Justiça Cega ou Surda?

Embate de sentidos no discurso jornalístico

Autores

  • Elenir Guerra UNICENTRO
  • Célia Bassuma Fernandes UNICENTRO

DOI:

https://doi.org/10.29327/248949.25.25-10

Palavras-chave:

Contradição, Discurso, Sujeito, Língua

Resumo

Nosso objetivo, neste trabalho, é investigar o funcionamento discursivo da contradição na reportagem intitulada “Desembargador é suspeito de manter mulher surda, que nunca aprendeu Libras, em trabalho análogo à escravidão por 37 anos”, exibida pelo Fantástico, em 11 de junho de 2023 e que também circulou no G1, portal de notícias online do grupo Globo, um dos maiores conglomerados de mídia da América Latina. A Análise de Discurso, fundada por Michel Pêcheux na França e reterritorializada, no Brasil, por Eni Orlandi e por demais pesquisadores que elegem o discurso como objeto de estudo fornece o dispositivo teórico-analítico para respaldar as análises, e para observar como se dá o embate entre diferentes formações discursivas, uma vez que o sujeito que deveria fazer cumprir as leis, conforme o discurso jornalístico, as infringe, ao privar um sujeito surdo (sob seu domínio) de aprender a Língua Brasileira de Sinais – Libras, meio legal de comunicação e expressão da comunidade surda do Brasil, que garante aos sujeitos surdos o direito de se significar e de significar o mundo, constituindo-se em sujeito.

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Publicado

2025-12-31

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

Justiça Cega ou Surda? Embate de sentidos no discurso jornalístico. (2025). Cadernos Do Leste, 25(25). https://doi.org/10.29327/248949.25.25-10