PALABRAS QUE NO SE OYEN: LA INCOMUNICABILIDAD ENTRE CLASES EN LA DRAMATURGIA DE JORGE ANDRADE

a incomunicabilidade entre classes na dramaturgia de Jorge Andrade

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.35699/2317-2096.2026.61589

Palabras clave:

incomunicabilidad; teatro político; Jorge Andrade; desigualdad; resistencia cultural.

Resumen

Este estudio analiza la obra A Receita (La Receta), de Jorge Andrade, escrita para la I Feria Paulista de Opinión (1968), un evento marcado por la resistencia cultural en medio de la represión de la dictadura cívico-militar. La obra responde a la pregunta «¿Qué piensa usted del Brasil de hoy?» al denunciar la brutal desigualdad social y el abismo de comunicación entre las clases. La incomunicabilidad es el eje dramático central de la pieza: el enfrentamiento entre un joven médico recién graduado y una familia miserable revela no solo el fracaso de la medicina institucional frente al hambre y el abandono, sino también la ruptura total entre saber técnico y experiencia popular. Andrade evidencia la incapacidad de la élite para comprender y dialogar con la realidad de los marginados, denunciando la falta de preparación de los profesionales formados en sistemas excluyentes. El análisis de la obra se articula con los pensamientos de Walter Benjamin, Bertolt Brecht y Anatol Rosenfeld, mostrando que el teatro puede ser un espacio de crítica y acción política. La participación de Andrade en la Feria, aunque inusual, refuerza el teatro como herramienta de denuncia y reflexión sobre las injusticias sociales, siendo A Receita un retrato potente de las contradicciones brasileñas y de la urgencia de escuchar ante la exclusión estructural.

Biografía del autor/a

  • Hugo Paes, Universidade Estadual de Maringá (UEM) | Maringá | PR | BR

    É mestre em Letras (UEM), graduado em Filosofia (PUCPR) e possui formação nas áreas de Sociologia e Letras (Unicive). Atua como professor de Filosofia e Sociologia no ensino superior. Desenvolve pesquisas nas áreas de literatura, filosofia e teatro, com ênfase nas relações entre arte, sociedade e processos históricos.

  • Cláudia Bellanda Pegini, Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) | Curitiba | PR | BR

    É doutora em Estudos Literários (UEM), mestre em Letras (UEL) e graduada em Letras (UEM). É professora titular na Pontifícia Universidade Católica do Paraná e integra a equipe de Formação Docente do Centro de Ensino e Aprendizagem (CrEAre – PUCPR). Desenvolve pesquisas sobre arte e sociedade e sobre formação docente no ensino superior.

Referencias

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Publicado

2026-10-09

Número

Sección

Dossiê: Literatura, Teatro e Sociedade

Cómo citar

PALABRAS QUE NO SE OYEN: LA INCOMUNICABILIDAD ENTRE CLASES EN LA DRAMATURGIA DE JORGE ANDRADE: a incomunicabilidade entre classes na dramaturgia de Jorge Andrade. (2026). Caligrama: Revista De Estudos Românicos, 31(3), 142-152. https://doi.org/10.35699/2317-2096.2026.61589