Prevalência da mordida aberta anterior em crianças de 3 a 5 anos

  • Maria Helena Monteiro de Barros Miotto Universidade Federal do Espírito Santo - UFES
  • Fabio Júnior Rossi Universidade Federal do Espírito Santo - UFES
  • Ludmilla Awad Barcellos Universidade Vila Velha
  • Denise Maria Kroeff de Souza Campos Universidade Federal do Espírito Santo - UFES

Resumo

Objetivo: Verificar a prevalência de mordida aberta anterior e possíveis associações com variáveis sociodemográficas, hábitos de sucção não nutritivos e mamadeira em crianças de 3 a 5 anos. Métodos: Estudo transversal utilizou uma amostra aleatória obtida de uma população de 388 crianças matriculadas em escolas públicas da zona rural e urbana de um município da Região Sudeste. Para o cálculo amostral utilizou-se como parâmetros uma prevalência de 20%, nível de confiança de 95% e margem de erro de 5%. Foi calculada
uma amostra mínima de 150 crianças e adotado um critério de substituição para garantir o poder amostral, envolvendo o sorteio de uma nova criança sorteada da mesma escola. A coleta de dados foi realizada em duas etapas. A primeira constituiu-se de um questionário dirigido aos responsáveis para obter dados sobre escolaridade materna, idade, gênero e a presença de hábitos deletérios – uso de mamadeira e sucção digital e chupeta; a segunda etapa, de um exame clínico conduzido por três examinadores previamente treinados, para
detectar a presença de mordida aberta anterior. O exame foi realizado com a criança sentada de frente para o examinador, utilizando espátulas de madeira com 2 mm de espessura e sob luz natural. Para a confirmação da
presença de mordida aberta anterior, o examinado deveria estar em oclusão cêntrica e não ocorrer a apreensão da espátula. O Teste Qui-quadrado foi utilizado para verificar a possível associação entre as variáveis. O
projeto de pesquisa foi aprovado pelo CEP da UFES. Resultados: Foi encontrada uma prevalência de 16% de mordida aberta anterior, associada ao gênero masculino (p=0,008), sucção digital (p=0,011), ao uso de mamadeiras (p=0,026) e chupetas (p<0,001). Conclusão: A prevalência de mordida aberta em crianças préescolares foi considerada importante e significativamente associada com hábitos de sucção.
Descritores: Mordida aberta. Criança. Má oclusão. Saúde bucal. Epidemiologia.

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Biografia do Autor

Maria Helena Monteiro de Barros Miotto, Universidade Federal do Espírito Santo - UFES

Doutora em Odontologia/SaúdeColetiva, Departamento de Clínica Odontológica, Curso de Odontologia, Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória, Espírito Santo, Brasil.

Fabio Júnior Rossi, Universidade Federal do Espírito Santo - UFES

Cirurgiao-dentista, Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória, Espírito Santo, Brasil.

Ludmilla Awad Barcellos, Universidade Vila Velha

Doutora em Odontologia/Odontopediatria, Departamento de Clínica Integrada Infantil Curso de Odontologia,Universidade Vila Velha, Vila Velha, Espírito Santo, Brasil.

Denise Maria Kroeff de Souza Campos, Universidade Federal do Espírito Santo - UFES

Mestre em Odontologia/Ortodontia Departamento de Clínica Odontológica, Curso de Odontologia, Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória, Espírito Santo, Brasil.

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Publicado
2016-07-18
Como Citar
Miotto, M. H. M. de B., Rossi, F. J., Barcellos, L. A., & Campos, D. M. K. de S. (2016). Prevalência da mordida aberta anterior em crianças de 3 a 5 anos. Arquivos Em Odontologia, 52(2). Recuperado de https://periodicos.ufmg.br/index.php/arquivosemodontologia/article/view/3699
Seção
Artigos

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