração.

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Biografia do Autor

Rodrigo Richard da Silveira, Universidade Federal de Minas Gerais -UFMG

Departamento de Odontologia Restauradora, Faculdade de Odontologia, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Belo Horizonte, MG, Brasil

Maria Elisa de Souza e Silva, Universidade Federal de Minas Gerais -UFMG
Departamento de Odontologia Restauradora, Faculdade de Odontologia, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Belo Horizonte, MG, Brasil
Eduardo Lemos de Souza, Universidade Federal de Minas Gerais -UFMG
Departamento de Odontologia Restauradora, Faculdade de Odontologia, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Belo Horizonte, MG, Brasil
José Flávio Batista Gabrich Giovannini, Centro Universitário Newton Paiva, Belo Horizonte
Curso de Odontologia, Centro Universitário Newton Paiva, Belo Horizonte, MG, Brasil
Paulo Afonso Silveira Francisconi, Universidade de São Paulo -USP

Departamento de Dentística, Endodontia e Materiais Odontológicos, Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB), Universidade de São Paulo (USP), Bauru, SP, Brasil

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Publicado
2016-06-10
Como Citar
Silveira, R. R. da, Silva, M. E. de S. e, Souza, E. L. de, Giovannini, J. F. B. G., & Francisconi, P. A. S. (2016). Avaliação da resistência de união de reparos de resina composta, utilizando-se diferentes tratamentos de superfície. Arquivos Em Odontologia, 48(4). Recuperado de https://periodicos.ufmg.br/index.php/arquivosemodontologia/article/view/3614
Seção
Artigos