Aproximações entre Carlos Drummond de Andrade e Ailton Krenak
DOI:
https://doi.org/10.35699/2317-2096.2026.63152Palavras-chave:
ailton krenak, carlos drummond de andrade, mineração, literatura indígenaResumo
O presente artigo tem como objetivo identificar aproximações filosófico-literárias entre o ativista indígena Ailton Krenak e o poeta modernista Carlos Drummond de Andrade. Além de tratar de temas como natureza e cultura, os efeitos do antropoceno, a noção de corpo-território e de que maneira os autores, em seus diferentes contextos sociais e culturais, compartilham preocupações semelhantes em relação à exploração mineral e aos impactos devastadores da lógica produtivista. Por meio de uma abordagem qualitativa, comparativa e bibliográfica, esta pesquisa baseou-se na análise de uma seleção de expressivas obras de Ailton Krenak, com ênfase no livro A vida não é útil (2020), e poemas emblemáticos de Carlos Drummond de Andrade tais como “O homem; as viagens” e “Montanha pulverizada”. O estudo fundamenta-se em autores como Benites (2023), Kopenawa e Albert (2010), Sussekind (2018), Latour (2020), Wisnik (2018), Danowski e Castro (2014). Os principais resultados indicam uma convergência de Drummond e Krenak ao promoverem reflexões acerca da exploração predatória do planeta e ao realizarem críticas à atividade mineradora em Minas Gerais, região onde ambos nasceram. Conclui-se que se faz necessário reavaliar as concepções estabelecidas pelo pensamento ocidental, reimaginar o futuro a partir das cosmologias indígenas e reafirmar a literatura como um espaço produtivo para formular novas formas de ser e estar no mundo.
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