Prevalência de má-oclusão em crianças de cinco anos de idade do município de Patos, PB

  • Larissa Lima Leôncio Universidade Federal de Campina Grande - UFCG
  • Kallyne Kennya Fernandes Alencar Furtado Universidade Federal de Campina Grande - UFCG
  • Luciana Dellamano Chacon Universidade Federal de Campina Grande - UFCG
  • Carolina Bezerra Cavalcanti Nóbrega Universidade Federal de Campina Grande - UFCG
  • Luciana Ellen Dantas Costa Universidade Federal de Campina Grande - UFCG
  • Faldryene de Sousa Queiroz Universidade Federal de Campina Grande - UFCG

Resumo

Objetivo: Verificar a prevalência de má-oclusão em pré-escolares de creches públicas do município de Patos/PB. Material e Métodos: A população do estudo foi composta por crianças, de ambos os sexos, regularmente matriculadas na rede pública do município de Patos/PB e inseridas em um projeto de extensão universitário. A análise oclusal consistiu na realização de um exame clínico, por um único examinador e anotador previamente calibrados. O exame clínico foi realizado no próprio ambiente escolar, sob iluminação natural, com a criança sentada de frente para o examinador, com o Plano de Frankfurt paralelo ao solo e em máxima intercuspidação habitual, utilizando-se de espelho bucal e sonda periodontal milimetrada CPI/WHO. Foram avaliados a chave de canino, sobressaliência, sobremordida, mordida cruzada posterior, mordida aberta anterior e mordida cruzada anterior. Nas crianças com oclusão normal foi avaliado ainda, o tipo de arco dentário. A análise estatística foi realizada de modo descritivo por meio de frequências relativas e absolutas para as variáveis categóricas e, para o tratamento estatístico, empregou-se o teste de qui-quadrado (X2), com nível de significância de 5%. Resultados: Foram avaliadas 131 crianças de 5 anos de idade, sendo 54,2% do sexo masculino. Evidenciou-se uma prevalência de 38,2% de má-oclusão nas crianças avaliadas, com os maiores índices para a mordida aberta anterior (30,0%) e a sobremordida (28,0%). Com relação ao tipo de arco, observou-se que o tipo de arco mais prevalente foi o tipo II (48,1%). Não se observou correlação estatisticamente significante entre as variáveis: presença de má-oclusão, tipo de má-oclusão e tipo de arco dentário com o sexo (p > 0,05). Conclusão: A prevalência de má-oclusão nas crianças examinadas foi significativa, evidenciando a necessidade da intervenção precoce. Faz-se necessária a implementação de políticas públicas direcionadas à prevenção e controle de problemas ortodônticos em crianças nessa faixa etária.

Descritores: Má-oclusão. Pré-escolar. Epidemiologia.

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Biografia do Autor

Larissa Lima Leôncio, Universidade Federal de Campina Grande - UFCG
Curso de Odontologia, Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Patos, Paraíba, Brasil.
Kallyne Kennya Fernandes Alencar Furtado, Universidade Federal de Campina Grande - UFCG
Curso de Odontologia, Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Patos, Paraíba, Brasil.
Luciana Dellamano Chacon, Universidade Federal de Campina Grande - UFCG
Curso de Odontologia, Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Patos, Paraíba, Brasil.
Carolina Bezerra Cavalcanti Nóbrega, Universidade Federal de Campina Grande - UFCG
Departamento de Saúde Coletiva, Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Patos, Paraíba, Brasil.
Luciana Ellen Dantas Costa, Universidade Federal de Campina Grande - UFCG
Departamento de Saúde Coletiva, Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Patos, Paraíba, Brasil.
Faldryene de Sousa Queiroz, Universidade Federal de Campina Grande - UFCG
Departamento de Saúde Coletiva, Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Patos, Paraíba, Brasil.

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Publicado
2016-06-14
Como Citar
Leôncio, L. L., Furtado, K. K. F. A., Chacon, L. D., Nóbrega, C. B. C., Costa, L. E. D., & Queiroz, F. de S. (2016). Prevalência de má-oclusão em crianças de cinco anos de idade do município de Patos, PB. Arquivos Em Odontologia, 51(1). Recuperado de https://periodicos.ufmg.br/index.php/arquivosemodontologia/article/view/3668
Seção
Artigos